Bandeira Branca, Amor

bandeira-branca-294x300Petrópolis.
Não rolou. Arrumei tudo, comprei passagem de ida, reservei albergue. Não fui.
No mesmo fim de semana, descobri que minha amiga e minha mãe se comunicam e minha mãe pergunta a ela o que não tem coragem de vir conversar comigo. Estou magoadíssima até agora.

A vida foi difícil, liguei pra minha médica. Marquei consulta. E fui. E aceitei atestado, além de pedir um encaminhamento pra psicóloga.

Como nada na minha vida é simples, na terça, quando peguei o atestado, deu uma diferença no caixa do trabalho, logo na época em que cobri licença da minha colega. Os comprovantes, na verdade, são da época em que ela estava lá. Mas como EU não conferi quando peguei a chave, é como se EU tivesse perdido. E então, como se tivesse perdido uma grana que não recebo nem de salário.
O dinheiro, tampouco os comprovantes, recibos e notas fiscais não apareceram. Minha colega também fez questão de dizer que a culpa foi minha porque ela nunca, em hipótese nenhuma, perderia aquilo. EU perderia. Claro.

Uma pausa:
Antes de conversar com minha chefe sobre a licença, eu falei com essa colega. Ela foi bem bacana, me dando toques, dizendo que sou inteligente, que não posso me diminuir, não posso ser negativa, não posso ficar achando que sei pouco ou que sou pouco pra empresa. Falou que todos perceberam o quanto sou frágil e que temos que tomar muito cuidado com quem se diz amigo e não é e que já teve gente dizendo que sempre que fala algo pra mim eu choro.

Cheguei à conclusão que essa pessoa é ela, depois de pensar um pouco. Mas, overall, tinha achado muito interessante, tirando a parte da fragilidade, porque não sou frágil. ESTOU DOENTE e são duas coisas diferentes e, apesar de não colocar isso à mesa, não acho certo julgar pela capa.

Voltando ao ensejo:

Minha chefe queria que eu nem fosse hoje mas realmente não consegui deixar pra lá. E passei o dia todo hoje, sem que houvesse solução. Conversamos nós três, e a colega continuou colocando a culpa em mim. Assumi, realmente fui ingênua e ela poderia, também, ter me dado o toque de conferir o caixa antes de assumi-lo. Tenho 30 anos e menos de 1 ano de experiência em financeiro. São coisas que a gente não sabe e tals.

Apesar de nada resolvido e a maior torta de climão que já comi – rs –  e eu assumindo a culpa, a colega me olha torto. Estou assumindo que pagarei o valor. Minha chefe acha que estou sofrendo por antecipação, mas não estou. Só acho que tem que ser resolvido logo, porque não adianta ficar enrolando e adiando o inevitável. Esses recibos não vão pipocar, de repente, na nossa frente.

Tudo isso pra dizer que:

Não sei o que pensarão de mim, não sei se deporá contra mim, mas tirei minha licença.

São 2 dias, apenas, que com o fim de semana, se tornaram 4; serão bons pra eu me adaptar à nova dosagem de medicação. Basicamente isso.
Estou saindo de licença num péssimo momento mas que ao mesmo tempo eu não tenho mais o que fazer além de esperar o diretor financeiro falar o que já sei.

É uma sensação estranha porque até durante a consulta com a psiquiatra eu atendi telefonema do trabalho; parece que não consigo me desligar. Acho que de certa forma é uma válvula de escape de mim mesma ou o que tem me feito surtar mais rápido. Mas desta vez, depois de mais de uma mês de insistência, eu cedi.

E estou em paz com Deus. Ele sabe o que faz e sabe do que preciso. E eu sei que preciso cuidar da minha saúde porque seja este ou qualquer outro emprego, nunca manterei estando doente. E o dinheiro? Em paz. Não perdi, não vi, mas assumo. Errada fui eu de não ter visto o erro no momento. A gente se ferra e aprende. E tenta não errar de novo.

