Hoje Eu To Sozinha

Madrugada de sábado de uma semana cheia de dias livres.

Acho que de certa forma aproveitei tanto a penca de feriados que viciei em companhia.

Passei a noite de sexta faxinando cozinha e fazendo jantar. Comecei a fazer dieta.

Tive companhia pra jantar, ao menos.
E agora estou sozinha e com dor na coluna e pensando aqui o quanto estou lutando contra o sono que sinto.

Queria conversar. Queria meus roomies em casa e estão todos na rua. Na verdade um está na rua; outro na estrada e a outra em SP.
Restou eu e minha sombra, minha garrafa de chá, meu livro de arquitetura na cama, ao meu lado.

Escutei Casuarina e Marisa Monte. Achei digno dar espaço pra Chico(Roda-Viva, neste momento).

Acho que amanhã vou passar na casa da minha mãe. E da minha avó.

Entrou uma mariposa no quarto. Ela bate nas paredes e faz barulho. Incrível a quantidade de mariposa que entra nessa casa. Mais espantoso ainda porque não tem muita árvore na redondeza.
Tentei matar, desculpe ambientalistas mas bicho fazendo barulho e voando loucamente e que com certeza poderia me atacar durante o sono, não estava disposta a mantê-la aqui.

Cortei meu dedo. Resultado da loucura que foi essa casa ontem, véspera de dia útil, fato que pouco pareceu importar pela quantidade de álcool ingerido. Com direito a ida à Lapa pra beber mais. Coisa de gente sem juízo.

Preciso parar com isso.

Irei a Pelotas em junho. To feliz, mas já estive mais. Meu humor hoje tá sofrendo de frustração. Não queria estar sozinha.

Fui ao médico. Odiei com todas as poucas forças que me sobraram. Marquei um outro. Fui viver a vida e viajei no dia da consulta. Terei que me render ao médico-monstro. Mas não acho o remédio que ele receitou. E não fará efeito até a próxima consulta.
Médico-monstro. Incrível. Super combina com ele.

Comprei 2 livros de arquitetura. Achei interessante. Um deles parece livro de criança. Super fino e com muitas figuras. Arquitetos tem sorte nesse sentido. Um livro pesado se torna muito mais agradável quando rola pausa pra apreciar figuras.

A mariposa sumiu.

Estou com sono. Não consigo me render a ele. Acho que tem algo a ver com deixar algumas coisas fugirem. Mas, se eu pensar que poderia estar descansando a mente da frustração dessa noite, seria interessante.

Mas Chico Buarque deixou tudo mais interessante.

Tem horas que realmente faz falta uma pessoa pra fazer companhia. Sentar e beber chá. Ir num bar. Beber vinho. Ver tv. Fazer nada.
Tem horas que realmente faz falta um namorado.
Não que eu ache que seja o melhor momento pra se ter um namorado. As if alguém olhasse pra mim também.
O máximo que consigo é amigo gay me pedindo beijo. Zoera. Carinho. Nunca trocamos.

Hoje eu to sozinha e odiando cada momento. Enquanto limpava a cozinha e fazia comida foi ok. Eu fico meio Monica Geller e obceco. Esqueço o mundo e foco na perfeição da limpeza e da comida.

Me dá preguiça de acordar às vezes. Acho que é isso. To com preguiça de acordar amanhã. Se eu não dormir, não vou ter que lidar com a preguiça.

“Olhos nos olhos, quero ver o que você faz ao sentir que sem você eu passo bem demais”

Queria comprar peixe na feira amanhã. Mas eu não sei fazer peixe. Será que os caras limpam? Seria meio caminho andado.
Acho que vou na xepa. Tem uns legumes bem baratinhos. E agora estou de dieta, preciso comer essas coisas.

Acho que vou fazer peixe domingo. Acho que tem cara de comida de domingo.
Qual peixe é bom pra fazer assado? Alecrim é bom pra colocar de tempero, né?

Queria roupas autolimpantes. Lavar roupa é chato. Fazer rodízio pra usar a máquina me irrita.

