Quando os hormônios falam – e como falam!

Minha mente é um andarilho que quando resolve se encontrar ou chegar a algum lugar, parece escolher sempre o caminho errado.

Queria fazer uma pesquisa de campo sobre o que as pessoas realmente pensam sobre mim. Não to disposta a receber respostas amigáveis ou daquelas “já que você pediu pra falar…”, mas sim respostas objetivas, apontando mesmo o que as pessoas que me conhecem pensam de mim. Sim, eu sei, é o cúmulo da neurose e ei!, nunca neguei isso. Pior que a neurose, na verdade, é minha auto-estima, que se fosse mais baixa seria menor que uma formiga.

Nessas condições, fico a pensar o por quê de continuar tentando mudar uma coisa que, a meu ver, é mega inerente à minha pessoa. Essa coisa toda de ser um ser social, de fazer terapia, de colocar a cara na porta e etc, tudo em vão. Porque, veja bem… se eu simplesmente não me relacionasse, metade das minhas questões, sejam elas pertinentes ou não (e sim, acho mesmo que a maioria é), não existiriam.

Eu juro que tento ver o lado bom das coisas, mas acho que tenho um lado negro mega sádico que não me permite dizer que o copo está meio cheio. Tudo bem que copo pela metade é copo pela metade e pronto… Mas isso não é papo pra esse post.
Voltando à vaca fria, esse lance de ter pensamento positivo e tal, não é muito comigo. Eu tento, tento e tento, e mesmo quando consigo minhas tentativas são fadadas ao fracasso… Já andei me perguntando se EU estou destinada ao fracasso.. porque se for, nada do que eu fizer, por melhor intenção que tenha e esforço que faça, será em vão. Cansaço físico emocional e espiritual… Convenhamos, sou muito preguiçosa pra admitir gastar energia à toa.

2009 começou e sei lá porque, achei que seria tão igual quanto os outros. Ledo engano. Bobinha fui eu de achar. Tirando a linearidade da minha vida, muita coisa tem acontecido ao meu redor. Eu pessoalmente continuo a formar uma linha mega extensa até o infinito; uma vida tão enfadonha que é quase impossível vislumbrar qualquer tipo de progresso… E é aí que todos se enganam! Se nada fosse tão ruim, tudo começou a piorar quando resolvi entrar o ano na dieta, pra perder aquilo que o Natal trouxe e o que o ano de desemprego adicionou. Além de estar sendo uma tarefa não só árdua como sofrida, é praticamente em vão. Continuo tentando, por trouxa que sou, mas continuo tentando.
A única coisa que poderia estar me trazendo um pouco de emoção nesta época, eu mandei pastar. Foi um lado racional meu, que talvez acha que em algum momento minha vida será melhor, e me trará coisas melhores do que somente um visual bonito num corpo vazio e uma cabeça cheia de merda. Arrependida? Talvez. Mas palavra solta não volta. E resolvi não voltar atrás – de novo – nesta.

Pra tentar me convencer de que estou sempre certa, fiz a bendita prova da ordem. E contrariando todas as expectativas, todos os conselhos, não estudei uma linha e fui melhor que nas 2 que fiz. Ainda não sei o que será de mim dia 01/03, mas tudo é possível, literalmente. Dependendo do que realmente acontecer, posso retomar minhas esperanças de um ano diferente, pelo menos pra mim…

… pros outros a banda toca beeem diferente. Parece até que todas as coisas boas resolveram acontecer a todos que conheço num único mês. O que é legal pacas, mas fico imaginando se terei meu mês também, cheio de coisas bacanas pra contar, realizações, bichos de estimação, fantasmas no armário, ratos na cozinha e coisas do tipo. Admirarei minha coragem de continuar vivendo, se repetir 12 vezes 12 meses chatos e sem ressacas como as praias nos agraciam vez ou outra.
Até a rotina dos lixeiros mudou! São 2:25 a.m. e os benditos trabalhadores acharam que este era o momento ideal pra trabalhar. Sorte deles que estou acordada e meu sono é pesado.

Continuando as tradições de começo de ano, minhas unhas resolveram entrarem greve e não estão crescendo. Pior: estão quebrando.
E eu, numa vã tentativa de busca de emprego não consegui nada, absolutamente nada. Talvez não seja pra conseguir mesmo. Mas queria conseguir entender o que Deus quer realmente de mim. Minhas alternativas nunca parecem ser as ideais. Mas tá tudo certo. Vou “i9ar” e tentar levar minha vida na esportiva. Aquela parada de ‘não leve a vida tão a sério’ deve servir pra alguma coisa, já que o autor do livro fatura um bocado(eu acho, tá sempre em promoção na Saraiva ou no Submarino).
Sabe o que eu acho? Que talvez eu realmente não leve a vida a sério e por isso ela não acontece; acho que é falta de crédito nela.
Ou simplesmente falta de vontade de viver. Penso muito nisso. Mas assim, não necessariamente quero me matar ou morrer. Quero viver assim do meu jeito, coisa que desde a minha tenra idade me parece impossível por imposições sociais ou familiares.

