Paliativo

Mais um dia, menos um dia.
Cada dia mais perto. 
Estou há 7 meses sem ir ao médico e não foi por opção. Estou há pelo menos 4 meses sem remédio.
Daqui a menos de 2 semanas eu terei consulta. Médico novo, possivelmente remédio novo também.
Ainda me surpreendo não ter feito nenhuma merda nesse tempo todo. Com certeza ter ido à academia ajudou a me controlar. 

Mais um dia, menos um dia.
Estou chegando à beira do meu abismo. Estou cansada de lutar contra mim mesma, mas sei que as opções que me restam não são boas. 

Meu passado deixa claro o que sou capaz de fazer e sei bem o que vai acontecer caso eu resolva aprontar. Não curto as opções. Estou me controlando.

Mais um dia menos um dia.

Comendo chocolate.
É assim que os dias tem se passado pra mim, apesar das minhas roupas não estarem exatamente confortáveis. 

Sinceramente, prefiro meu chocolate neste momento. Não estourei cartão nem conta comprando roupas; já estou no lucro. Meu foco agora é estar viva até a chegada. Até a consulta. É o que tem pra hoje, ontem, amanhã e pros próximos dias, talvez.

Mais um dia, menos um dia.
Na esperança de que logo terei o mínimo de vontade de estar com queridos. Antes que esses queridos façam como os outros e eu nunca mais os veja.
Na esperança de poder comprar a câmera que tanto quero e poder sair pra tirar fotinhos por aí.
Na esperança de dias melhores do que esses que ando vivendo.

Rápidas

São 30 anos de vida e ainda não entendi o por quê de pessoas acharem que sou engraçada. Tenho recebido o mesmo comentário cada vez mais e não entendo. Mesmo.

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Em outubro passado entrei pra academia. Against all odds. Em janeiro, renovei com o plano semestral. Já tranquei 2 vezes. Tenho motivos de força maior – ou não -, porém não perde a obviedade: nada mais é do que eu sendo previsível e não conseguindo terminar nada que começo.

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Parece piada, mas tirando os estágio/trabalho no setor público, acho que meu emprego atual é o que estou há mais tempo. Em 30 anos.
(Mentira, já durei 11 meses em um e no outro foram 10, apesar de menos tempo de carteira assinada)

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Minha alergia tem fundo emocional e como estou quase chegando ao fundo do poço, ela voltou.

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Falando em fundo do poço, só não desço mais porque sei do que sou capaz e da última vez que fiz uma visitinha ao centro da terra, voltar pareceu mais um passeio pelo inferno e férias no purgatório. Tô me segurando mas não sei quanto mais eu consigo.

Mais Da Série: Coisas Que Não Entendo Serem Tão Difíceis Das Pessoas Entenderem…

… Que Basta Fazer O Que Lhes É Pedido/Conferido E Nada Mais.

Existem classes de trabalhadores que eu não gosto. Não é preconceito mas simplesmente não sei lidar e essas pessoas normalmente não morrem de amores por mim. A série continua.

Salão de beleza: não é exatamente uma classe, mas um lugar, eu sei. Mas eu ODEIO SALÃO. Não gosto da fofoca, odeio quando elas começam a fofocar entre si puxando seu cabelo com o secador e esquecem de você, enquanto se contorce de dor. Os temas são os mesmos em qualquer salão (lógico que aqueles chiquezinhos de shopping, nunca freqüentei e é tudo tão setorizado, que não sei se isso acontece): de manhã, as reclamações sobre as colegas que ainda não chegaram, e que ontem não trabalharam nada, só voaram. De tarde, contam a novela todinha, mesmo que você queira escutar os diálogos, mesmo que você NÃO TENHA VISTO a bendita novela e gostaria de se surpreender como se estivesse sedo transmitida no horário nobre. Ai rola aquela falação: “olha lá, fulana, ele vai falar pra ela que a repudia  vezes… aaah mas ele não deveria fazer isso, né? E aquele é o gêmeo né? Nossa, olha a confusão que ainda vai dar”. E todas falam ao mesmo tempo.

