Parabém Pra Mim

Poderia chamar esses posts de aniversário de “chronicles of life and death.” Por algum motivo estranhíssimo, faço questão de voltar aqui sempre na mesma data, mesmo que tenha passado muito tempo sem digitar uma linha. Deve ter alguma explicação. O bom é que, como tenho memória fraca, posso reler meus textos e saber onde eu me encontrava em cada parabéns.

E hoje, como era de se esperar, estou aqui. Feliz, estranhamente feliz, apesar de saber que o futuro se aproxima com tanta velocidade, ferocidade, vulgaridade. Feliz por completar 29 anos, data que ninguém comemora porque são todos uns trouxas não é número inteiro nem múltiplo de nada. Eu resolvi comemorar. Resolvi me dar um parabém bem grande.

29 anos. Só tive festa, comemoração mesmo, até o momento em que minha mãe resolveu parar de bancar comida pra terceiros. E nunca soube dizer exatamente se era uma vontade minha. A de 15 anos certamente não foi. E depois dele acho que não houve comemoração, com muitas pessoas, ou com pessoas aleatórias e variadas. Porque eu não queria, porque eu desanimava. Porque eu estava deprimida. Porque eu sempre achava um motivo até quando me chantagearam com garrafa de Jose Cuervo.
Sempre um desses fatores, nunca quaisquer outros. Nunca quis, sempre chorei e sempre pensei que minha vida tava muita merda pra ficar cantando e sorrindo e tirando foto e agradecendo cada “feliz aniversário.” Na época de faculdade, meus amigos ainda conseguiram me levar pra bar, pra tomar café e até rolou boate uma vez. Mas foi só, só com eles e seus pingentes. Nunca colidi mundos, sempre tive medo de tudo, desânimo pra tudo.

2012 começou diferente. 2012 vem com 2012 chances e muito mais pra fazê-lo ser diferente de todos os outros. Pode ser que termine a mesma bosta, mas pelo menos começou diferente. E eu resolvi comemorar.
Não é lá grandes coisas mas vou cantar parabém com direito  bolo. E convite que eu mesma fiz. E mundos colidindo.
Tenho muito menos que 2012 motivos pra celebrar. Minha conta bancária está um fiasco, estou solteira, não me sinto exatamente profissional. Odeio minhas roupas e meu estilo e queria ser magra. Ainda tomo meus remedinhos de controle emocional e trabalho em algo nada a ver com o que eu gostaria.

Só que este ano eu decidir comemorar. Minha solteirice, internalizando COM FORÇA o “antes só que mal acompanhada.” Meu emprego e meus colegas de trabalho que fazem do meu pequeno salário só um detalhe. Meus amigos, os próximos, os não tão próximos, os de muito longe. Minha decisão de correr atrás do que quero. Os cursos que faço. O rastafari que tirei. O 29 anos. Comemoro os dias felizes e os dias péssimos. Comemoro por me conhecer muito mais do que nos anos que se passaram. Comemorar porque 2011 foi embora e, pra mim, o ano começa agora.

Parabém pra mim. Nesta data querida. Muitas felicidades. Muitos anos de vida. 

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