Ups That Look Much More Like Downs

Achei que estava melhor.

Fiz toda uma programação para um sábado, que se tornou meu próximo fim de semana.
Vou passear sozinha, tirar fotos e visitar lugares histórios, tomar vinho lendo livro em Petrópolis. Acho que será legal.

No fogo do momento, resolvi que tinha que sair e me arrumei. Fui à uma festa, lá conheci gente só por pedir licença. Um grupo de gente bacana, com tanta coia comum. E emendamos  em outra festa e cheguei em casa às 6:30. Parecia que tava tudo melhor. Até queria marcar um encontro com meus amigos.

Hoje fui trabalhar e tinha muito o que fazer.

No meio do expediente descobri que umas meninas foram promovidas; descobri que minhas traduções foram distribuídas pelas filiais. Tudo lindo. Infelizmente não é bem assim. Eu não tive crédito pela tradução, tampouco recebi parabéns por isso. E faz falta. E das meninas promovidas, somente uma tem mais tempo que eu na empresa.
Óbvio que a matriz tem muito mais funcionários, e teve uma debandada boa, mas é uma sensação de fracasso constante e eu não sei lidar com isso.

Vai entrar uma estagiária nova no escritório. E eu continuo ali, cobrindo licença e férias de um setor. E mais nada. Não levo crédito nem pelo o que fiz, e fiz bem porque não houve modificação na minha tradução, eu pedi pra ver a cópia de um colega.

E isso tudo foi muito mais que suficiente pra que eu me sentisse uma merda. E estou há exatas 4:30h querendo me debulhar em choro e não tenho oportunidade. E não sei mais a quem recorrer, só penso em todos os remédios que poderia tomar e acabar com esse sofrimento. Eu não aguento mais.

Cheguei ao ponto de ter ido ao shopping, comprado roupa de frio – gastado dinheiro que na verdade nem tenho – e não ter me sentido melhor com isso. Gastar dinheiro sempre me fez me sentir melhor, e não é algo que me faça mais bem.

Eu perdi todo e qualquer prazer na vida e não tem remédio que faça efeito mais; é a sensação que tenho.

Eu digo que estou cansada. É cansaço, muito, muito cansaço. Cansa se sentir assim e saber que não é socialmente aceitável querer acabar com a vida. Saber que minha crença não permite que eu dê cabo da minha vida em paz também é perturbador. E não conseguir chegar a lugar nenhum, não me sentir curada e sã e bem… é cansativo, é sofredor. Não é jeito de se viver.

Não era isso que eu achava que era viver.

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