E eu só quero paz, respirar fundo e começar segunda-feira 25% no caminho de um novo tratamento que me deixe em paz. Não dá é pra lutar contra um corpo que pede socorro. Ergui a nossa bandeira branca, finquei no chão e vou deixar rolar. Melhor que surtar, né?

Semana de:

muito doce;
cerveja e papo bom com amigos;
caminhada na praia de deixar pernas doendo por 2 dias;
assinar rescisão;
ir no Detran, at last;
baixar uns 18 filmes;
conversar sobre coisas que não entendi. na verdade entendi e não curti e não concordo;
pagar 200 reais por exceder a conta do celular.
NADA exatamente nessa ordem.

FIM

Mais Da Série: Coisas Que Não Entendo Serem Tão Difíceis Das Pessoas Entenderem…

… Que Basta Fazer O Que Lhes É Pedido/Conferido E Nada Mais.

Existem classes de trabalhadores que eu não gosto. Não é preconceito mas simplesmente não sei lidar e essas pessoas normalmente não morrem de amores por mim. A série continua.

Salão de beleza: não é exatamente uma classe, mas um lugar, eu sei. Mas eu ODEIO SALÃO. Não gosto da fofoca, odeio quando elas começam a fofocar entre si puxando seu cabelo com o secador e esquecem de você, enquanto se contorce de dor. Os temas são os mesmos em qualquer salão (lógico que aqueles chiquezinhos de shopping, nunca freqüentei e é tudo tão setorizado, que não sei se isso acontece): de manhã, as reclamações sobre as colegas que ainda não chegaram, e que ontem não trabalharam nada, só voaram. De tarde, contam a novela todinha, mesmo que você queira escutar os diálogos, mesmo que você NÃO TENHA VISTO a bendita novela e gostaria de se surpreender como se estivesse sedo transmitida no horário nobre. Ai rola aquela falação: “olha lá, fulana, ele vai falar pra ela que a repudia  vezes… aaah mas ele não deveria fazer isso, né? E aquele é o gêmeo né? Nossa, olha a confusão que ainda vai dar”. E todas falam ao mesmo tempo.

Infelizmente meu cabelo não me permite fazer nada em casa e sou obrigada a ir a salões, pelo menos, de 3 em 3 meses. As unhas? Faço em casa, assim como as sobrancelhas, e só mudo de estratégia quando a coisa fica feia. Porque é difícil você ser obrigada a fazer cara de ‘estou super satisfeita em estar aqui’. O que me deixa pior é na hora de ir embora. Quando ta cheio e alguma cliente reclama, ao ir embora todas comentam: “nossa, que mona chata, metida a besta, reclamou de tudo”, etc, etc. Então na minha vez, eu posso até ter umas reclamações, mas me sinto coagida a dizer que ficou bom, ótimo. Por isso não faço as unhas, sempre ficam pior do que eu faria (menos o pé, confesso).

“Posso Ajudar?”, não precisa ser dito, só lido. Tá no colete das jovens aprendizes dos bancos deste país. Olha, acho legal pacas a pessoa querer ser jovem aprendiz. De verdade, queria eu ter começado a trabalhar mais cedo e de repente hoje não estar tão estagnada. Enfim, reconheço que é melhor pra elas do que as coisas que meus colegas de colégio faziam na mesma idade (porque eu sou boboca e nunca aprontei muito). Mas sério? Vocês NUNCA PODEM AJUDAR. Porque você chega ao banco, pergunta pra menina e ela faz cara de perdida e pergunta pra outra pessoa. Se fosse pra perguntar pra outra pessoa, eu tinha ido lá e falado eu mesma.
Hoje fui dar entrada no seguro-desemprego, sacar FGTS, essas coisas de recém desempregado. Daí, rola um probleminha básico de documentação, já que perdi o RG em Cabo Frio e minha CNH está vencida. Só tinha a CTPS. Mas olha que legal, ela ao serve mais como documento porque não é “modelo passaporte”. OI?! Fiz várias perguntas e só quem me respondia era o guarda ao lado dela, e a mesma só me olhava com cara de ‘ãh?’.
EU quem deveria olhar pra ela assim,  e perguntar o que ela faz ali anyways.
Outro dia presenciei uma mesma menina dessa de coletinhos tentando ajudar uma senhora no caixa eletrônico. E ela NÃO CONSEGUIU, entrou na agência e trouxe um funcionário de verdade.
Daí eu pergunto por que a pessoa está ali e eu sou preconceituosa. Mas não é isso, só acho que se a pessoa se presta a fazer aquilo ali, que aprenda, pelo menos. Aprenda a ajudar.

