Bacana que eu quase não volto ao blog quando as coisas vão bem.
Me falta tempo, na verdade. Penso o dia todo em tudo que gostaria de escrever e acaba ficando guardado dentro de mim, até a hora de dormir. No dia seguinte tenho milhões de outras coisas, impressões, sentimentos… Tudo é muito fulgaz. Muito efêmero.

Sinto falta desse meu espaço, though. Aqui eu falo como quero, como gosto, não preciso de ninguém me podando. Não que as pessoas ousem me podar, mas tem a questão de comportamento social; eu me podo.

O bom é que a fase é TÃO BOA, que se estiverem me enchendo a paciência, certamente não percebo. A vida tá boa, e já disse isso aqui algumas vezes. Nunca na intensidade que está hoje.

Estou no trabalho. Trabalho em que estou já 2 meses e 2 dias. Considerando todas as nuançes e questões, acho que este é o local onde estou sendo mais feliz. Tive empregos/estágios em que fui feliz também; eram lugares bons, sempre com um porém. Estágios que não me efetivariam, empregos onde eu não tinha possibilidade de crescimento.
O último foi assim; nçao tinha como cresdcer e eu ganhava mal. Onde tive o melhor chefe que uma pessoa pode querer.

E aqui, bem, aqui eu posso crescer. Não ganho suuuper bem mas tá melhor que todos os outros lugares. As pessoas gostam de mim, creio que me vejam como potencial. Meus chefes vêem coisas boas no meu trabalho, inclusive para o que não fui contratada e faço de bom grado, porque inclui minha formação.

Fui bem recebida, o clima é bom; tem dias que é horrível porque a gente faz besteira e leva esporro, mas faz parte.

Estranhamente ou coincidentemente, estou na minha melhor fase em outros sentidos. Há quem diga que nunca estive tão bonita. E não me acho bonita, mas me sinto bonita. Como nunca me senti. E é bom. Me arrumo todos os dias de manhã e mesmo no pior dos humores, acaba que tudo fica bem.
E faço maquiagem todos os dias. Exceto fins de semana porque eu não aguento mais.

Pra melhorar, entrei numa academia. Estar perto dos 30 me deixa um pouco apreensiva, já que a dificuldade pra emagrecer aumenta.
Ainda preciso me entender com essa nova rotina, mas é bom, me sinto alcançando tudo o que gostaria.

O que falta hoje? Falta um namorado. Mas também sei que virá com o tempo. Sinceramente, não vejo porque ficar com qualquer um – e nem isso tem aparecido, mas também é uma questão de eu me expor no mundo.

Quero voltar. Quero escrever mais e quando tiver um tempinho como o de hoje, me comprometirei a escrever mais. Me faz bem.

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Happy New Year

Não faço parte do grupo que acha que o ano só começa depois do carnaval. Não mesmo. Mas o engraçado é que meu ano sempre começa depois dele. Ok, não saberia dizer se EXATAMENTE começa depois dele, afinal fui demitida com 10 dias corridos em 2011. Isso é sinal que já tinha começado.

Pois bem, depois disso entrei no hiato de não ter o que fazer, procurar emprego, procurar dar um rumo na vida. E nada acontecia até que entramos em março. Renovei minha CNH. Entrei com meu seguro-desemprego. Comecei a cuidar de certas pendências de saúde. E antes que a primeira quinzena terminasse, arranjei um emprego.

Emprego. Tive que respirar fundo, pensar muito até aceitá-lo. Está muito, muito, muito longe do que queria como emprego, até porque no dia seguinte teria uma entrevista numa empresa que me interessava muito mais. Mas este, caso nada dê muito errado, me garante tempo pra investir em mim, com um quê de estabilidade que só perco se, como disse, der tudo errado. Caso contrário, posso ficar mais tranqüila quanto a isso.

Foram dias super corridos, pois minha pretensão era voltar a estudar assim que conseguisse emprego, e já estava cogitando voltar a fazer algo quanto a isso mesmo que dependesse de alguém pra me bancar e tudo tinha que se resolver em pouquíssimo tempo. E assim foi. E em 6 dias as aulas começam.

O trabalho? Bem. Teoricamente estou recebendo desde o dia 14. Começaria a trabalhar na sexta, 18, mas resolveram me dar folga porque estão procurando um setor adequado pra mim. Começo a trabalhar amanhã.

Nessa empresa que me enxotou dia 10/01, comecei numa sexta-feira também, dia 12 de março. O estágio que estava antes dele, comecei numa quarta, 8 de março e saí numa sexta 14, também no mês de março. Quando consegui meu primeiro trabalho, entrei em 14 de março de 2002.

É engraçado. Março é o mês que mais amo; apesar de sempre passar maus bocados, ao mesmo tempo, me dá sempre um novo rumo à minha vida. Exatamente como este ano e os que já passaram.

Ainda não sei como o mês vai terminar, nem como será meu aniversário, que como todos os anos, preferia que não acontecesse, e desta vez por outros motivos, que eu nunca achei que viriam a ser um porém pra que eu, enfim, depois de anos, comemorasse a data.
Também não sei se vou  estar plenamente feliz como gostaria porque nem tudo depende só de nós e tem gente que atrapalha um pouco a nossa vida, querendo ou não.

