Hoje Eu To Sozinha

Madrugada de sábado de uma semana cheia de dias livres.

Acho que de certa forma aproveitei tanto a penca de feriados que viciei em companhia.

Passei a noite de sexta faxinando cozinha e fazendo jantar. Comecei a fazer dieta.

Tive companhia pra jantar, ao menos.
E agora estou sozinha e com dor na coluna e pensando aqui o quanto estou lutando contra o sono que sinto.

Queria conversar. Queria meus roomies em casa e estão todos na rua. Na verdade um está na rua; outro na estrada e a outra em SP.
Restou eu e minha sombra, minha garrafa de chá, meu livro de arquitetura na cama, ao meu lado.

Escutei Casuarina e Marisa Monte. Achei digno dar espaço pra Chico(Roda-Viva, neste momento).

Acho que amanhã vou passar na casa da minha mãe. E da minha avó.

Entrou uma mariposa no quarto. Ela bate nas paredes e faz barulho. Incrível a quantidade de mariposa que entra nessa casa. Mais espantoso ainda porque não tem muita árvore na redondeza.
Tentei matar, desculpe ambientalistas mas bicho fazendo barulho e voando loucamente e que com certeza poderia me atacar durante o sono, não estava disposta a mantê-la aqui.

Cortei meu dedo. Resultado da loucura que foi essa casa ontem, véspera de dia útil, fato que pouco pareceu importar pela quantidade de álcool ingerido. Com direito a ida à Lapa pra beber mais. Coisa de gente sem juízo.

Preciso parar com isso.

Irei a Pelotas em junho. To feliz, mas já estive mais. Meu humor hoje tá sofrendo de frustração. Não queria estar sozinha.

Fui ao médico. Odiei com todas as poucas forças que me sobraram. Marquei um outro. Fui viver a vida e viajei no dia da consulta. Terei que me render ao médico-monstro. Mas não acho o remédio que ele receitou. E não fará efeito até a próxima consulta.
Médico-monstro. Incrível. Super combina com ele.

Comprei 2 livros de arquitetura. Achei interessante. Um deles parece livro de criança. Super fino e com muitas figuras. Arquitetos tem sorte nesse sentido. Um livro pesado se torna muito mais agradável quando rola pausa pra apreciar figuras.

A mariposa sumiu.

Estou com sono. Não consigo me render a ele. Acho que tem algo a ver com deixar algumas coisas fugirem. Mas, se eu pensar que poderia estar descansando a mente da frustração dessa noite, seria interessante.

Mas Chico Buarque deixou tudo mais interessante.

Tem horas que realmente faz falta uma pessoa pra fazer companhia. Sentar e beber chá. Ir num bar. Beber vinho. Ver tv. Fazer nada.
Tem horas que realmente faz falta um namorado.
Não que eu ache que seja o melhor momento pra se ter um namorado. As if alguém olhasse pra mim também.
O máximo que consigo é amigo gay me pedindo beijo. Zoera. Carinho. Nunca trocamos.

Hoje eu to sozinha e odiando cada momento. Enquanto limpava a cozinha e fazia comida foi ok. Eu fico meio Monica Geller e obceco. Esqueço o mundo e foco na perfeição da limpeza e da comida.

Me dá preguiça de acordar às vezes. Acho que é isso. To com preguiça de acordar amanhã. Se eu não dormir, não vou ter que lidar com a preguiça.

“Olhos nos olhos, quero ver o que você faz ao sentir que sem você eu passo bem demais”

Queria comprar peixe na feira amanhã. Mas eu não sei fazer peixe. Será que os caras limpam? Seria meio caminho andado.
Acho que vou na xepa. Tem uns legumes bem baratinhos. E agora estou de dieta, preciso comer essas coisas.

Acho que vou fazer peixe domingo. Acho que tem cara de comida de domingo.
Qual peixe é bom pra fazer assado? Alecrim é bom pra colocar de tempero, né?

Queria roupas autolimpantes. Lavar roupa é chato. Fazer rodízio pra usar a máquina me irrita.

Achei que era mais cedo. Já está tarde.

Vez ou outra fico tentando imaginar o que minha mãe pensa de mim num fim de semana na minha casa. Deve pensar que estou curtindo a vida adoidado. Certeza que ela pensa. Mal sabe ela.

Talvez já tenha dado desse dia. Talvez eu deva dormir. Acordar de ressaca hoje não foi fácil e meu corpo agradeceria o carinho de uma boa noite de sono sem hora pra acordar.