Achei que era mais cedo. Já está tarde.

Vez ou outra fico tentando imaginar o que minha mãe pensa de mim num fim de semana na minha casa. Deve pensar que estou curtindo a vida adoidado. Certeza que ela pensa. Mal sabe ela.

Talvez já tenha dado desse dia. Talvez eu deva dormir. Acordar de ressaca hoje não foi fácil e meu corpo agradeceria o carinho de uma boa noite de sono sem hora pra acordar.

E amanhã preciso ir à lavanderia, à feira, lavar roupa e ir na mãe.

É, melhor ir dormir.

O que eu mais temia está prestes a acontecer. High School Reunion. E pior, por culpa minha. Resolvi passar fotos pro Facebook, coloquei tags na foto da escola, aquelas fotos oficiais e aí todo mundo ressurgiu, aquela coisa de dizer que sentimos saudades e etc. Até que alguém veio com a bela idéia de nos encontrarmos. Acho lindo, afinal já são 11 anos de formados.

Acho lindo. E pavoroso. Vejamos. Nos formamos em 2000. De lá pra cá, teve gente que casou, teve filho. Daí o grande matador de aula se tornou um profissional, aparentemente, muito bom, que passou alguns dias viajando pela Europa. Outra fez cinema e morou um tempo em Londres. Tem uma médica. Outra é do Corpo de Bombeiros. Uma se enveredou pro “meio artístico”. As pessoas estão felizes e realizadas e talvez, melhores do que na época do colégio.

Não preciso de um yearbook, como lá fora, basta lembrar que eu não era insignificante mas não era nada de surpreendente naquela turma. E hoje, talvez, seja surpreendente pra alguns deles que eu tenha me tornado absolutamente nada. Tenho um diploma, mas não posso exercer minha profissão por incapacidade e falta de muita força de vontade em continuar tentando tirar aquela bendita carteira da Ordem. Tenho um trabalho medíocre de secretária, que ocupa meu tempo e paga minha pós. Meu namorado, bom, não tenho mais. Passei a juventude inteira no clube dos solteiros, achei que tinha achado o amor da minha vida, mas né, mesmo que seja África é longe, já disse isso aqui e não falo mais sobre isso.

Enfim, provavelmente vai rolar esse reencontro. E eu não vou ter nada de realmente relevante e interessante pra compartilhar porque, mesmo que não esteja ruim, minha vida não tem nada de bem sucedida. Eu não passei  carnaval no Chile. Aliás, eu nem saí do país nesse tempo todo.  Sou só uma perdida, preguiçosa. Talvez eu tenha me mantido no mesmo lugar que me encontrava àquela época. Not a loser, but far, far away from being too promising.

Verdade seja dita: ninguém nos entende por completo. Nem quem, com muita força de vontade, tenta.
Hoje eu sinto muita, muita falta de quem me entenda por completo.
Óbvio que não é um fim de semana que me faz mudar uma situação que simplesmente não muda.
O meu teve direito a festa divertidíssima, boa comida, muita bebida. Boa bebida. Me diverti, bebi pacas, ri, esqueci por algumas horas que passo por muita coisa internamente. E que ninguém entende.

Acordei me sentindo shit. Mandei e-mail, confessei coisas a pessoas, fiz coisas das quais não me orgulho, não reconheço em mim. Ressaca moral. Há quem diga que não é nada e foi assim que levei o dia.
E ele se desenrolou num outro encontro. Igualmente agradável. E voltei de lá muito pior do que como estava no começo do fim de semana.

