Como Ser Sutilmente Humilhada Em 2 Atos.

Sábado de sol. Cara-a-tapa vai a evento onde encontraria amigos.

– Nossa, quanto tempo!!
– Pois é, tava sumida…
– E como vão as coisas?
– Vão bem, tudo na mesma.
– E a faculdade? Terminou?
– Claro, em 2007.
– Ah é, me esqueci. E a OAB? Fulano e Ciclana conseguiram agora.
– Pois é!!! Fiquei sabendo. Mas não tirei ainda não.
– Mas tá trabalhando, então.
– Não, nem to.
-Ah…

Trinta minutos depois.

– Porque eu to ficando velha, com quase 25 anos!!, reclama a moça.
– Fala sério, né. Você é a mais nova da mesa, consola Cara-a-tapa.
– Tá mas poxa, to fazendo facul mas só termino ano que vem, só tenho um estágio e estou solteira.
– Po, então tá tranquilo, po. Eu to com 28, interrompe um rapaz.
– Pra você é fácil falar, né? Já tem profissão, trabalha e tá namorando, aí é tranquilo de chegar aos 28, diz a moça.
– Então tá, né. To com quase 27, sem profissão definida, sem emprego e solteira, diz, humilhada, Cara-a-tapa.
Moça faz cara de constrangida/’tadinha dela’


Só não me sinto pior porque eram pessoas queridas e mau nenhum havia nas conversas. MAs ó, conhecendo maneira mais bacana de humilhação, só comentar!!!

Devaneios De Uma Madrugada Qualquer

Tenho me sentido meio xiita. Não que eu vá sair por aí matando por conta das minhas convicções religiosas e políticas.

Confesso que sinceramente, não seria uma má idéia. Faria um serviço à comunidade, o povo seria mais feliz, poderia até rolar uma medalha de honra ao mérito. Mas não, não é disso que se trata.

Pensei em fazer uma tatuagem. Pensei em raspar a cabeça. Pensei em fugir de casa. Nada disso faz sentido por questões óbvias.

Fazer tatuagem requer dinheiro; não só dinheiro mas uma noção definida do que se quer tatuar. Sem contar que tatuagem na altura do campeonato seria mais do que simplesmente uma afronta à minha família. Dinheiro eu não tenho; na verdade tem até gente esperando por isso e simplesmente não tenho como cumprir com meus compromissos. Isso, dívidas, mas passemos adiante.

Eu não tenho muita certeza do que gostaria de tatuar. Certo, até teria, porque tenho 2 opções e 1 delas é certa. Mas tatuar aonde? Pode ser até na bunda, porque realmente não sei aonde. Já pensei nos lugares mais interessantes mas ao mesmo tempo não sei se seria realmente legal. Sem contar também, que por algum motivo babaca, acho que deveria fazer as tattoos como forma de pagamento a mim mesma por ter sido um bom ser humano. Ou por ter emagrecido. Ou porque quero ver a casa cair, sei lá.

E tem essa parte que é pior: minha mãe teria uma síncope o dia que me visse com um desenho no corpo. Ta, oi?!? Eu tenho 26 e meio, dane-se. Deveria ser assim mas meus 2 anos de terapia não fizeram o efeito desejado. Ainda.

Raspar a cabeça foi a coisa mais prática que pensei nos últimos dias. De uma criatividade do cacete e muito, mas muito audacioso da minha parte. Mas pensar na minha cabeça grande, alimentada pela serotonina que hoje me falta e sem cabelo, me faz pensar mais um pouco sobre o assunto. Por que raspar? Bem, pesa o seguinte: você não tem muita força pra existir, não nasceu com o cabelo maneiro e precisa tirar cerca de 300 tranças finas de hasta da sua cabeça e refazê-las. Do jeito que ta me dá vergonha mas não me movo pra tirar ou nem penso em marcar com as angolanas esquisitas no salão fuleiro. Cabelo ruim sofre mesmo. Nego reclama de meia dúzia de cacho bonito mas não sabe o que é cabelo crespo, de ‘afro-descendente’.

Sério, raspar a cabeça seria uma ótima solução, mas acho que pra achar emprego seria difícil. Só se eu mentisse dizendo que faço quimioterapia mas não brinco com câncer. Depois que eu nunca raspei a cabeça e não sei como meu cabelo cresceria. E ainda teria que explicar pra Deus e o mundo que tive um surto depressivo e achei que seria uma solução rápida pra pendência que não tava afim de resolver.

