Que venha o próximo.

Porque hoje foi dia.
Dia de dizer “eu to afim de você”
Dia de dizer “eu to chateada com você”

Disso tudo, a segunda parte rendeu frutos. E foi bom expor, apesar da minha resistência.
Porque amizade é algo que deve ser recíproco e se não está sendo assim, talvez nem valha a pena gastar energia tentando recuperar o que nunca existiu.
Conversar abre a mente, porém. A gente entende o outro. O outro entende a gente. E a gente vê que precisa ceder e a pessoa também.
E a pessoa, o amigo, entende que as pessoas são diferentes e que cada um reage e age de forma distinta. E que cada um demanda coisas diferentes e que não dá pra generalizar.
E foi bom. Foi DR. E foi bom.
E me senti mais leve, mais clara, melhor esclarecida, mais segura e feliz de saber que eu não to ultrapassando limites, não to exagerando nas minhas insatisfações.
Amizade é espelho.

Sentimentos de carinho também é espelho.
E falar isso, assim como qualquer outro sentimento, faz tudo ficar bem. Seja porque é recíproco, seja porque a amizade fica e o sentimento passa. E é esse o caso. Vai passar.
Falar me fez bem. Mesmo que eu tenha feito no impulso porque eu tava explodindo e da forma que não queria, fez bem. Mesmo ele tendo dito que conversaríamos depois e tendo conversado comigo depois não ter tocado no assunto, me fez bem.
Que seja assim então e que a amizade permaneça. Vale bastante e vale a pena.

Queria um abraço com intenções, um beijo bem dado, uma sussurrada no ouvido, quem não quer?
Mas to aprendendo, sempre e cada vez mais ciente disso, é que tem gente que não foi feita pro amor. Talvez seja o meu caso.
Preferia não sentir nada por ninguém e voltando a tomar meus remédios, isso vai acontecer, a libido diminui e fica bem sussa lidar com pessoas, em todos os sentidos, por sinal.

Queria conversar, mas preciso dar espaço. O ciclo em si está fechado, mas é bom finalizar assuntos.

Agora é me preparar pra ser a adulta com a idade que tenho, para lidar com tudo isso com maturidade, me fingir de bem resolvida, ao invés de passar qualquer impressão de constrangimento, e seguir em frente.
Atrás não vem gente, infelizmente.

O que tenho da vida, porém, é isso. É o que ela me dá apesar de exaustivamente pedir mais, muito mais.

Vai passar. Mas vida, tá mais que na hora de ser mais generosa comigo.

Amizade: ok.
Amor: parece que fica pra próxima e, por favor, que tenha próxima.

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Essa coisa toda de amor é muito complicado. Dá muito trabalho. Acho que não nasci pra isso, de desencontros.  E então preciso – ou quero, ou seria adequado – me encontrar. Com quem eu quero, com quem me quer.

Hoje não amo ninguém. To amando a vida e isso é uma puta vitória, considerando os anos perdidos querendo que ela se findasse.
Achava que não tinha porque amar alguém, por tudo que passei, por tudo que vivi nos meus anos de amores não correspondidos. E então resolvi amar, e amei. E me ferrei.
E como o mundo dá voltas, não amo mais a quem um dia disse que não me amava mais e hoje não larga do meu pé. Cansa, desgasta, me faz sofrer.

Eu, que sempre fui rejeitada por meus amores, estou rejeitando amor. Rejeitando amor alheio. Realmente não dá pra forçar a barra com alguém que realmente não quero e só descobri isso quando me dei uma chance de ser otária.
Recobrei a consciência. “Sai, que hoje não te quero mais, não quero sua amizade, não quero saber de você”.
Uma semana depois a pessoa vem e diz: “quero sair pra dançar com você, você sumiu, você não fala mais comigo.”

OI? Seria realmente difícil me fazer entender?

Ok. Tenho a teoria de que, talvez, esse sofrimento por ter um chiclete me perseguindo, é a vontade de esquecer. Por saber onde tudo vai dar, ou seja, em lugar algum.

Por mais clichê e brega que seja, eu quero a sorte de um amor tranquilo. Sem doenças, sem obsessões, sem rejeições, coisa fácil. Seja lá quando for isso, sei lá se até lá serei uma velha pelancuda e cheia de rancor no coração. A gente tem mesmo data de validade, como me disse uma amiga, certa vez.
Qual a dificuldade disso? Não faço a menor ideia. Mas é. Difícil pra mim, pelo menos. A vida toda, essa coisa de amor e etc.

Tá na hora de mudar essa tradição. Ninguém vive sem amor. Só quero que as coisas fiquem um pouquinho menos complicadas pra mim.

Por favor.