Não consigo lidar mais com o sucesso das pessoas. Eu ja declarei sentir ‘inveja’ dos outros, nos últimos dias. Não digo que seja uma inveja por a pessoa TER e eu não, especificamente falando. Mas inveja de ver TODAS as pessoas VIVENDO 2010 e eu não. Tenho minhas limitações financeiras, principalmente, entre outras que não me permitem realizar as mesmas coisas, sem contar na questão dos sonhos, gostos e etc. Não quero o que é dos outros. Mas o que deveria ser meu. E eu não tenho. E eu não sou.
Minha inveja é diretamente ligada ao sucesso alheio e ao meu fracasso.
Então eu acabo simplesmente não sabendo sorrir, sinceramente, por ver os outros bem, felizes e realizados naquilo que queriam, desejavam fazer, que Deus me perdoe.
Eu não sei quão ruim isso tudo acabou soando, mas é a pura verdade.

Daí eu no auge do “hoje me sinto uma merda”, acabo me sentindo mais merda ainda vendo fotos minhas da festcheeenha de ontem. Fico sempre achando que to bem, daí vejo fotos e estou enorme. Me sinto imensa, gorda, feia, deplorável.
Meus amigos diriam que estou viajando, mas sinceramente/ Hoje eu não confio neles. Porque amigo gosta de ajudar. E amenizaria tudo. E eu to vendo, vi as fotos, to gigante. Sou gigante, horrorosa e daí não me admira continuar solteira.
Também tampouco me admirará morrer sozinha e sem amigos.

Eu to muito cansada de me sentir enganada. As pessoas poupariam muito de mim se fossem sinceras e dissessem que eu to gorda, sou feia, sou chata. Viveria minha vida miserável bem mais tranquila sem me preocupar em agradar, em impressionar, em achar que tenho chance no mundo. Eu não tenho.
Sério, cansei. Cansei do mundo, cansei da minha família, cansei de mim.

E hoje eu sei que ninguém me entende. Nem 1% que seja. E era só isso que eu queria na vida, no mundo, no universo. E não tenho. Nem uma pessoa que realmente conseguisse entender o que eu to sentindo agora. O quão ruim tudo que passo e tudo que sou me soam hoje.

Pode ser que eu esteja num momento muito ruim. Pode ser que eu esteja sendo ingrata. Mas é como me sinto. E não vi ninguém tentando mudar isso de forma coerente; daí eu volto pro lance de que ninguém realmente me entende.

Papo de louca, papo de adolescente, papo de deprimida, papo de idiota.
Só sei que hoje eu to surtando.
E surtos passam. Ou não. Podem ser só a constatação do que é a minha verdadeira realidade.

Tópicos Sobre Nada

  • Confesso que tem algumas idéias que eu poderia colocar como planos pra 2010 que me agradam muito. Confesso também que foi um momento de sugestão que meu próprio e humilde blog deu, quando parei pra ler coisas de um ano e meio atrás.
    Só que eu preciso ser realista e nessa realidade, o custo é muito alto prum benefício que muito provavelmente não venha por motivos já expostos a mim.

    Então… pensei em tentar Mestrado de novo. Tá que eu penso nessas coisas na alta madrugada, num momento meio surtação. Mas mesmo que não fosse, mestrado só em facul pública e pra isso, só tendo estudado nelas, o que não foi o meu caso. Então esse plano se torna meidiota né? Gastar uns mil reais em livros pra fatalmente não passar não é lá minha praia.

    Engraçado… começo a escrever e vejo que é mais absurdo do que eu imaginava! Eu não tenho perfil de estudante de Mestrado! Tá que pra mim, hoje e ontem e mês passado, eu não tenho pefil de nada. Pras dezenas de empregadores que relaram a mão no meu currículum pra sub-empregos, eu também não tenho perfil. Então, né. Pra quê forçar a barra. Deixa quieto.

  • Hoje dormi o dia todo. Fui dormir às 4, acordei 14, almocei e dormi de novo, até as 19:30. Daí minha mãe veio cá no meu quarto fazer uma social de meio minuto e queria saber do meu carnaval. Minha avó quer ir pra Atibaia, num acampamento que tem lá. A velhinha comprou pacote pra família inteira e todo mundo tá trabalhando. Menos eu, que não quero. E minha mãe já avisou que vai viajar. Então sobra pra mim. Eu meio que disse que não tava afim, que poderia arranjar um emprego nesse meio tempo e tals. Mas com ou sem emprego, eu não to afim de ir. Minha mãe pergunta se vou ficar em casa e só tenho a lamentar e dizer que sim.