Infelizmente meu cabelo não me permite fazer nada em casa e sou obrigada a ir a salões, pelo menos, de 3 em 3 meses. As unhas? Faço em casa, assim como as sobrancelhas, e só mudo de estratégia quando a coisa fica feia. Porque é difícil você ser obrigada a fazer cara de ‘estou super satisfeita em estar aqui’. O que me deixa pior é na hora de ir embora. Quando ta cheio e alguma cliente reclama, ao ir embora todas comentam: “nossa, que mona chata, metida a besta, reclamou de tudo”, etc, etc. Então na minha vez, eu posso até ter umas reclamações, mas me sinto coagida a dizer que ficou bom, ótimo. Por isso não faço as unhas, sempre ficam pior do que eu faria (menos o pé, confesso).

“Posso Ajudar?”, não precisa ser dito, só lido. Tá no colete das jovens aprendizes dos bancos deste país. Olha, acho legal pacas a pessoa querer ser jovem aprendiz. De verdade, queria eu ter começado a trabalhar mais cedo e de repente hoje não estar tão estagnada. Enfim, reconheço que é melhor pra elas do que as coisas que meus colegas de colégio faziam na mesma idade (porque eu sou boboca e nunca aprontei muito). Mas sério? Vocês NUNCA PODEM AJUDAR. Porque você chega ao banco, pergunta pra menina e ela faz cara de perdida e pergunta pra outra pessoa. Se fosse pra perguntar pra outra pessoa, eu tinha ido lá e falado eu mesma.
Hoje fui dar entrada no seguro-desemprego, sacar FGTS, essas coisas de recém desempregado. Daí, rola um probleminha básico de documentação, já que perdi o RG em Cabo Frio e minha CNH está vencida. Só tinha a CTPS. Mas olha que legal, ela ao serve mais como documento porque não é “modelo passaporte”. OI?! Fiz várias perguntas e só quem me respondia era o guarda ao lado dela, e a mesma só me olhava com cara de ‘ãh?’.
EU quem deveria olhar pra ela assim,  e perguntar o que ela faz ali anyways.
Outro dia presenciei uma mesma menina dessa de coletinhos tentando ajudar uma senhora no caixa eletrônico. E ela NÃO CONSEGUIU, entrou na agência e trouxe um funcionário de verdade.
Daí eu pergunto por que a pessoa está ali e eu sou preconceituosa. Mas não é isso, só acho que se a pessoa se presta a fazer aquilo ali, que aprenda, pelo menos. Aprenda a ajudar.

Não tenho tolerância. Mesmo.

E só não falo de operadores de telemarketing porque me atinge pessoalmente.


Da Série: Coisas Que Não Entendo Serem Tão Difíceis Das Pessoas Entenderem…

… Que Basta Fazer O Que Lhes É Pedido/Conferido E Nada Mais.

Odeio faxineiras, e/ou diárias, e/ou empregadas domésticas. Sério, nada contra a classe e sim contra a forma de trabalharem. Talvez seja trauma de infância.
Quando era pequena, e ainda não estudava em tempo integral,  tínhamos uma empregada aqui em casa que se fazia de muito legal. Até ela ficar sentada vendo televisão e me mandando lavar a louça, e dizendo que não podia contar pra minha mãe. Ou o dia em que ela engoliu meu Toppo Giggio e depois colocou pra fora, pelo outro hemisfério do corpo. E eu contava as coisas pra minha mãe, que não acreditava em mim, depois que ela desmentia tudo. No final, não sei como, minha mãe soube que eu falava a verdade e que ela saiu roubando várias coisas aqui em casa.

Tenho um gap de memória quanto a elas, depois dessa aí. Acho que não tivemos muitas que tivessem durado, ou melhor, acho que não houve a real necessidade e não tivemos realmente ninguém durante um tempo, eu acho.

Depois trabalhou uma aqui em casa que tinha medo de eletrodomésticos, pois na outra casa em que trabalhara tomou choque. Então ela não limpava NADA perto de tomadas, não tirava as coisas do lugar… sinceramente, era melhor mudar de ramo.

