Madrugada e eu de volta aqui.

7 meses completos sem emprego. E faltando entrevistas. Ou recusando propostas.

Desesperadamente querendo sair de casa. E sem dinheiro.

Saindo da coordenação da área porque não dá mais pra mim.

Depressão batendo forte e consulta só pra daqui a 2 meses. E sem remédio.

Sem estudar pra conseguir dar uma guinada nesse status quo que estou.

Parece que minha vida não anda. Ou porque não tenho força de vontade, ou porque as variáveis não ajudam muito.
Mas sempre nessa situação.

Tô envelhecendo e não vejo muito futuro promissor pela frente, o que me envergonha muito.

Tenho apoio dos amigos. Não muito da família. E nenhum ânimo vem de dentro.

Isso é péssimo.

Será que algum dia tudo vai mudar?

Será que sou frouxa mesmo? Preguiçosa, acomodada ou qualquer coisa que o valha?

Sinceramente não sei.

Tinha planos no começo do ano, estava animada e de repente tudo mudou. E parece que é sempre assim.

Ando desanimada pelo tanto de desânimo que trago dentro de mim. É triste.

E acho que não sei mudar isso.

Acho que, talvez, eu realmente ainda precise de remédios por um bom tempo até sentir que a vida tem algum propósito, porque no momento não vejo nenhum.

Escrever, talvez também, seja algo que me resta. E assim vou seguindo colocando pra fora o que sinto. Conselho de um amigo meu.

Hoje roí todas as unhas que já estavam roídas e crescendo. E senti muita fome o tempo todo.

Hoje não dormi de tarde, mas acordei tarde. Se bem que é o que faço nesses últimos meses.

Tô incomodada. Mesmo que não pareça.

Acho que tenho medo de mudanças e do futuro. De tudo mudar. De de fato arranjar um emprego e ter grana pra sair de casa e ter que enfrentar o turbilhão de julgamentos que vou receber por conta disso.

Mas agora o desespero é de não conseguir trabalhar novamente. Pelo menos não em algo que considere ok pra mim. Tenho muitas questões de autoafirmação com empregos.

Tô doente agora. Muito gripada. Numa quinta a garganta começou a doer. Sexta, depois da balada, fiquei rouca. Sábado bebi e falei e dancei e acordei completamente sem voz e me sentindo mega mal no domingo. Tudo errado. Agora a tosse tá menos pior, mas meu corpo dói de tanto esforço. De noite piora e de manhã me acorda. A voz tá voltando. Minha mãe só resolveu perguntar se estava tudo ok hoje, terça, depois que me viu perambulando pela casa de madrugada. E me fazia repetir que estava bem ou não, mesmo sabendo que estou sem voz. Certeza que ela tava me provocando.

Tô cansada, sabe? De tudo. Dela, da vida, de me sentir inferior, gorda e feia. De estar em casa o tempo todo, de não ter dinheiro, de ter amigos bem sucedidos ou encaminhados na vida. E não, não é inveja, é me sentir muito pouco perto deles e pra eles. Não acho justo com nenhuma das partes.

Não sei. É o que penso agora. Tá tudo meio ruim.

E agora tô desistindo da última coisa que fazia sentido pra mim. Porque não dá mais, porque tô insatisfeita, porque fazer tanta coisa praticamente sozinha me estafou e ao mesmo tempo ter gente que não entendia meu trabalho metendo o bedelho sem saber o que tava falando me irritou. É uma decisão muito séria, eu realmente acredito no trabalho da ONG, mas tenho meus limites e acho que cheguei nele. Hoje chorei por conta disso, até começar a tossir e ser obrigada a engolir choro.

Decisões. Decisões. Não tá fácil.

Decidi ir dormir agora. São quase 4 e amanhã, sei lá, vai ser outro dia. Mais tosse, mais falta de convívio, mais frustração… mas vai que a vida melhora, né? Há de se ter esperança, minimamente.

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