To viajando aqui. Não sei mais do que se trata esse texto, se é que ele se tratava de alguma coisa. Mas acontece que hoje foi um dia que começou cheio de sentimentos, que variaram da confusão, pra alegria, pro aborrecimento, pro alívio e por conta de um mero insight chegou na inveja, culminando na tristeza e na pessoa neurótica que me tornei ao imaginar essas muitas palavras jogadas numa tela de computador.
E rolando a barra de rolagem fiquei meio chocada com a quantidade de palavras que tem aqui. Não sei porque, mas sempre resolvo publicar essas coisas… acho que é na vã esperança de Deus ligar seu pc e resolver dar um “Google” em mim. Sei lá, né? Vai que ele acha e resolve se compadecer da minha pobre alma. E tirar de mim essas palavras R-Í-D-I-C-U-L-A-S de auto-piedade.

É provável que ao reler essa bosta eu fique com vergonha da minha unha do dedinho do pé, mas que se dane. SE tem uma coisa que aprendi depois de algumas décadas, é não me arrepender do que faço (super me contradizendo com o que escrevi lá em cima. Sim, voltei pra ler e não, não entendi nada, muito menos o propósito disso aqui).

De qualquer forma espero confiante por um ano babaca bacana.
Que eu cumpra minhas promessas, que Deus cumpra as Dele na minha vida; que eu volte a cantar, já que ‘encantar’ não é meu strong suit; que eu seja mais tolerável e tolerante; que o McDonald’s não mude o sabor do McFlurry a cada ciclo de ovulação da mulher do Ronald; que eu pare de trocar as letras que marco achando que vou abafar e acabo me ferrando; que eu consiga pensar em cogitar a possibilidade de fazer minha faculdade de letras; que finalmente eu pare de ser mais covarde do que um cão cego abandonado no meio da pista e resolva dirigir; que eu ganhe apostas e sorteios; que eu seja eleita a rainha da classe e que meu par seja um bacana e nao o jogador mais popular do colégio; que minha doação para o bingo da terceira idade me faça ganhar uma placa de agradecimento em bronze; que eu ganhe dinheiro de forma lícita; que a Globo faça um especial sobre mim; que meus dias terminem às 22 e comecem às 6; que eu consiga passar pelas grades da minha janela, só pela emoção; que eu compre mais canecas; que minha parede fique vermelha ou amarela ou laranja; que eu seja sorteada pra participar do “Melhor do Brasil”, ganhar um alisamento e ainda ter a ‘sorte’ de encontrar meu par, tipo um rapaz da zona oeste de SP, com 28 anos fazendo pré-vestibular e trabalhando como entregador das tortas da avó… Também não custa nada pensar em coisas ridículas como conseguir emagrecer, passar num concurso, começar um mestrado ou outra faculdade e porque não, achar um par. Mas essas coisas estão muito demodé. Acho mais fácil tentar as opções aí em cima…

Tá, acabou. Hormônios enlouquecidos mode off.


Post Scriptum: são exatos 03:03.. fala sério que eu sei que é VOCÊ que está pensando em mim!!! 😛

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Coisas da Vida

Segunda semana do ano, certo? Não… 3ª, né?

Dois mil inove começou com uma novidade Descobri o porquê de 50% dos meus males. Minha indecisão… Ok, ok, nenhuma novidade até aí… Mas o problema é que sou indecisa quanto a tudo e esse defeito me atrapalha mais a vida do que eu poderia imaginar! Meu futuro – e indiretamente a de outras pessoas – dependem de uma posição minha, posição esta que não tenho. O problema está nas opções. Se eu não as tivesse, dúvida não teria, seria somente uma saída e pronto: vou em frente.

O xis da questão está em escolher entre o laranja e o amarelo, entre pós ou mestrado, entre concurso e OAB, entre dormir ou acordar, entre tomar remédios ou sentir dor. Eu fico taããão confusa. Queria ser como algumas pessoas que conheço: refletem, refletem, mas quando decidem não arredam o pé dos planos traçados e decididos. Fico me imaginando sendo uma pessoa assim… Ia ser um ser humano tão melhor.

O pior é que muitas vezes, essa minha boca – maior do que todas as partes do meu corpo – fala muito mais do que deveria e acabo sendo mal interpretada ou vista como uma desesperada… Mas o problema não é esse, o problema é ser confusa e não saber decidir. Quem é diferente tem dificuldade de entender e eu, na minha constante confusão, tenho dificuldade de me fazer entender.