Antes dela, porém, teve uma que começou trabalhando só pra minha avó. Muito boa, mesmo, no que fazia. De verdade. Mas JESUS, como ela falava. E muito! E quando mais nova, passava muito tempo na minha avó. E ela não parava de falar um segundo. Em casa, apesar de não parecer, eu sou muito calada, fico vendo minha televisão, na minha… não sou de conversa. E ela puxava papo, perguntava… era um saco.
Tinha outra péssima característica: guardava tudo nos lugares mais improváveis, que ao acharmos, acabava quebrando as coisas. Isso quando não era ela quem quebrava. E não foram poucas. Veio aqui pra casa um tempo também, mas foi logo de volta pra terra dela, Minas. E fiquei com raiva dela depois que começou a ligar pra minha avó e depois nos ligava, dizendo que estávamos deixando a velha muito sozinha e que ela se sentia abandonada. Sério, ela queria dizer que não tratávamos minha avó direito. Sério, QUEM É ELA??

Apareceu outra. Ótima. Quando vinha. Chegou ao ponto de passar mais de mês sem aparecer. Pior que essa era meio que parente e esse povo aqui em casa é muito passivo, demorou muito, faltou de tipo uns 2 meses, pra que dispensássemos. E ela sempre se desculpava falando que tava doente, minha mãe conseguia as consultas pra ela e a mesma sempre tinha uma desculpa e não ia.

Hoje aqui em casa e na minha avó, temos a mesma, como sempre. Ela é quieta. Ponto pra ela. A principio era boa. Daí eu comecei a reclamar. E porque eu “reclamo de tudo”, minha mãe ignorou cada coisa que eu falava, e dizia que estamos com sorte de, em mais de 2 anos, ela nunca ter faltado.
O problema é que ela curte me trollar. Sério. Ela limpa a casa de boa, mas no meu quarto faz um servicinho muito do mal feito. Dentre outras coisas pela casa. E eu reclamo e minha mãe me ignora. Só que eu sou grossa e a casa não é minha, então fico calada.
Dia desses, percebi que ela não tirava o pó do meu decodificador e nem do DVD. E nem de nada que ficava naquele compartimento. Deixei passar 3 SEMANAS, e ela vem aqui em casa 2 vezes por semana. NADA foi feito, tudo sujo.  Reclamei com minha mãe. Primeiro ela veio aliviar dizendo que de repente “ela tem medo de quebrar”. Brother, então vai fazer OUTRA COISA. A mulher trabalha em casa de família a vida inteira e ainda tem disso, de repente tem medo de quebrar?? Depois que quebrar, até entendo, mas continuo falando, muda de ramo.
Daí minha mãe falou com ela, e depois chegou BRIGANDO COMIGO: “se quebrar ou desconectar alguma coisa não venha reclamar!!!” Sério.
Desde então eu dou ‘bom dia’ e as vezes ‘tchau’, ‘até logo’, e a moça não me responde. Deve estar meio puta de eu ter pedido que ela fizesse o trabalho dela.

Minha empregada me odeia.

Nada como a semana passar e a TPM ir embora.
Tava numa vibe pesada no último post, confesso. Não sou tão cruel, tão ruim quanto pareceu.
Ou sim, vai saber também.

Teoricamente nada mudou, ainda. Vou migrar de blog assim que conseguir ser menos indecisa.
Continuo na busca por emprego mas continua sendo meio fail. O motivo eu já sei mas, né, esperança, se não a tivesse, da minha vida já teria dado cabo.

Tem umas coisas meio chatas acontecendo, gente me importunando a cabeça; por conta da tpm comi muito chocolate e pra mim, que passo o dia em casa e tenho estado até bem razoável nos lances de comida, perdi a linha nessa semana.

Faltam 22 dias pro meu aniversário e eu não pretendo comemorar. Já tenho um presente garantido, que só ganho se fizer alguma coisa mas nem a chantagem tá me animando muito. Daí não sei o que será.

Por ora, é isso. Vida agitada, sabe como é, muito o que dizer… ¬¬

Post Scriptum: do último post, a única coisa que não varia é não termos com quem contar nessa vida. Disso sempre terei certeza, até prova irrefutável que me contrarie.

Coisas

Coisas.