Fugir de casa é super 1990. Principalmente considerando o fato de que eu não sou mais nenhuma garotinha pra achar bacana sair por aí com uma sacola e achar que o policial da 19ª teria pena de mim e me traria pra casa após algumas horas achando que sou dona do mundo, das ruas e tudo mais. Depois rolaria um esporro básico, a família perguntando que merda preenche minha cabeça, minha mãe me culpando pelos problemas de saúde que outrora não tinha e por aí vai. Seriam semanas de inferno, mas oi, I’ve already been there.

Finalmente estou ficando com sono. Exatamente às 2:24 da manhã de 14 de agosto de 09. Meu corpo coça, passa Friends na Warner e amanhã quero acordar antes do meio-dia pra ver um programa de tv. Derrota define.

Aliás, derrota parece ser meu grito de guerra. E se pensar bem, derrota é goxtoso (sic) de falar. Rrrrrrrrrrrrrrrrrr. Não é qualquer pessoa que pode sair por aí dizendo essas coisas, mas eu tenho respaldo. Tenho cacife. E se posso me orgulhar de alguma coisa na vida, é de ser uma derrota. É a única coisa da qual posso me gabar, anyways.

Deixo esse post pra reflexão. Se você é uma derrota, junte-se a nós derrotados (fato de que você conhece alguém) e dê pulinhos de idiota derrotado!

Vou dormir pra continuar a amanhã. Cansei de tentar existir por hoje.

P.s.: eu postaria com mais freqüência, mas a falta de vida me limita um pouco. E pra reclamar dos fatos básicos de todo dia tem o Twitter. Porque nada melhor do que reclamar em 140 caracteres.

What’s Up*

Eu queria saber em que momento da minha corrida acirrada ao óvulo de minha mãe, eu pedi pra ser assim. Também gostaria que me explicassem a parada dos genes do pai e da mãe. Não que eu me importe com Biologia, to pouco me lixando. Mas queria entender como tudo consegue dar errado aquele que um dia teve esperança de dar certo.
Juro que andei pensando que, talvez, eu tenha sido um espermatozóide curioso, não vitorioso… tipo.. larguei antes e saí entrando pra ver qual era a da parada, porque NADA FAZ SENTIDO.

Minhas semanas voltaram a ser a eterna confusão de absolutamente tudo misturado – isso mesmo – e eu não sei como resolver 1/3 dos meus problemas. Porque falar – como muito e quase todos fazem – é muito fácil; mas colocar em prática normalmente é difícil, principalmente quando sua mente corre pro lado contrário.

Voltei a pensar em coisas trágicas e formas trágicas de tornar tudo trágico. Porque, como boa dramática que sou, cansei de escutar que me faço de vítima, de coitada, que não aceito críticas. Cansei. Não porque eu aceite críticas; mas berrar comigo não funciona. E é fácil demais exaltar as coisas ruins, mas as boas eu fico sentada esperando e batendo a cabeça de cochilar, porque não vêm.
Posso estar exagerando? Posso. Mas considerando a situação fática que me encontro há 2 anos, deveriam ter um pouco mais de paciência ou compreensão. Não quero ninguém “sentindo a minha dor”, mas quero que respeitem o que eu penso e quem eu sou.

Cheguei num ponto em que estou desistindo dos meus amigos. Não que eles mereçam ser desistidos, mas ele não merecem conviver com alguém que reclama 90% do tempo sobre coisas que ninguém pode consertar. E quando não sou chata sou insuportável com meu sarcasmo, ironia, sinceridade e tantas outras coisas ruins. Então não os procuro, muitas vezes os evito e muitos deles nem lembram que cá estou com minha solitude. Não são todos, mas alguns.

E, sinceramente, se o básico que é cultivar amigos e manter o mínimo de sanidade tem sido difícil, se com o mínimo de animação eu não consigo cumprir metade das coisas que deveria cumprir num dia, quiçá passar num concurso; sair de casa e conhecer alguém interessante. E tantas outras coisas.
Cheguei ao ponto – melhor, voltei -de não conseguir me comprometer com as pessoas, furar e não dar satisfação, dormir a maior parte do dia, isso quando não estou comendo. E quem deveria entender, reconhecer, ajudar, faz vista grossa, porque, por ironia do destino, a prática da profissão no âmbito familiar é algo impossível.

Não quero piedade, pena, caridade ou favor. Na verdade eu não quero nada de ninguém. Minto, quero muitas coisas. Mas como estou, não terei nada de ninguém, porque estou como aqueles que as pessoas fogem; tipinho de gente desagradável que quando resolve conversar quebra o clima tranquilo da vida da pessoa do outro lado.

