O mesmo discurso de sempre…

Eu cansei de vir escrever quando minha mente está cheia de coisas ruins. Mas é engraçado, porque são nesses momentos que minha inspiração aparece.. mesmo que seja pra coisas boas. Confesso que me acho estranha.

O que me trouxe aqui foi a saudade. Saudades de meus textos, saudade dos meus hábitos, saudade dos meus comentários. Saudade.

Nem vou dizer que já passou do brega essa estória de dizer que a palavra saudade não tem tradução e etc etc etc, porque já cansou. Devo confessar que acho que só eu senti saudades daqui. Da mesma forma que nem meu próprio blog sentiu saudades de mim (eu sei que coisas abstratas não sentem coisa alguma, eu fiz primário). Mas tá tranqüilo. Definitivamente esta é a menor das rejeições que passo nessa vida.

E como disse que só volto aqui quando coisas ruins pairam sobre minha mente, resolvi para por aqui também. E prometo, mais uma vez, novamente, retornar cheia de inspiração. E da boa, porque a que vem agora não vale a pena ao menos ser verbalizada..

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Now playing: O Teatro Mágico – Tudo Numa Coisa Só
via FoxyTunes

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2 thoughts on “O mesmo discurso de sempre…

  1. Lendo este seu texto lembrei de um que li da minha prima que está em Londres e vale a pena ser lido…se quiser, pq não faz o menor sentido postar um texto de um blog em outro…rs
    Amo vc!

    Sexta-feira, 16 de Novembro de 2007
    A palavra. A Saudade.

    Ontem na aula de voz tive o momento de saborear uma palavra.
    Poderia escolher qualquer uma, para sentir todos os movimentos da boca, da língua, da respiração.
    E eu escolhi saudade. Saudade. Primeiro porque é uma palavra que só existe em português, segundo porque é um termo ambíguo, um misto de dor e angústia mas que é provocado pelo amor.
    Quando a professora disse para escolhermos duas palavras, uma boa e uma ruim, eu escolhi Saudade e Miséria. A segunda, diferentemente da primeira, para mim, tem um lado só. Um lado ruim, áspero, triste, quase que sem saída.
    Mas após saborear um bocado da Miséria e da Saudade em meu cantinho na sala, fomos compartilhar com o colega. Minha dupla foi a Daniela, a suíça, pequena, com a pélvis jogada para trás, as sobrancelhas arqueadas e um sorriso tão doce.
    Ela acariciou meu ombro e começou a sussurrar a palavra dela, na língua dela. Tão doce e envolvente ela mexia meu corpo e sussurrava ao meu ouvido: Suna…e o som do “s” era parecido com um “x”…e ela dizia aquilo com uma energia e alegria tão grandes, que aos poucos nossa respiração entrou em sincronia e seguimos em um só som, como se fôssemos uma só voz: SSSSuuuuunnnnaaaaaa. E foi lindo! Eu não sabia o que significava, mas isso não interessava, porque o som se tornou mais importante que a tradução, e nosso embalo e nossa respiração fizeram com que, por segundos, nos tornássemos uma só.
    Depois chegou minha vez de ensinar-lhe o som de uma palavra em português e, claro, não dividiria com a Daniela a Miséria, dividiria a Saudade. E sussurrei ao seu ouvido: Sau-da-de; Sau-da-de…e uma melodia surgiu,no começo ela repetia apenas as vogais, aos poucos o som da Saudade ganhou forma em sua boca e em nosso corpo. E juntas cantamos a Saudade. A cantamos abraçadas, em português, respirando juntas: Saudade…
    Suna é Sol em Suíço-alemão. Cantamos a Saudade para o Sol.
    Hoje senti uma Saudade sentida da minha cachorrinha que partiu. Não precisei cantá-la, talvez não tenha chegado ao Sol…Saudade é difícil de curar…mas seu som, ontem, me levou junto com Daniela à mais forte luz do dia.
    Saudade é para ser curada?
    Julieta

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