Coisa que percebi hoje:

  • dançar é quase um estado de espírito, uma elevação de você mesmo pra um nível superior, onde pouco importa ser desajeitado, sem ritmo ou brega. Quem dança, dança feliz e caga e anda pra você.
  • todo mundo é egoísta! Já percebeu que toda vez que alguém começa a falar algo sobre si mesmo, sempre tem alguém, ou você mesmo que diz: “pois é, comigo foi assim” ou “e eu?! eu tô muito mais cansada, eu tô muito mais pobre, eu tô muito mais gorda…” e por aí vai. É inconsciente, acredito eu que ninguém faça por mal.
  • chefe é sempre chefe. Mesmo quando não quer ser.
  • subordinado é sempre subordinado.
  • estagiário sempre se ferra. E é zoado. E culpado de tudo.
  • se tornar um velhinho apreciador da vida é essencial. Quero chegar aos 70 anos dançando na noite da Lapa(ou qualquer lugar que toque um sambinha, um rock, um forró, ou o que tiver de bom).
  • a mente das pessoas é completamente poluída. Cinco minutos de conversa entre 2 amigos de sexo oposto já é motivo de olhares maldosos. Só pra constar, se realmente houver maldade, acabou naquele exato momento.
  • muita gente nessa vida tem o dom de acabar com a alegria alheia.

Coisas que fiz nesses últimos dias:

  • compras de natal.
  • ajudar pessoas no trabalho.
  • dormir mal.
  • escutar reclamação.
  • aguentar gente chata.
  • pensar pouco.

Coisas que deveria ter feito esses dias:

  • Compras de Natal.
  • Estudado.
  • Lido livros pendentes.
  • Arrumado gavetas do armário.
  • Arrumado armário, na verdade.
  • Arrumado material de faculdade.
  • Arrumado um namorado (zoa, zoa…)

Por que uma lista de coisas?

Porque minha mente tá entupida e tinha que “dar descarga” em algum lugar, sorry…

Eu juro que não é falta de vontade. Mas convenhamos quando não se faz nada, tem-se nada sobre o qual escrever. Acredito que nunca passei por um período tão tedioso na minha vida. E olha, tédio é um tema recorrente, viu. Mas tem sido realmente muito pior do que tudo que já vivi.
Vejamos…
Se eu parasse pra me perguntar o que rolou na minha vida nas últimas semanas. Checa só:
  • Visitei meu antigo estágio. Tive que inventar estar vivendo um ano sabático pra não me sentir uma merda com gente que já passou em pelo menos 2 concursos na vida. Sem contar que a média de idade é de uns 35 anos no máximo.
  • Não faço minha sobrancelha desde julho.
  • Minhas caminhadas, que estava tentando fazer um hábito – mesmo não conseguindo caminhar todos os dias – estão em stand by há 10 dias.
  • Minhas trancinhas estão terríveis. E nem vontade de fazê-las de novo eu tenho tido.
  • O auge dos últimos dias foi assistir ao Grand Prix de vôlei feminino na madrugada.
  • Viciei em Freecell (meu, quem vicia nesse jogo?!?)
  • To há mais de 1 semana pra fazer arroz integral pra mim, pra melhorar minha dieta e simplesmente não faço por preguiça.
  • Acordar cedo significa ir ao apartamento novo e voltar pra casa.
  • Não paro nem pra ver filmes.
  • Não estou lendo nada. Minto, terminei de ler um livro em PDF, meu primeiro. Graças ao Bertolo, meu notebook.
  • A maior indagação dos últimos dias é o que significa “remédio de venda livre”
  • Viciei em Máfia Wars, Farmville e conheci um jogo novo, de digitação. Maldito facebook.
  • Tem mais de mês que não vou à terapia. Tem 7 dias que meu remédio ficou pronto e só os tomei uns 3 dias, tops.
Assim, eu poderia continuar eternamente listando um monte de coisas que poderia/deveria fazer e não faço. Mas estou com preguiça de viver. E quanto mais eu não tenho o que fazer e nem um pouco de rotina – não muita, peloamordeDeus – creio que vou continuar assim.
Até acho que muito disso tem a ver com o fato de que estou os poucos abandonando minha terapia e meu tratamento e sei que isso não é saudável pra mim. Como não tenho pensado muito, não tenho parado pra pensar em mim ou em coisas que precisam ser resolvidas e tratadas.
Mas ó, não dá pra ficar dizendo isso ou aquilo. Eu simplesmente to com preguiça de viver. E quando eu paro pra ver as 799 comunidades de um desconhecido, além de outras coisinhas tão humilhantes quanto, vejo que o poço já chegou ao seu fundo há tempos, mas olha, passei dele também, como já disse.
Então… é por falta do que falar mesmo que não passo por aqui.
Porque se eu tratasse de assuntos interessantes, profundos e tal, de repente até teria do que falar. Mas não vou fazer do meu espaço um lugar pra ficar criticando o Governo ou coisa do tipo. Não é o objeto disso aqui. Pensando bem, poderia conseguir mais visitas, mas não, o dia que fizer disso uma profissão, talvez quem sabe…
Ou não. Mais provável que não.
Eu poderia enumerar os problemas que estão rodeando minha vida e dos meus amigos, doenças e etc, mas não quero compartilhar disso. Quem sabe, sabe. Quem não sabe, talvez não fique sabendo…
Então..
se alguém quiser me dar um emprego, um trabalho, um namorado, uma viagem pra Singapura… Estamos aí.
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Now playing: Roberta Sá – Eu Sambo Mesmo