Vai Passar

A gente nunca acha que as coisas acontecem do jeito que acontecem. Pois bem, cá eu estou solteira e lidando muito bem com a situação. Não que importe a alguém(o blog é meu, lê quem quer), mas tudo ocorreu da pior forma possível – no meu aniversário – porque as pessoas não sabem lidar com frustrações.

Aprendi que não quero mais saber de barreiras geográficas, motivo que me afasta da pessoa que amo e que me ama. É tipo isso. A gente se ama, a gente quer ficar junto, mas ele ta voltando pra terra dele e eu não tenho grana pra ir, nem ele pra me levar e nem poderia ir agora, sendo que ele não pode ficar aqui também. África é longe demais.

Engraçado que sempre fui muito romântica. Pra vida, sabe. E com isso tudo, seja porque eu sou assim, ou porque tava tomando um remédio que só minha médica pra me salvar dele, eu não consegui chorar, como se deveria, tipo filme, digno desse drama todo. Chorei sonhando, ou durante o sono; e todas as vezes que quis chorar, a vontade passou mais rápido que brisa.

Depois de todos os pingos nos i’s e todas as observações relevantes a se fazer, é assim que estamos: solteiros. Por culpa do destino que nos colocou em continentes diferentes e sem grana pra ficar pagando passagens aéreas exorbitantes pra nossa realidade. A vida dele é complicada e a minha não é simples.

Pelo menos, pra hoje, pro futuro, ficam sentimentos bons. Sem mágoa. Tristeza, sim. Da situação, com certeza; de não termos nascido no mesmo país.

E pra quem pergunta se estou bem, além do fato de ter o remedinho numb feeling no meu sangue, me sinto bem. E ninguém entende. Mas eu sou do tipo que me acostumei a não ser correspondida pelos meus pretendidos; estar solteira não era nenhuma novidade há 9 meses atrás e pelo visto voltou a me acompanhar. A diferença não é não ser correspondida, mas semelhante aos outros amores platônicos, é um amor impossível do ponto de vista prático.

Enfim, apesar de tudo, a quem pergunta, eu digo que vai passar. E virou meu mantra. Porque tudo nessa vida passa, tem de passar, terminar, deixar de doer.

Vai passar.

 

Dançando e discutindo com minha solidão.

Dia desses uma amiga minha comentou que se sentiu só num fim de semana desses. Pra ela e pra mim, era difícil entender como alguém poderia se sentir só quando se tem pessoas ao redor.
Há tempos eu não pensava em solidão. Não por não senti-la exatamente, mas por não sentir absolutamente nada. Hoje, com os sentidos um pouco melhor aparados, sinto-me completamente só. De olhar pro teto do quarto e me sentir tão grande e tão pequena ao mesmo tempo.
Estou muito melhor que há duas semanas atrás, mas tão pior quanto poderia estar considerando absolutamente tudo à minha volta. Tive a audácia de dizer que não consigo as coisas por falta de vontade de viver. E sabe o pior? Não foi da boca pra fora, não foi por autopiedade e eu continuo me sentindo assim. Não faço idéia de como a gente sai do fundo do poço sem ao menos uma corda pra nos ajudar chegar à superfície. As cordas que me dão são mais frágeis que patas de formiga e não aguentam meu peso.
Acho que esta época não ajuda muito. O inverno tá chegando, dá vontade de chamego; aí vem aquele bombardeio de dia dos namorados e – ok, é comercial, é pra vender e whatever – sinto-me como um peixe fora d’água por representar, sempre, a parcela dos desacompanhados. E o que tem piorado tudo isso é perceber que o tempo tá passando. Óbvio que o tempo passa, não sou idiota de achar que estou parada nas horas – por mais que eu gostasse. Mas tudo pesa muito mais quando você contabiliza 5 casamentos em 6 meses e, pelo menos 7 casamentos em 12 meses. Parabéns pros noivos, do fundo da alma, mas em mim bate uma sensação de outkast que particularmente não gosto. A maioria cresceu comigo e tem a minha idade. É estranho pra mim, pronto e acabou e nada desse lance de que cada um tem seu tempo porque na minha vida, NADA aconteceu, então estou fora de tempo.
E não to falando de casar em 6 meses – o que até pode acontecer – mas de não ter nem com quem compartilhar isso. Pra quê pensar em casamento se nem pretendente eu tenho?
Ao mesmo tempo, acho que me puno pensando nessas coisas sabendo que nas condições emocionais que me encontro não há de aparecer ninguém disposto a me tolerar. Então eu entro num mega conflito.
Aliás, eu VIVO de conflitos e em conflitos. Pessoas por aí tem uma vida tão mais tranqüilas; ah, que sejam problemas externos. o problema é lidar com problemas internos que só você e no máximo sua terapeuta sabem. Os amigos sabem superficialmente, porque por dó, respeito o ouvido dos outros e não despejo tudo que gostaria de falar.
E como eu sou idiota, estou sem terapia. Ajuda nada, né? E pra piorar acho que tenho outros sintomas de coisas nada boas. Eu só tenho certeza de não ser esquizofrênica.
A solidão que sinto hoje e que me faz despejar tanta amargura pra qualquer um ler é o cúmulo do absurdo a partir do momento que eu sei que muitos dos meus amigos não estão em contato comigo porque eu sumi. Com meus motivos, mas não os culpo por não quererem aturar gentalha como eu. E fico feliz com os que por perto ficam, os corajosos ou doadores do amor que neles transbordam. Nem eu sei se ficaria por perto de mim.
Tirando isso, meus problemas me absorvem tanto que resolvo não me preocupar com outras coisas além de mim mesma. Melhor, não me preocupo com coisas que deveriam me atingir diretamente. Graças a Deus, ainda me compadeço com os problemas das pessoas que gosto e isso talvez seja o que me mantenha na sanidade, por me fazer esquecer por algum tempo, mínimo que seja, dos meus.
Se fosse preocupar-me com o que deveria me preocupar, talvez estaria a reclamar muito das pessoas. São falhas, assim como eu, mas têm umas manias, umas cobranças que simplesmente não fazem sentido. mas sinceramente, ainda não consigo me abalar com isso. Estou recuperando meu ‘eu’ ainda. Falta muito até lá.
Também não sei porque escrevo coisas aqui. Além de absurdamente pessoais, são chatas, ninguém lê e quem o faz, fica sabendo de coisas que não conto ao meu porteiro, que me conhece desde bebê, por que contaria a desconhecidos ou conhecidos não identificados?
Acho que é a tal da solidão. A minha companhia, quando não a cama, é meu computador. Queria mesmo era conversar com ele, mas seres inanimados só fazem ocupar espaço e serem usados.
Respirando…
Respirando…
Respirando…
.
.
.
Já deu. De tudo, sabe? Deste post também. Sinceramente sinto pena de quem ainda chega às ultimas linhas.
Dançarei, com eu e minha solidão, sem minha super desejada garrafa de vinho, pra afastar os maus pensamentos…


