A Arte de (Con)Viver…

Cada dia tem sido mais difícil (con)viver. Não por falta de habilidade, pelo contrário. mas por falta de SACO.
Esse meu empreguinho meia boca pode não servir de muito, mas pra uma coisa serviu: aprender a engolir sapo na boa. Ter paciência, e muita paciência com gente idiota – mals aê mas elas realmente existem – controlar minha personalidade, segurar minha língua… Uma escola de vida, praticamente, hehehe!

Tenho aprendido e muito sobre isso de viver, de ser, de obedecer. Fácil realmente não é. mas olha, um exercício. Já são mais de 45 dias (yay, passei pelo 1º corte!) e até da minha chefe eu comecei a sentir um certo apreço. Melhor, não a odeio mais. Ta aí a arte de saber lidar com as pessoas.
E mesmo assim, aprendendo a lidar com as pessoas – e muitas vezes me dando bem com pessoas que muita gente odeia e ainda escutar que eu gosto de todo mundo – tem muita, mas muita coisa que simplesmente não engulo.
Mas só voltando rapidinho na história de eu “gostar de todo mundo”, realmente não sei porque disseram isso. Eu sou a primeira pessoa a apontar na cara alheia, por mais que resista, sempre tenho algo a falar sobre alguém.

Bom. O que acontece. Você aprende a ser um ser humano adaptável, amadurece, aprende a amar/gostar/suportar as pessoas como elas são. Mas o inverso nem sempre é verdadeiro. As pessoas não fazem A MENOR QUESTÃO de ceder a parte que lhes cabe pra entender o outro. Porque é muito mais fácil meter o pé na porta e falar: “eu sou assim, não adianta, vai ter que me engolir”.
Mas, ei! Não tem essa não. Engolir por que?!? A vida é tão preciosa pra perder tempo com coisas pequenas, mesquinhas, de pouca importância. E se tem uma coisa certa na vida – além de nascer e morrer – é podermos e devermos escolher com quem andamos, falamos, convivemos. E de certa forma, eu me deixo conviver com qualquer um, basta me tratar com decência.
Só que tem uma coisa que venho aprendendo nos últimos tempos, graças à minha terapeuta (or NOT) que é me valorizar como pessoa mesmo. Por que então, gastar minhas energias com nego que só faz pisar, me colocar pra escanteio… aí não dá. E me deixa a opção de simplesmente não querer mais ficar perto. De negatividade já basta minha essência e de chatice, já basta a vida e suas complexidades. Ninguém precisa disso. Eu não preciso disso, você também não.

O que me prende muito é meu apego às pessoas que conheço. Pode ter certeza que o dia que eu sair desse emprego que de certa forma tanto desprezo, vou ficar mal. Não porque é meu sonho morrer ali, mas porque me apego mesmo às pessoas, às situações. E esse desapego nunca foi uma das minhas melhores habilidades.
Mas sabe também o que venho aprendendo? A vida é preciosa demais pra se perder energia com coisa pequena. Não que as pessoas sejam pequenas, mas elas incorporam essa pequeneza e perdem taaanto o valor. É triste.

Sei que sou difícil, cheia de complexidades, com milhões e milhões de efeitos. mas mesmo com essas bizarrices, tenho meu limite. Minhas loucuras eu guardo pra minha mente louca e incessante no pensar cada dia mais.
E vou me adaptando ao mundo, porque aqui é um exercício constante de convivência e a seleção natural te prepara pro futuro.

Não to aqui pra apontar dedos, ou pra especificar o direcionamento desse texto. É só um desabafo de alguém que vem aprendendo tanto a lidar com os outros que não consegue aprender a lidar com dificuldade, e muitas vezes recusa, dos outros em lidar com o mundo. Tampouco entender como tem gente que vive bem e feliz sendo tão inconveniente à vida alheia.

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