Como…

…alguém passa 8 anos sem pagar taxa de incêndio??

E a dúvida remains…

Santa filosofia dos embalos de um sábado de setembro…

Tipos que hoje é sábado.
“Dã. E daí?”
Pois é. E daí que nada. Assim tem sido meus sábados.
Hoje conseguir enrolar na cama até 12:00. Sim, eu disse enrolar.. Tava com calor… E nem me pergunte de onde veio, porque eu sei que o tempo não tava pra isso…

Então tá. Vamos lá. Café da manhã. Pão francês com pasta de atum.
Dez minutos depois de terminar, digo: 10 minutos depois, me chamam pra almoçar… Só podia ser brincadeira, né? Oi?!? Acabei de comer pão?!?! E nem tirei o miolo?!?!

Tentei ver o filme que tinha tentado ver durante a semana mas dormi antes de terminar. Deu a mesma coisa. Dormi. Mas confesso, durante minha adolescência foi um filme que via vááááárias vezes. “O Chacal”. Tá, isso pode dizer alguma coisa sobre minha personalidade, sei lá. Vi umas 5 vezes, lembrando com esta memória ruim que eu tenho…

Aí resolvi levantar. Computador. Ninguém. Orkut: parado. Twitter: parado. Msn: parado. Cacete. Nem e-mail eu tenho (minto, eu recebi as notícias do STF e STJ but who cares?!?! leio depois, não num sábado)…
Depois de muito pensar, resolvi: vou ao California Coffee. All by myself como dia a música lá de Bridget Jones, mas que eu já conhecia na voz de Celine Dion. Serinho…. umas 2 horas pra tomar coragem.. Mas eu tinha que pegar meu livro também.. porque que peço as coisas pela internet e que sejam entregues na loja (pra não pagar frente, não sou boba e estou desempregada), ninguém nunca liga pra avisar que chegou…

Mas po, fala sério, só depois da novela das 6. Sério, to vendo novela. Pasmem. Eu também estou pasmada (eta palavra feia da p#$%¨)…

Tomei banho, recebi um convite pra uma festa que “vai ser super legal” em Copacabana. Neguei e mantive a promessa feita à minha sombra: café no California Coffee…
Saí e minha mãe pergunta: sozinha? Com MUITA DOR NO CORAÇÃO respondo que sim. E nem era mentira, antes fosse…
Encurtando meus embalos, porque vou ver um filme daqui a pouco e ainda quero jogar…..
Encontrei uma amiga linda, que está noiva… todos os meus amigos estão se comprometendo, Jesus…
E resolvi tomar uma taça de vinho. E descobri que não tinha dinheiro na carteira! Yay! E nem cartão! Yay! Se bem que este é bom não estar… depois do estrago que fiz…

Bom, fui pra uma deli do lado do Outback, (coisa tentadora, não?) e tomei uma taça de vinho enquanto lia meu livro sobre a legitimidade dos atos administrativos.. Cara… parece chato mas não é. E foi tão bom, ser lonely naquele momento.. mesmo eu tendo chegado no shopping cheio de amor frustrado por conta dos milhões de casais de namorados e eu lá, só, querendo uma taça de vinho e a única companhia que pude arranjar foi um livro…

Mas então.. foi isso. Nada de bom pra contar. Só pra dizer que tomei uma taça de vinho sozinha lendo um livro de Direito pra uma prova que provavelmente não irei passar (não é pessimismo e sim realismo, visto que ainda faltam tipo umas 600 páginas pra ler em um mês, mais ou menos.. e não, eu não leio rápido porque demoro a começar… é sinistro…).

Cheguei. Vou ver Cidade dos Sonhos. Vou tentar pela milionésima vez, porque sempre estou com sono. Mas vou beber uma taça de vinho ruim daqui de casa com umas pastinhas.. Essas são de graça! 🙂
E continuo sozinha. Quem quiser me arranjar uma namorado to aceitando, valeu? Mas por favor, leia “algumas instruções” antes de me apresentar alguém.
Liguei pra um “quase alguma coisa, não sei bem o quê” e ele não atendeu. Tranqüilo. Também não ligo mais. And I mean it!!! To igual à musica da Ana Carolina “Hoje eu tô sozinha, não sei se me levo ou se me acompanho…” Terrível.