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Now playing: Elliott Yamin – How Do I Know
via FoxyTunes

Vou falar!

Vou te dizer uma coisa. Não queria escrever nada esta semana. Não por falta de assunto, mas por falta de vontade. Aliás, nossa. Semana cheia de acontecimentos. Mas já, já digo o por quê do desabafo.

Pra começar, a prova com que tive pesadelo não foi tão ruim assim e consegui responder às 3 questões que nos propuseram. Não sei se foi suficiente, mas foi. Acabou. Pelo menos até dia 13.
No final da prova, escutando uma menina pedindo informação, fui atrás dela pra saber da minha nota em Língua Estrangeira, no meu caso, inglês. CARAAAAAA, tirei 9,5!!! Fala sério. To me gabando há uma semana e não me canso, uhauhaha!

Outro update era sobre o que me dava vontade de chorar no último post. Era ridículo, mas já passou. Chegou ao fim. Tudo passa. E passará. E depois acabei chorando litros mesmo. Tá, na hora. Vago, não? Pois é. A história também era vaga, pra não chamar de rala. O que importa é que a fila anda e peixes (nem me incomodo se forem tão bonitos e altos e 4×4 também…….) estão por aí….
Ah! Falando em peixes no mar e blablablá whiskas Sachê, caaaaaraaaaa, o mundo só tem loucos! Hoje uma amiga veio me dizer que uma pessoa que eu conheço “resolveu” me achar interessante. Fala sério, oi? Nada a ver? Sem falar no nojinho que essa possibilidade me causa. Mas não entrarei em detalhes porque nem merece.

Final de Semana foi em Petroville. Teve “Piratas do Caribe” 1, 2 e 3, teve festa de Hallow’s Eve com maquiagem e tudo, ornamentação e tudo, comidas e bebidas e tudo. Teve choro, teve dose, teve perguntas constrangedoras por pessoas constrangedoras, teve muita música, teve até JuNu. Mas teve, além de tudo, momentos de vexame protagonizados por esta que este texto subscreve, com direito a choros e berros, mãos quase dentro de bacias, momento poliglota, emoção com desenho de uma criança, descoberta que meu nome não leva a letra ‘j’… e muito mais. Mas não vale contar tudo. Prefiro manter minha aparência de pessoa normal, sadia e sã.

A semana começou sem muito prometer e isso tava me irritando lictros! Tédio à esquerda, tédio à direita, em frente e atrás. T-É-D-I-O. Mas, como uma boa fã de seriados e com tanto tempo livre, o que eu faço? Assisto todos! Uhuuu!!!