Sou igualzinho aquele cachorro do desenho “Coragem, cão covarde”. Quando tive coragem, fui corajosa demais. Aí deu no seguinte: eu resistindo às tentações dessa vida e um ser humano, me perseguindo, no melhor sentido possível. Dia 01/01/09 recebi até uma proposta super decente e recusei. Oito dias depois recebi outro. Mas vou resistindo. E por que resistir? Muuuuuitoooos motivos mas que não cabem aqui comentar.

Ah sim! Tô precisando disso aí, desse troço que as pessoas chamam de ‘amor’. Me serviria tanto quanto a centrífuga aqui de casa (que me rendem sucos maravilhosos). Hahahah, eu fazendo pouco caso dos homens e ainda chamando de objeto! Adorei essa sinceridade nada súbita. Mas eu quero também ser breguinha, colocar apelido, ter música, essas coisas bregas de pessoas enamoradas. E não, não me venha com papos de ‘você está dispensando quem te quer’. Nem rola essa argumentação, cai fora.

Outro problema está na minha visão de vida. Quem dera eu conseguir viver o presente! Fazer as coisas porque estou aqui e agora. Mas não; me sinto obrigada a pensar nas conseqüências que meu presente acarreta no futuro. Deixo de fazer as coisas, me desespero vendo o presente diferente do que eu imaginava e sabendo que este presente pode afetar meu futuro. Tanto o próximo quanto o distante.

Viver o presente é aproveitar o dia com todas as suas forças, fazer o que naquele dia você quis fazer. Mas minha mente analítica, crítica e indecisa me enfia os pés no concreto fresco e acabo por não sair do lugar. Às vezes tenho a sensação de que sou a mesma pessoa de 5, 7 anos atrás. E isso não é só parar no tempo, mas vejo mesmo como um retrocesso. Em algum ponto eu evoluí: fiz faculdade (mas nem me atrevo a pensar nesse assunto agora porque quero dormir em paz), trabalhei, fiz estágio, conheci amigos pra vida toda, conheci coisas no mundo que me eram desconhecidas… E mesmo assim, muitas vezes me vejo cometendo os mesmos erros infantis de outrora. É como se uma parte de mim evoluísse, inclusive o corpo, mas outra parte congelou quando se deparou com um mundo desconhecido… Acredito que meus neurônios vivem em pé de guerra. E não gostaria de ser um deles, basta-me hospedá-los.

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Meu banheiro está sendo quebrado. Ta com vazamento… O mais legal é que ele acabou de ser pintado… tava uma gracinha… Agora tá com aquele cheiro nojento de banheiros com infiltração.

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Brincaram comigo, insinuando que não sou bonita. Tipo, umas várias vezes. Sabe quando você quer socar a pessoa? Não digo isso por ser linda, sei que não sou, mas oi, meu humor não tava(e não está lá muito melhor) legal e esse tipo de brincadeira, repetidamente, machuca o ego de qualquer pessoa com problemas de auto estima. Machucou meu coraçãozinho.. do mesmo jeito que tive vontade de machucar a bela cara do ser humano que fez isso comigo. E não, não insinuarei nomes aqui. Deixa isso comigo (e com vocês só o básico).

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Resolvi começar a ler V de Vingança. Tinha deixado de lado pra quando tivesse férias, daquelas que todo ser humano normal tira. Mas como realmente me parece uma idéia tão longe quanto a luz no fim do túnel, decidi começar desde já mesmo já lendo 2 livros. Cheguei no clímax de Ensaio sobre a Cegueira! Ta aí um livro mega recomendado. E esta semana chegarão mais 2 livros que não sei quando vou ler porque tem outros na fila de espera. Mas se você pensa que gasto tanto tempo lendo que poderia estar estudando, engano seu, caro idiota* (por sinal, se quiserem me presentear, super to afim desse livro na versão traduzida direto do russo). Leio em doses infantis… nem é por falta de vontade e sim o mau hábito de ver televisão. Agora que comecei a ver os documentários do Discovery, ninguém me segura.

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Estou pensando em levar o caso da semana de comemoração de aniversário a cabo. Ano passado não consegui, minha tentativa foi bem falha… Mas super quero tentar este ano. De preferência com um emprego pra poder gastar MINHA grana sem peso na consciência e sem gente ficar no meu ouvido porque o dinheiro não é meu.

Ta aí. Uma das piores coisas da vida de pseudo-adulto é não ter dinheiro.
Pseudo-adulto? Sim, sim, quando você passa dos 18 e todo mundo ainda manda na sua vida e você é obrigada a fazer o que te mandam com uma pequena abertura para externalização de personalidade, você não é adulto ainda. Tem gente que se acomoda. Tem gente que não tem opção. Meu caso. Esperança é algo complicado porque todo ano acho que as coisas vão mudar e sempre mudam. Pra pior. Mas vou parar com essa choradeira aqui. Pra isso serve minha terapeuta.

