My World Is Mine

aparentemente nunca estou satisfeita. e talvez não esteja e nunca seja mesmo. mas tenho meus motivos. aliás, nada na minha vida é desmotivado; até as pequenas tragédias de uma vida cheia de altos e baixos tem explicação.
não tenho o direito de questionar a qualidade do ano. ele foi bom pra mim. ou eu fui boa pra ele. ou tem a ver com um tal de retorno de saturno, neturno, urânio ou whatever. o que importa é que foi um ano bom. e mesmo assim me vejo reclamando demais, querendo demais, desejando que o futuro corra e venha de encontro com meus desejos mais rasos. imagina então os mais profundos.
eu quero tudo. tudo o que me prometeram quando disseram tantas vezes que sou inteligente, que sou interessante e que sou bonita.
e o que eu tenho hoje? nada. mentira. tenho amigos e família. e uma saúde não lá muito 100%, mas é o que eu tenho.
pena que eu não me dou por realizada só com isso, com o pacote básico. eu quero mais. e qual o problema disso? não sei.
só sei que não consigo me ver feliz tendo pouco prestígio. eu gosto de prestígio. e quem não gosta? e quem não sonha ou nunca sonhou em ser alguém que as pessoas admirem, que as pessoas vejam escrito ‘sucesso’ na testa? o máximo que tenho na minha testa são espinhas, que nem mesmo perto dos 30 anos consigo me livrar.
quem é que não quer casar, ter um namorado, ou seja lá o que for? por que eu não posso ter isso também? só porque não sou padrão de beleza? só porque sou confusa? só porque tenho personalidade forte? só porque meu humor oscila? e grandes xurumelas essa de que todo mundo arranja, um dia ou outro. pelo visto no meu caso é outro.
faço mal em querer o mundo? faço mal em querer sair dessa sina de ser só, de ser questionada por uma criança de 8 anos porque eu ainda moro na casa da minha mãe, de ser a amiga que acompanha os amigos em casal, ou aquela que todo mundo diz que “a sua vez vai chegar”? parece até que cometo o maior equívoco do mundo por querer mais. sempre mais.
eu quero mais do que ser uma reles recepcionista com pós-graduação e inglês fluente, numa empresa em que mais da metade não fala the book is on the table. e daí se eu tenho pressa?! o mundo corre e eu estou sempre em passos de tartaruga. sempre atrás, sempre tentando correr e enquanto todos correm numa pista de corrida, eu corro na esteira, e não saio do lugar.
é assim que eu me sinto.
e não, não estou satisfeita. acordo todos os dias pensando em quando minha estrela vai brilhar, quando a sorte vai aparecer pra mim. porque o mundo tá acabando. não que eu acho que seja AGORA em 11 dias, mas está acabando, e espero ter conquistado e feito coisas boas, e ter tido sucesso na vida, em todas as áreas até lá.
acho que eu mereço. e todo mundo merece se dar por satisfeito. o problema é saber quando será a minha vez.

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