Não tenho tolerância. Mesmo.

E só não falo de operadores de telemarketing porque me atinge pessoalmente.


Da Série: Coisas Que Não Entendo Serem Tão Difíceis Das Pessoas Entenderem…

… Que Basta Fazer O Que Lhes É Pedido/Conferido E Nada Mais.

Odeio faxineiras, e/ou diárias, e/ou empregadas domésticas. Sério, nada contra a classe e sim contra a forma de trabalharem. Talvez seja trauma de infância.
Quando era pequena, e ainda não estudava em tempo integral,  tínhamos uma empregada aqui em casa que se fazia de muito legal. Até ela ficar sentada vendo televisão e me mandando lavar a louça, e dizendo que não podia contar pra minha mãe. Ou o dia em que ela engoliu meu Toppo Giggio e depois colocou pra fora, pelo outro hemisfério do corpo. E eu contava as coisas pra minha mãe, que não acreditava em mim, depois que ela desmentia tudo. No final, não sei como, minha mãe soube que eu falava a verdade e que ela saiu roubando várias coisas aqui em casa.

Tenho um gap de memória quanto a elas, depois dessa aí. Acho que não tivemos muitas que tivessem durado, ou melhor, acho que não houve a real necessidade e não tivemos realmente ninguém durante um tempo, eu acho.

Depois trabalhou uma aqui em casa que tinha medo de eletrodomésticos, pois na outra casa em que trabalhara tomou choque. Então ela não limpava NADA perto de tomadas, não tirava as coisas do lugar… sinceramente, era melhor mudar de ramo.

Antes dela, porém, teve uma que começou trabalhando só pra minha avó. Muito boa, mesmo, no que fazia. De verdade. Mas JESUS, como ela falava. E muito! E quando mais nova, passava muito tempo na minha avó. E ela não parava de falar um segundo. Em casa, apesar de não parecer, eu sou muito calada, fico vendo minha televisão, na minha… não sou de conversa. E ela puxava papo, perguntava… era um saco.
Tinha outra péssima característica: guardava tudo nos lugares mais improváveis, que ao acharmos, acabava quebrando as coisas. Isso quando não era ela quem quebrava. E não foram poucas. Veio aqui pra casa um tempo também, mas foi logo de volta pra terra dela, Minas. E fiquei com raiva dela depois que começou a ligar pra minha avó e depois nos ligava, dizendo que estávamos deixando a velha muito sozinha e que ela se sentia abandonada. Sério, ela queria dizer que não tratávamos minha avó direito. Sério, QUEM É ELA??

Apareceu outra. Ótima. Quando vinha. Chegou ao ponto de passar mais de mês sem aparecer. Pior que essa era meio que parente e esse povo aqui em casa é muito passivo, demorou muito, faltou de tipo uns 2 meses, pra que dispensássemos. E ela sempre se desculpava falando que tava doente, minha mãe conseguia as consultas pra ela e a mesma sempre tinha uma desculpa e não ia.