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Quero um doce. Doce de verdade. Comecei uma dieta  semana passada. E to penando. Quando resolvi comprar aquela baboseira toda de comida saudável, me boicotaram aqui em casa… e tenho lutado bravamente. Mas já caí na tentação de um sorvete de flocos. Mas foi uma única vez e lá ficará. Meu negócio agora é banana passa. É gostoso…

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Preciso arrumar meu armário. Não que esteja bagunçado, mas também arrumado não está. E preciso trocar muita coisa de lugar. A estante também precisa de um update, uns livros pra doar, outros pra prateleira de cima, espaço pros novos, espaço pros jurídicos novos… Cadê a coragem?

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De repente e peguei pensando no que estou digitando e não faço muita idéia. Agora fiquei confusa e é melhor parar. Eu acho. São 1:31 e não tenho sono. Será porque eu dormi no final da tarde? De qualquer forma é melhor tomar tino e pegar meu rumo. ‘A noite vai ser boa’, já dizia Cláudio Zoli (não, nada de ‘tudo vai rolar’ e não vai tocar B.B. King). Discovery Channel e Home&Health me esperam. Tem filme também, mas ando meio sem paciência. Acho que é a idade…

Voltei a viajar. É o estômago pedindo açúcar de verdade (fazer dieta tem dessas coisas).

Vou embora. Tchau.


p.s.: pode ser que nada faça sentido, mas nem tudo é pra fazer…

Exercitando a arte do masoquismo

Eu tenho um pé lá. Eu gosto. É a única explicação pra, depois de horas a fio, realizar que o que estou a navegar na web realmente não me traz nada de saudável, pelo contrário: coloca um desespero tão grande dentro de mim que saio daqui e vou dormir aflita. Aí nunca sei porque acordo me sentindo mal.

Mas meu mal mesmo é ser idiota, já falei isso algumas vezes. Pelo menos eu assumo. Tem gente que vive em negação.

2:58 a.m. E eu com papo de maluca. E o sono chegando, melhor, super aterrissado, mas a bobinha prefere mesmo é ficar aqui exercitando essa coisa tão boa e saudável que é a inveja.

Eu gosto de sofrer mesmo. Só pode ser.
Mas sofrer não faz bem. E eu não fico bem.
Eu sou uma contradição?

Cara, quem eu sou?

Post Scriptum: esse masoquismo aí do título nada tem a ver com o sexual, seus pervertidos.

Qual é a da mentira e outros tópicos nada interessantes. Vá ler um livro.

Aff!
Não sei por que parei pra ler meu último texto. Nada contra ele, exatamente. Tudo contra mim.
Tudo bem, começo dizendo que um PÉSSIMO humor habita meu ser. Por si só, isso já é motivo pra não ter aberto este blog. Mas tudo bem, abri. Podia ter ficado só no ‘add new post’, mas nãooooo, não, a idiota tinha que ler o que estava escrito.

Não sei quem escreveu aquilo aqui embaixo ou quem escreve estas linhas. Ou talvez eu seja bipolar. Não sei.

Só sei que, na boa? Eu não fui nada modesta sobre coisas que eu NEM SOU!!!
Eu não sou boa filha, boa neta, boa sobrinha e/ou boa prima. Ou pelo menos não sou como gostariam que eu fosse e isso já é suficiente(pra mim. SUA opinião, creio eu que APENAS hoje, realmente não me importa). Esses dias natalinos e de ano novo são sempre bons pra me fazerem ver o quanto ainda falta pra ser realmente alguém bacana. É só imaginar como um serzinho como eu se comporta em dias de mau humor como este. Nem eu me suporto. Acho que falei o equivalente ao que falo em 1 minuto, considerando que cuspo palavras como quem respira. Meus lábios estão quase selados. Não posso ser, portanto, uma boa blablablá wiskas sachê que falei aí em cima.

Boa amiga?! Come on! Eu sumo, não dou notícia, fujo das pessoas (por medo, confesso. Não, não sofro de nenhuma “sociopatia”. Eu acho…)… Já me deram algumas broncas nesse ano que GRAÇAS A DEUS está acabando. Eu juro que tento, mas como falho comigo mesma, não creio ser possível acertar com os outros.
Meus amigos são até muito bons pra mim; me aturam, me procuram, respeitam meu espaço, perdoam meus atrasos e meus inúmeros e incontáveis furos. Eu JURO que tento ser melhor, mas simplesmente não tenho tempo de terapia suficiente pra modificar certos (maus) hábitos meus.

