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Não tenho sabido lidar comigo. Não sei mais o que fazer, a quem procurar, o que está errado.
Tenho pra mim que ao se aproximar o fim do ano, eu simplesmente deprimo. Sem que haja uma razão verdadeiramente aparente.
Eu estou tomando remédio. Trabalhando. Feliz no trabalho. Feliz com a vida de um modo geral. E já não consigo passar uma semana sem que eu não caia na súbita tristeza desmotivada, que me faz querer sumir do mundo, esquecer todo o mundo e sei lá, morrer. Sinto, muitas vezes nesses dias, que não tá valendo a pena nenhum tipo de esforço que eu faça pra alcançar seja lá o que for.
 
Vale a pena mesmo acordar cedo todos os dias, ir trabalhar, comer, dormir, saír, ver filmes… Sinceramente? HOJE eu acho que não.
 
Confesso que às vezes penso em mim como uma pessoa bipolar, não deprimida. Ou ambas. Patologicamente falando mesmo. Momentos de euforia vêm. E num estalar de dedos, por vezes em questões de minutos, absolutamente tudo muda. Isso não pode ser normal.
E não falo daquele mau humor repentino dos dias em que tudo parece dar errado; é algo além. É mais profundo, mais forte, mais arrebatador. É a completa falta de vontade de existir. Se eu pudesse, nesse mesmo instante, sairia voando pelo 23º andar em que me encontro. Não sinto vontade de morrer, mas de NÃO EXISTIR. São coisas diferentes, if you know what I mean.
 
Comprei 2 ingressos pra filmes do Festival Internacional do Rio. Já assisti 4.E fui feliz em todos eles. Hoje, se pudesse, iria pra casa desopilar na cama, fazer nada, me esconder do mundo, porque né, pra mim hoje, o mundo não está nem aí pra mim. E mesmo tentando ser o mais independente possível por falta de irmão, namorado/marido/filho e em idade onde seus amigos tem essa vida, eu também quero atenção. Também quero ter essa pessoa pra fazer as coisas. Quero ter uma vida programadinha da forma mais breguinha.
 
Chegando aos 30 anos e sabe? Cadê aquilo que eu busco pro resto da minha vida? Aliás, o que será e até quando será o resto da minha vida?
Poucas coisas são tão frustrantes quanto querer muito alguma coisa e nunca conquistar. Sei que tenho papel importante nisso, mas não cabe só a mim decidir o que será de mim.
Confio plenamente no lance do futuro a Deus petencer, mas a depressão que me abate nesses dias aleatórios não permite que eu me console com isso.
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