Muitas coisas, Muito Nada.

Muita coisa mudou desde o último texto. Muita coisa continua a mesma, mas acho que não cheguei a contar. Vamos lá.

No final das contas, arranjei um médico novo, que turned out to be uma médica, por ironia do destino e do plano de saúde. Estamos alinhando remédios, vendo o que dará certo e quando quase surtei na quinta-feira passada, e tive uma consulta de emergência na sexta, tudo indica que meu quadro vai um pouquinho além da depressão, mas prefiro não falar sobre isso, nem falo abertamente sobre depressão aqui (ou falo e nem percebo? falo, né?).
Comentei sobre um psicologo nessa consulta e ficou claro que o encaminhamento só será feito a partir do momento em que eu me sentir preparada pra ir, e eu cogitei mas ainda não amadureci a ideia, veremos.

Nesse ínterim de médicos, remédios e etc, tranquei a academia, obviamente, mas não este mês. A dose de remédios que mudamos de quinta pra cá, e que deve dar certo, pode me dar um pouco de ânimo e coragem pra pelo menos ir pedalar um pouco.
Sobre os remédios. Um tira fome. O outro dá fome. Perdi 4kg (e os ganhei nesse fds sozinha em casa, comendo aquela pasta tipo Nutella, mas da Ovomaltine, coisa de louco, muito boa). Tudo indica que até nisso será bom.

No trabalho, me sinto pragmaticamente humilhada. As pessoas me tratam como uma nada. Até diretrizes que eu deixo claro que me foram passadas, são questionadas.
Esses dias cheguei muito perto de jogar tudo pro alto e pedir pra sair, porque não estava aguentando. Só não o fiz porque não conseguiria me explicar, porque só conseguia chorar.
É muito difícil se fazer entender quando se está descontrolada.
Me lembraram também que eu conversei com a chefe pedindo uma chance, e que ela veio me dizer que conversou com o chefão a respeito e que estão pensando em alguma coisa. Acho que é válido esperar pra ver, mas é muito difícil quando as pessoas olham pra você e dizem que você tem cara de quem serve pão de queijo e guaraná natural. E sim, foi dito na minha cara e eu não posso fazer muita coisa.
Ser recepcionista com uma faculdade nas costas é muito duro. E olha que estou substituindo a colega o financeiro, mas mesmo assim parece que não serei nunca respeitada ou considerada.

Dia das mães foi outro evento sofrido, minha família toda reunida, eu com cara de morte e tentando ser o menos pior possível e mesmo assim foi complicado.

Acho que nunca mais também terei meus amigos como um dia eu os tive. Perdi trejeitos sociais e eles nunca mais me olharão da mesma forma, mesmo que eu volte ao convívio deles. Por isso cogito também a psicóloga. Porque precisarei conversar com quem irá me julgar ganhando pra isso.

Eu tinha muita coisa pra falar, veio muita coisa na mente, todos os dias penso sobre escrever e não o faço. Esvaziei algumas coisas e vou tentar ser menos aleatória. Isto é, pra mim mesma, minhas memórias, que, exatamente como o twitter, o blog é só pra mim mesma, ninguém lê, só aleatórios jogando palavras-chave no google.

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2 thoughts on “Muitas coisas, Muito Nada.

  1. Oi. Eu leio suas postagens, assinei as postagens do seu blog há um tempo atrás e recebo por email. Fico contente em ver que vc foi ao médico, eu já tive depressão e há 3 anos tomo medicamento controlado (citalopram 40mg). Posso dizer que ainda não me sinto segura para diminuir a dose do remédio, apesar de eu ter uma vida praticamente normal. Porém parece que eu sempre estou andando na margem do precipício, onde quando alguma coisa der errado, eu me jogo sem pensar. Isso me preocupa, porque é uma linha muito sutil do estável para o completamente instável. A coisa mais importante que eu descobri na minha vida, após cada crise de depressão que passei é que podemos recomeçar o tempo todo, a qualquer momento, de qualquer ponto que estamos. Se o trabalho não está bom e seus amigos não são mais como eram antes… tudo bem… sempre há um novo dia onde podemos fazer algo diferente, conhecer uma pessoa nova, uma nova amizade, um novo passeio, talvez uma nova entrevista de emprego, ou um serviço diferente no próprio emprego. Eu tenho uma fenix tatuada bem grande que simboliza isso, o renascimento, ressurgir das cinzas cada vez que chegamos ao fim, ao fundo do poço. Que possamos ter fé em nós mesmos, acreditar que vamos superar tudo isso, mesmo que demore, e que coisas boas virão. Coisas ruins também virão, mas isso faz parte da vida, isso acontece com todo mundo, mas o que vale de tudo isso é poder desfrutar dos momentos bons mesmo vindo coisas ruins de brinde sem pedir. Um beijo. Solange

    1. Ter fé em nós mesmos, recomeçar… tudo que faz parte do ‘viver’ é muito difícil até quando não estou em crise. Mas tudo há de passar, tenho que pensar assim mesmo que não seja muito sincero, né =/
      Obrigada pela força, pela visita! =]]

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