E como mencionei esses dias festivos, vamos falar sobre eles, shall we?!
Bem, como de praxe, estão sendo os dias mais longos do ano. E, também como de praxe, os dias que menos gosto durante o ano. Só perdem pr’aqueles dias “sinistros”, cheios de tragédias ou muito estresse.. Lê aí pra baixo que você acha.

Não nego que a hora do “vamos abrir os presentes” é sempre um alívio na minha infinita curiosidade e normalmente as pessoas acertam no que me dar. Este ano não foi diferente… O ruim, ruim mesmo, foi ver claramente o que a falta de emprego não me permite comprar nem um pacote de balas.

Ainda tá pra vir o New Year’s Eve. ODEIO. Um bando de rituais esquisitos, quando não obrigatórios, como na minha família, pra ver dar meia-noite num relógio. Oi??!?! São 364 meia-noites  (sem falar de ano bissexto) antes desse e nem por isso as pessoas dão valor. E não, não me venha com xurumelas que “vira o ano” porque absolutamente nada muda: você vai continuar com aquela espinha na testa, com os 5kg a mais da ceia de Natal, as resoluções pro ano vindouro são as mesmas do ano que passou e você não cumpriu. NADA MUDA a não ser o calendário. E a cada dia minha vontade de passar esse dia dormindo, com altas doses de Rivotril ou Lexotan na minha corrente sanguínea, aumenta.

Acho que já deu. Já reclamei do que tinha do que reclamar e já falei p que tinha que falar. Mas que fique claro: esse último post aí foi coisa de gente bêbada. De vez em quando eu fico, mas nem foi o caso. Acredito que uma força interior me impeliu a dizer tantas linhas de mentira. Mas todo mundo mente, né? Então desconsidera o post aqui. Sim, este mesmo. Deixa a mentira fluir… pode ser que um dia vire verdade.

Post Scriptum: fico verdadeiramente lisonjeada a ser comparada ao autor do livro mais fodástico que já li(disparado na frente de alguns prediletos como “Conte-me Seus Sonhos” do tio Sidney Sheldon e “Feliz Ano Velho“, de Marcelo Rubens Paiva.).  Não acredito que seja párea pra tanto, mas de coração, agradeço o elogio! Thanks!

Virgem-wanna-be

Nossa. Me senti a própria alienígena hoje…
Além de ter multi tarefas a cumprir (o que levou a um corpo completamente cansado), precisei fazer coisas banais e me senti uma verdadeira idiota. Duas vezes.
Primeiro que algo começou errado: acordei às 6:40 da manhã. Oi?!?! Muito cedo?!?!
Mas… como boa de cama que sou, resolvi e consegui voltar a dormir, até ser incomodada pela moça que limpa na minha avó perguntando se tem água sanitária. Tudo bem. Eram 9. Dava pra voltar a dormir por mais uma horinha que fosse.
Só que não foi assim que a banda tocou. A autorizada da Motorola resolveu ser eficiente e resolveu me ligar pra avisar que meu conserto tava pronto. Eficiência, né? Shoptime precisa aprender com eles (long story short: to há 2 meses pedindo uma garantia de um produto pelo qual tenho direito e eles não mandam ¬¬).
Vou ver tv então. Pelo menos até 1 da tarde. Mas nãããããão. Minha mãe, que nunca, nunca liga, resolveu me tirar da cama, ir até a sala atender e escutar: “Tá dormindo? Não? Tá fazendo o que?” “Vendo tv mãe. To com vontade”. “Ah, então tá bom. Tchau”.
Sério, só pra falar isso. Mas eu perdoei e comecei a agitar a vida. E hoje foi vida de dona de casa total:
Colocar roupa na corda;
lavar louça e guardar;
montar computador e ver se funciona pra depois desmontar de novo;
pegar eletrônico na eletrônica;
fazer almoço;
fazer compras, porque o que precisava pro almoço não tinha em casa ¬¬;
limpar computador;
dar uma de técnico em informática e passar hooooooooooras procurando um driver na internet;
pegar banner dos outros;
voltar e terminar a comida e além de tudo, servir à minha mãe na cama.

O que mais me intrigou foi o seguinte: fui ao mercado e ao shopping. Ambos são realmente freqüentados por mim.. E vergonhosamente demorei zéculos pra achar a seção do creme de leite e outra meia hora pra descobrir que o açúcar não fica nos farináceos. E cara, como é complicado escolher aquele filtro do café. Foram uns 10 minutos olhando as únicas 3 opções que tinha sem saber qual era a daqui de casa.
Depois de ficar absurdamente envergonhada por passar pelos mesmos funcionários umas 3 vezes, consegui escolher meus tomates e fui pra fila.

O dia seguiu, eu ainda enrolada com essa coisa de cuidar de casa e finalmente terminei de fazer a 1ª parte do que seria meu almoço e virou jantar.

