Então é Natal, tempo de “balance the hole thing” e resoluções.

Como Simone canta todo fucking final de ano, “então é Natal”. Pros que fazem contagem regressiva, faltam apenas 2 dias pra famigerada véspera de Natal. Eu não faço contagem regressiva, espero mesmo o ano virar reclamando do tanto que odeio dezembro.

Desta vez quebro a cara porque o mês tá voando  e nem dá muito tempo de reclamar mesmo. Só me resta então aquela avaliação básica de todo ano.
Confesso que o resultado final do ano foi mega ruim, apesar de poucos pontos realmente negativos a pesar. Ou não.

Profissionalmente, o ano começou com prova da OAB, para a qual não estudei, cheguei na 2ª fase, não estudei e não passei. Aí desisti, fui estudar prum concurso que não saiu até hoje. Aí fiquei de delícia por zilhões de meses, coisas de décadas, cagando pra Ordem por milhões de motivos, inclusive de saúde.
Chegou setembro e comecei a procurar, literalmente, qualquer merda, o que acabou acontecendo. Parei num sub-sub-emprego, coisa de louco. Fiquei lá por 3 longos meses e só saí porque nego me demitiu. Não, nem era mesmo um lugar saudável pra mim mas eu precisava daquilo, mesmo que pra me ocupar. Resultado: desempregada e mesmo procurando, sem previsão de outro num futuro imediato.

A saúde oscilou. Culpa minha como sempre. Não me cuidei, surtei por um longo período lá pro meio do ano. Comecei a colocar tudo em ordem, até fiz o grande favor de perder alguns quilos que não ganhei novamente, mesmo tendo voltado aos velhos hábitos de farinha branca (bad trip, btw, vou volta pra integral asap) e sem caminhar. Dores de cabeça as always, parei meu tratamento mas sobrevvi. Comecei a trampar, arranjei uma alergia ainda de causa desconhecida, arranjei uma gastrite. Resultado: me coçando como uma sujinha, mas não por falta de limpeza, gastrite mal controlada, mente inquieta por falta de terapia.

Meus ‘causos’ amorosos foram poucos mas causaram o suficiente pra me estressar. Nada durou, o que era ‘so 2008‘ – ou também conhecido como negão-de-tirar-o-chapéu – acabou por bater a porta nesse ano também. O cara foi uma ótima companhia pros momentos “não tenho nada melhor pra fazer”, até marcar um date pro dia dos namorados. Po, a pessoa aqui nunca comemorou um dia dos namorados e nem esperava tanto. Mas era melhor não ter esperado nada. Fiasco dos feios. Aí rolou um hiato, a gente voltou a se falar, eu surtei e mandei ele catar coquinho. Nesse ínterim, pouca aventura. Pouquíssima, quase nada. Então o menino fdpccb chegou, a gente tentou se alinhar e só deu quiprocó. Depois de assumir um namoro, meu primeiro por sinal, acabou em fiasco. Com o negão-de-tirar-o-chapéu ensaiamos um possível revival mas logo ficou claro que foi fogo de palha. Resultado: sozinha de novo e sem previsão de mudança[mané catraca seletiva, fica a dica]

Mas o maior e mais vergonhoso fiasco foi minha vida social. Você se dá conta que a coisa tá muito, muito ruim, quando nego cria uns 8 álbuns no orkut pro ano de 2009 e você nem completou o 1º. Saí pra beber poucas vezes, pra dançar, muito menos. Meu aniversário eu tava numa bad vibe tão grande que o máximo que fiz, por insistência de amigos, foi tomar um café no California Coffee (L). Viajei pra São Paulo numa estada curtísssima e que minha mãe estragou, com o talento que ela tem pra isso, e anda perdi meu celular voltando pra casa. Tirando isso, rolou um queijos e vinhos show e de night mesmo, me lembrando BEM, teve uma que foi superb, com direito a moleque me achando a última coca-cola do deserto, rsrsrs! Resultado: epic fail.

Pra piorar minha situação, tirei esses últimos dias pra chegar à conclusão de que mais um ano passou, contabilizando 2 anos de formada, numa profissão que gosto mas não amo. Aí lembro do que amo e do que poderia estar fazendo com isso.
Não obstante, é muito ruim passar um ano inteirinho saindo muito pouco, se divertindo muito pouco, conhecendo pouquíssimas pessoas e consequentemente não saindo do mundo inócuo que eu vivo, sem emoção, sem diversão. Eu to solteira, no Rio de Janeiro, e não tiro proveito disso. Tá, tenho umas variáveis que não colaboram muito mas, né. Tá na hora.

Então, contrariando minhas convicções, resolvi fazer algumas resoluções pra 2010. Nada muito difícil e isso pode parecer covardia. Mas como uma boa pessimista, esse é o melhor que posso fazer:
– Voltar a caminhar;
– Abandonar de vez a farinha branca;
– Sair com regularidade. Se faltar dinheiro, nem que seja pra uma cerveja na esquina. Mas não ficar em casa;
– Tomar coragem pra tirar minha OAB;
– Quitar minhas dívidas;
– Emagrecer mais alguns quilos pra realizar meu antigo sonho [se rolar eu conto].

Então, nada demais. Assim como o outcome do ano que tá acabando. Nada demais. Numa média aritmética que só existe na minha cabeça, o resultado foi: fail.
Mas po, 2010 ta aí pra provar que posso fazer melhor. Yes I can.
And so do you.


p.s.: cara, eu AMAVA meus textos. Tá tudo uma bosta. Ta aí mais uma resolução pra 2010.

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One thought on “Então é Natal, tempo de “balance the hole thing” e resoluções.

  1. É, tb to precisando de New Year Resolutions =P
    Mas essa é a atitude, Yes, you can!

    Btw, seus textos continuam ótimos!
    E não to falando isso só pq li o P.S., tava lendo o texto e pensando exatamente isso!

    Luv u
    =*

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