Hoje aqui em casa e na minha avó, temos a mesma, como sempre. Ela é quieta. Ponto pra ela. A principio era boa. Daí eu comecei a reclamar. E porque eu “reclamo de tudo”, minha mãe ignorou cada coisa que eu falava, e dizia que estamos com sorte de, em mais de 2 anos, ela nunca ter faltado.
O problema é que ela curte me trollar. Sério. Ela limpa a casa de boa, mas no meu quarto faz um servicinho muito do mal feito. Dentre outras coisas pela casa. E eu reclamo e minha mãe me ignora. Só que eu sou grossa e a casa não é minha, então fico calada.
Dia desses, percebi que ela não tirava o pó do meu decodificador e nem do DVD. E nem de nada que ficava naquele compartimento. Deixei passar 3 SEMANAS, e ela vem aqui em casa 2 vezes por semana. NADA foi feito, tudo sujo.  Reclamei com minha mãe. Primeiro ela veio aliviar dizendo que de repente “ela tem medo de quebrar”. Brother, então vai fazer OUTRA COISA. A mulher trabalha em casa de família a vida inteira e ainda tem disso, de repente tem medo de quebrar?? Depois que quebrar, até entendo, mas continuo falando, muda de ramo.
Daí minha mãe falou com ela, e depois chegou BRIGANDO COMIGO: “se quebrar ou desconectar alguma coisa não venha reclamar!!!” Sério.
Desde então eu dou ‘bom dia’ e as vezes ‘tchau’, ‘até logo’, e a moça não me responde. Deve estar meio puta de eu ter pedido que ela fizesse o trabalho dela.

Minha empregada me odeia.

Nodoby Knows You When You’re Down And Out

Eu to grogue (e daqui já justifico caso algumas frases não façam sentido, ou o texto todo mesmo)
Não resolve meus problemas mas me deixa dormir mais cedo.
Desde as últimas semanas tenho visto o sol nascer.

Eu to grogue. Porque daí eu sinto menos. Durante meus dias que começam lá pras 3 da tarde, eu convivo bem. Mas de noite o sofrimento é muito grande. O que me acalma é o bendito Rivotril. Confesso que este não foi prescrito, mas sempre fora, então não me culpo por isso.

Eu preciso ficar grogue porque não consigo lidar com minhas frustrações e muitas vezes – que Deus me perdoe – com a inveja que sinto de algumas pessoas, fatos e etc. Não que eu seja invejosa mas a comparação com a minha vida é inevitável e, independentemente de doença que seja, eu sou privada de tantas coisas e só posso lamentar.

Meus lamentos têm sido constantes, através de choros que a gente só chora quando criança quando machuca a cabeça. Aquele choro de boca aberta, de sair som. É ridículo na minha idade eu chegar nesse ponto. Mas cá estou eu.
E hoje, pra acalmar resolvi dormir. E dormir o dia todo.
Quando acordei, me deparei com as mesmas coisas que me causam os mesmo sofrimentos. E chorei.
Eu sei que minha mãe não morreu.
Ninguém da minha família foi seqüestrada.
Nem tenho parente em estado terminal.
Mas tenho as minhas dores. E são muitas.

Depois de chorar, caí eu no bendito remédio. Porque eu preciso me elevar desse estado, e por um momento, uma noite, algumas horas, eu saio do poço.

Eu preciso sair do poço sozinha, porque meus problemas não se resolvem com a ajuda de ninguém – algum deles, no caso.
E mesmo que tivesse a ajuda de alguém, as pessoas ao meu redor entram em categorias:
Amigos que posso contar, mas que se for desabafar, posso incomodar porque muito dos meus sofrimentos têm fonte indireta neles;
Amigos que querem ajudar mas não sabem como, o que me deixa pior por estar jogando meus problemas a eles;
Amigos que já não sei mais se são amigos, porque não perdem muito tempo querendo saber como estou, mesmo que seja para sair pela tangente e não escutar mais do que gostaria;
Colegas, quase amigos, que eu vejo verdadeira vontade de estar mais perto, mas que, por medo meu, fica uma barreira, um medo.
Confesso que hoje, eu que sempre fui de muitos, muitos amigos, me considero rodeada de 2,3 pessoas amáveis, adoráveis, que estão lá por mim, mesmo que durmam no meio de uma conversa, mesmo tendo vidas agitadas e coisas mais bacanas pra compartilhar.

É por isso que eu to grogue. Porque se limpa estivesse, não teria como escrever esse post.
De cara limpa, indagaria a Deus o por quê de gente agraciada e mal agradecida com aquilo que você sempre quis e não pode, com a possibilidade de curtir as coisas que gosta e não teve oportunidade.
Não vou compartilhar de minhas frustrações. Não nesse post. Já o fiz em outros e neste não cabe o que talvez gostaria de desabafar.