Lá vou eu no shopping. Outra hora perdida. Andei o shopping quase todo (só faltou o subsolo, literalmente) pra descobrir que o que procurava estava há uns 300m da entrada. Sério, eu vi aquela bosta de shopping ser construída, como eu não sei onde ficam as lojas? Eu tomo café lá, pago contas, vago nas horas vagas… vergonhoso…

Mas, entre idiotas e perturbadas, salvaram-se todas as pessoas que vivem dentro de mim. Porque de idiotice não posso reclamar que me falta.
Pra terminar o dia, resolvi dar uma de neurótica (ou realista e ludibriada ao mesmo tempo), falei o que queria, escutei respostas negativas, levei um fora, me senti podre e depois descobri que tinha razão.

Me sinto uma virgem hoje. Desde dos afazeres do lar às mentiras que as pessoas contam. Meu lado mais patético, ridículo, ingênuo e inexperiente estão muito à tona.


E é por isso que eu “rest my case” e termino esse post.

Enlouquecendo? Mode out loud: on

“Diz que deu, diz que Deus, diz que Deus dará,
Não vou duvidar,ô nega e se Deus não dá, como é que vai ficar, ô nega?
Diz que deu, diz que dá, e se Deus negar, ô nega
Eu vou me indignar e chega, Deus dará, deus dará
Deus é um cara gozador, adora brincadeira
Pois prá me jogar no mundo, tinha o mundo inteiro
Mas achou muito engraçado me botar cabreiro
Na barriga da miséria nasci batuqueiro
Eu sou do Rio de Janeiro”


Estou há 2 dias com esse trecho da Música de Chico. Tá que a letra em si nada teria a ver comigo. A questão é interpretá-la. A música toda. Não, não modificá-la. Mas sim ver aos olhos de Chico. A música pode até ser simples, mas pra mim é de um simbolismo magnânimo.

De uns dias pra cá, tudo que tava dando errado conseguiu piorar. Tudo.

Já disse tudo, tudo mesmo? Pois é. Tá sendo a semana mais trash do ano. E só estou sobrevivendo porque sobrevivo assim, de remédio mesmo.

Hoje conseguiram enfiar uma estaca no meu peito. Poucos sabem (ou muitos sabem, já que essa porra de internet é pro mundo inteiro e eu falo disso aqui) do tal Mestrado que resolvi me aventurar. Não passei. E fiquei na boua, levando-se em conta que chamaram apenas 16 pessoas num grupo de 109. Ainda vou descobrir quanto tirei mas to pensando se é ideal.

Mas não foi isso. Ontem o dia já terminou errado quando as coisas que deveriam ter sido terminadas não foram, eu chorei de raiva e não podia, eu gritei com minha mãe e com razão (ela também sabe disso e nem se opôs!!!) e fui dormir me sentindo uma titica.

Acordei um bagaço, fiz milhões de coisas. Descobri que estou me tornando uma pessoa quase pontual e esperar pelos outros realmente me faz querer arrancar os cabelos. Parei na Ilha do Governador, não peguei meu vestido pra sábado, peguei uma chuva do cacete e sujei minha sapatilha.

E, depois de um almoço violento, daqueles de tomar sal de frutas depois, ainda teve torta de abacaxi, torta de chocolate, docinhos, salgadinhos e o bicho todo à quarta potência. Aniversário da tia. E depois, num bate papo informal – infelizmente não num boteco, mas num dos cômodos da casa da minha avó – descobri que eu sou uma imbecil que não cria planos alternativos na vida; que sou muito ingênua de achar que posso passar numa prova (mesmo num futuro distante), considerada hoje a mais difícil do Brasil se não passo nem na OAB.

To vendo que eu sou incapaz de gerenciar minha vida de forma eficiente. Onde coloco o dedo quebro, o que penso fazer dá errado. As pessoas com que resolvo me relacionar ou querem de mim o que não quero delas, ou eu quero delas o que elas não podem me dar, a.k.a., reciprocidade.

Eu sabia que aquele papo de levar tudo numa boa, apesar de nada ter sido efetivamente feito este ano, fatalmente ia me enlouquecer depois de uma ducha fria e uma bofetadas à face. Dá vontade de voltar pro status quo do ano passado, me desesperar, dormir horrores, esquecer do mundo e virar vagaba, porque NADA do que quero eu tenho apoio (e sim, algumas pessoas no mundo me desestimulam…) ou são viáveis ou são reais. E uma das minhas opções foi, aparentemente por água abaixo porque crise econômica americana aumenta a cotação do dólar e oi?!?, não vou pagar rios de dinheiros, pra gastar rios de dinheiro lá fora porque não existe rio algum. Moro no cerrado.
Tá, não moro. É só pra ser enfática. Vai ter gente falando que eu tenho que seguir com meus sonhos e blá blá blá Whiskas Sachê, mas não se vive de sonhos e sim de realidade. E a realidade não é agradável e não tá me ajudando.