via FoxyTunes

Coisas da Vida

Segunda semana do ano, certo? Não… 3ª, né?

Dois mil inove começou com uma novidade Descobri o porquê de 50% dos meus males. Minha indecisão… Ok, ok, nenhuma novidade até aí… Mas o problema é que sou indecisa quanto a tudo e esse defeito me atrapalha mais a vida do que eu poderia imaginar! Meu futuro – e indiretamente a de outras pessoas – dependem de uma posição minha, posição esta que não tenho. O problema está nas opções. Se eu não as tivesse, dúvida não teria, seria somente uma saída e pronto: vou em frente.

O xis da questão está em escolher entre o laranja e o amarelo, entre pós ou mestrado, entre concurso e OAB, entre dormir ou acordar, entre tomar remédios ou sentir dor. Eu fico taããão confusa. Queria ser como algumas pessoas que conheço: refletem, refletem, mas quando decidem não arredam o pé dos planos traçados e decididos. Fico me imaginando sendo uma pessoa assim… Ia ser um ser humano tão melhor.

O pior é que muitas vezes, essa minha boca – maior do que todas as partes do meu corpo – fala muito mais do que deveria e acabo sendo mal interpretada ou vista como uma desesperada… Mas o problema não é esse, o problema é ser confusa e não saber decidir. Quem é diferente tem dificuldade de entender e eu, na minha constante confusão, tenho dificuldade de me fazer entender.

Sou igualzinho aquele cachorro do desenho “Coragem, cão covarde”. Quando tive coragem, fui corajosa demais. Aí deu no seguinte: eu resistindo às tentações dessa vida e um ser humano, me perseguindo, no melhor sentido possível. Dia 01/01/09 recebi até uma proposta super decente e recusei. Oito dias depois recebi outro. Mas vou resistindo. E por que resistir? Muuuuuitoooos motivos mas que não cabem aqui comentar.

Ah sim! Tô precisando disso aí, desse troço que as pessoas chamam de ‘amor’. Me serviria tanto quanto a centrífuga aqui de casa (que me rendem sucos maravilhosos). Hahahah, eu fazendo pouco caso dos homens e ainda chamando de objeto! Adorei essa sinceridade nada súbita. Mas eu quero também ser breguinha, colocar apelido, ter música, essas coisas bregas de pessoas enamoradas. E não, não me venha com papos de ‘você está dispensando quem te quer’. Nem rola essa argumentação, cai fora.

Outro problema está na minha visão de vida. Quem dera eu conseguir viver o presente! Fazer as coisas porque estou aqui e agora. Mas não; me sinto obrigada a pensar nas conseqüências que meu presente acarreta no futuro. Deixo de fazer as coisas, me desespero vendo o presente diferente do que eu imaginava e sabendo que este presente pode afetar meu futuro. Tanto o próximo quanto o distante.

