Contando meus podres (ou amores) 1, 2, 3…

É literalmente a volta dos que não foram.
Na verdade é só uma metáfora pra dizer que um dia eu disse que acabei pro amor; que amor e nós tínhamos terminado (se nunca disse isso aqui, alguns já escutaram de minha própria boca).
Na verdade, esse sentimento animalesco, estúpido, bonito e simples ainda não larga do meu pé e eu tento freneticamente afogá-lo na banheira. Mas meus planos sempre vão por água abaixo. E eu tento de novo.

Aí um dia eu tentei. Achei que podia achar o amor… e ele bateu na minha cara sua porta quando fiquei com um cara que não sei o nome até hoje. Confesso. Tem uns que eu não lembro o nome, uma questão de memória alcóolica ou memória de night (porque nem sempre eu bebo e sempre esqueço tudo).
E… digamos…. nos últimos 6 anos… isso se repetiu algumas vezes (faculdade, farra.. todo mundo entende. E quem não entende, vá pá p…)…

Até um dia que eu resolvi que não iria mais me deixar levar por esses seres. Que agora só com gente séria.
Foi 1, digo UMA, experiência interessante. Que no final ficou-se claro que dali não sairia coelho. Ou cachorro(daquele troço do mato que não sai….)? E de sério, só tinha o segurança do cinema que me levaram.
Desisti mais uma vez.
E voltei pro status quo de uma mulher solteira no meio de uma cidade grande cheia de oportunidades meia-boca pela frente. E os anos foram passando… E só oportunidade meia-boca….

Aí, pra meu desespero todo mundo resolveu casar(sim porque desesperada fico eu quando vejo geral casando e com a minha idade… e nada de blábláblá de que cada um tem seu tempo… não é o momento do post.). Que fique claro que meu desespero não me levou a soluções drásticas.

Mais ou menos.
Não, mentira.

Continuei na minha. Na verdade, na minha e amando platonicamente um ser humano idiota. Tá, não é idiota. Mas hello?!?! Quanta falta de visão…Não só dele mas dos homens em geral.
Depois de muito sofrer, falar, chorar no meio da boate por ele, mandar sms pras minhas amigas no auge do álcool no sangue, percebi que o mar tava pra peixe e cheio de possibilidades.
Você se pergunta: ué?! Mas não foi sempre assim?! Talvez, mas eu fecho os olhinhos pro mundo inteiro quando resolvo sofrer por amor não-correspondido. Coisa que trouxe da adolescência, além das espinhas.

E comecei a ver aquele marzão de possibilidades. E em pleno carnaval, tá lá a possibilidade. Tudibão. Do jeitin’ que eu gosto… Até escutar a frase mais interessante vinda de um ficante EVER: “Você sabia que sou gay?”. Nessa hora, você que ali se entregava aos beijos a um ser humano que jurava ser hétero, até pelo comportamento (sem maiores detalhes), pega aquele balão de gás e fura com uma grande agulha… aiaiai papai…(não contei a parte da night ser alternativa, contei??? )

Mas… como a alma não é pequena, a busca continuou. Um aqui outro ali… Aí você acha que achou o amor. Bateu o feeling, bateu tudo. Menos o estado. Porque carioca não tá afim de namorar mato grossense. Nada contra a cidade, mas oi?!?! Namoro por correspondência eu arranjo na internet.

E tudo bem… Um qualquer ali, outro médico acolá… e nada.
Mas, graças ao orkut, essa maldita ferramenta de relacionamentos – onde você efetiva a teoria de que o mundo é um ovo de cordorna – todo mundo se conhece, todo mundo já se viu e por aí vai. E é muita história pra contar…
Bom, enfim, conheci um cara pelo orkut. Como? Não sei. Só sei que em menos de uma semana de papinho barato e enganador, tava lá o cara querendo me encontrar. Como eu não sou homem e não morro porque estou sozinha e blablabla, furei o 1º encontro. O 2º e o 3º também. E ele ainda insiste… Até eu já me convenci: se não fui até hoje, bem, não vou mais… aceita a realidade e vazaaaa!