Pela primeira vez na vida eu estou absolutamente à toa, sem rumo, sem emprego, sem estudo, sem apoio, sem esperança de mudança, sem saber o que fazer. Eu simplesmente não tenho noção pra solução dos meus problemas.

Ainda mais! Tem gente que me leva a sério quando faço piada, fica puto comigo, eu fico bolada, porque fiz uma piada e a pessoa me interpretou mal, acabo me irritando – porque eu sou irritada (e minha mãe não entende isso!!) – e escutando que não posso ficar irritada, o que não deixa de ser verdade, já que minha mãe não pode se estressar.

Ah é, minha mãe tá doente. Realmente doente. E não consegue fazer repouso. E se não fizer repouso, pode acabar internada. Ou acabar parando. Literalmente. Pode não conseguir andar.

Acordar cedo todos os dias dessa semana acabou com o pouco de esperança de um humor sadio.

Conversar com seres humanos hoje acabou com o pouco que sobrava de esperança em mim.

Tudo acabou.

E nem adianta falar que não, porque agora, hoje, neste momento, nesta lua, na posição desses planetas(!!!), minha opinião não mudará com comentários de incentivos a la Vigilantes do Peso ou, porque não, Alcóolicos Anônimos.

Desculpaê.

Vou falar!

Vou te dizer uma coisa. Não queria escrever nada esta semana. Não por falta de assunto, mas por falta de vontade. Aliás, nossa. Semana cheia de acontecimentos. Mas já, já digo o por quê do desabafo.

Pra começar, a prova com que tive pesadelo não foi tão ruim assim e consegui responder às 3 questões que nos propuseram. Não sei se foi suficiente, mas foi. Acabou. Pelo menos até dia 13.
No final da prova, escutando uma menina pedindo informação, fui atrás dela pra saber da minha nota em Língua Estrangeira, no meu caso, inglês. CARAAAAAA, tirei 9,5!!! Fala sério. To me gabando há uma semana e não me canso, uhauhaha!

Outro update era sobre o que me dava vontade de chorar no último post. Era ridículo, mas já passou. Chegou ao fim. Tudo passa. E passará. E depois acabei chorando litros mesmo. Tá, na hora. Vago, não? Pois é. A história também era vaga, pra não chamar de rala. O que importa é que a fila anda e peixes (nem me incomodo se forem tão bonitos e altos e 4×4 também…….) estão por aí….
Ah! Falando em peixes no mar e blablablá whiskas Sachê, caaaaaraaaaa, o mundo só tem loucos! Hoje uma amiga veio me dizer que uma pessoa que eu conheço “resolveu” me achar interessante. Fala sério, oi? Nada a ver? Sem falar no nojinho que essa possibilidade me causa. Mas não entrarei em detalhes porque nem merece.

Final de Semana foi em Petroville. Teve “Piratas do Caribe” 1, 2 e 3, teve festa de Hallow’s Eve com maquiagem e tudo, ornamentação e tudo, comidas e bebidas e tudo. Teve choro, teve dose, teve perguntas constrangedoras por pessoas constrangedoras, teve muita música, teve até JuNu. Mas teve, além de tudo, momentos de vexame protagonizados por esta que este texto subscreve, com direito a choros e berros, mãos quase dentro de bacias, momento poliglota, emoção com desenho de uma criança, descoberta que meu nome não leva a letra ‘j’… e muito mais. Mas não vale contar tudo. Prefiro manter minha aparência de pessoa normal, sadia e sã.

A semana começou sem muito prometer e isso tava me irritando lictros! Tédio à esquerda, tédio à direita, em frente e atrás. T-É-D-I-O. Mas, como uma boa fã de seriados e com tanto tempo livre, o que eu faço? Assisto todos! Uhuuu!!!

E hoje, antes de assistir MILHÕES de estréias, parei pra fazer prova pra seleção de trainee da Vivo. Logo hoje, que foi um dia nada tedioso, cheio de coisas a fazer, cheia de lições de dona de casa pra completar, cheia de dor de garganta que não me permite cantar, nem comemorar a vitória do Barack Obama (pode ter certeza que na próxima década vai aparecer um monte de pentelho com o nome dele. E se for brasileiro, porque brasileiro é brega, vai ter até variação…).
Então. Aí me emputeci (odeio essa palavra, mas é ela que realmente consegue exprimir meu ódio). Não, não com a prova. Tá, também. Uma prova de português bosta, cuja uma das questões tratava de regra modificada na nova gramática brasileira a entrar em vigor e estava desatualizada. Achei desleixo, mas tá valendo. No meio da prova, como se ela em si já não fosse suficientemente chata, recebi uma ligação pra ajudar a pegar umas coisas que minha avó trazia do trabalho. NO MEIO DA PROVA. E minha mãe em casa, com a coluna toda ruim, manca igual sabe-se lá quem, toda ferrada. No final das contas, sobrava pra mim, anyways.

