Eu quero um lugar ao sol de Ipanema, cinema e televisão

Este mês é mês do meu aniversário, mês que me dou total liberdade para indulgências. Nada mais justo. Viver tem sido uma tarefa bem complicada nos últimos tempos.

Viver nos últimos 4 meses: perder emprego, terminar relacionamento. Cortar o cabelo e fazer um piercing. Ser deixada em muitos, muitos maus lençóis. Precisar da ajuda de amigos quando se mais precisa. Ter DR pós relacionamento. Decidir que tem gente muito chata na vida e que não dá pra se relacionar. Criar laços com outras pessoas incríveis. Reaver amigos queridos que te tiram do buraco no pior momento da sua vida.Ver tudo que entendia como uma vida minimante tranquila ir pro ralo. Desistir e em uma semana voltar atrás e acabar me envolvendo em mais um projeto, que eu tinha me prometido que não faria. Sentir e viver o carnaval da pior maneira possível. Entender o quanto eu preciso do meu espaço, me conscientizar que já tenho minha idade e, apesar de jovem, minha tolerância pra perrengue tá cada vez menor. Pegar um freela pra complementar renda e descobrir que tenho muita pouca disposição pra isso neste momento da vida. Lidar com o falecimento do meu computador. Entrar com processo trabalhista. Ver a relação com a minha mãe se desgastar cada vez mais e o quanto isso afeta meu relacionamento com minha avó. Decidir encarar um desafio e me ver pronta pra entrar na academia e adotar uma vida mais saudável. Não parar, mesmo que cansada de tudo, de procurar emprego. Lidar a cada dia com a frustração de não ter uma carreira, de não conseguir voltar a estudar, e aí fazer realmente algo que me permita trabalhar com o que faz sentido pra mim. Agradecer que, pelo menos, consigo pagar minhas contas.

Este é o mês do meu aniversário e me permito indulgências. Me permito tacar o foda-se e beber num dia de semana, gastar uma grana não programada comprando comidas que gosto. Porque eu não consigo me dar presentes. Ano passado foi minha viagem ao Chile. Este ano eu só queria uma mesa de cabeceira e uma estante. Não dá.
Não dá pra ir a Paraty. Não dá pra comprar uma mesinha de cabeceira. Mas dá pra gastar minha tarde de sábado batendo papo, tirar um cochilo, comer um pão com queijo tomando café fresco.

Estou num processo, contínuo, claro, de aceitar o que a vida me dá. De entender que, de alguma forma muito sacana, eu preciso viver essas coisas todas. E aí, acho que aceito, mesmo sofrendo, mesmo chorando de noite, mesmo me sentindo totalmente desestimulada pra escrever o bendito freela, que é o que tem pra hoje. As crises vêm e vão, a vida é isso também. Mas às vezes elas vêm e eu resolvo dormir e sei que vai passar. Às vezes elas vêm e eu resolvo voltar pro Twitter e me distrair. E às vezes eu só sigo vivendo. Se elas vieram, uma hora vão embora.

Sigamos. Este é o mês do meu aniversário.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s