Virgem-wanna-be

Nossa. Me senti a própria alienígena hoje…
Além de ter multi tarefas a cumprir (o que levou a um corpo completamente cansado), precisei fazer coisas banais e me senti uma verdadeira idiota. Duas vezes.
Primeiro que algo começou errado: acordei às 6:40 da manhã. Oi?!?! Muito cedo?!?!
Mas… como boa de cama que sou, resolvi e consegui voltar a dormir, até ser incomodada pela moça que limpa na minha avó perguntando se tem água sanitária. Tudo bem. Eram 9. Dava pra voltar a dormir por mais uma horinha que fosse.
Só que não foi assim que a banda tocou. A autorizada da Motorola resolveu ser eficiente e resolveu me ligar pra avisar que meu conserto tava pronto. Eficiência, né? Shoptime precisa aprender com eles (long story short: to há 2 meses pedindo uma garantia de um produto pelo qual tenho direito e eles não mandam ¬¬).
Vou ver tv então. Pelo menos até 1 da tarde. Mas nãããããão. Minha mãe, que nunca, nunca liga, resolveu me tirar da cama, ir até a sala atender e escutar: “Tá dormindo? Não? Tá fazendo o que?” “Vendo tv mãe. To com vontade”. “Ah, então tá bom. Tchau”.
Sério, só pra falar isso. Mas eu perdoei e comecei a agitar a vida. E hoje foi vida de dona de casa total:
Colocar roupa na corda;
lavar louça e guardar;
montar computador e ver se funciona pra depois desmontar de novo;
pegar eletrônico na eletrônica;
fazer almoço;
fazer compras, porque o que precisava pro almoço não tinha em casa ¬¬;
limpar computador;
dar uma de técnico em informática e passar hooooooooooras procurando um driver na internet;
pegar banner dos outros;
voltar e terminar a comida e além de tudo, servir à minha mãe na cama.

O que mais me intrigou foi o seguinte: fui ao mercado e ao shopping. Ambos são realmente freqüentados por mim.. E vergonhosamente demorei zéculos pra achar a seção do creme de leite e outra meia hora pra descobrir que o açúcar não fica nos farináceos. E cara, como é complicado escolher aquele filtro do café. Foram uns 10 minutos olhando as únicas 3 opções que tinha sem saber qual era a daqui de casa.
Depois de ficar absurdamente envergonhada por passar pelos mesmos funcionários umas 3 vezes, consegui escolher meus tomates e fui pra fila.

O dia seguiu, eu ainda enrolada com essa coisa de cuidar de casa e finalmente terminei de fazer a 1ª parte do que seria meu almoço e virou jantar.

Lá vou eu no shopping. Outra hora perdida. Andei o shopping quase todo (só faltou o subsolo, literalmente) pra descobrir que o que procurava estava há uns 300m da entrada. Sério, eu vi aquela bosta de shopping ser construída, como eu não sei onde ficam as lojas? Eu tomo café lá, pago contas, vago nas horas vagas… vergonhoso…

Mas, entre idiotas e perturbadas, salvaram-se todas as pessoas que vivem dentro de mim. Porque de idiotice não posso reclamar que me falta.
Pra terminar o dia, resolvi dar uma de neurótica (ou realista e ludibriada ao mesmo tempo), falei o que queria, escutei respostas negativas, levei um fora, me senti podre e depois descobri que tinha razão.

Me sinto uma virgem hoje. Desde dos afazeres do lar às mentiras que as pessoas contam. Meu lado mais patético, ridículo, ingênuo e inexperiente estão muito à tona.


E é por isso que eu “rest my case” e termino esse post.

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[Não] Juro Parar de Reclamar.

O fim do ano se aproxima e já tive uma prova de como vai ser meu dezembro/janeiro. E como sempre, odiei. Acho que eu sou algo que não sirvo pra algo que pessoas servem, em todos os sentidos. Acho que nem pra filha eu sirvo, porque se minha mãe se surpreende com a minha solidariedade algo de errado tem.

E talvez não sirva como amiga porque aparentemente eu não dou atenção adequada a todos de forma igualitária; me disseram que eu escolho os programas que quero fazer e com quem fazer; se isso for verdade só mostra que eu sou uma imbecil. E sou mais imbecil ainda por me preocupar com quem nem minha amiga quer mais ser. E eu nem sei porque!

Aí, as que ainda tentam, as guerreiras, um dia vão desistir e eu vou acabar como Tom Hanks e uma bola de vôlei. Enlouquecida e falando com objetos. A impressão que tenho é que não estou tão longe assim mas preciso acreditar que ainda não sou maluca de todo.