E amanhã preciso ir à lavanderia, à feira, lavar roupa e ir na mãe.

É, melhor ir dormir.

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Nem só de álcool se embebece* o homem.

Tenho andado com preguiça de dormir. De noite mesmo. Não quero.
Engraçado que não é porque quero aproveitar mais a vida, quando não se tem dinheiro, fica difícil. O mundo é caro, o Rio mais caro ainda.

Tô meio encantada por um cara. Eu sinceramente não sei qual é a dele, mas conhecendo o meu histórico de gostar de quem não gosta de mim (e isso pode ser aplicado a QUALQUER HOMEM DA FACE DA TERRA), acho que ele me vê como amiga.
Não sei paquerar, ele não dá lá grandes sinais de que tá fazendo qualquer coisa parecida com isso também. Poderia muito bem arriscar e dizer que tô afim dele, mas esse lance todo de exposição não é muito comigo… Não tenho atitude e não gosto de arriscar. Não sou bonita nem interessante. Faz sentido eu ser forever alone…

Tudo isso pra dizer que ando ficando bêbada de sono e o efeito é parecido com o do álcool. No dia seguinte eu normalmente não me lembro de muita coisa e sempre acordo confusa.

Bottom line, preciso deixar de ser teimosa e ceder aos encantos do sono. E ceder à minha vontade de sair da coordenação e viver minha vida. E parar de me encantar por pessoas, já que o contrário nunca acontece mesmo.

Já tá dando pra morrer e nascer de novo? Tipo mais bonita, bem resolvida, tranqüila e alto astral??

*gente, essa palavra existe?

Bandeira Branca, Amor

bandeira-branca-294x300Petrópolis.
Não rolou. Arrumei tudo, comprei passagem de ida, reservei albergue. Não fui.
No mesmo fim de semana, descobri que minha amiga e minha mãe se comunicam e minha mãe pergunta a ela o que não tem coragem de vir conversar comigo. Estou magoadíssima até agora.

A vida foi difícil, liguei pra minha médica. Marquei consulta. E fui. E aceitei atestado, além de pedir um encaminhamento pra psicóloga.

Como nada na minha vida é simples, na terça, quando peguei o atestado, deu uma diferença no caixa do trabalho, logo na época em que cobri licença da minha colega. Os comprovantes, na verdade, são da época em que ela estava lá. Mas como EU não conferi quando peguei a chave, é como se EU tivesse perdido. E então, como se tivesse perdido uma grana que não recebo nem de salário.
O dinheiro, tampouco os comprovantes, recibos e notas fiscais não apareceram. Minha colega também fez questão de dizer que a culpa foi minha porque ela nunca, em hipótese nenhuma, perderia aquilo. EU perderia. Claro.

Uma pausa:
Antes de conversar com minha chefe sobre a licença, eu falei com essa colega. Ela foi bem bacana, me dando toques, dizendo que sou inteligente, que não posso me diminuir, não posso ser negativa, não posso ficar achando que sei pouco ou que sou pouco pra empresa. Falou que todos perceberam o quanto sou frágil e que temos que tomar muito cuidado com quem se diz amigo e não é e que já teve gente dizendo que sempre que fala algo pra mim eu choro.

Cheguei à conclusão que essa pessoa é ela, depois de pensar um pouco. Mas, overall, tinha achado muito interessante, tirando a parte da fragilidade, porque não sou frágil. ESTOU DOENTE e são duas coisas diferentes e, apesar de não colocar isso à mesa, não acho certo julgar pela capa.

Voltando ao ensejo:

Minha chefe queria que eu nem fosse hoje mas realmente não consegui deixar pra lá. E passei o dia todo hoje, sem que houvesse solução. Conversamos nós três, e a colega continuou colocando a culpa em mim. Assumi, realmente fui ingênua e ela poderia, também, ter me dado o toque de conferir o caixa antes de assumi-lo. Tenho 30 anos e menos de 1 ano de experiência em financeiro. São coisas que a gente não sabe e tals.

Apesar de nada resolvido e a maior torta de climão que já comi – rs –  e eu assumindo a culpa, a colega me olha torto. Estou assumindo que pagarei o valor. Minha chefe acha que estou sofrendo por antecipação, mas não estou. Só acho que tem que ser resolvido logo, porque não adianta ficar enrolando e adiando o inevitável. Esses recibos não vão pipocar, de repente, na nossa frente.