Mas o que sei é que agora posso me desejar um feliz ano novo. O resto ainda está por vir, espero. Afinal, o ano só começou.

O básico do básico, my ass.

Foram 5 longos anos. Isso pra quem se livra de uma reprovação. Mas é isso. 5 anos. Provas, trabalhos, códigos, vade mecum, aulas de filosofia e até português.

Em 2003 me aventurei a fazer faculdade de Direto sem saber ao certo onde estava me metendo. E na certeza de que aquela fora uma escolha minha.
Foram anos bem feitos, bem vividos, bem estudados. Na verdade, poderiam ter sido melhor estudados, fato.
No final, saí da faculdade com uma monografia bárbara e uma depressão a tira colo.

Dia 19/02/10 far-se-ão 2 anos da minha colação de grau. E nada, absolutamente nada mudou de lá pra cá. Nada de bom, eu digo. São 2 anos fazendo nada, além de meia dúzia de cursos. Umas tentativas de tirar minha carteira da Ordem, mas de resto, nada.

De uns dias pra cá, aliás, desde o meio do ano passado, 2009, pra cá, tenho procurado emprego por mil  que não vêm ao caso. Consegui um e fui demitida. E voltei à saga das entrevistas e etc etc etc. Hoje voltei de uma, que nem sei se dará certo, mas que me impulsionou a tentar fazer alguma coisa sobre meus estudos.
E até comecei a me ‘animar’ pra OAB de novo, pagar um cursinho e tals. E minha mãe vem me falar que é pra eu pagar um curso pra fazer concurso pra qualquer coisa, tipo agente administrativo do Detran. Nada contra quem presta, mas eu não passei 5 anos de faculdade e 2 anos parada pra fazer concurso de 2º grau, sem nem cogitar tirar minha OAB tão cedo. “Depois que você tiver lá, você pensa nisso.”, foi o que escutei.
Então, pra quê eu fiz Direito? Pra isso, eu poderia ter feito qualquer coisa mais fácil, menos dispendiosa e que tivesse durado só 4 anos, muito melhor.
Daí eu me pergunto o porquê disso tudo. Eu já entendi que fiz Direito porque meu inconsciente queria agradar minha família e não a mim. Mas já que essa parte eu fiz, por que as pessoas não param de tentar coordenar minha vida? Quem disse a ela que concurso público pra trabalho burocrático é o melhor pra mim? Quem disse a ela que eu to feliz assim, sem minha OAB? Quem disse que eu quero isso, de concurso, de concurso pra 2º grau?

Sinceramente, me magoa e muito nego querer o básico do básico pra mim, porque assim é mais fácil viver. Cansei disso. Cansei das pessoas acharem que OAB é uma fase totalmente dispensável pro Bacharel em Direito. Então, fiz Direito só pra nego encher a boca? Enche a boca de comida, seja medíocre mas não peça que eu seja.
Hoje eu sei que não sou nem estou dando nem 1/3 do que posso. Eu não posso porque to confusa, porque to deprimida, porque não sei ao certo o que quero. Mas dessa mediocridade eu preciso passar longe essa mediocridade eu sei que não quero. Porque quando eu acreditar, de verdade, 100% de que basta ser mais umazinha qualquer fazendo qualquer bostinha, vou parar de tentar de vez. E daí, ai de quem questionar a minha falta de ambição. E vai ser culpa sua.

Mudanças e mais mudanças…

A pessoa não tem sossego na vida. Nem quando acha que, mesmo de um jeito meio twisted, a vida pode se ajeitar, lá vem outra rasteira pra lembrar que não é bem assim que a banda toca.

Estou desempregada. Meu contrato terminou e fui dispensada. Não que eu amasse aquele trabalho, mas como já disse, pagava minhas contas. E fiquei mais chateada pelo fato de ser um sub-emprego e nem esse tipo de trabalho eu conseguir manter.
Foi uma surpresa pra muita gente, mas considerando que faltei, acreditava que isso estava por vir.
Então alguns dos meus planos ficaram em stand by por tempo indeterminado.

Agora cá estou eu dormindo cedo e acordando cedo sem propósito algum. E a quebra de rotina é especialmente esquisita.
Mas o pior mesmo é ficar à mercê dos favores que minha mãe pede. Não tem como negar e isso é chato, gosto de cultivar minha preguiça em todas as oportunidades.

Me bateu um desânimo habitual, de quem tem os planos enxarcados da água de um balde cheio.
E como se a minha derrota não fosse o bastante, algumas coisas rolaram cá em casa que terão reflexo já pro começo do ano. Meu medo é tudo virar uma grande confusão sem resolução, mas veremos…

E como eu sempre digo: eu ODEIO dezembro. Mês ruim demais.

Tá na hora de começar a animar pra partir pro churrasco do sábado, rever amigos, etc, etc, etc.

Coisas e mais coisas..