E penso: se não sou capaz de ter a estima da minha família, a atenção das minhas amigas, quem sou eu pra querer um cara? E pior, eu só quero cara que quer outra. Ou vem com aquele papinho de “não quero me envolver agora”. Valeu então. Valeu por elevar eu ego e depois trancafiá-lo no primeiro bueiro que passar.

Sabe qual o meu problema? Eu não consigo viver no mais ou menos. Ou acho que tá tudo bem, o que só mostra um lado completamente alienado e enlouquecido ou vivo no meu pessimismo adquirido na infância, quando roubavam meu lanche e me chamavam de chorona. Ainda vou aprender a dar uma de Obama e nação estadunidense e falar “Yes ‘I’ can”. Mas quando tento, vem um espírito de porco e diz que se eu não passo na OAB não será na prova mais difícil do país que isso vai acontecer. E não, não é pra juiz. E não, não vou continuar a falar nela.

Talvez eu deva escutar mais as pessoas, porque como sou muito teimosa esqueço que não faço parte da nata intelectual da sociedade e a única coisa que sei fazer direito é ser debochada, sarcástica e engordar. O que já me foi dito que são formas de mascarar seja lá o que for de mim.

E pronto, ta aí; não sou uma boa persona familiar, não dou pra ser namorada de ninguém,  não sirvo pra querer ser profissionalmente quem quero ser, não sirvo nem como boa paciente de terapia,  sem contar que minhas amigas são realmente insistentes, já que eu sou seletiva e muito ruim nesse lance de relacionamento interpessoal.

Se pudesse saía correndo igual Forrest Gump, teria um ano sabático, viraria ermitã, voltava 5 anos e não faria faculdade de Direito, me acostumava com o fato de não ser brilhante em porra nenhuma e coisa que se faz necessário pr’aquilo que chamei de meus planos . Sem contar que a melhor de todas as decisões seria me tornar celibatária, porque, convenhamos, to de saco cheio dessa minha vida que aparentemente se divide também em ‘amorosa’.

Meu gosto musical não agrada à massa, meu estilo indefinido de me vestir confunde até a mim, minha mãe trata a sobrinha como a neta que ela acha que nunca vai ter, meu cabelo me desaponta, não consigo emprego como nada, tampouco acredito que um dia vou ter sucesso na carreira; já vislumbro meus 45 anos morando com minha mãe e ainda pensando no que vou fazer no ano seguinte.

Se pelo menos minhas unhas crescessem fortes pra que eu pudesse pintar de preto e ser menos infeliz nesse momento, ficaria agradecida.


Enlouquecendo? Mode out loud: on

“Diz que deu, diz que Deus, diz que Deus dará,
Não vou duvidar,ô nega e se Deus não dá, como é que vai ficar, ô nega?
Diz que deu, diz que dá, e se Deus negar, ô nega
Eu vou me indignar e chega, Deus dará, deus dará
Deus é um cara gozador, adora brincadeira
Pois prá me jogar no mundo, tinha o mundo inteiro
Mas achou muito engraçado me botar cabreiro
Na barriga da miséria nasci batuqueiro
Eu sou do Rio de Janeiro”


Estou há 2 dias com esse trecho da Música de Chico. Tá que a letra em si nada teria a ver comigo. A questão é interpretá-la. A música toda. Não, não modificá-la. Mas sim ver aos olhos de Chico. A música pode até ser simples, mas pra mim é de um simbolismo magnânimo.

De uns dias pra cá, tudo que tava dando errado conseguiu piorar. Tudo.

Já disse tudo, tudo mesmo? Pois é. Tá sendo a semana mais trash do ano. E só estou sobrevivendo porque sobrevivo assim, de remédio mesmo.

Hoje conseguiram enfiar uma estaca no meu peito. Poucos sabem (ou muitos sabem, já que essa porra de internet é pro mundo inteiro e eu falo disso aqui) do tal Mestrado que resolvi me aventurar. Não passei. E fiquei na boua, levando-se em conta que chamaram apenas 16 pessoas num grupo de 109. Ainda vou descobrir quanto tirei mas to pensando se é ideal.

Mas não foi isso. Ontem o dia já terminou errado quando as coisas que deveriam ter sido terminadas não foram, eu chorei de raiva e não podia, eu gritei com minha mãe e com razão (ela também sabe disso e nem se opôs!!!) e fui dormir me sentindo uma titica.