Tudo isso pra dizer que:

Não sei o que pensarão de mim, não sei se deporá contra mim, mas tirei minha licença.

São 2 dias, apenas, que com o fim de semana, se tornaram 4; serão bons pra eu me adaptar à nova dosagem de medicação. Basicamente isso.
Estou saindo de licença num péssimo momento mas que ao mesmo tempo eu não tenho mais o que fazer além de esperar o diretor financeiro falar o que já sei.

É uma sensação estranha porque até durante a consulta com a psiquiatra eu atendi telefonema do trabalho; parece que não consigo me desligar. Acho que de certa forma é uma válvula de escape de mim mesma ou o que tem me feito surtar mais rápido. Mas desta vez, depois de mais de uma mês de insistência, eu cedi.

E estou em paz com Deus. Ele sabe o que faz e sabe do que preciso. E eu sei que preciso cuidar da minha saúde porque seja este ou qualquer outro emprego, nunca manterei estando doente. E o dinheiro? Em paz. Não perdi, não vi, mas assumo. Errada fui eu de não ter visto o erro no momento. A gente se ferra e aprende. E tenta não errar de novo.

E eu só quero paz, respirar fundo e começar segunda-feira 25% no caminho de um novo tratamento que me deixe em paz. Não dá é pra lutar contra um corpo que pede socorro. Ergui a nossa bandeira branca, finquei no chão e vou deixar rolar. Melhor que surtar, né?

Tá Tudo Bem Agora (?)

A gente acha que tá tudo seguindo seu devido caminho até que aparece uma pedra enorme e pronto: você chora na sala da chefe e fala nada com nada, vai pra casa e mistura remédio com bebida pensando seriamente em se jogar da janela, mas acaba sendo achada desacordada no banheiro e vai trabalhar grogue com todos se perguntando o que aconteceu.

Depois a gente abre os olhos e percebe que foi só um sonho. (?)

Muitas coisas, Muito Nada.

Muita coisa mudou desde o último texto. Muita coisa continua a mesma, mas acho que não cheguei a contar. Vamos lá.

No final das contas, arranjei um médico novo, que turned out to be uma médica, por ironia do destino e do plano de saúde. Estamos alinhando remédios, vendo o que dará certo e quando quase surtei na quinta-feira passada, e tive uma consulta de emergência na sexta, tudo indica que meu quadro vai um pouquinho além da depressão, mas prefiro não falar sobre isso, nem falo abertamente sobre depressão aqui (ou falo e nem percebo? falo, né?).
Comentei sobre um psicologo nessa consulta e ficou claro que o encaminhamento só será feito a partir do momento em que eu me sentir preparada pra ir, e eu cogitei mas ainda não amadureci a ideia, veremos.

Nesse ínterim de médicos, remédios e etc, tranquei a academia, obviamente, mas não este mês. A dose de remédios que mudamos de quinta pra cá, e que deve dar certo, pode me dar um pouco de ânimo e coragem pra pelo menos ir pedalar um pouco.
Sobre os remédios. Um tira fome. O outro dá fome. Perdi 4kg (e os ganhei nesse fds sozinha em casa, comendo aquela pasta tipo Nutella, mas da Ovomaltine, coisa de louco, muito boa). Tudo indica que até nisso será bom.

No trabalho, me sinto pragmaticamente humilhada. As pessoas me tratam como uma nada. Até diretrizes que eu deixo claro que me foram passadas, são questionadas.
Esses dias cheguei muito perto de jogar tudo pro alto e pedir pra sair, porque não estava aguentando. Só não o fiz porque não conseguiria me explicar, porque só conseguia chorar.
É muito difícil se fazer entender quando se está descontrolada.
Me lembraram também que eu conversei com a chefe pedindo uma chance, e que ela veio me dizer que conversou com o chefão a respeito e que estão pensando em alguma coisa. Acho que é válido esperar pra ver, mas é muito difícil quando as pessoas olham pra você e dizem que você tem cara de quem serve pão de queijo e guaraná natural. E sim, foi dito na minha cara e eu não posso fazer muita coisa.
Ser recepcionista com uma faculdade nas costas é muito duro. E olha que estou substituindo a colega o financeiro, mas mesmo assim parece que não serei nunca respeitada ou considerada.

Dia das mães foi outro evento sofrido, minha família toda reunida, eu com cara de morte e tentando ser o menos pior possível e mesmo assim foi complicado.