  • Resolvi procurar uma receita de Risoto. Estamos com uns 2 pacotes fechados de arroz arbóreo e minha veia de chef diz pra que eu faça um risoto. Juro que fiquei bem irritada, porque aquele arroz de forno ocm sobra de frango, arroz, milho e ervilha era o campeão das buscas! Tem um site de receitas que fui olhar e 30% falava em risoto com arroz adequado. Chama de arroz de forno né? Por favor.

    Mas achei uma boa receita. De alho poró, o que é bom porque aí posso escolher uma carne pra acompanhar. Veremos.

Coisas Que Me Tiram o Humor…

  • Gente gritando no celular dentro do ônibus;
  • Pessoas respondendo por mim quando eu posso fazê-lo;
  • Criança Esperança;
  • Geladeira vazia;
  • Calor demais;
  • Fim de novela de Manoel Carlos;
  • Casais se agarrando em local público [pda é outra coisa];
  • Gente que me pergunta se estou namorando e cisma em não acreditar quando digo que não;
  • Desemprego;
  • Sapato que dá bolha;
  • Carne dura;
  • Festividades [Natal, Ano Novo, Aniversário…];
  • Céu da boca rasgado;
  • Reprise de seriado mais de 2 vezes.


Na verdade, existem muitas outras coisas que me tiram o humor. MUITAS.
Mas hoje, especialmente hoje, meu humor cessou porque VIREI A NOITE ACORDADA E NÃO TENHO O MENOR SONO!!!
Cara, sério, eu só queria dormir.

p.s.: São 10:10 a.m.. E isso mesmo, não durmo desde ontem.

Nadando na Merda.

Confusão sentimental é um assunto que rende. Rende tanto que tenho alugado todas as amigas possíveis e até as imaginárias que vivem na minha cabeça.

Ainda não sei ao certo se a culpa é minha ou do maldito que vive a me rodear. Ontem foi mais um dia daqueles de papos intermináveis no telefone. E quando digo papo, me refiro a discussão. Por que? Bem, porque ele é um BABACA e eu sou uma IDIOTA. Simples assim.
Ontem, o imbecil deixou claro o que ele queria de mim, apesar de me encher a porra do saco me ligando todo dia e cheio de ciúme de amigo meu. Se não tá afim, pára a palhaçada, oras.
Então, né, vaza. Porque o problema agora vai um pouco além da minha capacidade intelectual de simplesmente cair fora, na boa, feliz.

Capacidade Intelectual? SIM
Porque sendo inteligente e estando com a saúde perfeita, não consigo entender como pude me envolver com ele. Nada contra e tals, quem quiser eu até passo o telefone mas eu, TUDO QUE EU ABOMINO.
A gente só discute.
Ele é brega.
Escuta música brega.
Só faz piada sem graça.
É infantil.
É tacanho.
Fui bem concisa no msn: “sabe aquela pessoa q num grupo normal vc conheceria e não passaria de 10 minutos de conversa e torceria pra nunca mais ver? é ele!”
Então, porque eu cismo? Não sei.

Ai minha querida amiga me lembrou de algo que ela leu no Adorável Psicose, de escolher não querer merdas na minha vida. E eu realmente não quero merdas mas só descobri que esse era um depois que fiquei com ele. E já era tarde demais.

E tiro o lema da minha vida. Até me apaixono por quem não é merda: é maluco. Eu sempre oscilo; pra apaixonar platonicamente, maluco. Pra ficar: merda. Ciclo vicioso, se me permite dizer.

O que tiro disso tudo é: to pagando de otária pra um otário, que faz questão de encher a minha pequena paciência todo fucking day. Preciso sair da merda. Até sei nadar, mas acho que to me afogando.

Sabe do que eu preciso? Que minha fila ande. Voe, tropece no da frente. Mané catraca seletiva.
Fica a dica.