Acordei um bagaço, fiz milhões de coisas. Descobri que estou me tornando uma pessoa quase pontual e esperar pelos outros realmente me faz querer arrancar os cabelos. Parei na Ilha do Governador, não peguei meu vestido pra sábado, peguei uma chuva do cacete e sujei minha sapatilha.

E, depois de um almoço violento, daqueles de tomar sal de frutas depois, ainda teve torta de abacaxi, torta de chocolate, docinhos, salgadinhos e o bicho todo à quarta potência. Aniversário da tia. E depois, num bate papo informal – infelizmente não num boteco, mas num dos cômodos da casa da minha avó – descobri que eu sou uma imbecil que não cria planos alternativos na vida; que sou muito ingênua de achar que posso passar numa prova (mesmo num futuro distante), considerada hoje a mais difícil do Brasil se não passo nem na OAB.

To vendo que eu sou incapaz de gerenciar minha vida de forma eficiente. Onde coloco o dedo quebro, o que penso fazer dá errado. As pessoas com que resolvo me relacionar ou querem de mim o que não quero delas, ou eu quero delas o que elas não podem me dar, a.k.a., reciprocidade.

Eu sabia que aquele papo de levar tudo numa boa, apesar de nada ter sido efetivamente feito este ano, fatalmente ia me enlouquecer depois de uma ducha fria e uma bofetadas à face. Dá vontade de voltar pro status quo do ano passado, me desesperar, dormir horrores, esquecer do mundo e virar vagaba, porque NADA do que quero eu tenho apoio (e sim, algumas pessoas no mundo me desestimulam…) ou são viáveis ou são reais. E uma das minhas opções foi, aparentemente por água abaixo porque crise econômica americana aumenta a cotação do dólar e oi?!?, não vou pagar rios de dinheiros, pra gastar rios de dinheiro lá fora porque não existe rio algum. Moro no cerrado.
Tá, não moro. É só pra ser enfática. Vai ter gente falando que eu tenho que seguir com meus sonhos e blá blá blá Whiskas Sachê, mas não se vive de sonhos e sim de realidade. E a realidade não é agradável e não tá me ajudando.

Pela primeira vez na vida eu estou absolutamente à toa, sem rumo, sem emprego, sem estudo, sem apoio, sem esperança de mudança, sem saber o que fazer. Eu simplesmente não tenho noção pra solução dos meus problemas.

Ainda mais! Tem gente que me leva a sério quando faço piada, fica puto comigo, eu fico bolada, porque fiz uma piada e a pessoa me interpretou mal, acabo me irritando – porque eu sou irritada (e minha mãe não entende isso!!) – e escutando que não posso ficar irritada, o que não deixa de ser verdade, já que minha mãe não pode se estressar.

Ah é, minha mãe tá doente. Realmente doente. E não consegue fazer repouso. E se não fizer repouso, pode acabar internada. Ou acabar parando. Literalmente. Pode não conseguir andar.

Acordar cedo todos os dias dessa semana acabou com o pouco de esperança de um humor sadio.

Conversar com seres humanos hoje acabou com o pouco que sobrava de esperança em mim.

Tudo acabou.

E nem adianta falar que não, porque agora, hoje, neste momento, nesta lua, na posição desses planetas(!!!), minha opinião não mudará com comentários de incentivos a la Vigilantes do Peso ou, porque não, Alcóolicos Anônimos.

Desculpaê.

Semana caótica.

Não gostando (pra não dizer odiando) cada minuto.

Muito o que fazer, muito a dar atenção.

Vida de dona de casa.

Resistindo à tentação de aceitar um convite que não devo.

Casamento no sábado.

Resultado na quinta.

Aniversário na quinta.

Cabelo, unha e etc.

Cansei.

Semana que vem tem post novo. Ou não.

Vou falar!

Vou te dizer uma coisa. Não queria escrever nada esta semana. Não por falta de assunto, mas por falta de vontade. Aliás, nossa. Semana cheia de acontecimentos. Mas já, já digo o por quê do desabafo.

Pra começar, a prova com que tive pesadelo não foi tão ruim assim e consegui responder às 3 questões que nos propuseram. Não sei se foi suficiente, mas foi. Acabou. Pelo menos até dia 13.
No final da prova, escutando uma menina pedindo informação, fui atrás dela pra saber da minha nota em Língua Estrangeira, no meu caso, inglês. CARAAAAAA, tirei 9,5!!! Fala sério. To me gabando há uma semana e não me canso, uhauhaha!