Acho que nunca mais também terei meus amigos como um dia eu os tive. Perdi trejeitos sociais e eles nunca mais me olharão da mesma forma, mesmo que eu volte ao convívio deles. Por isso cogito também a psicóloga. Porque precisarei conversar com quem irá me julgar ganhando pra isso.

Eu tinha muita coisa pra falar, veio muita coisa na mente, todos os dias penso sobre escrever e não o faço. Esvaziei algumas coisas e vou tentar ser menos aleatória. Isto é, pra mim mesma, minhas memórias, que, exatamente como o twitter, o blog é só pra mim mesma, ninguém lê, só aleatórios jogando palavras-chave no google.

Nunca Tive Um Regador

Li hoje no Facebook a legenda de uma foto de uma conhecida: “quem cultiva sempre tem”. E era uma foto do aniversário, com amigos e tals.

Passei a semana inteira pensando nisso, depois que uma colega de trabalho me questionou sobre o fim de semana anterior. Eu sempre fui de muitas opções e hoje me vejo em casa a maioria do tempo. Tudo bem que ultimamente não tenho podido gastar dinheiro, porque simplesmente não o tenho; mas mesmo assim é algo muito estranho.

E foi assim no fim de semana em questão. Sem dinheiro. Mas também não tive convites pra sair. Tenho sim, alguns poucos e fiéis amigos, que vivem uma realidade que não é a minha e isso inviabiliza: filho, saídas caríssimas, trabalho fim de semana, muito estudo, rolos,namorados e afins… Tem sido meio assim com os meus preciosos, que não me abandonam nem quando tenho meus surtos.
Tirando estes, o resto eu fiz o favor de afastá-los. Melhor, não cultivá-los. Nem mesmo quem nunca foi mas que poderia vir a ser um amigo. As pessoas se aproximam de mim e eu, mesmo que queira, mas talvez por falta de jeito, acabo não as mantendo ao meu lado.

Chegou o mega feriado e, tirando o fato de que estou deprimida – porque o bendito remédio pra depressão ainda não se fez presente – e que só agora comecei a chorar pitangas pelo namoro findo, mesmo que quisesse, ninguém me chamou pra sair mais uma vez. E não culpo ninguém. Eu não os cultivei à minha volta.

Pode ser que seja o meu jeito e falte também um pouco de vontade da outra parte em me ter por perto. Não que eu seja essencial à vida de alguém, mas também não deveria mendigar atenção.
Talvez eu só faça número à vida das pessoas mas acrescente pouco. E entenderei se for isso. Quem pouco me acrescenta, como ser humano, faço pouca questão de ter por perto também.

Mas enfim. A questão está aí. É preciso cultivar os amigos. Sempre os tive aos montes, atenção nunca me faltou e estou sofrendo dessa falta há um certo tempo.
Erro meu por achar que bastava existir pra tê-los por perto.
Erro meu não perceber que, além de dispensável, nem sou tão legal assim.
Erro meu não achar que os que tentam, às vezes enchem o saco de me ver sempre rejeitando ou fazendo pouco caso dos parcos convites,ou mesmo furar os que resolvo dizer que vou.

Na 2ª série a turma do colégio plantou alface e depois que cresceu, todos comemos. E o professor dizia que tinha que molhar a planta ou ela morre.
Eu errei em não ter aprendido a cultivar.
E hoje meu medo é ter ficado tão no esquecimento das pessoas, seja porque eu me escondi, ou porque nunca fui uma opção, que meu destino seja passar feriadões jogando FreeCell enquanto não passo 15 horas dormindo.
Meu medo é de ter estragado, perdido a validade,  ser completamente descartável a essa altura da vida. Porque com a idade, tudo tende a piorar.
Se tivesse, há 20 anos, guardado a informação do tio da horta, talvez hoje soubesse cultivar as pessoas. E as plantas também, as da minha avó sempre morrem.

Hoje recebi um comentário num dos meus textos aqui. E parei pra ler. Engraçado como eu me identifico com esse blog. Como minha vida é um eterno cara a tapa.

Parece que o próprio título do blog me dá um espirito diferente pra escrever, a maneira como me expresso aqui, é completamente diferente de . E eu prefiro aqui. Passo-me a impressão de o que escrevo aqui, tem um pingo de esperança que não tem, tem um pouco mais de ‘claridade’ nas idéias que lá parecem confusas.