E hoje, antes de assistir MILHÕES de estréias, parei pra fazer prova pra seleção de trainee da Vivo. Logo hoje, que foi um dia nada tedioso, cheio de coisas a fazer, cheia de lições de dona de casa pra completar, cheia de dor de garganta que não me permite cantar, nem comemorar a vitória do Barack Obama (pode ter certeza que na próxima década vai aparecer um monte de pentelho com o nome dele. E se for brasileiro, porque brasileiro é brega, vai ter até variação…).
Então. Aí me emputeci (odeio essa palavra, mas é ela que realmente consegue exprimir meu ódio). Não, não com a prova. Tá, também. Uma prova de português bosta, cuja uma das questões tratava de regra modificada na nova gramática brasileira a entrar em vigor e estava desatualizada. Achei desleixo, mas tá valendo. No meio da prova, como se ela em si já não fosse suficientemente chata, recebi uma ligação pra ajudar a pegar umas coisas que minha avó trazia do trabalho. NO MEIO DA PROVA. E minha mãe em casa, com a coluna toda ruim, manca igual sabe-se lá quem, toda ferrada. No final das contas, sobrava pra mim, anyways.

Okay, terminar a prova rápido. Terminei. E eis que essa mãe que colocou esta aqui no mundo, pergunta de que prova se tratava. Quando eu digo para o que é, eis que tenho a resposta que ACABOU COM MINHA SEMANA SE NÃO FOSSE A ESTRÉIA DE ANTM: “Vai fazer o que sendo trainee da Vivo? Vai sentar e estudar pra um concurso, que é emprego garantido”

Oi!?, te perguntei alguma coisa? Se eu não tivesse abrindo meu leque de opções todo mundo estaria reclamando. “Oi!?, Não vou discutir isso com você agora porque nem cabe”(isso foi realmente falado). Depois não reclama que eu reclamo que não tenho o que fazer!!!

Oi!? Deixa eu me ferrar na vida fazendo as minhas escolhas!!

Na boua? Me irritou almas! Muitas. Que mania esse povo tem de achar que sabe o que é melhor pra você. Tá, é mãe e TEORICAMENTE, sabe um pouco mais da vida (não necessariamente de você, da sua carreira e do que te faz feliz), mas isso não quer dizer que eu ache bom pra mim. AAAAAAfff. Me irritou. Deixa fazer as coisas por mim, do meu jeito… quem sabe não dá certo??
To tentando viver em plena paz e as pessoas me cutucam com vara curta. Parece até que não me conhece. Ou faz pra irritar. Ou é chata mesmo. E fico na última opção.

E se quiserem me ver daqui há 10 anos, enlouquecida, tomando prozac na veia, batendo a cabeça na parede ainda sóbria, matando pessoas por aí, fugindo do hospital dos bacanas, continuem com essa palhaçada de ficar me dizendo pra fazer concurso público pra qualquer merda que apareça. Continua, vai… vai falando aê….

Contando meus podres (ou amores) 1, 2, 3…

É literalmente a volta dos que não foram.
Na verdade é só uma metáfora pra dizer que um dia eu disse que acabei pro amor; que amor e nós tínhamos terminado (se nunca disse isso aqui, alguns já escutaram de minha própria boca).
Na verdade, esse sentimento animalesco, estúpido, bonito e simples ainda não larga do meu pé e eu tento freneticamente afogá-lo na banheira. Mas meus planos sempre vão por água abaixo. E eu tento de novo.

Aí um dia eu tentei. Achei que podia achar o amor… e ele bateu na minha cara sua porta quando fiquei com um cara que não sei o nome até hoje. Confesso. Tem uns que eu não lembro o nome, uma questão de memória alcóolica ou memória de night (porque nem sempre eu bebo e sempre esqueço tudo).
E… digamos…. nos últimos 6 anos… isso se repetiu algumas vezes (faculdade, farra.. todo mundo entende. E quem não entende, vá pá p…)…

Até um dia que eu resolvi que não iria mais me deixar levar por esses seres. Que agora só com gente séria.
Foi 1, digo UMA, experiência interessante. Que no final ficou-se claro que dali não sairia coelho. Ou cachorro(daquele troço do mato que não sai….)? E de sério, só tinha o segurança do cinema que me levaram.
Desisti mais uma vez.
E voltei pro status quo de uma mulher solteira no meio de uma cidade grande cheia de oportunidades meia-boca pela frente. E os anos foram passando… E só oportunidade meia-boca….

Aí, pra meu desespero todo mundo resolveu casar(sim porque desesperada fico eu quando vejo geral casando e com a minha idade… e nada de blábláblá de que cada um tem seu tempo… não é o momento do post.). Que fique claro que meu desespero não me levou a soluções drásticas.

