Pessoal e Intransferível.

Eu cismo. Mas não porque eu sou idiota, mas porque sou grande e minha boca acaba sendo proporcional. Eu falo muito. Muito mesmo. E quando tenho que falar muito, acabo falando muito pouco.

Na verdade falar não é um mal, mas falar o que não é necessário aos outros saberem, talvez seja prejudicial a você mesma.
Tenho sentido essa sensação de estar falando demais 90% do tempo que tenho falado. Porque a gente nunca sabe o que se passa na cabeça dos outros né? Mas na minha mente neurótica, só as piores coisas.
Sinceramente me preocupo demais com que os outros pensam de mim a ponto de sonhar ser capaz de ler mentes só pra me certificar que eu não sou tão chata quanto realmente acho que sou com meus problemas. Como diz um professor do meu curso: “ema, ema, ema…” e eu preciso aprender que meus problemas não são dos outros e não posso simplesmente dar uma de verborrágica e achar que tá tudo bem.

Até porque, tem uma coisa: nem todo mundo, melhor, ninguém te entende. E realmente, ninguém tem a menor obrigação de te entender além da sua terapeuta.
Aí você fica naquela: tem gente que vive em negação, ou você mesma resolve que finge que é normal pra quem vive por detrás das mesma porta que você. E pros outros é uma puta crise que não sara e só piora a cada dia.
Aí um dia você toma coragem e fala pra si mesma: “Eu preciso andar um caminho, só; vou buscar alguém que eu nem sei quem sou”. No final o medo e a covardia diante de tudo, de todos e de você mesma é tão grande que você volta pra casa pra dormir ao invés de ir pra orla sentir o vendo vindo do mar. Só que não tens culhões pra isso. Os transferi pra um outro alguém que ainda vive dentro de mim e que morre um pouco a cada dia.
Engraçado é que ‘esse alguém’ não era pra ser meu alterego. E acabou virando, junto a com a virada de mesa que minha vida deu logo em seguida. Um amigo meu brincava comigo no MSN dizendo que um dia era eu e no outro era esse outro alguém: um levava meu nome e o outro, o sobrenome. Não passou muito tempo pra aquilo que eu era virar o que eu gostaria de ser.

Eu não sei mesmo, se na cabeça das pessoas isso tudo não passa de um dramalhão mexicano. Porque ao mesmo tempo que tento reagir de coisas que realmente não consigo reagir, fico inerte no fundo da minha cama. E não é que eu não queira me ajudar, mas simplesmente não consigo. Será que alguém entende isso?

E paro por aqui, como diz o título, esse assunto é pessoal e intransferível. Ninguém faz parte disso, nem deve tomar pra si. E ninguém toma mesmo, porque além de não fazer o menor sentido, consome a alma de qualquer um.
E de hoje, vou começar a guardar na alma aquilo que a ninguém interessa. Minha vida, normalmente, já é chata o suficiente e as pessoas já têm problemas suficientes pra aguentar alguém buzinando em seu ouvido.

E se sou fraca e não luto contra isso? Sim, muito. Mas nunca me fiz de forte pra enganar ninguém. Sou tão fraca que preciso dos outros pra me ‘alavancar’. Não será mais assim. Serei eu, comigo mesma, nome e sobrenome. Eu por completo e meus problemas pessoais e intransferíveis.

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Now playing: Los Hermanos – Tá Bom
via FoxyTunes

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