E confusa sou eu quando resolvo ter um novo blog mas emocionalmente estou tão liga a este que hoje, e há algum tempo, em menos de um ano de abandono, penso em voltar pra cá. E ser quem eu sou aqui, e escrever o que/como escrevo aqui.

A vontade é maior, inclusive, de atualizá-lo.
Ele não é meu primeiro blog, mas talvez tenha sido o que mais me conquistou, eu mesma me mostrando de formas às vezes inusitadas.

Talvez aqui eu seja mais real.

Devaneios De Uma Madrugada Qualquer

Tenho me sentido meio xiita. Não que eu vá sair por aí matando por conta das minhas convicções religiosas e políticas.

Confesso que sinceramente, não seria uma má idéia. Faria um serviço à comunidade, o povo seria mais feliz, poderia até rolar uma medalha de honra ao mérito. Mas não, não é disso que se trata.

Pensei em fazer uma tatuagem. Pensei em raspar a cabeça. Pensei em fugir de casa. Nada disso faz sentido por questões óbvias.

Fazer tatuagem requer dinheiro; não só dinheiro mas uma noção definida do que se quer tatuar. Sem contar que tatuagem na altura do campeonato seria mais do que simplesmente uma afronta à minha família. Dinheiro eu não tenho; na verdade tem até gente esperando por isso e simplesmente não tenho como cumprir com meus compromissos. Isso, dívidas, mas passemos adiante.

Eu não tenho muita certeza do que gostaria de tatuar. Certo, até teria, porque tenho 2 opções e 1 delas é certa. Mas tatuar aonde? Pode ser até na bunda, porque realmente não sei aonde. Já pensei nos lugares mais interessantes mas ao mesmo tempo não sei se seria realmente legal. Sem contar também, que por algum motivo babaca, acho que deveria fazer as tattoos como forma de pagamento a mim mesma por ter sido um bom ser humano. Ou por ter emagrecido. Ou porque quero ver a casa cair, sei lá.

E tem essa parte que é pior: minha mãe teria uma síncope o dia que me visse com um desenho no corpo. Ta, oi?!? Eu tenho 26 e meio, dane-se. Deveria ser assim mas meus 2 anos de terapia não fizeram o efeito desejado. Ainda.

Raspar a cabeça foi a coisa mais prática que pensei nos últimos dias. De uma criatividade do cacete e muito, mas muito audacioso da minha parte. Mas pensar na minha cabeça grande, alimentada pela serotonina que hoje me falta e sem cabelo, me faz pensar mais um pouco sobre o assunto. Por que raspar? Bem, pesa o seguinte: você não tem muita força pra existir, não nasceu com o cabelo maneiro e precisa tirar cerca de 300 tranças finas de hasta da sua cabeça e refazê-las. Do jeito que ta me dá vergonha mas não me movo pra tirar ou nem penso em marcar com as angolanas esquisitas no salão fuleiro. Cabelo ruim sofre mesmo. Nego reclama de meia dúzia de cacho bonito mas não sabe o que é cabelo crespo, de ‘afro-descendente’.

Sério, raspar a cabeça seria uma ótima solução, mas acho que pra achar emprego seria difícil. Só se eu mentisse dizendo que faço quimioterapia mas não brinco com câncer. Depois que eu nunca raspei a cabeça e não sei como meu cabelo cresceria. E ainda teria que explicar pra Deus e o mundo que tive um surto depressivo e achei que seria uma solução rápida pra pendência que não tava afim de resolver.

Fugir de casa é super 1990. Principalmente considerando o fato de que eu não sou mais nenhuma garotinha pra achar bacana sair por aí com uma sacola e achar que o policial da 19ª teria pena de mim e me traria pra casa após algumas horas achando que sou dona do mundo, das ruas e tudo mais. Depois rolaria um esporro básico, a família perguntando que merda preenche minha cabeça, minha mãe me culpando pelos problemas de saúde que outrora não tinha e por aí vai. Seriam semanas de inferno, mas oi, I’ve already been there.

Finalmente estou ficando com sono. Exatamente às 2:24 da manhã de 14 de agosto de 09. Meu corpo coça, passa Friends na Warner e amanhã quero acordar antes do meio-dia pra ver um programa de tv. Derrota define.

Aliás, derrota parece ser meu grito de guerra. E se pensar bem, derrota é goxtoso (sic) de falar. Rrrrrrrrrrrrrrrrrr. Não é qualquer pessoa que pode sair por aí dizendo essas coisas, mas eu tenho respaldo. Tenho cacife. E se posso me orgulhar de alguma coisa na vida, é de ser uma derrota. É a única coisa da qual posso me gabar, anyways.