Mais ou menos.
Não, mentira.

Continuei na minha. Na verdade, na minha e amando platonicamente um ser humano idiota. Tá, não é idiota. Mas hello?!?! Quanta falta de visão…Não só dele mas dos homens em geral.
Depois de muito sofrer, falar, chorar no meio da boate por ele, mandar sms pras minhas amigas no auge do álcool no sangue, percebi que o mar tava pra peixe e cheio de possibilidades.
Você se pergunta: ué?! Mas não foi sempre assim?! Talvez, mas eu fecho os olhinhos pro mundo inteiro quando resolvo sofrer por amor não-correspondido. Coisa que trouxe da adolescência, além das espinhas.

E comecei a ver aquele marzão de possibilidades. E em pleno carnaval, tá lá a possibilidade. Tudibão. Do jeitin’ que eu gosto… Até escutar a frase mais interessante vinda de um ficante EVER: “Você sabia que sou gay?”. Nessa hora, você que ali se entregava aos beijos a um ser humano que jurava ser hétero, até pelo comportamento (sem maiores detalhes), pega aquele balão de gás e fura com uma grande agulha… aiaiai papai…(não contei a parte da night ser alternativa, contei??? )

Mas… como a alma não é pequena, a busca continuou. Um aqui outro ali… Aí você acha que achou o amor. Bateu o feeling, bateu tudo. Menos o estado. Porque carioca não tá afim de namorar mato grossense. Nada contra a cidade, mas oi?!?! Namoro por correspondência eu arranjo na internet.

E tudo bem… Um qualquer ali, outro médico acolá… e nada.
Mas, graças ao orkut, essa maldita ferramenta de relacionamentos – onde você efetiva a teoria de que o mundo é um ovo de cordorna – todo mundo se conhece, todo mundo já se viu e por aí vai. E é muita história pra contar…
Bom, enfim, conheci um cara pelo orkut. Como? Não sei. Só sei que em menos de uma semana de papinho barato e enganador, tava lá o cara querendo me encontrar. Como eu não sou homem e não morro porque estou sozinha e blablabla, furei o 1º encontro. O 2º e o 3º também. E ele ainda insiste… Até eu já me convenci: se não fui até hoje, bem, não vou mais… aceita a realidade e vazaaaa!

E nessa de vazar, eu vazei pra outros canais porque o mar tava cheio de peixe podre. E nos outros canais também achei outros peixes que olhando de longe, dariam um perfeito rolinho e porque não um namorado. Mas depois…. assustou até as mais experientes no assunto. E lá se foi outro canal podre….

E nesta busca incessante porém não mais desesperada me tornei muito menos ultra seletiva (lógico que rola seletividade, mas se for fazer igual minha tia vou morar sozinha com 60 anos. E nem gato ela tem. E não, ela não casou nenhuma vez….), porém nunca completamente sem noção – mas isso também depende do teor alcoólico – já que nesta de perder a seletividade acabei ficando com um que provavelmente era menor de idade (menor do que eu era óbvio, a idade… tá, também).

Saí dessa pra outros mares. E no último mar, uau… parecia um oceano do circo dos horrores. E no meio dos horrores me apareceu um príncipe. E sem “saganaji”, parecia um príncipe de filminhos da Disney: loiro alto bonito e sensual (por causa da musiquinha…) corpo forte, sabe? Daqueles grandes, sabe? Daqueles bem malhados, mas num nível suuuper aceitável e suuuper bacana, sabe? Você, melhor, eu, comecei a achar que era até coisa da minha cabeça, um cara desse porte chegando em mim? Cheio de educação e destreza? Medo sério… Mas aí quando eu perguntei o nome, tudo se explicou. “Meeee-meeeee-meeeeeeu nooooooooooooo-nooooooooooonnnnooo-me éééééééé Aaaaalaaaaan”
Cara, só não ri horrores pelos seguintes motivos: tenho um primo gago; demorei pra me conscientizar que o cara lindo, charmoso e sensual não era perfeito e por conta do teor alcoólico. Ah, e pela educação do menino…
Pois é. Gago. Da Silva. Tudo bem que ninguém é perfeito, mas oi?!?! Tinha que ser gago? Logo eu que não ligo pra beleza e sim pro papo??

Depois dessa estranha/hilária/humilhante/esquisita/inovadora experiência, to começando a achar que os deuses do olimpo brincam comigo… Po, deve ser engraçadão pra senhora Afrodite e sabe-se lá mais quem que vive no olimpo (gentem, só uma alusão… não entendo nada disso), olhar lá de cima e gargalhar, pisando nos sonhos dos outros. Pena que eu não tenho uma flecha daquele outro deus lá pra tacar na cabeça dela.