Se eu posso me ajudar? Posso. Estou tentando. Mais uma vez. Mas desta vez não vejo esperanças. Me sinto num túnel sem luz no final, num labirinto sem saída. Vislumbro um futuro nojento pra mim e não consigo parar de pensar nele todos os dias, – literalmente – mas não me movo pra modificá-lo. Não que não queira, só não consigo. E o papo de “Você tem que tentar”, não funciona com pessoas como eu. Não é má vontade, é simplesmente mais forte do que todos os estímulos cerebrais que deveriam me impulsionar.

Hoje já não sei se peço pro mundo acabar amanhã, se espero ser atropelada por um ônibus na Presidente Vargas, se espero definhar afundando na cama… Porque pensar no futuro que acho que está reservado pra mim me faz tão mal – e sim, nem isso me faz mudar. E não é falta de desejo – que não quererei vivê-lo. Eu velha, desempregada, solteira e morando com minha mãe… pior do que todos os meus pesadelos.

Agora, que remedinho fez efeito, vou deitar-me e sonhar com o nada, ou com tudo aquilo que sonho ter na vida e não vejo caminhos hábeis ou habilidade para alcançá-lo. E nem no mérito de que não sou inteligente eu vou entrar porque é um trauma bem guardado, já que resolvido não será.

Indo contra todas as minhas crenças – mas acredito piamente que Deus sabe que não estou no meu melhor juízo – perdi minha esperança de um futuro qualquer. Porque o futuro que acho que terei já estou vivendo e no limite, a passo de pegar meia dúzia de roupas e parar no 1º abrigo da prefeitura que achar.
Não, nem iria pra abrigo porque sou medrosa. Mas esse monstro tá dormindo também.
Tenho uns outros no coraçãozinho mas que quanto mais os verbalizo mais sofrimento e traz. E de sofrimento bastam-me os causados no decorrer desses dias que não chamaria de malditos, mas infortúnios.

Partindo pro fim de semana do cobertor, televisão, biscoito e cochilo. Porque, por enquanto, aparentemente, só isso posso me permitir a fazer sem chatear alguém ou me irritar ao ponto de acabar fazendo coisas que não quero.
A esperança – e única – que tenho dentro de mim é que pelo menos na minha cama eu posso ficar, deixando o mundo rodar lá fora, pros felizes, otimistas e obstinados. Eu não faço parte dessas categorias.


*Now playing: 4 Non Blondes – What’s Up?
via FoxyTunes

Exercitando a arte do masoquismo

Eu tenho um pé lá. Eu gosto. É a única explicação pra, depois de horas a fio, realizar que o que estou a navegar na web realmente não me traz nada de saudável, pelo contrário: coloca um desespero tão grande dentro de mim que saio daqui e vou dormir aflita. Aí nunca sei porque acordo me sentindo mal.

Mas meu mal mesmo é ser idiota, já falei isso algumas vezes. Pelo menos eu assumo. Tem gente que vive em negação.

2:58 a.m. E eu com papo de maluca. E o sono chegando, melhor, super aterrissado, mas a bobinha prefere mesmo é ficar aqui exercitando essa coisa tão boa e saudável que é a inveja.

Eu gosto de sofrer mesmo. Só pode ser.
Mas sofrer não faz bem. E eu não fico bem.
Eu sou uma contradição?

Cara, quem eu sou?

Post Scriptum: esse masoquismo aí do título nada tem a ver com o sexual, seus pervertidos.

Bondade é pros Fracos

Sem qualquer modéstia neste momento – e talvez seja exatamente nisso que peco – sou um ser humano raro. Sério. Deus me fez com carinho mas esqueceu um pouco da beleza. Mas de fato sou uma boa pessoa.
Hoje passo meu dia reclusa no meu quarto, desde às 5:15, hora em que cheguei e discuti e consegui ir pro meu quarto enfim, até o momento em que escrevo aqui essas palavras. Tiro, porém, os momentos em que liguei essa máquina e comi pão na chapa com Coca-cola e tomei banho. Não haveria motivo para isso se eu não me sentisse culpada por ter tido uma ótima noite regada à diversão e amigos. Deus me fez boa filha, boa, neta, boa sobrinha, boa prima; e só não sou boa irmã por falta de um(a).

