A Vida Tá Boa.

Hoje é dia dos namorados. E eu não tenho namorado. Não que isso importe muito nessa fase da minha vida. E daí eu digo o seguinte:

Pela primeira vez na vida estou extremamente bem resolvida em não ter alguém. Não porque é um dia consumista e blablabla.. Até acho que existem coisas mais importantes no mundo e não diminuo a comemoração só porque estou solteira. Tem todo o lance de não curtir datas comemorativas, mas já que sinto falta de um pai no dia deles, não acho errado que um namorado faça falta dia 12/06.
Mas o mais legal é que realmente não fez.

A vida tá boa, sabe? To cheia de coisas pra fazer, pra ver, pra resolver. Não que eu curta todas elas, mas estou ocupada com a vida. Ainda guardo meu tempo precioso de ócio porque disso ainda não me livrei. Mas a vida tá boa.

(mesmo estando tudo muitíssimo bem, tem todo o problema do ócio ser mais forte do que eu, a ponto de desistir, quase sempre, de ver a vida lá fora)

Eu descobri que não me descobri em Direito e talvez consiga me achar fazendo o que sempre quis.
Confessar isso pra mim mesma foi bem difícil. Não é nenhuma novidade mas demorei muito pra assimilar isso e partir pr’aquilo que acho ser meu caminho. Super muito me apavora falhar mais uma vez, mas estou mais feliz nesse caminho e verei onde vai dar.
Mesmo assim, estou aqui fazendo curso pra concurso. Não que eu deva, mas achei de bom tom tentar agradar a família. Digo e repito: concurso é pra quem quer concurso. O mundo não sobrevive só de funcionário público. E eu posso, perfeitamente, não ser uma.

Tenho amigos novos. Acho que o bom de trabalhar é isso: conhecer gente. E pela primeira vez na vida, fiz amigos “bem” mais velhos que eu, cuja alma certamente é mais nova que a minha. Tem sido um grande aprendizado e talvez elas sejam a razão de muita coisa estar mudando na minha mente e por via de consequência, na vida.
Pra melhorar, amigos que sempre foram amigos, estão de volta na minha vida. Toda a crise do post anterior e tals. Tem gente que de fato, deve ser pra vida toda, só isso explica. Amigos pra vida toda, eles são ótimos e nos entendem mesmo que não concordem. Acho genial e justo. Nem todo mundo é perfeito, né.

Daí quando falo em (im)perfeição lembro do meu ex-namorado. Porque nem tudo na vida é perfeito, mesmo ela estando boa e tem aí esse rapaz, que me assombra desde o dia que resolveu terminar comigo mas que resolveu se arrepender. Essa vida é uma loucura, né? Dá voltas mesmo. A gente nem imagina.

Mas não me aborrece mais. Porque a vida tá boa, e por que eu iria me abalar com o que não deveria. Então fica tudo bem, sem aborrecimentos, é o que estou tentando levar pra vida.
E quando, no dia dos namorados,  a gente vê que o mais chato foi conversar com ele, sabe-se que estar solteira – ao menos não com ele – é a melhor opção.

Nada disso faz muito sentido, mas a vida tá boa. E eu to feliz. E acho decente parar de achar que só consigo escrever quando não estou bem, não faz muito sentido.

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