Caracas, esse post tá ridículo, derrotado. Hoje é sábado e eu digitando um post meio que reclamando da vida; de estar sozinha; da falta de dinheiro e porque não, do edital de mestrado em filosofia que saiu. Aff!!!! Faço ou não faço? Nem tem muito o que ler, só 2 tópicos. Mas aí vou ter que fazer um projeto de pesquisa e discorrer sobre um entre os 2 temas.. É viajar um pouquinho…
Tá, não vou fazer.
Tá, parei de falar em futuro porque to meio que perdidaça!
Valeu, fui!

update: não estou vendo Cidade dos Sonhos. Não tomei vinho ruim e nem comi pastinhas com torrada. Meu MSN não tá bombando mas agora tá maneiro!!!!

Usando palavrão pela 1ª vez. Culpa do (des)equilíbrio da minha vida…

Um dia me falaram sobre o equilíbrio das coisas… Que pra cada sofrimento vinha uma alegria e vice-versa, seria algo de ‘equilíbrio da natureza’.

De fato, nunca acreditei nisso e minhas amigas estão vivas para comprovar. Sempre refutei essa teoria porque simplesmente não a via acontecendo na minha vida. Mas, como a gente tem que ter fé, tem que acreditar que as coisas podem e vão dar certo, tentei adotar parcialmente a tal teoria pra mim.

Junto dela, acolhi o pensamento positivo, as ações positivas para se conseguir o que se quer e fui em frente, acreditando, muito mais do que isso tudo junto, em Deus que está sempre presente e vê não só o que queremos e nossas ansiedades, mas vê também nosso esforço em alcançá-las.

Ontem tive uma notícia muito ruim. Poderia ser pior, mas foi muito ruim. Eu estudei, tive pensamento positivo, sofri e vi que Deus tava comigo e achei que passaria numa prova mega crucial pra minha vida. E não só não passei como fiquei longe disso. E pior, quando não estudei tive rendimento semelhante.

Foi terrível relembrar os momentos de paz que senti ao fazer a prova e depois dela. Eu orei antes de começar, ao terminar, no dia anterior e em todos os outros. Não to dizendo aqui que minha fé é dependente de bons resultados, só digo que não foi por falta dela.

Não bastasse a má, péssima notícia, por conta dela, travei uma big guerra mundial na minha casa, sem que eu tivesse começado, pelo simples fato de eu não aceitar as condições impostas à minha vida. Não respeitam meu direito de chorar, de achar o mundo injusto, de me achar coitadinha, mesmo que seja por alguns dias ou momentos. Não me dão direito de ser, sem ser o que querem que eu seja, não vale nada ser maior de idade porque pouco importa. Importa o lugar em que vivo, com quem vivo e por quem fui criada. Levantei minha voz e só piorou. Não se pode levantar a voz, mesmo que seja pra ser ouvida, na ditadura da minha casa.

E só ouço os gritos, literais, na minha cabeça e ouvidos, que eu preciso parar de me fazer de vítima, que eu preciso seguir em frente, e que eu não posso me incomodar com o que as pessoas pensam. Tudo isso com menos de 30 minutos após o resultado.
Porque eu não posso me incomodar, eu deveria ser outro alguém.
Porque a partir de ontem eu não tenho mais mãe nem avó, porque eu não mereço (e pelos motivos que a 1ª acha razoável). E tenho uma tia que não se cansa em me convencer a ir pra casa dela.

Então eu pergunto: aonde está o equilíbrio da natureza, aonde está Deus aonde está tudo porque agora à minha frente, vejo um nada. Um nada de pessoas com raiva de mim, porque eu choro; porque eu quero ser eu e não o que me mandam; com pena de mim e me pressionando pra sair do meu estado e estudar em outro lugar pra não sofrer pressão dos amigos; um nada de resultados, que me levam a pensar até aonde Deus permite essas coisas e o que Ele quer de mim.

Não passei e não foi por falta de estudo.
Estou sendo deserdada por querer ser eu.
Estraguei o aniversário das pessoas.
Não consigo dizer não às pressões pra me tirarem do Rio de Janeiro.
Vejo injustiça pra todo o lado, com pessoas que mal e porcamente estudaram com material que eu dei e passaram.