Outro update era sobre o que me dava vontade de chorar no último post. Era ridículo, mas já passou. Chegou ao fim. Tudo passa. E passará. E depois acabei chorando litros mesmo. Tá, na hora. Vago, não? Pois é. A história também era vaga, pra não chamar de rala. O que importa é que a fila anda e peixes (nem me incomodo se forem tão bonitos e altos e 4×4 também…….) estão por aí….
Ah! Falando em peixes no mar e blablablá whiskas Sachê, caaaaaraaaaa, o mundo só tem loucos! Hoje uma amiga veio me dizer que uma pessoa que eu conheço “resolveu” me achar interessante. Fala sério, oi? Nada a ver? Sem falar no nojinho que essa possibilidade me causa. Mas não entrarei em detalhes porque nem merece.

Final de Semana foi em Petroville. Teve “Piratas do Caribe” 1, 2 e 3, teve festa de Hallow’s Eve com maquiagem e tudo, ornamentação e tudo, comidas e bebidas e tudo. Teve choro, teve dose, teve perguntas constrangedoras por pessoas constrangedoras, teve muita música, teve até JuNu. Mas teve, além de tudo, momentos de vexame protagonizados por esta que este texto subscreve, com direito a choros e berros, mãos quase dentro de bacias, momento poliglota, emoção com desenho de uma criança, descoberta que meu nome não leva a letra ‘j’… e muito mais. Mas não vale contar tudo. Prefiro manter minha aparência de pessoa normal, sadia e sã.

A semana começou sem muito prometer e isso tava me irritando lictros! Tédio à esquerda, tédio à direita, em frente e atrás. T-É-D-I-O. Mas, como uma boa fã de seriados e com tanto tempo livre, o que eu faço? Assisto todos! Uhuuu!!!

E hoje, antes de assistir MILHÕES de estréias, parei pra fazer prova pra seleção de trainee da Vivo. Logo hoje, que foi um dia nada tedioso, cheio de coisas a fazer, cheia de lições de dona de casa pra completar, cheia de dor de garganta que não me permite cantar, nem comemorar a vitória do Barack Obama (pode ter certeza que na próxima década vai aparecer um monte de pentelho com o nome dele. E se for brasileiro, porque brasileiro é brega, vai ter até variação…).
Então. Aí me emputeci (odeio essa palavra, mas é ela que realmente consegue exprimir meu ódio). Não, não com a prova. Tá, também. Uma prova de português bosta, cuja uma das questões tratava de regra modificada na nova gramática brasileira a entrar em vigor e estava desatualizada. Achei desleixo, mas tá valendo. No meio da prova, como se ela em si já não fosse suficientemente chata, recebi uma ligação pra ajudar a pegar umas coisas que minha avó trazia do trabalho. NO MEIO DA PROVA. E minha mãe em casa, com a coluna toda ruim, manca igual sabe-se lá quem, toda ferrada. No final das contas, sobrava pra mim, anyways.

Okay, terminar a prova rápido. Terminei. E eis que essa mãe que colocou esta aqui no mundo, pergunta de que prova se tratava. Quando eu digo para o que é, eis que tenho a resposta que ACABOU COM MINHA SEMANA SE NÃO FOSSE A ESTRÉIA DE ANTM: “Vai fazer o que sendo trainee da Vivo? Vai sentar e estudar pra um concurso, que é emprego garantido”

Oi!?, te perguntei alguma coisa? Se eu não tivesse abrindo meu leque de opções todo mundo estaria reclamando. “Oi!?, Não vou discutir isso com você agora porque nem cabe”(isso foi realmente falado). Depois não reclama que eu reclamo que não tenho o que fazer!!!

Oi!? Deixa eu me ferrar na vida fazendo as minhas escolhas!!

Na boua? Me irritou almas! Muitas. Que mania esse povo tem de achar que sabe o que é melhor pra você. Tá, é mãe e TEORICAMENTE, sabe um pouco mais da vida (não necessariamente de você, da sua carreira e do que te faz feliz), mas isso não quer dizer que eu ache bom pra mim. AAAAAAfff. Me irritou. Deixa fazer as coisas por mim, do meu jeito… quem sabe não dá certo??
To tentando viver em plena paz e as pessoas me cutucam com vara curta. Parece até que não me conhece. Ou faz pra irritar. Ou é chata mesmo. E fico na última opção.

E se quiserem me ver daqui há 10 anos, enlouquecida, tomando prozac na veia, batendo a cabeça na parede ainda sóbria, matando pessoas por aí, fugindo do hospital dos bacanas, continuem com essa palhaçada de ficar me dizendo pra fazer concurso público pra qualquer merda que apareça. Continua, vai… vai falando aê….