Deixo esse post pra reflexão. Se você é uma derrota, junte-se a nós derrotados (fato de que você conhece alguém) e dê pulinhos de idiota derrotado!

Vou dormir pra continuar a amanhã. Cansei de tentar existir por hoje.

P.s.: eu postaria com mais freqüência, mas a falta de vida me limita um pouco. E pra reclamar dos fatos básicos de todo dia tem o Twitter. Porque nada melhor do que reclamar em 140 caracteres.

Coisas e mais coisas..

Sou um pouco narcisista e sempre, quase que uma vez por semana, fico a ver as fotos dos meus álbuns do orkut. Agora há pouco tava fazendo exatamente isso, até que comecei a me incomodar com um troço que eu nunca tinha dado valor até ter a 1ª vez: sobrancelhas feitas. Sério. 90% das fotos elas estão bagunçadas e como isso me incomoda hoje! Fica tão feio, não sei como demorei tanto pra começar a fazê-las.. E hoje eu quem as faço, não pago nada por isso e ficam tão direitinhas… Uma graça…
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Fui picada por uma abelha na segunda-feira. Isso não acontecia há uns 15 anos, mais ou menos. Aí cogitei a hipótese de ter ficado alérgica a picadas de abelha. Na mesma hora uma amiga disse: claro que não, né? Ninguém desenvolve alergia. Achei até coerente mas fiquei meio na dúvida. A semana passou, a picada começou a coçar e ontem eu tinha um braço nascendo do braço. Tava MEGA inchado, coçando horrores, doendo como nunca imaginei.. uma loucura. Resolvi ir no médico e quando ela olha, as primeiras palavras são: “Por que você não foi direto pra uma emergência?”. porque eu NUNCA que ia imaginar que meu braço cresceria e eu quase o perderia, coitadinho… E pra minha felicidade e susto, estou a tomar um antialérgico e um antibiótico por 10 dias, 4 vezes ao dia! Pelo visto não foi coisa pequena não… E agora sei que tenho alergia a picada de abelhas, thanks for telling me!
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Hoje é sexta e eu só quero que terça chegue. Parece perto, mas ao mesmo tempo muito longe. É o bendito dia que sai o resultado da OAB. Dependendo disso, comemoro ou não meu aniversário. E isso é sério, visto que a fossa, caso uma reprovação me assombre, vai ser de dias. E pior: não vou poder beber pra comemorar ou mesmo pra afogar as mágoas. Culpa do braço quase decepado e seu antibiótico.
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Olha, vou te dizer… Essa coisa de não ter emprego é uma merda. Não porque você não tem o que fazer ou coisas do tipo. Eu até tenho, tenho curso pro concurso que mais quero neste momento. O único e exclusivo detalhe é que pra isso eu preciso comprar alguns poucos livros. E quando digo pouco, são poucos mesmo. Só que a conta chega perto dos 500 reais! E se não basta ser sustentada e se sentir incomodada, é a possibilidade de não consegui-los -os livros, eu digo – ou mesmo ficar morrendo de vergonha de pedir mais dinheiro. Depois que a gente começa a trabalhar e ter noção de como dinheiro não se ganha fácil mas gasta-se fácil, fica difícil sair pedindo as coisas como se fosse um caixa automático. Eu só sou classe média porque moro bem e tenho boa criação, mas meu dinheiro não cresce em árvore, não é capim e não tá sobrando!
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Voltei a cantar. 2ª e 5ª. Um coro misto e um feminino. Sinto que renasci. E toda vez que vou pro ensaio de 2ª fico encantada com a faculdade e me dá uma puta vontade de fazer música (mas também quero fazer Letras, Filosofia, Ciências Políticas, Gastronomia, curso de fotografia, francês, espanhol e alemão). Mas pra isso eu preciso gastar uma fortuna com livros, passar num concurso e ter dinheiro pra me sustentar. Mas ao mesmo tempo, fico a pensar e vale a pena desfocar da minha área… porque o que quero messsmo é outra área no Direito. Não estou preparada agora pra isso, mas eu quero, num futuro não muito distante.
Acho que eu preciso messssmo aprender a ser gente grande e sair desse mundo de ilusão que vivo, de achar que vou ter tempo de fazer zilhões de faculdades e ter uma carreira bem sucedida. Confuso, não?
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Como eu ando intolerante. Sei lá por que. Só sei que estou. Só o fato de alguém não atender minhas ligações me irrita. Tentar dormir e não conseguir me irrita. Mas ao mesmo tempo estou com um astral ótimo, como disse uma amiga.
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Preciso comprar um roteador pra ontem. Meu notebook tá aqui parado, sem muita utilidade porque eu simplesmente não tenho como conectar-me à internet. E não tenho realmente digitado nada além do usual, aí perde o objeto… Mas como eu gosto dele!!