Sou um pouco narcisista e sempre, quase que uma vez por semana, fico a ver as fotos dos meus álbuns do orkut. Agora há pouco tava fazendo exatamente isso, até que comecei a me incomodar com um troço que eu nunca tinha dado valor até ter a 1ª vez: sobrancelhas feitas. Sério. 90% das fotos elas estão bagunçadas e como isso me incomoda hoje! Fica tão feio, não sei como demorei tanto pra começar a fazê-las.. E hoje eu quem as faço, não pago nada por isso e ficam tão direitinhas… Uma graça…
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Fui picada por uma abelha na segunda-feira. Isso não acontecia há uns 15 anos, mais ou menos. Aí cogitei a hipótese de ter ficado alérgica a picadas de abelha. Na mesma hora uma amiga disse: claro que não, né? Ninguém desenvolve alergia. Achei até coerente mas fiquei meio na dúvida. A semana passou, a picada começou a coçar e ontem eu tinha um braço nascendo do braço. Tava MEGA inchado, coçando horrores, doendo como nunca imaginei.. uma loucura. Resolvi ir no médico e quando ela olha, as primeiras palavras são: “Por que você não foi direto pra uma emergência?”. porque eu NUNCA que ia imaginar que meu braço cresceria e eu quase o perderia, coitadinho… E pra minha felicidade e susto, estou a tomar um antialérgico e um antibiótico por 10 dias, 4 vezes ao dia! Pelo visto não foi coisa pequena não… E agora sei que tenho alergia a picada de abelhas, thanks for telling me!
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Hoje é sexta e eu só quero que terça chegue. Parece perto, mas ao mesmo tempo muito longe. É o bendito dia que sai o resultado da OAB. Dependendo disso, comemoro ou não meu aniversário. E isso é sério, visto que a fossa, caso uma reprovação me assombre, vai ser de dias. E pior: não vou poder beber pra comemorar ou mesmo pra afogar as mágoas. Culpa do braço quase decepado e seu antibiótico.
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Olha, vou te dizer… Essa coisa de não ter emprego é uma merda. Não porque você não tem o que fazer ou coisas do tipo. Eu até tenho, tenho curso pro concurso que mais quero neste momento. O único e exclusivo detalhe é que pra isso eu preciso comprar alguns poucos livros. E quando digo pouco, são poucos mesmo. Só que a conta chega perto dos 500 reais! E se não basta ser sustentada e se sentir incomodada, é a possibilidade de não consegui-los -os livros, eu digo – ou mesmo ficar morrendo de vergonha de pedir mais dinheiro. Depois que a gente começa a trabalhar e ter noção de como dinheiro não se ganha fácil mas gasta-se fácil, fica difícil sair pedindo as coisas como se fosse um caixa automático. Eu só sou classe média porque moro bem e tenho boa criação, mas meu dinheiro não cresce em árvore, não é capim e não tá sobrando!
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Voltei a cantar. 2ª e 5ª. Um coro misto e um feminino. Sinto que renasci. E toda vez que vou pro ensaio de 2ª fico encantada com a faculdade e me dá uma puta vontade de fazer música (mas também quero fazer Letras, Filosofia, Ciências Políticas, Gastronomia, curso de fotografia, francês, espanhol e alemão). Mas pra isso eu preciso gastar uma fortuna com livros, passar num concurso e ter dinheiro pra me sustentar. Mas ao mesmo tempo, fico a pensar e vale a pena desfocar da minha área… porque o que quero messsmo é outra área no Direito. Não estou preparada agora pra isso, mas eu quero, num futuro não muito distante.
Acho que eu preciso messssmo aprender a ser gente grande e sair desse mundo de ilusão que vivo, de achar que vou ter tempo de fazer zilhões de faculdades e ter uma carreira bem sucedida. Confuso, não?
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Como eu ando intolerante. Sei lá por que. Só sei que estou. Só o fato de alguém não atender minhas ligações me irrita. Tentar dormir e não conseguir me irrita. Mas ao mesmo tempo estou com um astral ótimo, como disse uma amiga.
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Preciso comprar um roteador pra ontem. Meu notebook tá aqui parado, sem muita utilidade porque eu simplesmente não tenho como conectar-me à internet. E não tenho realmente digitado nada além do usual, aí perde o objeto… Mas como eu gosto dele!!

Tinha mais alguma coisa pra escrever aqui, mas esqueci completamente. Normal. Deixa pra depois.


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Now playing: Jason Mraz – Coyotes
via FoxyTunes

Achava sacanagem, mas to começando a acreditar que é possível morrer de tédio. Na boua. Tá sinistro. Plena sexta-feira, eu sozinha em casa, o único programa furou e não tenho nada pra fazer. Nada de interessante na web, nada pra ver e nada de muito interessante pra ler.

To com raiva da Motorola que segurou meu celular por 15 dias e não consertou o problema.

To com raiva de outras pessoas – só pra deixar bem indeterminado – e não to afim de resolver isso.

To com raiva da crise econômica e das eleições.

Alguém me arranja um emprego maneiro?

E um namorado maneiro?

Alguém me arranja qualquer coisa pra fazer?

E termino aqui com meu pedido desesperado por qualquer coisa. Ajudem uma pobre alma.