Passei o dia todo me perguntando como consegui tirar 10 ‘com louvor’ na minha monografia de fim de curso e sinceramente começo a achar que foi pena. Nada faz sentido. Eu nunca fui aluna de “10 com louvor” e também não terminei a faculdade assim. Foi um “gap” na minha vida e me fez confiante quando na verdade deveria levar como um golpe de sorte por ter escolhido um tema diferente, coisa que já me garantia um certo respeito, talvez…

A vida é uma longa sucessão de injustiças. Há os que nasceram pras melhores coisas da vida. Há os que nasceram pra se foder. Literalmente. Porque nada na vida da minha família vem fácil, mas essa prova não teve nada de fácil. Mas sou obrigada a escutar que deveriam ter me negado mais quando era pequena pra eu aprender a não ter as coisas.

Sinceramente? Não vejo mais sentido em nada. Não vejo sentido em estudar, se não é pra passar; não vejo sentido em ser maior, se não posso ser quem sou; não vejo sentido em viver, se na verdade preciso ser uma marionete.

O que eu quero? Grandes merda, que se foda o que eu quero. Eu tenho que querer o que querem. Mas talvez isso faça parte do equilíbrio natural da vida.

Engraçado é fazer Direito, ter uma réplica da Deusa Minerva(ou Têmis, sei lá) segurando um balança e vendo a balança da minha vida em total discrepância com aquela. Nem de olhos abertos eu consigo mantê-la sem virá-la, ou mesmo encostar um dos lados no chão.

Contando meus podres (ou amores) 1, 2, 3…

É literalmente a volta dos que não foram.
Na verdade é só uma metáfora pra dizer que um dia eu disse que acabei pro amor; que amor e nós tínhamos terminado (se nunca disse isso aqui, alguns já escutaram de minha própria boca).
Na verdade, esse sentimento animalesco, estúpido, bonito e simples ainda não larga do meu pé e eu tento freneticamente afogá-lo na banheira. Mas meus planos sempre vão por água abaixo. E eu tento de novo.

Aí um dia eu tentei. Achei que podia achar o amor… e ele bateu na minha cara sua porta quando fiquei com um cara que não sei o nome até hoje. Confesso. Tem uns que eu não lembro o nome, uma questão de memória alcóolica ou memória de night (porque nem sempre eu bebo e sempre esqueço tudo).
E… digamos…. nos últimos 6 anos… isso se repetiu algumas vezes (faculdade, farra.. todo mundo entende. E quem não entende, vá pá p…)…

Até um dia que eu resolvi que não iria mais me deixar levar por esses seres. Que agora só com gente séria.
Foi 1, digo UMA, experiência interessante. Que no final ficou-se claro que dali não sairia coelho. Ou cachorro(daquele troço do mato que não sai….)? E de sério, só tinha o segurança do cinema que me levaram.
Desisti mais uma vez.
E voltei pro status quo de uma mulher solteira no meio de uma cidade grande cheia de oportunidades meia-boca pela frente. E os anos foram passando… E só oportunidade meia-boca….

Aí, pra meu desespero todo mundo resolveu casar(sim porque desesperada fico eu quando vejo geral casando e com a minha idade… e nada de blábláblá de que cada um tem seu tempo… não é o momento do post.). Que fique claro que meu desespero não me levou a soluções drásticas.

Mais ou menos.
Não, mentira.

Continuei na minha. Na verdade, na minha e amando platonicamente um ser humano idiota. Tá, não é idiota. Mas hello?!?! Quanta falta de visão…Não só dele mas dos homens em geral.
Depois de muito sofrer, falar, chorar no meio da boate por ele, mandar sms pras minhas amigas no auge do álcool no sangue, percebi que o mar tava pra peixe e cheio de possibilidades.
Você se pergunta: ué?! Mas não foi sempre assim?! Talvez, mas eu fecho os olhinhos pro mundo inteiro quando resolvo sofrer por amor não-correspondido. Coisa que trouxe da adolescência, além das espinhas.