Tinha mais alguma coisa pra escrever aqui, mas esqueci completamente. Normal. Deixa pra depois.


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Now playing: Jason Mraz – Coyotes
via FoxyTunes

Quando os hormônios falam – e como falam!

Minha mente é um andarilho que quando resolve se encontrar ou chegar a algum lugar, parece escolher sempre o caminho errado.

Queria fazer uma pesquisa de campo sobre o que as pessoas realmente pensam sobre mim. Não to disposta a receber respostas amigáveis ou daquelas “já que você pediu pra falar…”, mas sim respostas objetivas, apontando mesmo o que as pessoas que me conhecem pensam de mim. Sim, eu sei, é o cúmulo da neurose e ei!, nunca neguei isso. Pior que a neurose, na verdade, é minha auto-estima, que se fosse mais baixa seria menor que uma formiga.

Nessas condições, fico a pensar o por quê de continuar tentando mudar uma coisa que, a meu ver, é mega inerente à minha pessoa. Essa coisa toda de ser um ser social, de fazer terapia, de colocar a cara na porta e etc, tudo em vão. Porque, veja bem… se eu simplesmente não me relacionasse, metade das minhas questões, sejam elas pertinentes ou não (e sim, acho mesmo que a maioria é), não existiriam.

Eu juro que tento ver o lado bom das coisas, mas acho que tenho um lado negro mega sádico que não me permite dizer que o copo está meio cheio. Tudo bem que copo pela metade é copo pela metade e pronto… Mas isso não é papo pra esse post.
Voltando à vaca fria, esse lance de ter pensamento positivo e tal, não é muito comigo. Eu tento, tento e tento, e mesmo quando consigo minhas tentativas são fadadas ao fracasso… Já andei me perguntando se EU estou destinada ao fracasso.. porque se for, nada do que eu fizer, por melhor intenção que tenha e esforço que faça, será em vão. Cansaço físico emocional e espiritual… Convenhamos, sou muito preguiçosa pra admitir gastar energia à toa.

2009 começou e sei lá porque, achei que seria tão igual quanto os outros. Ledo engano. Bobinha fui eu de achar. Tirando a linearidade da minha vida, muita coisa tem acontecido ao meu redor. Eu pessoalmente continuo a formar uma linha mega extensa até o infinito; uma vida tão enfadonha que é quase impossível vislumbrar qualquer tipo de progresso… E é aí que todos se enganam! Se nada fosse tão ruim, tudo começou a piorar quando resolvi entrar o ano na dieta, pra perder aquilo que o Natal trouxe e o que o ano de desemprego adicionou. Além de estar sendo uma tarefa não só árdua como sofrida, é praticamente em vão. Continuo tentando, por trouxa que sou, mas continuo tentando.
A única coisa que poderia estar me trazendo um pouco de emoção nesta época, eu mandei pastar. Foi um lado racional meu, que talvez acha que em algum momento minha vida será melhor, e me trará coisas melhores do que somente um visual bonito num corpo vazio e uma cabeça cheia de merda. Arrependida? Talvez. Mas palavra solta não volta. E resolvi não voltar atrás – de novo – nesta.

Pra tentar me convencer de que estou sempre certa, fiz a bendita prova da ordem. E contrariando todas as expectativas, todos os conselhos, não estudei uma linha e fui melhor que nas 2 que fiz. Ainda não sei o que será de mim dia 01/03, mas tudo é possível, literalmente. Dependendo do que realmente acontecer, posso retomar minhas esperanças de um ano diferente, pelo menos pra mim…

… pros outros a banda toca beeem diferente. Parece até que todas as coisas boas resolveram acontecer a todos que conheço num único mês. O que é legal pacas, mas fico imaginando se terei meu mês também, cheio de coisas bacanas pra contar, realizações, bichos de estimação, fantasmas no armário, ratos na cozinha e coisas do tipo. Admirarei minha coragem de continuar vivendo, se repetir 12 vezes 12 meses chatos e sem ressacas como as praias nos agraciam vez ou outra.
Até a rotina dos lixeiros mudou! São 2:25 a.m. e os benditos trabalhadores acharam que este era o momento ideal pra trabalhar. Sorte deles que estou acordada e meu sono é pesado.