Mas o que mais me incomoda hoje pode ser traduzido por Eric Clapton, com as devidas analogias. Porque amigos nunca os tive por dinheiro, mas o sentimento de abandono é o mesmo.

Eu escrevo aqui e nem sei se tem amigo meu que vem aqui. Nem sei se quem se diz amigo meu sabe o que estou passando. É um blog pessoal, e amigo, só por ser amigo, e mesmo não tendo o que dizer, poderia gastar um mísero tempinho mostrando compaixão.
Mas não é cobrança, é opinião. E não é cobrança do tipo “lê meu blog”, pelo contrário, mas é a ausência desses amigos na minha vida num todo.
De qualquer forma, já adotei a Internet como companheira; dificilmente me decepcionarei.
Talvez eu me transforme nessas reclusas que nem pra comer saem de casa. E não estou muito longe disso. Só me falta o caos característico, alguns quilos a mais e meia dúzia de gatos com nomes dos atores prediletos (eu vejo mto filme).


180º

Acho incrível como em 1 mês e poucos dias uma situação pode dar uma guinada. Ou fall down(por falta de palavra melhor em português). Ontem parei pra ler meu último post e fiquei chocada a ponto de rir, de tão ridículo que tudo não passou a ser.

Dia 12/12 faço 3 meses no trabalho. Continuo achando CHATO, mas paga minhas contas – pelo menos em parte. E criei uns vínculos de amizade que realmente nunca aconteceriam em condições normais de temperatura e pressão. Estou completamente fora do meu nicho, mas ao contrário do que andaram me dizendo, mesmo não pertencendo àquela realidade, me adapto bem.
Minha chefe não deve ir muito com a minha cara, não é algo que eu vá realmente me importar também.

O que me importa, no final das contas, são os quiprocós que TODO emprego/estágio me proporciona.

O que rolou nesse?
Aquela história que todo mundo conhece: menina nova com cara de ingênua meets menino fdp com cara de bonzinho. Menino ‘fdpccb’ seduz menina ‘ncci’, diz meia dúzia de meias verdades, mais uma penca de mentira, se faz de bom moço e BUM! Menina ‘ncci’ se apaixona; cai na lábia do outro lá.
Aí, caiu na rede é peixe, né. Menino manipula menina. Menina acredita no que menino fala, porque, coitada, ela acredita no que as pessoas falam, o que a qualifica fortemente como uma ingênua de fato.
Menino fala tudo que menina precisa escutar pra se sentir importante. E menino faz charme; se faz de complicado e tudo. Fato que falou em “complicado” e menina se derrete, né. É tipo olhar no espelho.
Então, depois de muita dança de acasalamento, muito jogo de sedução (to sendo brega tipo o Mfdpccb, gente. Não sou assim), menino e menina ficam num dia ‘mágico’, ‘inesquecível’, digno de slow motion no clímax do filme mais romântico da última década, que você, querido(a) leitor(a), já viu. Lindo.

E era algo louco. Porque a menina ‘ncci’ não queria namorar. Mas o menino ‘fdpccb’ só falava nisso. Pressionava por uma posição, até. Coisa de louco.
Tava tudo muito estranho, apesar de todo amor do mundo que a menina e o menino tinham pra dar. E mesmo assim eles ficaram de novo e então, finalmente, a menina achou legal assumir um namoro.

E então eles foram felizes para sempre.

NOT!

E então menina ‘ncci’ descobre que menino ‘fdpccb’ omitiu um fato POUCO importante: uma outra menina. E, no seu direito de reivindicar uma explicação, menina acabou sendo mal interpretada – ou não – e menino disse ter se espantado. Coisa de nada, na verdade. O básico. E desde então tudo degringolou. Mas menina, sempre muito ‘NCCI’, queria salvar o que já tinha começado. Tá na chuva…
Mas como todo desfecho dramático, menino ‘FDPCCB’ se disse confuso, pediu um tempo e achou melhor deixar a fila andar.