Coisas e mais coisas..

Sou um pouco narcisista e sempre, quase que uma vez por semana, fico a ver as fotos dos meus álbuns do orkut. Agora há pouco tava fazendo exatamente isso, até que comecei a me incomodar com um troço que eu nunca tinha dado valor até ter a 1ª vez: sobrancelhas feitas. Sério. 90% das fotos elas estão bagunçadas e como isso me incomoda hoje! Fica tão feio, não sei como demorei tanto pra começar a fazê-las.. E hoje eu quem as faço, não pago nada por isso e ficam tão direitinhas… Uma graça…
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Fui picada por uma abelha na segunda-feira. Isso não acontecia há uns 15 anos, mais ou menos. Aí cogitei a hipótese de ter ficado alérgica a picadas de abelha. Na mesma hora uma amiga disse: claro que não, né? Ninguém desenvolve alergia. Achei até coerente mas fiquei meio na dúvida. A semana passou, a picada começou a coçar e ontem eu tinha um braço nascendo do braço. Tava MEGA inchado, coçando horrores, doendo como nunca imaginei.. uma loucura. Resolvi ir no médico e quando ela olha, as primeiras palavras são: “Por que você não foi direto pra uma emergência?”. porque eu NUNCA que ia imaginar que meu braço cresceria e eu quase o perderia, coitadinho… E pra minha felicidade e susto, estou a tomar um antialérgico e um antibiótico por 10 dias, 4 vezes ao dia! Pelo visto não foi coisa pequena não… E agora sei que tenho alergia a picada de abelhas, thanks for telling me!
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Hoje é sexta e eu só quero que terça chegue. Parece perto, mas ao mesmo tempo muito longe. É o bendito dia que sai o resultado da OAB. Dependendo disso, comemoro ou não meu aniversário. E isso é sério, visto que a fossa, caso uma reprovação me assombre, vai ser de dias. E pior: não vou poder beber pra comemorar ou mesmo pra afogar as mágoas. Culpa do braço quase decepado e seu antibiótico.
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Olha, vou te dizer… Essa coisa de não ter emprego é uma merda. Não porque você não tem o que fazer ou coisas do tipo. Eu até tenho, tenho curso pro concurso que mais quero neste momento. O único e exclusivo detalhe é que pra isso eu preciso comprar alguns poucos livros. E quando digo pouco, são poucos mesmo. Só que a conta chega perto dos 500 reais! E se não basta ser sustentada e se sentir incomodada, é a possibilidade de não consegui-los -os livros, eu digo – ou mesmo ficar morrendo de vergonha de pedir mais dinheiro. Depois que a gente começa a trabalhar e ter noção de como dinheiro não se ganha fácil mas gasta-se fácil, fica difícil sair pedindo as coisas como se fosse um caixa automático. Eu só sou classe média porque moro bem e tenho boa criação, mas meu dinheiro não cresce em árvore, não é capim e não tá sobrando!
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Voltei a cantar. 2ª e 5ª. Um coro misto e um feminino. Sinto que renasci. E toda vez que vou pro ensaio de 2ª fico encantada com a faculdade e me dá uma puta vontade de fazer música (mas também quero fazer Letras, Filosofia, Ciências Políticas, Gastronomia, curso de fotografia, francês, espanhol e alemão). Mas pra isso eu preciso gastar uma fortuna com livros, passar num concurso e ter dinheiro pra me sustentar. Mas ao mesmo tempo, fico a pensar e vale a pena desfocar da minha área… porque o que quero messsmo é outra área no Direito. Não estou preparada agora pra isso, mas eu quero, num futuro não muito distante.
Acho que eu preciso messssmo aprender a ser gente grande e sair desse mundo de ilusão que vivo, de achar que vou ter tempo de fazer zilhões de faculdades e ter uma carreira bem sucedida. Confuso, não?
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Como eu ando intolerante. Sei lá por que. Só sei que estou. Só o fato de alguém não atender minhas ligações me irrita. Tentar dormir e não conseguir me irrita. Mas ao mesmo tempo estou com um astral ótimo, como disse uma amiga.
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Preciso comprar um roteador pra ontem. Meu notebook tá aqui parado, sem muita utilidade porque eu simplesmente não tenho como conectar-me à internet. E não tenho realmente digitado nada além do usual, aí perde o objeto… Mas como eu gosto dele!!