Agora, depois disso tudo, to eu pensando aqui o por quê de explanar meus podres por aí. O mundo inteiro pode ler. Mas na boa, quezidani. De repente alguém tem compaixão da minha alma e pára de fazer piadinha com o sentimento dos outros.

E não, não estou amando. Até devia, te faz alguém melhor. Mas tchudo bem. Amor é pra poucos. Ou só pros sádicos. Ou pros que ainda não estão podres. Porque talvez eu esteja podre, e não meus causos… mas aí é filosofia demais pra um post só, muita exposição da pessoa aqui.

Fui (beijar mais um sapo na lagoa porque o mar, definitivamente, não tá pra peixe!)

O Gosto dos Outros*

Gosto é um troço esquisito, né? Cada um tem o seu mesmo. E pior é conviver com os que consideramos de mau gosto.
Hoje percebi que o que a gente mais tenta é impor o nosso aos outros. Ou no mínimo esperar que as pessoas tenham o bom senso de ser como somos e gostar do que gostamos. E é tão ridículo. E o mais ridículo é o que vem depois; a conformação de que, um dia qualquer, pode ser que ninguém, absolutamente ninguém, goste das mesmas coisas que você.

Me pediram pra escutar um cd aqui em casa. Uma tal de sei-lá-o-que Taviani. Olhei com cara de nojo. Tá que nunca escutei falar mas com um sobrenome desse achei que não merecia minha atenção. Aí soltaram: “Você gosta de rock, né?” Só pude balançar a cabeça. E nem é totalmente verdade. Fatalmente não gosto só de rock. Mas também tenho quase certeza de que dessa tal Taviani não vou ser fã.

Tô feliz porque o Flamengo ganhou. Mas tem uma multidão de pessoas que está mega furioso e ainda dizendo que foi o jogo foi comprado. Se todos gostassem do flamengo seria uma alegria imensa nessa cidade nefasta. Mas tudo bem, ao meu ver é só um bando de pessoas de mau gosto. Que ainda chama a nós flamenguistas de favelados (tudo bem que o povo perde a linha).

Gosto de um rapaz. É, a vida é assim, amores, dissabores e tudo mais que vem no pacote. E o rapaz não gosta de mim. Ah, mas quem dera se gostasse. Toda aquela coisa brega de mulherzinha apaixonada que se passa na minha cabeça poderia se tornar realidade. E olha que nem é amoooor, hehehe…
O que importa aqui é que o gosto dele não bate com o meu. Senão não estaria a escrever isso aqui. E hoje descobri coisas faladas a meu respeito que só corroboram a grande impossibilidade de isso tudo mudar. Mas na boa: é o gosto dele. Não posso mudar isso. Por mais força que pudesse fazer, por mais charme que pudesse jogar (que fique claro que não é meu forte at all, então seria furada do mesmo jeito), não posso mudar o que se passa naquela cabeça e naquele coração. E o que eu posso fazer? Partir pra outra, como qualquer pessoa sã, maior de idade, esclarecida e vacinada.

Minha avó vê todos os milhões de telejornais da tv, de todos os canais. Minha mãe vê todas as novelas da Globo. E algumas de outros canais que encaixam no horário dela. Eu não vejo jornal. Nem novela. Mas vejo tudo quanto é seriado, sitcom, reality show. Amo. E as duas odeiam. E questão de gosto. Ou a falta dele.

E a vida gira em torno disso, é verdade. Aquele máxima babaca mas que faz um puta sentido: “o que seria do azul se não fosse o amarelo?”

Já dizia o lindo Tom Jobim, “se todos fossem iguais a você, que maravilha viver”. Na verdade o que eu penso e você também(não me engana não!!!) é que seria uma maravilha mesmo viver se todos fossem iguais a nós; nos conhecemos, sabemos do que gostamos ou não. E sabemos lidar conosco (tá, nem todo mundo sabe lidar consigo mesmo)!

Ao mesmo tempo, acho que faz parte. Faz parte eu gostar de rock e minha mãe de mpb. Faz parte perder meus dias olhando pro tal carinha, que olha pra uma menina, que está de paquera com um outro, que na verdade não gosta dela e sim de outra, que não gosta de ninguém, afinal. Gosto é gosto.
Faz parte ter um bando de gente com um gosto estranho, torcendo pelo Vasco, Fluminense, Grêmio, Cruzeiro, Atlético…


Faz parte todo mundo gostar de coisas diferentes. E eu sei disso. O problema é que só hoje fui me dar conta de que a vida é assim. O lance agora é me adaptar a este admirável mundo novo recém descoberto por um ser de 25 anos e diploma universitário…definitivamente ainda há muito o que se aprender na vida…

*Filme francês bacana. Procura no Google.

