E a dúvida remains…

Estou triste. É péssimo isso. Na verdade às vezes é bom curtir a fossa, mas desta vez to curtindo pra caramba, até demais.
Já não sei mais dizer se é mesmo tristeza. Acho que consegue ser mais profundo.

Minha vida tá um caos desde que o ano começou. Assim meio sem saber o que fazer, e quando se sabe nada dá certo. E é isso que me incomoda.
Vamos lá. Já são 6 meses de formada. Esta crise eu to levando bem, até. Mas, como diz um poema de um conhecido meu “estou muito atrás de meus olhos”. E sinto – melhor, sei – que estou muito atrás de algumas pessoas que se formaram comigo, algo que me incomoda pelo simples fato de eu não ter mais pouca idade. Tá, eu sei que não sou velha, mas o tempo tá passando e nada tá acontecendo.

A cada semana eu achava um propósito diferente. Isto quando comecei a achar que tinha que ter um propósito, ou não tocaria minha vida pós faculdade. E toda semana era um diferente. Aí comecei a ver novos horizontes, novos rumos e aquilo foi me animando. E esses novos rumos foram “down the drain“, enquanto outros, que realmente nunca passaram pela minha cabeça surgiram. E apesar de assustador, inovador e “perigoso”, era algo que me deu um shot de adrenalina impressionante. Parecia que todos os dias eu acordava com uma disposição que não via em mim há anos. E desta vez não é hipérbole.
E a cada dia, eu ia me acostumando com isso, com tanta energia boa vindo de dentro de mim. E achava que estava no caminho certo. E quanto mais eu ia seguindo meu rumo, mais via muros na minha frente.
Cada vez o muro ficava mais alto. E aquele shot de adrenalina se transformou num balde de água fria. Tão fria, tão gélida, que congelou-me de forma tal, que não consigo mexer um palito pra tocar meus planos. As pedrinhas de gelo batiam na minha cabeça como marteladas. E tudo que eu achava que seria bom pra mim, passou a não ter mais futuro no meu futuro.

E hoje cá estou, triste, deprimida, sem esperanças e sem futuro. Porque a felicidade dos outros hoje me incomoda, porque a sinceridade necessária dos outros me desanima, porque eu acho que nada mais do que faço vale a pena.

Não sei se sigo em frente, continuo mudando meus planos a cada semana ou sigo com eles até o fim, perseverando e contando com minha capacidade de conseguir realizá-los. Lógico que qualquer um ia me dar um empurrão no meu ego e dizer que consigo, mas se fosse tão fácil assim comigo, talvez não estivesse aqui escrevendo estas linhas.
Não sei de mais nada, e o que sei me desagrada. Enquanto isso, a dúvida “remains”: passo a bola pra frente ou fujo com ela? Entro à direita ou vou em frente? Caso ou compro uma bicicleta?

E a dúvida remains….

p.s.: só tem um pequeno probleminha… ou eu me resolvo agora, ou eu me resolvo agora. Nem tempo pra pensar eu tenho sobrando…
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2 thoughts on “E a dúvida remains…

  1. Só que não acho q vc deva ter pressa…parece q não há tempo, mas sempre há tempo…eu acho…apesar de vc não ter perguntado!!! 😀
    Amo-te.

  2. Abiga, não se compare com ng. (Quer dizer, pode se comparar com a mulher melancia. Pensa que o porteiro do seu prédio não pode se, hm, aliviar olhando pra vc pelada. Já é um adianto, né?) Vou contar uma coisa: sabe quando vc tá procurando o amor e não acha de jeito nenhum e quando tá namorando aparecem 10 pessoas interessantes te querendo? com emprego/sentido na vida tb é assim. quando você tiver deprimida e sem saber o que fazer, pense “eu vou deixar o universo tomar conta dos detalhes.” O universo vai olhar pra vc e quando vc menos esperar, BUM, o caminho! É zérium.

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