Previsível, eu? Você tem toda razão.

Queria entender por que eu não consigo ser diferente. Não que seja um fardo ser quem sou. Complicado é, sem dúvida.
Preciso trabalhar a minha incapacidade de ser sem desistir, de ser sem ser tão previsível. Em pouco tempo de convívio, fica fácil saber que sou e como ajo.
É chato você não ser que fator surpresa na vida das pessoas. Na minha vida.
Eu quero ser surpreendente, não aquela que ninguém mais espera, porque ela diz sim. E depois age não.
Aquela que todo o mundo cansou de chamar e nem o faz mais porque sabe que ela não vai.

Hoje eu estava animada pra sair. Consegui um programa bacana. Me animei. Desisti logo depois. Meu corpo me sabota, sabendo que é isso que espero dele.

Mas meus amigos não esperam. Não esperam mais nada, além de muitos “talvez eu vá”, “oba, quero ir”, seguido de um “poxa, não vai dar não, desculpa”, emendando uma justificativa risível, pra quem me conhece de verdade.

Isso é doença. É doentio. Sei lá. Só sei que saudável não é, e são anos vivendo assim. E perdendo amizades assim.

Boa sexta-feira, pra você que não desmarcou suas saídas pra ficar em casa comendo.

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