Até aí tudo bem, se não fosse um detalhe: menino ‘fdpccb’ não se desvincula de você. Menino ‘fdpccb’ se diz confuso pra umas coisas e muito cheio de certeza pra outras. Menino ‘fdpccb’ cai em contradição inúmeras vezes.
Nesse momento, a menina já está mais tão nova lá e nem tão ingênua e começa a perceber algumas coisas e se mancar de outras. E o encanto que tinha acabado, vira NOJINHO.
Nojinho de tudo que escutou e acreditou.
Nojinho de ter realmente caído na lábia do FDPCCB.
Nojinho de ter achado o dito cujo, em algum momento, uma pessoa digna do seu tempo, dedicação e blablabla.
Nojinho de tudo a que se submeteu.
E, acima de tudo, VERGONHA por ter sido mega otária.

A menina ‘ncci’ sou eu, claro. E o menino ‘fdpccb’ é o infeliz que tava me colocando sorriso nos lábios há cerca de um mês atrás. Hoje eu voltei do trabalho com uma sensação de nojo por esse ser humano, que beira o indescritível. Não vale a pena relatar aqui cada mancada, até porque, expondo-o, eu faço a mim mesma e a historinha aí em cima deixa bem claro o desenrolar das coisas.

Cheguei a ponto de achar que tive um surto por ter me apaixonado por ele.
E nunca achei que diria isso, mas mesmo os mais fdp que já conheci por aí, e convenhamos que não foram poucos, conseguiram ser desse nível. Sabe por quê? Porque neste não há caráter.
É a velha história. Melhor a sinceridade ruim do que uma verdade fantasiosa. E quando a pessoa falta com a verdade com você, com alguém que a princípio era importante o suficiente pra ele gastar tempo iludindo, falta caráter.
E quando a pessoa falta com respeito com você, dá nojo. Porque você só pede para ser tratada como a pessoa digna que é. Mas como ele não é, talvez desconheça esse tipo de tratamento, não posso pedir dele o que o mesmo desconhece, né.

Então agora eu to aqui, enjoada e com uma dor de estômago non stop. E muito nojinho disso tudo. A dor de estômago é por conta, assim como uma alergia digna de um episódio especial de 2 horas de House M.D.

E olha, talvez eu seja mesmo uma grande idiota nessa história toda, levando-se em conta que no meu último estágio eu fiquei com um cara que, Jesus, não era nada flor que se cheirasse, mas pelo menos não me fez de idiota. Sabia o que esperar, ou o que não esperar daquilo. E no meu primeiro emprego também, há alguns anos atrás. Mas não vou ficar aqui queimando meu filme.
Falem de vocês.

Hahahahahaha!

Ótima forma de voltar com meu querido blog sem reclamar do mês de Dezembro, mas ó vou reclamar, é fato. Mas pra quem gosta de Natal, Ano Novo e suas benditas tradições, fica a dica de um blog bacana – que até eu gostei apesar da temática – de uma amiga: Celebrando o Fim De Ano. Tá ai no blog roll.

Então… vou me encaminhar pros braços de quem me ama de verdade. Morfeu. Porque amanhã é mais um dia de trabalho naquele inferninho e ainda tenho as maravilhosas sensações da minha primeira Endoscopia! Haja preparação psicológica!
E como o Menino fdpccb senta ao meu lado normalmente, torçam pra que eu vomite nele. Aí ainda tenho o bônus de ganhar o dia de folga! =]

Devaneios De Uma Madrugada Qualquer

Tenho me sentido meio xiita. Não que eu vá sair por aí matando por conta das minhas convicções religiosas e políticas.

Confesso que sinceramente, não seria uma má idéia. Faria um serviço à comunidade, o povo seria mais feliz, poderia até rolar uma medalha de honra ao mérito. Mas não, não é disso que se trata.

Pensei em fazer uma tatuagem. Pensei em raspar a cabeça. Pensei em fugir de casa. Nada disso faz sentido por questões óbvias.