Tinha mais alguma coisa pra escrever aqui, mas esqueci completamente. Normal. Deixa pra depois.


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Now playing: Jason Mraz – Coyotes
via FoxyTunes

Delírios da Madrugada

05h01min a.m.

Completamente acordada. To começando a enlouquecer. Dá vontade de sair correndo, pular janela afora, fazer qualquer coisa que me faça fechar os olhos; apagar. Essa vida de insone, completamente solitária, mesmo quando eu quero companhia.
Hoje a única companhia que tenho é um puta enjôo que não sei de onde veio. Minha língua enrola; meu estômago, super embrulhado.
Televisão ligada no Discovery Channel. Domingo, assim como terça-feira, tem uma péssima madrugada para os insones que comigo dividem essa bosta de insônia.
O que tem me deixado estupefata é que eu ate sinto sono, mas deitar e dormir simplesmente não fica mais fácil por conta disso. Parece até que se eu simplesmente não sentisse sono conseguiria dormir mais rápido ou facilmente.
O tempo tá quente. Abafado. Mas o vento lá de fora é fresco. Não sei se daqui a 4 horas vai sair sol. Super queria ir à praia, pegar uma cor, ler um livro e escutar Ting Tings ou Jason Mraz ou Santogold, ou M.I.A. Sei lá, queria ir à praia. Só que o único problema é que daqui a 4 horas espero estar dormindo. E não me atrevo a pegar praia de tarde, até porque, pode não parecer, tenho mais o que fazer do que ficar indo a praia numa segunda-feira à tarde.
Pensei em voltar pro computador, ficar observando os BBB (sim eu vejo. Qual o problema, e daí?) ou sei lá fazendo o que. O que me dá nos nervos é que nesse tempo abafado, minha cama vira uma fornalhinha, eu não consigo dormir e nada realmente prende minha atenção na tv.
Não dou muitos dias pra ficar ranzinza e irritada, porque eu simplesmente quero conseguir dormir. Peço muito????? Dá vontade de pegar aquele remedinho feliz que eu deveria estar tomando às 22h00min e tomar agora. Mas tenho a plena convicção que só acordo no final do dia de amanhã. Aí não é legal, não vou gostar.
Com essa brincadeira de muito mau gosto que meu organismo tem feito comigo, perco o dia inteiro, nessa de sentir-me sonolenta e acabo não rendendo nada. Dá vontade de colocar uma roupa de ginástica e ir correr pelas ruas; limpar meu armário (mas pra isso preciso de música alta, luzes acesas, nem rola); inventar uma receita nova com sorvete, arroz, biscoito de cacau, pêssego e sei lá mais o quê. Sei lá, to enlouquecendo aqui. Minha última tentativa de sentir meu corpo cedendo ao cansaço era escrever e ficar vendo “Prisioneiros” no Discovery Channel. Só sinto muito ainda estarmos em horário de verão, porque o sol levanta ‘mais tarde’ e eu to doidinha pra tirar foto do dia amanhecendo.
Mãos na cabeça, olhos no teclado. Desespero. Quase cedendo à tentação de tomar meu sossega-leão fora do horário. Meu humor desce as escadas daquela Igreja que geral vai ajoelhado… E desce rolando igual um barril, coisa que pode e acometer se continuar sem ter horários pra nada inclusive me alimentar. Preciso arranjar, então, um mundo alternativo onde eu possa fechar minhas cortinas às 9 da matina e fazer tudo que preciso do meio da tarde à madrugada adentro. Mas o que não dá é eu querer dormir às 6, os telefones começarem a tocar, os ônibus e carros enlouquecidos pelas ruas a me irritar, a Comlurb cortando árvore, minha mãe querendo que eu fique admirando o móvel novo, minha avó querendo que eu faça pequenas compras, pessoas querendo me encontrar pra coisas que já foram combinadas levando-se em conta que eu estaria normal e dormindo na mesma hora que todo mundo, meus livros pedindo socorro e atenção porque simplesmente não consigo ler sentindo tanta aflição por simplesmente não conseguir dormir.