Okay, terminar a prova rápido. Terminei. E eis que essa mãe que colocou esta aqui no mundo, pergunta de que prova se tratava. Quando eu digo para o que é, eis que tenho a resposta que ACABOU COM MINHA SEMANA SE NÃO FOSSE A ESTRÉIA DE ANTM: “Vai fazer o que sendo trainee da Vivo? Vai sentar e estudar pra um concurso, que é emprego garantido”

Oi!?, te perguntei alguma coisa? Se eu não tivesse abrindo meu leque de opções todo mundo estaria reclamando. “Oi!?, Não vou discutir isso com você agora porque nem cabe”(isso foi realmente falado). Depois não reclama que eu reclamo que não tenho o que fazer!!!

Oi!? Deixa eu me ferrar na vida fazendo as minhas escolhas!!

Na boua? Me irritou almas! Muitas. Que mania esse povo tem de achar que sabe o que é melhor pra você. Tá, é mãe e TEORICAMENTE, sabe um pouco mais da vida (não necessariamente de você, da sua carreira e do que te faz feliz), mas isso não quer dizer que eu ache bom pra mim. AAAAAAfff. Me irritou. Deixa fazer as coisas por mim, do meu jeito… quem sabe não dá certo??
To tentando viver em plena paz e as pessoas me cutucam com vara curta. Parece até que não me conhece. Ou faz pra irritar. Ou é chata mesmo. E fico na última opção.

E se quiserem me ver daqui há 10 anos, enlouquecida, tomando prozac na veia, batendo a cabeça na parede ainda sóbria, matando pessoas por aí, fugindo do hospital dos bacanas, continuem com essa palhaçada de ficar me dizendo pra fazer concurso público pra qualquer merda que apareça. Continua, vai… vai falando aê….

As férias da minha, sua, nossas vidas!

Eu sei que vocês seres humanos mais evoluídos se programam cedo, pra ter uma vida legal e sem surpresas. Por isso pergunto: já sabe onde passarás o suas férias de julho de 2009?

Seguindo o exemplo dessas pessoas precavidas, verdadeiros exemplos de vida, resolvi me programar, fazer um cruzeiro e convido todos a se juntarem! Tem dinheiro pra gastar? Então vem comigo porque vai ser o cruzeiro da sua vida!!!

O lance agora é “Pelé’s Cruise“! Isso mesmo!!! E vai ser supimpa! Melhor do que com Roberto Carlos, do que com Fábio Jr… É com Pelé, e já vou adiantando: Toquinho e Alexandre Pires estarão cantando ao vivo (que honra!!)! Yupi!!!

Não vejo a hora!

Agora, falando sério, momento sério do post: quem em sã consciência vai pra uma roubada dessa? Ninguém vai querer destruir o sonho de conhecer o Mediterrâneo com isso! Fala sério!!! E o pior, é que tem gente que vai desembolsar um tutu sinistro pra isso. Me dá medo do que vem por aí…

Sinal do fim dos tempos.

Se eu fosse escrever tudo que realmente penso nesse momento, nunca mais “botaria a cara” nesse blog. Descobri que mesmo que a raiva passe, os pensamentos continuam, então preferi deixar isso passar. O que me irrita é que eu realmente queria escrever, mas ninguém tem abslutamente nada a ver com o que se passa na minha mente, e portanto, não têm a mínima obrigação de ler minhas reclamações. Volto quando me faltar raiva e sobrar disposição.

“Momento melodramático pessoal total”

Estou num momento de ódio pessoal total. Há 3 meses e 1 dia exatamente, eu estava pegando minha identidade. 2ª via. E hoje, exaustivamente procurei por ela sem sucesso algum.

Tentei ter um dia razoável, apesar de ser dia dos pais e eu odiar meu pai, de ter chegado de viagem e ter milhões de coisas jogadas no meu quarto porque miraculosamente resolvi desfazer minha mala hoje, e ainda dificuldade em habilitar um celular novo…

Mas tudo bem… foi só lembrar que no aeroporto procurei por ela, a identidade, e não encontrei na minha carteira que hoje, uma semana depois, acabo com meu dia, fico com dor de cabeça e tudo o mais que vem junto em momentos melodramáticos mexicanos.

Sabe o que é pior?! Estava mesmo tomando cuidado pra que isso não acontecesse. Legal, né?! Manerão.

É. To chata, um saco, 2 ou 3 quilos mais gorda, cheia de coisas pra fazer numa única semana, simplesmente porque passei a última celebrando a formatura de outrem e comendo “non-stop-mode-on”.

Não tenho mais o que falar. Cansei.

Tchau.