Fazer tatuagem requer dinheiro; não só dinheiro mas uma noção definida do que se quer tatuar. Sem contar que tatuagem na altura do campeonato seria mais do que simplesmente uma afronta à minha família. Dinheiro eu não tenho; na verdade tem até gente esperando por isso e simplesmente não tenho como cumprir com meus compromissos. Isso, dívidas, mas passemos adiante.

Eu não tenho muita certeza do que gostaria de tatuar. Certo, até teria, porque tenho 2 opções e 1 delas é certa. Mas tatuar aonde? Pode ser até na bunda, porque realmente não sei aonde. Já pensei nos lugares mais interessantes mas ao mesmo tempo não sei se seria realmente legal. Sem contar também, que por algum motivo babaca, acho que deveria fazer as tattoos como forma de pagamento a mim mesma por ter sido um bom ser humano. Ou por ter emagrecido. Ou porque quero ver a casa cair, sei lá.

E tem essa parte que é pior: minha mãe teria uma síncope o dia que me visse com um desenho no corpo. Ta, oi?!? Eu tenho 26 e meio, dane-se. Deveria ser assim mas meus 2 anos de terapia não fizeram o efeito desejado. Ainda.

Raspar a cabeça foi a coisa mais prática que pensei nos últimos dias. De uma criatividade do cacete e muito, mas muito audacioso da minha parte. Mas pensar na minha cabeça grande, alimentada pela serotonina que hoje me falta e sem cabelo, me faz pensar mais um pouco sobre o assunto. Por que raspar? Bem, pesa o seguinte: você não tem muita força pra existir, não nasceu com o cabelo maneiro e precisa tirar cerca de 300 tranças finas de hasta da sua cabeça e refazê-las. Do jeito que ta me dá vergonha mas não me movo pra tirar ou nem penso em marcar com as angolanas esquisitas no salão fuleiro. Cabelo ruim sofre mesmo. Nego reclama de meia dúzia de cacho bonito mas não sabe o que é cabelo crespo, de ‘afro-descendente’.

Sério, raspar a cabeça seria uma ótima solução, mas acho que pra achar emprego seria difícil. Só se eu mentisse dizendo que faço quimioterapia mas não brinco com câncer. Depois que eu nunca raspei a cabeça e não sei como meu cabelo cresceria. E ainda teria que explicar pra Deus e o mundo que tive um surto depressivo e achei que seria uma solução rápida pra pendência que não tava afim de resolver.

Fugir de casa é super 1990. Principalmente considerando o fato de que eu não sou mais nenhuma garotinha pra achar bacana sair por aí com uma sacola e achar que o policial da 19ª teria pena de mim e me traria pra casa após algumas horas achando que sou dona do mundo, das ruas e tudo mais. Depois rolaria um esporro básico, a família perguntando que merda preenche minha cabeça, minha mãe me culpando pelos problemas de saúde que outrora não tinha e por aí vai. Seriam semanas de inferno, mas oi, I’ve already been there.

Finalmente estou ficando com sono. Exatamente às 2:24 da manhã de 14 de agosto de 09. Meu corpo coça, passa Friends na Warner e amanhã quero acordar antes do meio-dia pra ver um programa de tv. Derrota define.

Aliás, derrota parece ser meu grito de guerra. E se pensar bem, derrota é goxtoso (sic) de falar. Rrrrrrrrrrrrrrrrrr. Não é qualquer pessoa que pode sair por aí dizendo essas coisas, mas eu tenho respaldo. Tenho cacife. E se posso me orgulhar de alguma coisa na vida, é de ser uma derrota. É a única coisa da qual posso me gabar, anyways.

Deixo esse post pra reflexão. Se você é uma derrota, junte-se a nós derrotados (fato de que você conhece alguém) e dê pulinhos de idiota derrotado!

Vou dormir pra continuar a amanhã. Cansei de tentar existir por hoje.

P.s.: eu postaria com mais freqüência, mas a falta de vida me limita um pouco. E pra reclamar dos fatos básicos de todo dia tem o Twitter. Porque nada melhor do que reclamar em 140 caracteres.