SOCORRO. To quase sentando à janela e imaginando através das águas que correm pelo vidro, como um filme romântico-brega, na esperança de imaginar que não estou sozinha nesse momento terrível. Eu acho mesmo que vivo num filme de terror feito por Zé do Caixão, onde a qualquer momento alguém vai abrir a porta do meu quarto, gritar “Buuu” e sair correndo. Cadê os zumbis pra me fazerem companhia?
Fico olhando o céu pela janela, esperando o céu clarear, tentando esquecer que a única coisa que me acompanha neste momento é um enjôo daqueles (que você tem depois que fica séculos sem comer coisas gordurosas e resolve fechar o fds com um pastel de queijo. Não me arrependo, though) que nem aquela soda cáustica que chama de Coca Cola resolveu. Prefiro dormir porque passa.
Ha-ha-ha. Dormir. Isso é coisa pra Cinderela. Eu devo ser a bruxa malvada que fica pensando no próximo feitiço que vou jogar. Ou seria eu uma “Betty, a feia” e alguma bruxa jogou algum feitiço em mim? Seria o Feitiço de Áquila? Hhhahahaahah! Agora entendi porque to solteira… Meu par vira bicho enquanto eu to durmo e vice-versa.
Acho que quanto mais fico acordada mais neurônios vão morrendo por falta de energia.
Já cortei a unha. Já fiz a sobrancelha (por sinal, fiz merda…). Já lixei as unhas das mãos, já vi um doc. de 2 horas sobre Sex Appeal, já tomei Coca-cola pra cortar o enjôo, já liguei a luz da luminária e fiquei olhando pra minha perna (não sei por que, oras), já fui olhar as pessoas da casa dormir (coisa de dodói, eu sei…), mas nada ABSOLUTAMENTE NADA me dá sono.
Sinto inveja de gente que deita as 22 e só de bater no travesseiro começa a ressonar, e só acorda com a luz do dia. Gente feliz essa. Pessoas com paz e com certeza de que no final do dia vão repetir a mesma coisa, over and over again até que a vida finde. Ta, não sei se sito tanta inveja assim. Rotinas desta ordem me deixam um pouco irritada.
Eu começo a achar que é melhor me convencer que vivo ao contrário, montar um curso preparatório pra insones, mudar meus horários de alimentação (porque como junto com pessoas normais e depois passo a noite acordada, dá fome), arranjar um emprego de vigia noturno ou de segurança de night. Dj. Qualquer coisa que eu possa adequar a esta loucura que estou vivendo.
E pra terminar essa coisa estranha que escrevo, é melhor ir embora porque esse programa sobre prisioneiros vai me dar pesadelo, se é que vou conseguir dormir ainda hoje. Sem contar que essa coisa o meu colo ta me dando mais calor que esse tempo esquisito que chove e não refresca.
FUI.

05h49min a.m.

P.s.: meus vizinhos começaram a acordar… será que dou bom dia?

Tudo bem?

“Oi, tudo bem?”
“Tudo ótimo, e você?”
“Eu estou bem, mas pelo seu tom de deboche você não está tão bem assim, certo?”
“Não, não… estou bem mesmo. E sou debochada mesmo.”
“Por que?”
“Ah, pergunta difícil essa… sou porque sou. Talvez seja mais fácil ser debochada do que debocharem de mim” “Então tá. Faz sentido.”
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“Então tá bom…”
“Tá, tá tudo ótimo.”
“Ok então, boa semana.”
“Pra você também!”
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Ãh? Oi!?

Tá tudo ótimo… eu juro. :}