Quando os hormônios falam – e como falam!

Minha mente é um andarilho que quando resolve se encontrar ou chegar a algum lugar, parece escolher sempre o caminho errado.

Queria fazer uma pesquisa de campo sobre o que as pessoas realmente pensam sobre mim. Não to disposta a receber respostas amigáveis ou daquelas “já que você pediu pra falar…”, mas sim respostas objetivas, apontando mesmo o que as pessoas que me conhecem pensam de mim. Sim, eu sei, é o cúmulo da neurose e ei!, nunca neguei isso. Pior que a neurose, na verdade, é minha auto-estima, que se fosse mais baixa seria menor que uma formiga.

Nessas condições, fico a pensar o por quê de continuar tentando mudar uma coisa que, a meu ver, é mega inerente à minha pessoa. Essa coisa toda de ser um ser social, de fazer terapia, de colocar a cara na porta e etc, tudo em vão. Porque, veja bem… se eu simplesmente não me relacionasse, metade das minhas questões, sejam elas pertinentes ou não (e sim, acho mesmo que a maioria é), não existiriam.

Eu juro que tento ver o lado bom das coisas, mas acho que tenho um lado negro mega sádico que não me permite dizer que o copo está meio cheio. Tudo bem que copo pela metade é copo pela metade e pronto… Mas isso não é papo pra esse post.
Voltando à vaca fria, esse lance de ter pensamento positivo e tal, não é muito comigo. Eu tento, tento e tento, e mesmo quando consigo minhas tentativas são fadadas ao fracasso… Já andei me perguntando se EU estou destinada ao fracasso.. porque se for, nada do que eu fizer, por melhor intenção que tenha e esforço que faça, será em vão. Cansaço físico emocional e espiritual… Convenhamos, sou muito preguiçosa pra admitir gastar energia à toa.

2009 começou e sei lá porque, achei que seria tão igual quanto os outros. Ledo engano. Bobinha fui eu de achar. Tirando a linearidade da minha vida, muita coisa tem acontecido ao meu redor. Eu pessoalmente continuo a formar uma linha mega extensa até o infinito; uma vida tão enfadonha que é quase impossível vislumbrar qualquer tipo de progresso… E é aí que todos se enganam! Se nada fosse tão ruim, tudo começou a piorar quando resolvi entrar o ano na dieta, pra perder aquilo que o Natal trouxe e o que o ano de desemprego adicionou. Além de estar sendo uma tarefa não só árdua como sofrida, é praticamente em vão. Continuo tentando, por trouxa que sou, mas continuo tentando.
A única coisa que poderia estar me trazendo um pouco de emoção nesta época, eu mandei pastar. Foi um lado racional meu, que talvez acha que em algum momento minha vida será melhor, e me trará coisas melhores do que somente um visual bonito num corpo vazio e uma cabeça cheia de merda. Arrependida? Talvez. Mas palavra solta não volta. E resolvi não voltar atrás – de novo – nesta.

Pra tentar me convencer de que estou sempre certa, fiz a bendita prova da ordem. E contrariando todas as expectativas, todos os conselhos, não estudei uma linha e fui melhor que nas 2 que fiz. Ainda não sei o que será de mim dia 01/03, mas tudo é possível, literalmente. Dependendo do que realmente acontecer, posso retomar minhas esperanças de um ano diferente, pelo menos pra mim…

… pros outros a banda toca beeem diferente. Parece até que todas as coisas boas resolveram acontecer a todos que conheço num único mês. O que é legal pacas, mas fico imaginando se terei meu mês também, cheio de coisas bacanas pra contar, realizações, bichos de estimação, fantasmas no armário, ratos na cozinha e coisas do tipo. Admirarei minha coragem de continuar vivendo, se repetir 12 vezes 12 meses chatos e sem ressacas como as praias nos agraciam vez ou outra.
Até a rotina dos lixeiros mudou! São 2:25 a.m. e os benditos trabalhadores acharam que este era o momento ideal pra trabalhar. Sorte deles que estou acordada e meu sono é pesado.