‘(In)felizmente’ tenho a ‘péssima’ tendência a colocar a vontade alheia à minha. E por mais que tente agradar, estou sempre sendo desagradável, porque, por um momento de prazer que creio ser meu direito, desagrado tanto que essa insatisfação criada poderia servir por uma vida inteirinha…

O que mais me perguntam é como consigo ser assim. Como consigo, literalmente deixar de viver para não fazer os outros infelizes. Ceder tanto de mim e da minha vida no auge da minha vida. E no final, infeliz fico eu, seja por tentar evitar a infelicidade alheia ou por tentar ser e estar feliz com um pouco, e ver a tragédia em que isso se transforma.
Também sou boa amiga, não nego(como disse acima, a falta de modéstia é quase que o tema central deste texto). Tento me convencer que sou egoísta mas não sou, minhas atitudes falam por mim. E nem é por falta de tentativa. Mas isso não me faz infeliz não, mas tentar agradar todos ao mesmo tempo pode causar certas dores de cabeça.
É o que eu chamaria de uma pseudo tentativa de “Síndrome de Jesus Cristo”. Até tento salvar tudo e todos e no final creio que só crio confusão.

Confesso: fico triste em não ser egoísta.
É por isso que me sinto uma perdedora. Ou ‘vencedora’, citando meus queridos Los Hermanos: “faço o melhor que sou capaz, só pra viver em paz”. E é por aí. Sou perdedora porque perco de mim pra fazer os outros. Mas venço em tentar encontrar a paz nessas atitudes. Essa paz, infelizmente me custa mais caro do que meu bolso está disposto a pagar.
Paz esta, mais cara do que pessoas ‘normais’ costumam se propor a pagar. Não digo isto por me sentir melhor ou superior, mas sim por ser mais boba, mais trouxa ao ser tão boazinha assim.

Minha bobeira me faz insistir no ‘ininsistível’, desistir dos meus sonhos pela simples questão de ter a tal paz que busco sempre e nisso abdico do que considero ser direitos por mim adquiridos.
Sou boba até quando se trata das piores questões que assombram meu falido viver; e vos digo: o amor. A bobeira não se trata apenas por eu não ter coragem de correr atrás do que quero, no sentido de enfrentar minhas vergonhas e limitações e falar o que se espera ser falado. Ao invés disto, desisto ‘fair and square’. E não! Não me sinto mal por isto. Fico feliz com a felicidade das pessoas. O amor não correspondido que outrora me assombrou algumas vezes, tantas vezes, se transforma facilmente em felicidade pela felicidade alheia. Não sei quem me ensinou a ser assim, se foi Deus quem benevolamente me fez pro bem.
Desisto também de quem mal quero. O mínimo conflito de interesses fugazes me faz passar a vez. Não me vale a pena. E poxa, por que ser má, por que amargurar o que não vale a pena? A vida já é por demais amarga para continuar regando esse tipo de sentimento.

E escrevo estas palavras por ter escutado de uma amiga e de certo modo também ter confessado a mim mesma que essa sou eu: boa, boba, tola. E se já não sou muito feliz assim, prefiro nem conhecer algum possível lado o oposto que teoricamente eu teria.

Agora choro. Choro por perceber que bondade não tem recompensa. Até nos atos de maior relevância, ser boa é ser mal interpretada. Que bondade me garante uns bons amigos – que quando bem escolhidos não se aproveitarão dessa minha característica – é inegável. E disto não reclamo; os meus, a não ser que sejam exímios atores, me são bons de verdade.
Mas com amigos bons, com uma vida melhor que de muitos, com uma boa índole e um bom coração, atitudes positivas para com outros (nem sempre comigo), continuo sendo uma pessoa incompleta que já passou da beira da autodestruição.

Acredito ser válido tentar acreditar que um dia atos de bondade serão recompensados. Acredito que talvez seja necessário acreditar no equilíbrio das coisas para manter aquela pequena chama acesa que me permite continuar vivendo. Porque, se algum dia, eu realmente me pegar realizando que de nada me vale ser assim – e não, não o sou por busca de recompensas, apenas sou – de verdade, não me valerá nada viver.
Diferente disto nunca serei, não consigo. Minhas essência é translúcida e seu cheiro exala nos poros da pessoa que me tornei depois de vencer a corrida dos espermatozóides.

E hoje, eu, pessoa boba não sou nada, tampouco alguém, porque a bondade que tenho no coração e que carinhosamente afaga um cachorro labrador às 5 da manhã, é só mais um alguém a levar rasteiras de um ríspido mundo que considera essas minhas ‘propriedades’ como um grande amontoado de fraquezas.