Sonhos*

Tenho sonhado. Sonhos loucos, sem sentido e muito bons, por vezes.

Sonho que viajo. E que vou a Paris. E por lá fico um bom tempo. Sonho que encontro uma pessoa e tudo fica muito especial, mesmo tendo a distância nos dado um chá de cadeira; mesmo sem saber o que realmente tem entre nós.

Sonho com tragédias, com segredos descobertos que afetam muita gente.

Sonho com tudo aquilo que meu coração deseja.

Sonho com dias melhores. Sonho até mesmo com os dias ruins que tenho tido.

Sonhar é algo muito divino. Nos permite viver, nem que seja por um instante, aquilo que tanto queremos. Ou mesmo nos dá um preview de coisas ruins que se passam na nossa cabeça.

Eu admiro, de certa forma, pessoas que vivem sonhando acordado, com dizem por aí. É, muitas vezes, viver na enganação, mas de certa forma elas vivem aquilo que desejam, fazem da vida aquilo que o coração manda.

Infelizmente tenho vivido muito a realidade. A realidade dos desejos não tidos, dos problemas não resolvidos. Vivo até mesmo a realidade dos problemas alheios. Vivo cultivando um sofrimento que não tem me levado a lugar nenhum. Não que eu queira vivê-los, mas eles são a minha realidade.

E agora só tenho feito questão de dormir, sem ao menos fazer algum esforço. Durmo pra viajar nos meus devaneios, viver a vida, viver, literalmente, meus sonhos. Viver de viagens em Paris, de trabalhos e mochilão nos EUA, de passeios e contratempos em Setembro, de um futuro de sucesso.

Sonho com palavras não ditas, as vinganças frustradas, atitudes não tidas. Sonho em voar e ser heroína. Sonho a vida que sempre quis ter.

Hoje não tenho muitas ambições. Dou-me por satisfeita – até segunda ordem – só em sonhar. Fugir um pouco da vida que tem me dado bofetões na face. Fugir das coisas que não sei consertar e daquelas que nem sei se devo.

Eu só quero dormir. Dormir um sono profundo, com sonhos que, mesmo que sejam ruins, são apenas sonhos. E eu vou continuar saindo no lucro.

 

* convenhamos, que título brega, mas não arranjei outro
p.s.:Como isso é possível? Passar mais de uma semana sem inspiração e de repente sua cabeça explode de pensamentos e idéias? Assim não dá, tem que ser em doses homeopáticas!

De Ontem Em Diante *

O mundo é uma grande decepção… Se antes da minha concepção alguém tivesse me dito que seria esta merda, juro que não teria o menor orgulho em ser o espermatozóoide vencedor. Venci o quê? A corrida pro inferno?!?! Só se for.

Engraçado dizer tudo isso, porque na verdade, talvez todos estejam certos e eu errada. Se todos dizem a mesma coisa, provavelmente ela é verdadeira. E então é melhor eu acreditar.

A partir de agora, não só de agora, porque já venho acreditando, mas por uma questão de estabelecer o marco, é a partir de agora que assumirei para o mundo quem eu realmente sou.

A partir de agora eu assumo mesmo. Sou grossa. E por mais esforço que faça, continuo grossa. De mau humor, de bom humor… o que interessa é que sou grossa. Sempre, com qualquer um.

A partir de agora, eu assumo. Eu pareço um homem. Não, não sou traveco. Mas pareço um homem. Devo ser forte como um, rude como um, devo me vestir como… Sou um homem. E sou gay, já que minha preferências é por homens também.

A partir de agora eu admito. Eu escrevo direitinho. Sempre diziam isso e eu não aceitava porque não achava verdade. Não acho, ainda. Mas assumirei a qualidade. Porque qualidade é algo que dificilmente vêem em mim. Se quem me procriou não vê, por que mais alguém veria, certo?

E declaro, pra quem quiser saber. Sou feia. Beleza não me foi dada. Minha genética só atrapalhou, principalmente depois que juntou com minha personalidade formada. Beleza não entra na lista de qualidades. Não muita coisa entra, mas beleza também não. Ainda tem aqueles que, tentando consolar dizem: “que isso, não fala assim não”… chega a ser engraçado.. ninguém discorda de você.. Até podem tentar,mas é claro e alvo que é por uma questão de consolo….

Em contrapartida, gordura me sobra. Engraçado, né? Minha gordura é inversamente proporcional à minha beleza…e vice-versa. Ser gorda eu já admitia. Mas fica na lista.