300

Serei breve. Este momento requer un pouco de reflexão e ainda não o tive.

Estou de dieta há 2 semanas. passando fome, comendo menos, comendo coisas saudáveis (não vou negar que minha pele está bem melhor), negando rodízios de pizza, cerveja pr’esse calor desgraçado, doces e outras coisinhas que só janeiro absurdamente quente nos proporciona.

Estou de dieta há 2 semanas. Em alguns dias, burlei por motivos de força maior. Mas de alguma forma eu compensava esses deslizes. E o pior: amarguei uma culpa por ter deslizado, achando que o pior poderia acontecer se as exceções continuassem.

Tá quente e eu quero cerveja, quero sorvete, quero refrigerante gelado. E quando digo refrigerante gelado, me refiro àquela coca-cola que todo mundo acaba por esquecer no freezer e quando tira sai umas pseudo-pedrinnhas de gelo de coca-cola. Quase um delírio. Mas nãooooo… É suco de abacaxi com limão e maçã… É água e mais água… barrinha de cereal enquanto todo mundo toma sorvete. E tudo isso, sabe pra quê?

Pra MÍSEROS 300 gramas!!! AI QUE ÓDIO!!!

Aí que dá vontade de chutar o balde, o pau da barraca, enfiar o pé na jaca, ou seja lá qual expressão você achar mais coerente/bonitinha/clichê ou qq outra coisa. Mas nãoooo… A idiota aqui está obstinada a perder o que foi ganho e mais um pouco.

O que falta fazer agora? Virar faquir? Jejum? Dieta da água e só água?
Não… porque dieta mesmo não tá adiantando merda nenhuma. Vou cogitar seriamente virar uma rolha de poço e sair rolando pelas ruas. Pode até ser que dê mais certo, considerando que com o inferno que tá essa cidade dá pra fritar uns ovos no asfalto, de repente assim eu perco mais do que 300 gramas.


P.s.: não consigo ser menos prolixa. Mas de repente digitar me ajuda a perder mais alguma coisa… sei lá!

Nenhuma esperança me resta, afinal…

“Anunciaram e garantiram que o mundo ia se acabar
Por causa disso minha gente lá de casa começou a rezar…”

E por aí vai uma música bacana na voz de Adriana Calcanhoto escrita por Assis Valente, dizem minhas fontes.

O mundo vai acabar logo. Ou deveria. É de fato a única explicação que tenho quando escuto coisas de gênero escatológicos como hoje.
Tive o mal prazer de conversar com uma professora de português falida. Nada contra o insucesso dela ou mesmo sua profissão, pelo contrário, queria eu ter seguido esses passos, talvez.
Papo vai, papo vem, coisas de cunho fútil foram sendo ditas até que ao perguntar da minha humilde e porque não pacata vida, digo que estou às voltas com a maldita prova da Ordem. E que tenho tido uma ânsia em montar uma biblioteca com livros de meu interesse, mesmo que não para lê-los de pronto, já que terei mais o que fazer pelos próximos meses.

E simplesmente acabou meu dia escutar a última frase do diálogo, que me fez arranjar uma desculpa e sair nada à francesa da conversa:
“Comprar livro pra quê? Estudo aí pra sua carteira e compra uma sandália da Melissa.”

Acho mesmo que o fim do mundo está por vir, ou ao menos peço a Deus que leve daqui pessoas com esse sentimento tão interessante acerca da própria língua materna, esta que ela gastou 4 anos de faculdade estudando, e vai chegar numa sala de aula com alunos falidos e desinteressados e formará, daí então, pessoas completamente desinteressadas e falidas.

Melhor: talvez seja melhor que o mundo acabe. Não sei se estou pronta pra uma geração de gente sem cultura. E não digo isto como um ser superior, mas sim alguém em busca de conhecimento e que ao escutar essas merdas fica tão assustadas que não sabe se terá estrutura mental e emocional pra lidar com gente que só lê encarte da Casa&Video.