Mais Da Série: Coisas Que Não Entendo Serem Tão Difíceis Das Pessoas Entenderem…

… Que Basta Fazer O Que Lhes É Pedido/Conferido E Nada Mais.

Existem classes de trabalhadores que eu não gosto. Não é preconceito mas simplesmente não sei lidar e essas pessoas normalmente não morrem de amores por mim. A série continua.

Salão de beleza: não é exatamente uma classe, mas um lugar, eu sei. Mas eu ODEIO SALÃO. Não gosto da fofoca, odeio quando elas começam a fofocar entre si puxando seu cabelo com o secador e esquecem de você, enquanto se contorce de dor. Os temas são os mesmos em qualquer salão (lógico que aqueles chiquezinhos de shopping, nunca freqüentei e é tudo tão setorizado, que não sei se isso acontece): de manhã, as reclamações sobre as colegas que ainda não chegaram, e que ontem não trabalharam nada, só voaram. De tarde, contam a novela todinha, mesmo que você queira escutar os diálogos, mesmo que você NÃO TENHA VISTO a bendita novela e gostaria de se surpreender como se estivesse sedo transmitida no horário nobre. Ai rola aquela falação: “olha lá, fulana, ele vai falar pra ela que a repudia  vezes… aaah mas ele não deveria fazer isso, né? E aquele é o gêmeo né? Nossa, olha a confusão que ainda vai dar”. E todas falam ao mesmo tempo.

Infelizmente meu cabelo não me permite fazer nada em casa e sou obrigada a ir a salões, pelo menos, de 3 em 3 meses. As unhas? Faço em casa, assim como as sobrancelhas, e só mudo de estratégia quando a coisa fica feia. Porque é difícil você ser obrigada a fazer cara de ‘estou super satisfeita em estar aqui’. O que me deixa pior é na hora de ir embora. Quando ta cheio e alguma cliente reclama, ao ir embora todas comentam: “nossa, que mona chata, metida a besta, reclamou de tudo”, etc, etc. Então na minha vez, eu posso até ter umas reclamações, mas me sinto coagida a dizer que ficou bom, ótimo. Por isso não faço as unhas, sempre ficam pior do que eu faria (menos o pé, confesso).

“Posso Ajudar?”, não precisa ser dito, só lido. Tá no colete das jovens aprendizes dos bancos deste país. Olha, acho legal pacas a pessoa querer ser jovem aprendiz. De verdade, queria eu ter começado a trabalhar mais cedo e de repente hoje não estar tão estagnada. Enfim, reconheço que é melhor pra elas do que as coisas que meus colegas de colégio faziam na mesma idade (porque eu sou boboca e nunca aprontei muito). Mas sério? Vocês NUNCA PODEM AJUDAR. Porque você chega ao banco, pergunta pra menina e ela faz cara de perdida e pergunta pra outra pessoa. Se fosse pra perguntar pra outra pessoa, eu tinha ido lá e falado eu mesma.
Hoje fui dar entrada no seguro-desemprego, sacar FGTS, essas coisas de recém desempregado. Daí, rola um probleminha básico de documentação, já que perdi o RG em Cabo Frio e minha CNH está vencida. Só tinha a CTPS. Mas olha que legal, ela ao serve mais como documento porque não é “modelo passaporte”. OI?! Fiz várias perguntas e só quem me respondia era o guarda ao lado dela, e a mesma só me olhava com cara de ‘ãh?’.
EU quem deveria olhar pra ela assim,  e perguntar o que ela faz ali anyways.
Outro dia presenciei uma mesma menina dessa de coletinhos tentando ajudar uma senhora no caixa eletrônico. E ela NÃO CONSEGUIU, entrou na agência e trouxe um funcionário de verdade.
Daí eu pergunto por que a pessoa está ali e eu sou preconceituosa. Mas não é isso, só acho que se a pessoa se presta a fazer aquilo ali, que aprenda, pelo menos. Aprenda a ajudar.

Não tenho tolerância. Mesmo.

E só não falo de operadores de telemarketing porque me atinge pessoalmente.


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