Continuando as tradições de começo de ano, minhas unhas resolveram entrarem greve e não estão crescendo. Pior: estão quebrando.
E eu, numa vã tentativa de busca de emprego não consegui nada, absolutamente nada. Talvez não seja pra conseguir mesmo. Mas queria conseguir entender o que Deus quer realmente de mim. Minhas alternativas nunca parecem ser as ideais. Mas tá tudo certo. Vou “i9ar” e tentar levar minha vida na esportiva. Aquela parada de ‘não leve a vida tão a sério’ deve servir pra alguma coisa, já que o autor do livro fatura um bocado(eu acho, tá sempre em promoção na Saraiva ou no Submarino).
Sabe o que eu acho? Que talvez eu realmente não leve a vida a sério e por isso ela não acontece; acho que é falta de crédito nela.
Ou simplesmente falta de vontade de viver. Penso muito nisso. Mas assim, não necessariamente quero me matar ou morrer. Quero viver assim do meu jeito, coisa que desde a minha tenra idade me parece impossível por imposições sociais ou familiares.

To viajando aqui. Não sei mais do que se trata esse texto, se é que ele se tratava de alguma coisa. Mas acontece que hoje foi um dia que começou cheio de sentimentos, que variaram da confusão, pra alegria, pro aborrecimento, pro alívio e por conta de um mero insight chegou na inveja, culminando na tristeza e na pessoa neurótica que me tornei ao imaginar essas muitas palavras jogadas numa tela de computador.
E rolando a barra de rolagem fiquei meio chocada com a quantidade de palavras que tem aqui. Não sei porque, mas sempre resolvo publicar essas coisas… acho que é na vã esperança de Deus ligar seu pc e resolver dar um “Google” em mim. Sei lá, né? Vai que ele acha e resolve se compadecer da minha pobre alma. E tirar de mim essas palavras R-Í-D-I-C-U-L-A-S de auto-piedade.

É provável que ao reler essa bosta eu fique com vergonha da minha unha do dedinho do pé, mas que se dane. SE tem uma coisa que aprendi depois de algumas décadas, é não me arrepender do que faço (super me contradizendo com o que escrevi lá em cima. Sim, voltei pra ler e não, não entendi nada, muito menos o propósito disso aqui).

De qualquer forma espero confiante por um ano babaca bacana.
Que eu cumpra minhas promessas, que Deus cumpra as Dele na minha vida; que eu volte a cantar, já que ‘encantar’ não é meu strong suit; que eu seja mais tolerável e tolerante; que o McDonald’s não mude o sabor do McFlurry a cada ciclo de ovulação da mulher do Ronald; que eu pare de trocar as letras que marco achando que vou abafar e acabo me ferrando; que eu consiga pensar em cogitar a possibilidade de fazer minha faculdade de letras; que finalmente eu pare de ser mais covarde do que um cão cego abandonado no meio da pista e resolva dirigir; que eu ganhe apostas e sorteios; que eu seja eleita a rainha da classe e que meu par seja um bacana e nao o jogador mais popular do colégio; que minha doação para o bingo da terceira idade me faça ganhar uma placa de agradecimento em bronze; que eu ganhe dinheiro de forma lícita; que a Globo faça um especial sobre mim; que meus dias terminem às 22 e comecem às 6; que eu consiga passar pelas grades da minha janela, só pela emoção; que eu compre mais canecas; que minha parede fique vermelha ou amarela ou laranja; que eu seja sorteada pra participar do “Melhor do Brasil”, ganhar um alisamento e ainda ter a ‘sorte’ de encontrar meu par, tipo um rapaz da zona oeste de SP, com 28 anos fazendo pré-vestibular e trabalhando como entregador das tortas da avó… Também não custa nada pensar em coisas ridículas como conseguir emagrecer, passar num concurso, começar um mestrado ou outra faculdade e porque não, achar um par. Mas essas coisas estão muito demodé. Acho mais fácil tentar as opções aí em cima…

Tá, acabou. Hormônios enlouquecidos mode off.


Post Scriptum: são exatos 03:03.. fala sério que eu sei que é VOCÊ que está pensando em mim!!! 😛

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