O Elo Mais Fraco

Engraçado como tudo muda na sua cabeça quando se descobre o que realmente pensam de você. De certa forma, não chega a ser tão assustador, mas um tanto surpreendente se pararmos pra pensar que, infelizmente, ainda temos aquela pontinha de esperança na humanidade.

E que puta humanidade. Humanidade que te chama de louca. E não de brincadeira. Humanidade egoísta pra cacete(porque não uso palavrões aqui), que se curva ao máximo, tira até uma costela, só pra olhar o próprio umbigo.

Lindo. Lindo mesmo. Verdade que se descobre da pessoa que menos deveria pensar assim de você, ou que pelo menos iria agir a favor disso, não achar que é simplesmente loucura. Taxar, rotular e julgar são coisas ótimas de se fazer quando não se está na berlinda.

Hoje eu odeio a berlinda. Odeio a loucura. Odeio o egoísmo. Hoje eu odeio o mundo e todo mundo. Sem distinção de raça, credo, cor predileta ou número de sapato.

E eu tenho o direito. Eu sinto aquilo que bem entendo. Não vou falar aquilo que penso, eu magôo as pessoas só com meu respirar, mas sentir, ah! sinto mesmo. Todo mundo sente.

O problema é que ninguém sente que ressente. E a bola de neve cresce. E um dia vai explodir. No elo mais fraco, porque é ele que carrega as dores do mundo.
É o bode expiatório.
É o Judas malhado.
É o chicote no corpo molhado.
É a marca do chicote no rabo.
É o pelo encravado.
É o chute do dedo quebrado.
É o olhar mal encarado.
É o amor mal regado.
É o ódio disseminado.
É o que sente o avacalhado.
É o que falta ao ovacionado.
É o que sobra no deseperado.
E é o que se espera do mal amado.

O elo mais fraco. O elo enfraquecido, enraivecido, esquecido.

O elo mais fraco… este sim carrega as dores do mundo. E ninguém agradece.

(eu tenho noção da falta de coerência neste post. mas eu quem escrevi e o direito é meu)
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