A partir de hoje, eu declaro: sou preguiçosa. Você deve ter pensado: “ah, mas isso também sou, isso todo mundo é”. Não. Eu sou preguiçosa de verdade. Pecaminosamente preguiçosa. Com certeza morreria em Seven – Os sete pecados capitais – por este pecado. Eu sou capaz de dormir, literalmente, o dia todo. Principalmente se ninguém encher a paciência.

A partir de agora eu aceito. Fui, sou e serei sempre solteira. Sim, claro, a tão chamada solteirona. Ou seria solteirão? Bom, o que importa é que, aparentemente, eu não me importo. E devo ficar sozinha mesmo… Acho que passo uma imagem de “independent woman”(ou seria independent man?) e para os outros basta achar que eu me basto. Até porque, convenhamos…mulher que parece um homem… gorda(o), grossa(o), feia(o), preguiçosa(o)… não dá em muito lugar, né? (sem trocadilhos, por favor…)

A partir deste post digo: eu sou a futilidade em pessoa. Em tempos como este, tempos de assumir quem realmente sou, só o que me faz feliz é um celular novo. Ou uma blusa nova. São exatamente como maconha. Dá um barato e depois volta tudo à mesma merda. Mas quem se importa, né?

A partir de hoje, por final, eu admito. Sou estranha(o). Ou estou sendo. Estranha(o) ao repelir pessoas, a esperar delas coisas que eu nem devia esperar da minha sombra. Estranha(o) ao querer sumir, a não querer conversar, a querer morrer, a querer mandar todo mundo ir se catar. Estranha(o) ao oscilar de humor de forma tão drástica que tenho a impressão de que vou enlouquecer a qualquer momento. E estranha(o) por esperar que todos tenham paciência, se eu mesma já perdi.

Bom… isso tudo. Assumindo isso tudo. Sou grossa(o), homem, feia(o),gorda(o), preguiçosa(o), solterona(ão), fútil, estranha(o). E um bocado de outras coisas. Não quero aqui, fazer um relato de auto-piedade. Mas sim uma declaração de tudo que sei que sou. É minha forma de dizer a quem interessar, que eu sei quem sou, não precisa ficar avisando.

Resumindo: o próximo que me encher a paciência vou mandar tomar no orifício que sol não doura.

*Poema de Teatro Mágico. Remete à minha infância, quando eu não assumia nada disso aí em cima, porque eu não era nada disso aí em cima.

Amigo… essa é pra você!

Pensei que nunca mais ia ter sua amizade… Depois de tanto tempo separada de você, meu coração começou a se acostumar com sua ausência.

Acho que batalhei muito contra meus sentimentos. Não era possível não estarmos mais convivendo, você sempre foi tão essencial pra mim! Lembro-me até, quando passsava os finais de semana na casa da minha avó, e meu tio ainda era vivo… aprontávamos umas poucas e boas! E meu tio sempre conosco… minha avó já não era muito de dar atenção. Não que ela não te quisesse bem, mas tinha um certo preconceito, devo admitir.

Depois que meu tio faleceu, eu não sei, acho que a lembrança de nós três era muito forte, e eu não tinha mais tanta coragem assim de estar com você, era muito estranho pra mim, a sensação já não era a mesma.

Aos poucos comecei a cogitar na idéia de te procurar. Não sabia o que você pensava a respeito, afinal, você também nunca mais apareceu em minha casa. E eu respeitei o espaço que parecia importante pra ti. E pra mim também. E depois de muito tempo te encontrei e como você me fez mal! Como estar com você, até ânsia de vômito me dava! Tudo de ruim me dava, desde que começaram alguns boatos. E eu me deixei levar por todos eles. Fui covarde de não perceber que também tenho um passado não tão bonito quanto gostaria. E não tão diferente do seu. E me afastei de novo. E achei que seria pra sempre.

Mas hoje não deu. Hoje eu sabia que era o dia que tudo se acertaria nessa amizade que temos desde criança, desde às idas na casa da minha tia, no méier, desde meus finais de semana na casa da minha avó, desde o apoio que eu precisei de você, quando meu tio faleceu e não estaria mais lá conosco…

Hoje eu saí do trabalho obstinada a fazer tudo dar certo. E, ao seu encontro fui eu. Sabia que você estaria lá. Sabia que dali não teria como fugir de mim. E cheguei em casa contente, contando à minha mãe sobre nós dois. E ela ficou feliz, ela também gosta de você.

E então, peguei uma faca, o pote de margarina e começei a te preparar, com todo o gosto e vontade do mundo. E lá estava! Você, meu pão francês com mortadela! Como era bom estar com você de novo, suprindo minha fome e vontade de comer!

Espero mesmo, que a partir deste novo reencontro a gente possa se acertar! E vê se não some, por favor! Você é tão importante, que tive que me expressar aqui. Amigo…essa foi pra você!