Santa filosofia dos embalos de um sábado de setembro…

Tipos que hoje é sábado.
“Dã. E daí?”
Pois é. E daí que nada. Assim tem sido meus sábados.
Hoje conseguir enrolar na cama até 12:00. Sim, eu disse enrolar.. Tava com calor… E nem me pergunte de onde veio, porque eu sei que o tempo não tava pra isso…

Então tá. Vamos lá. Café da manhã. Pão francês com pasta de atum.
Dez minutos depois de terminar, digo: 10 minutos depois, me chamam pra almoçar… Só podia ser brincadeira, né? Oi?!? Acabei de comer pão?!?! E nem tirei o miolo?!?!

Tentei ver o filme que tinha tentado ver durante a semana mas dormi antes de terminar. Deu a mesma coisa. Dormi. Mas confesso, durante minha adolescência foi um filme que via vááááárias vezes. “O Chacal”. Tá, isso pode dizer alguma coisa sobre minha personalidade, sei lá. Vi umas 5 vezes, lembrando com esta memória ruim que eu tenho…

Aí resolvi levantar. Computador. Ninguém. Orkut: parado. Twitter: parado. Msn: parado. Cacete. Nem e-mail eu tenho (minto, eu recebi as notícias do STF e STJ but who cares?!?! leio depois, não num sábado)…
Depois de muito pensar, resolvi: vou ao California Coffee. All by myself como dia a música lá de Bridget Jones, mas que eu já conhecia na voz de Celine Dion. Serinho…. umas 2 horas pra tomar coragem.. Mas eu tinha que pegar meu livro também.. porque que peço as coisas pela internet e que sejam entregues na loja (pra não pagar frente, não sou boba e estou desempregada), ninguém nunca liga pra avisar que chegou…

Mas po, fala sério, só depois da novela das 6. Sério, to vendo novela. Pasmem. Eu também estou pasmada (eta palavra feia da p#$%¨)…

Tomei banho, recebi um convite pra uma festa que “vai ser super legal” em Copacabana. Neguei e mantive a promessa feita à minha sombra: café no California Coffee…
Saí e minha mãe pergunta: sozinha? Com MUITA DOR NO CORAÇÃO respondo que sim. E nem era mentira, antes fosse…
Encurtando meus embalos, porque vou ver um filme daqui a pouco e ainda quero jogar…..
Encontrei uma amiga linda, que está noiva… todos os meus amigos estão se comprometendo, Jesus…
E resolvi tomar uma taça de vinho. E descobri que não tinha dinheiro na carteira! Yay! E nem cartão! Yay! Se bem que este é bom não estar… depois do estrago que fiz…

Bom, fui pra uma deli do lado do Outback, (coisa tentadora, não?) e tomei uma taça de vinho enquanto lia meu livro sobre a legitimidade dos atos administrativos.. Cara… parece chato mas não é. E foi tão bom, ser lonely naquele momento.. mesmo eu tendo chegado no shopping cheio de amor frustrado por conta dos milhões de casais de namorados e eu lá, só, querendo uma taça de vinho e a única companhia que pude arranjar foi um livro…

Mas então.. foi isso. Nada de bom pra contar. Só pra dizer que tomei uma taça de vinho sozinha lendo um livro de Direito pra uma prova que provavelmente não irei passar (não é pessimismo e sim realismo, visto que ainda faltam tipo umas 600 páginas pra ler em um mês, mais ou menos.. e não, eu não leio rápido porque demoro a começar… é sinistro…).

Cheguei. Vou ver Cidade dos Sonhos. Vou tentar pela milionésima vez, porque sempre estou com sono. Mas vou beber uma taça de vinho ruim daqui de casa com umas pastinhas.. Essas são de graça! 🙂
E continuo sozinha. Quem quiser me arranjar uma namorado to aceitando, valeu? Mas por favor, leia “algumas instruções” antes de me apresentar alguém.
Liguei pra um “quase alguma coisa, não sei bem o quê” e ele não atendeu. Tranqüilo. Também não ligo mais. And I mean it!!! To igual à musica da Ana Carolina “Hoje eu tô sozinha, não sei se me levo ou se me acompanho…” Terrível.

Caracas, esse post tá ridículo, derrotado. Hoje é sábado e eu digitando um post meio que reclamando da vida; de estar sozinha; da falta de dinheiro e porque não, do edital de mestrado em filosofia que saiu. Aff!!!! Faço ou não faço? Nem tem muito o que ler, só 2 tópicos. Mas aí vou ter que fazer um projeto de pesquisa e discorrer sobre um entre os 2 temas.. É viajar um pouquinho…
Tá, não vou fazer.
Tá, parei de falar em futuro porque to meio que perdidaça!
Valeu, fui!

update: não estou vendo Cidade dos Sonhos. Não tomei vinho ruim e nem comi pastinhas com torrada. Meu MSN não tá bombando mas agora tá maneiro!!!!