E nessa de vazar, eu vazei pra outros canais porque o mar tava cheio de peixe podre. E nos outros canais também achei outros peixes que olhando de longe, dariam um perfeito rolinho e porque não um namorado. Mas depois…. assustou até as mais experientes no assunto. E lá se foi outro canal podre….

E nesta busca incessante porém não mais desesperada me tornei muito menos ultra seletiva (lógico que rola seletividade, mas se for fazer igual minha tia vou morar sozinha com 60 anos. E nem gato ela tem. E não, ela não casou nenhuma vez….), porém nunca completamente sem noção – mas isso também depende do teor alcoólico – já que nesta de perder a seletividade acabei ficando com um que provavelmente era menor de idade (menor do que eu era óbvio, a idade… tá, também).

Saí dessa pra outros mares. E no último mar, uau… parecia um oceano do circo dos horrores. E no meio dos horrores me apareceu um príncipe. E sem “saganaji”, parecia um príncipe de filminhos da Disney: loiro alto bonito e sensual (por causa da musiquinha…) corpo forte, sabe? Daqueles grandes, sabe? Daqueles bem malhados, mas num nível suuuper aceitável e suuuper bacana, sabe? Você, melhor, eu, comecei a achar que era até coisa da minha cabeça, um cara desse porte chegando em mim? Cheio de educação e destreza? Medo sério… Mas aí quando eu perguntei o nome, tudo se explicou. “Meeee-meeeee-meeeeeeu nooooooooooooo-nooooooooooonnnnooo-me éééééééé Aaaaalaaaaan”
Cara, só não ri horrores pelos seguintes motivos: tenho um primo gago; demorei pra me conscientizar que o cara lindo, charmoso e sensual não era perfeito e por conta do teor alcoólico. Ah, e pela educação do menino…
Pois é. Gago. Da Silva. Tudo bem que ninguém é perfeito, mas oi?!?! Tinha que ser gago? Logo eu que não ligo pra beleza e sim pro papo??

Depois dessa estranha/hilária/humilhante/esquisita/inovadora experiência, to começando a achar que os deuses do olimpo brincam comigo… Po, deve ser engraçadão pra senhora Afrodite e sabe-se lá mais quem que vive no olimpo (gentem, só uma alusão… não entendo nada disso), olhar lá de cima e gargalhar, pisando nos sonhos dos outros. Pena que eu não tenho uma flecha daquele outro deus lá pra tacar na cabeça dela.

Agora, depois disso tudo, to eu pensando aqui o por quê de explanar meus podres por aí. O mundo inteiro pode ler. Mas na boa, quezidani. De repente alguém tem compaixão da minha alma e pára de fazer piadinha com o sentimento dos outros.

E não, não estou amando. Até devia, te faz alguém melhor. Mas tchudo bem. Amor é pra poucos. Ou só pros sádicos. Ou pros que ainda não estão podres. Porque talvez eu esteja podre, e não meus causos… mas aí é filosofia demais pra um post só, muita exposição da pessoa aqui.

Fui (beijar mais um sapo na lagoa porque o mar, definitivamente, não tá pra peixe!)

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2 comentários em “Contando meus podres (ou amores) 1, 2, 3…

  1. Muito bom!!!
    Me diverti…
    Sei que é a sua vida, mas foi contada de um jeito mega engraçado…uhauhauhuahuahuahuahuhauhauha

    Podres?
    Sei não, mas me pareceu detalhes de uma vida…

    bomdemais.com.br!

    Beijooos!!!

  2. Não achei engraçado não.
    Eu poderia fazer um comentário ultra mega super lindo falando sobre o amor.
    Amor?
    Ah tá… essa coisinha aí que todo mundo diz que é bom.
    Mas não adianta… quanto mais procuramos menos achamos. Mas sempre vamos estar lá… na espreita… se pintar alguma coisa nossa cabeça vai a mil.
    E é isso que estraga os acasos da vida.
    Mas também não é só achar a pessoa certa… é saber conviver com ela.
    Amor… fala sério.
    É apenas algo que te faz desacreditar da sua felicidade ao estar sozinho.

    BJOOOOOOOOOXXXXXXXXXXXXXXXXX
    F
    U
    I
    Z

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