Continuando as tradições de começo de ano, minhas unhas resolveram entrarem greve e não estão crescendo. Pior: estão quebrando.
E eu, numa vã tentativa de busca de emprego não consegui nada, absolutamente nada. Talvez não seja pra conseguir mesmo. Mas queria conseguir entender o que Deus quer realmente de mim. Minhas alternativas nunca parecem ser as ideais. Mas tá tudo certo. Vou “i9ar” e tentar levar minha vida na esportiva. Aquela parada de ‘não leve a vida tão a sério’ deve servir pra alguma coisa, já que o autor do livro fatura um bocado(eu acho, tá sempre em promoção na Saraiva ou no Submarino).
Sabe o que eu acho? Que talvez eu realmente não leve a vida a sério e por isso ela não acontece; acho que é falta de crédito nela.
Ou simplesmente falta de vontade de viver. Penso muito nisso. Mas assim, não necessariamente quero me matar ou morrer. Quero viver assim do meu jeito, coisa que desde a minha tenra idade me parece impossível por imposições sociais ou familiares.

To viajando aqui. Não sei mais do que se trata esse texto, se é que ele se tratava de alguma coisa. Mas acontece que hoje foi um dia que começou cheio de sentimentos, que variaram da confusão, pra alegria, pro aborrecimento, pro alívio e por conta de um mero insight chegou na inveja, culminando na tristeza e na pessoa neurótica que me tornei ao imaginar essas muitas palavras jogadas numa tela de computador.
E rolando a barra de rolagem fiquei meio chocada com a quantidade de palavras que tem aqui. Não sei porque, mas sempre resolvo publicar essas coisas… acho que é na vã esperança de Deus ligar seu pc e resolver dar um “Google” em mim. Sei lá, né? Vai que ele acha e resolve se compadecer da minha pobre alma. E tirar de mim essas palavras R-Í-D-I-C-U-L-A-S de auto-piedade.

É provável que ao reler essa bosta eu fique com vergonha da minha unha do dedinho do pé, mas que se dane. SE tem uma coisa que aprendi depois de algumas décadas, é não me arrepender do que faço (super me contradizendo com o que escrevi lá em cima. Sim, voltei pra ler e não, não entendi nada, muito menos o propósito disso aqui).

De qualquer forma espero confiante por um ano babaca bacana.
Que eu cumpra minhas promessas, que Deus cumpra as Dele na minha vida; que eu volte a cantar, já que ‘encantar’ não é meu strong suit; que eu seja mais tolerável e tolerante; que o McDonald’s não mude o sabor do McFlurry a cada ciclo de ovulação da mulher do Ronald; que eu pare de trocar as letras que marco achando que vou abafar e acabo me ferrando; que eu consiga pensar em cogitar a possibilidade de fazer minha faculdade de letras; que finalmente eu pare de ser mais covarde do que um cão cego abandonado no meio da pista e resolva dirigir; que eu ganhe apostas e sorteios; que eu seja eleita a rainha da classe e que meu par seja um bacana e nao o jogador mais popular do colégio; que minha doação para o bingo da terceira idade me faça ganhar uma placa de agradecimento em bronze; que eu ganhe dinheiro de forma lícita; que a Globo faça um especial sobre mim; que meus dias terminem às 22 e comecem às 6; que eu consiga passar pelas grades da minha janela, só pela emoção; que eu compre mais canecas; que minha parede fique vermelha ou amarela ou laranja; que eu seja sorteada pra participar do “Melhor do Brasil”, ganhar um alisamento e ainda ter a ‘sorte’ de encontrar meu par, tipo um rapaz da zona oeste de SP, com 28 anos fazendo pré-vestibular e trabalhando como entregador das tortas da avó… Também não custa nada pensar em coisas ridículas como conseguir emagrecer, passar num concurso, começar um mestrado ou outra faculdade e porque não, achar um par. Mas essas coisas estão muito demodé. Acho mais fácil tentar as opções aí em cima…

Tá, acabou. Hormônios enlouquecidos mode off.


Post Scriptum: são exatos 03:03.. fala sério que eu sei que é VOCÊ que está pensando em mim!!! 😛