E comecei a ver aquele marzão de possibilidades. E em pleno carnaval, tá lá a possibilidade. Tudibão. Do jeitin’ que eu gosto… Até escutar a frase mais interessante vinda de um ficante EVER: “Você sabia que sou gay?”. Nessa hora, você que ali se entregava aos beijos a um ser humano que jurava ser hétero, até pelo comportamento (sem maiores detalhes), pega aquele balão de gás e fura com uma grande agulha… aiaiai papai…(não contei a parte da night ser alternativa, contei??? )

Mas… como a alma não é pequena, a busca continuou. Um aqui outro ali… Aí você acha que achou o amor. Bateu o feeling, bateu tudo. Menos o estado. Porque carioca não tá afim de namorar mato grossense. Nada contra a cidade, mas oi?!?! Namoro por correspondência eu arranjo na internet.

E tudo bem… Um qualquer ali, outro médico acolá… e nada.
Mas, graças ao orkut, essa maldita ferramenta de relacionamentos – onde você efetiva a teoria de que o mundo é um ovo de cordorna – todo mundo se conhece, todo mundo já se viu e por aí vai. E é muita história pra contar…
Bom, enfim, conheci um cara pelo orkut. Como? Não sei. Só sei que em menos de uma semana de papinho barato e enganador, tava lá o cara querendo me encontrar. Como eu não sou homem e não morro porque estou sozinha e blablabla, furei o 1º encontro. O 2º e o 3º também. E ele ainda insiste… Até eu já me convenci: se não fui até hoje, bem, não vou mais… aceita a realidade e vazaaaa!

E nessa de vazar, eu vazei pra outros canais porque o mar tava cheio de peixe podre. E nos outros canais também achei outros peixes que olhando de longe, dariam um perfeito rolinho e porque não um namorado. Mas depois…. assustou até as mais experientes no assunto. E lá se foi outro canal podre….

E nesta busca incessante porém não mais desesperada me tornei muito menos ultra seletiva (lógico que rola seletividade, mas se for fazer igual minha tia vou morar sozinha com 60 anos. E nem gato ela tem. E não, ela não casou nenhuma vez….), porém nunca completamente sem noção – mas isso também depende do teor alcoólico – já que nesta de perder a seletividade acabei ficando com um que provavelmente era menor de idade (menor do que eu era óbvio, a idade… tá, também).

Saí dessa pra outros mares. E no último mar, uau… parecia um oceano do circo dos horrores. E no meio dos horrores me apareceu um príncipe. E sem “saganaji”, parecia um príncipe de filminhos da Disney: loiro alto bonito e sensual (por causa da musiquinha…) corpo forte, sabe? Daqueles grandes, sabe? Daqueles bem malhados, mas num nível suuuper aceitável e suuuper bacana, sabe? Você, melhor, eu, comecei a achar que era até coisa da minha cabeça, um cara desse porte chegando em mim? Cheio de educação e destreza? Medo sério… Mas aí quando eu perguntei o nome, tudo se explicou. “Meeee-meeeee-meeeeeeu nooooooooooooo-nooooooooooonnnnooo-me éééééééé Aaaaalaaaaan”
Cara, só não ri horrores pelos seguintes motivos: tenho um primo gago; demorei pra me conscientizar que o cara lindo, charmoso e sensual não era perfeito e por conta do teor alcoólico. Ah, e pela educação do menino…
Pois é. Gago. Da Silva. Tudo bem que ninguém é perfeito, mas oi?!?! Tinha que ser gago? Logo eu que não ligo pra beleza e sim pro papo??

Depois dessa estranha/hilária/humilhante/esquisita/inovadora experiência, to começando a achar que os deuses do olimpo brincam comigo… Po, deve ser engraçadão pra senhora Afrodite e sabe-se lá mais quem que vive no olimpo (gentem, só uma alusão… não entendo nada disso), olhar lá de cima e gargalhar, pisando nos sonhos dos outros. Pena que eu não tenho uma flecha daquele outro deus lá pra tacar na cabeça dela.

Agora, depois disso tudo, to eu pensando aqui o por quê de explanar meus podres por aí. O mundo inteiro pode ler. Mas na boa, quezidani. De repente alguém tem compaixão da minha alma e pára de fazer piadinha com o sentimento dos outros.

E não, não estou amando. Até devia, te faz alguém melhor. Mas tchudo bem. Amor é pra poucos. Ou só pros sádicos. Ou pros que ainda não estão podres. Porque talvez eu esteja podre, e não meus causos… mas aí é filosofia demais pra um post só, muita exposição da pessoa aqui.

Fui (beijar mais um sapo na lagoa porque o mar, definitivamente, não tá pra peixe!)