Viver o presente é aproveitar o dia com todas as suas forças, fazer o que naquele dia você quis fazer. Mas minha mente analítica, crítica e indecisa me enfia os pés no concreto fresco e acabo por não sair do lugar. Às vezes tenho a sensação de que sou a mesma pessoa de 5, 7 anos atrás. E isso não é só parar no tempo, mas vejo mesmo como um retrocesso. Em algum ponto eu evoluí: fiz faculdade (mas nem me atrevo a pensar nesse assunto agora porque quero dormir em paz), trabalhei, fiz estágio, conheci amigos pra vida toda, conheci coisas no mundo que me eram desconhecidas… E mesmo assim, muitas vezes me vejo cometendo os mesmos erros infantis de outrora. É como se uma parte de mim evoluísse, inclusive o corpo, mas outra parte congelou quando se deparou com um mundo desconhecido… Acredito que meus neurônios vivem em pé de guerra. E não gostaria de ser um deles, basta-me hospedá-los.

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Meu banheiro está sendo quebrado. Ta com vazamento… O mais legal é que ele acabou de ser pintado… tava uma gracinha… Agora tá com aquele cheiro nojento de banheiros com infiltração.

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Brincaram comigo, insinuando que não sou bonita. Tipo, umas várias vezes. Sabe quando você quer socar a pessoa? Não digo isso por ser linda, sei que não sou, mas oi, meu humor não tava(e não está lá muito melhor) legal e esse tipo de brincadeira, repetidamente, machuca o ego de qualquer pessoa com problemas de auto estima. Machucou meu coraçãozinho.. do mesmo jeito que tive vontade de machucar a bela cara do ser humano que fez isso comigo. E não, não insinuarei nomes aqui. Deixa isso comigo (e com vocês só o básico).

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Resolvi começar a ler V de Vingança. Tinha deixado de lado pra quando tivesse férias, daquelas que todo ser humano normal tira. Mas como realmente me parece uma idéia tão longe quanto a luz no fim do túnel, decidi começar desde já mesmo já lendo 2 livros. Cheguei no clímax de Ensaio sobre a Cegueira! Ta aí um livro mega recomendado. E esta semana chegarão mais 2 livros que não sei quando vou ler porque tem outros na fila de espera. Mas se você pensa que gasto tanto tempo lendo que poderia estar estudando, engano seu, caro idiota* (por sinal, se quiserem me presentear, super to afim desse livro na versão traduzida direto do russo). Leio em doses infantis… nem é por falta de vontade e sim o mau hábito de ver televisão. Agora que comecei a ver os documentários do Discovery, ninguém me segura.

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Estou pensando em levar o caso da semana de comemoração de aniversário a cabo. Ano passado não consegui, minha tentativa foi bem falha… Mas super quero tentar este ano. De preferência com um emprego pra poder gastar MINHA grana sem peso na consciência e sem gente ficar no meu ouvido porque o dinheiro não é meu.

Ta aí. Uma das piores coisas da vida de pseudo-adulto é não ter dinheiro.
Pseudo-adulto? Sim, sim, quando você passa dos 18 e todo mundo ainda manda na sua vida e você é obrigada a fazer o que te mandam com uma pequena abertura para externalização de personalidade, você não é adulto ainda. Tem gente que se acomoda. Tem gente que não tem opção. Meu caso. Esperança é algo complicado porque todo ano acho que as coisas vão mudar e sempre mudam. Pra pior. Mas vou parar com essa choradeira aqui. Pra isso serve minha terapeuta.

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Quero um doce. Doce de verdade. Comecei uma dieta  semana passada. E to penando. Quando resolvi comprar aquela baboseira toda de comida saudável, me boicotaram aqui em casa… e tenho lutado bravamente. Mas já caí na tentação de um sorvete de flocos. Mas foi uma única vez e lá ficará. Meu negócio agora é banana passa. É gostoso…

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Preciso arrumar meu armário. Não que esteja bagunçado, mas também arrumado não está. E preciso trocar muita coisa de lugar. A estante também precisa de um update, uns livros pra doar, outros pra prateleira de cima, espaço pros novos, espaço pros jurídicos novos… Cadê a coragem?

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De repente e peguei pensando no que estou digitando e não faço muita idéia. Agora fiquei confusa e é melhor parar. Eu acho. São 1:31 e não tenho sono. Será porque eu dormi no final da tarde? De qualquer forma é melhor tomar tino e pegar meu rumo. ‘A noite vai ser boa’, já dizia Cláudio Zoli (não, nada de ‘tudo vai rolar’ e não vai tocar B.B. King). Discovery Channel e Home&Health me esperam. Tem filme também, mas ando meio sem paciência. Acho que é a idade…

Voltei a viajar. É o estômago pedindo açúcar de verdade (fazer dieta tem dessas coisas).

Vou embora. Tchau.


p.s.: pode ser que nada faça sentido, mas nem tudo é pra fazer…

Virgem-wanna-be

Nossa. Me senti a própria alienígena hoje…
Além de ter multi tarefas a cumprir (o que levou a um corpo completamente cansado), precisei fazer coisas banais e me senti uma verdadeira idiota. Duas vezes.
Primeiro que algo começou errado: acordei às 6:40 da manhã. Oi?!?! Muito cedo?!?!
Mas… como boa de cama que sou, resolvi e consegui voltar a dormir, até ser incomodada pela moça que limpa na minha avó perguntando se tem água sanitária. Tudo bem. Eram 9. Dava pra voltar a dormir por mais uma horinha que fosse.
Só que não foi assim que a banda tocou. A autorizada da Motorola resolveu ser eficiente e resolveu me ligar pra avisar que meu conserto tava pronto. Eficiência, né? Shoptime precisa aprender com eles (long story short: to há 2 meses pedindo uma garantia de um produto pelo qual tenho direito e eles não mandam ¬¬).
Vou ver tv então. Pelo menos até 1 da tarde. Mas nãããããão. Minha mãe, que nunca, nunca liga, resolveu me tirar da cama, ir até a sala atender e escutar: “Tá dormindo? Não? Tá fazendo o que?” “Vendo tv mãe. To com vontade”. “Ah, então tá bom. Tchau”.
Sério, só pra falar isso. Mas eu perdoei e comecei a agitar a vida. E hoje foi vida de dona de casa total:
Colocar roupa na corda;
lavar louça e guardar;
montar computador e ver se funciona pra depois desmontar de novo;
pegar eletrônico na eletrônica;
fazer almoço;
fazer compras, porque o que precisava pro almoço não tinha em casa ¬¬;
limpar computador;
dar uma de técnico em informática e passar hooooooooooras procurando um driver na internet;
pegar banner dos outros;
voltar e terminar a comida e além de tudo, servir à minha mãe na cama.

O que mais me intrigou foi o seguinte: fui ao mercado e ao shopping. Ambos são realmente freqüentados por mim.. E vergonhosamente demorei zéculos pra achar a seção do creme de leite e outra meia hora pra descobrir que o açúcar não fica nos farináceos. E cara, como é complicado escolher aquele filtro do café. Foram uns 10 minutos olhando as únicas 3 opções que tinha sem saber qual era a daqui de casa.
Depois de ficar absurdamente envergonhada por passar pelos mesmos funcionários umas 3 vezes, consegui escolher meus tomates e fui pra fila.

O dia seguiu, eu ainda enrolada com essa coisa de cuidar de casa e finalmente terminei de fazer a 1ª parte do que seria meu almoço e virou jantar.

Lá vou eu no shopping. Outra hora perdida. Andei o shopping quase todo (só faltou o subsolo, literalmente) pra descobrir que o que procurava estava há uns 300m da entrada. Sério, eu vi aquela bosta de shopping ser construída, como eu não sei onde ficam as lojas? Eu tomo café lá, pago contas, vago nas horas vagas… vergonhoso…

Mas, entre idiotas e perturbadas, salvaram-se todas as pessoas que vivem dentro de mim. Porque de idiotice não posso reclamar que me falta.
Pra terminar o dia, resolvi dar uma de neurótica (ou realista e ludibriada ao mesmo tempo), falei o que queria, escutei respostas negativas, levei um fora, me senti podre e depois descobri que tinha razão.

Me sinto uma virgem hoje. Desde dos afazeres do lar às mentiras que as pessoas contam. Meu lado mais patético, ridículo, ingênuo e inexperiente estão muito à tona.


E é por isso que eu “rest my case” e termino esse post.