Hoje recebi um comentário num dos meus textos aqui. E parei pra ler. Engraçado como eu me identifico com esse blog. Como minha vida é um eterno cara a tapa.

Parece que o próprio título do blog me dá um espirito diferente pra escrever, a maneira como me expresso aqui, é completamente diferente de . E eu prefiro aqui. Passo-me a impressão de o que escrevo aqui, tem um pingo de esperança que não tem, tem um pouco mais de ‘claridade’ nas idéias que lá parecem confusas.

E confusa sou eu quando resolvo ter um novo blog mas emocionalmente estou tão liga a este que hoje, e há algum tempo, em menos de um ano de abandono, penso em voltar pra cá. E ser quem eu sou aqui, e escrever o que/como escrevo aqui.

A vontade é maior, inclusive, de atualizá-lo.
Ele não é meu primeiro blog, mas talvez tenha sido o que mais me conquistou, eu mesma me mostrando de formas às vezes inusitadas.

Talvez aqui eu seja mais real.

Updating…

Tem tanta coisa acontecendo na minha vida que quando resolvo escrever já aconteceram outras e parece que tudo se torna muito velho.

Mas é velho pra mim, não pra quem lê. Mas ao mesmo tempo, passa rápido e muda rápido. Então vira assunto velho mesmo!

O que posso dizer hoje, por exemplo é que to podre de cansada. Arranjei um trabalho – que só não chamo de ingrato porque é ser mto mal agradecida com as ínfimas oportunidades que Deus deu – que me faz acordar às 6 da manhã de 2ª à sábado. Aí, como eu realmente quero coisa melhor pra mim, preciso chegar em casa e fazer várias atividades relacionadas a uns processos seletivos que estou participando.

Aí hoje, sábado, eu doidinha pra fazer um programa inusitado e relaxar com amiguinhos, descubro que preciso pastar em casa pra terminar um trabalho ‘bacana’ com um pessoal que não conheço e que não me conhece pra passar pra próxima fase do processo seletivo.

Além disso, preciso ir ao médico. Tenho tido o desprazer de sentir dores no estômago entre outras coisas relacionadas todo santo dia. É ruim,viu. Tô quase me acostumando a tomar Plasil, comer banana amassada de manhã e me alimentar pouquíssimas vezes ao dia, sem poder nem dar-me ao luxo de comer o que gosto, por exemplo.

Por hora é isso.

Poderia ficar parágrafos reclamando de muitas coisas tipo Olimpíada no Rio, minha preguiça em migrar pro pacote Office 2007 e instalar meu roteador, meu quarto que tá zoneado e tudo mais… mas vamos com calma. Estou voltando e assustar geral não é bacana. Tenho poucos visitantes e pretendo mantê-los!!!

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Now playing: Lulu Santos – Condição
via FoxyTunes

Eu juro que não é falta de vontade. Mas convenhamos quando não se faz nada, tem-se nada sobre o qual escrever. Acredito que nunca passei por um período tão tedioso na minha vida. E olha, tédio é um tema recorrente, viu. Mas tem sido realmente muito pior do que tudo que já vivi.
Vejamos…
Se eu parasse pra me perguntar o que rolou na minha vida nas últimas semanas. Checa só:
  • Visitei meu antigo estágio. Tive que inventar estar vivendo um ano sabático pra não me sentir uma merda com gente que já passou em pelo menos 2 concursos na vida. Sem contar que a média de idade é de uns 35 anos no máximo.
  • Não faço minha sobrancelha desde julho.
  • Minhas caminhadas, que estava tentando fazer um hábito – mesmo não conseguindo caminhar todos os dias – estão em stand by há 10 dias.
  • Minhas trancinhas estão terríveis. E nem vontade de fazê-las de novo eu tenho tido.
  • O auge dos últimos dias foi assistir ao Grand Prix de vôlei feminino na madrugada.
  • Viciei em Freecell (meu, quem vicia nesse jogo?!?)
  • To há mais de 1 semana pra fazer arroz integral pra mim, pra melhorar minha dieta e simplesmente não faço por preguiça.
  • Acordar cedo significa ir ao apartamento novo e voltar pra casa.
  • Não paro nem pra ver filmes.
  • Não estou lendo nada. Minto, terminei de ler um livro em PDF, meu primeiro. Graças ao Bertolo, meu notebook.
  • A maior indagação dos últimos dias é o que significa “remédio de venda livre”
  • Viciei em Máfia Wars, Farmville e conheci um jogo novo, de digitação. Maldito facebook.
  • Tem mais de mês que não vou à terapia. Tem 7 dias que meu remédio ficou pronto e só os tomei uns 3 dias, tops.
Assim, eu poderia continuar eternamente listando um monte de coisas que poderia/deveria fazer e não faço. Mas estou com preguiça de viver. E quanto mais eu não tenho o que fazer e nem um pouco de rotina – não muita, peloamordeDeus – creio que vou continuar assim.
Até acho que muito disso tem a ver com o fato de que estou os poucos abandonando minha terapia e meu tratamento e sei que isso não é saudável pra mim. Como não tenho pensado muito, não tenho parado pra pensar em mim ou em coisas que precisam ser resolvidas e tratadas.
Mas ó, não dá pra ficar dizendo isso ou aquilo. Eu simplesmente to com preguiça de viver. E quando eu paro pra ver as 799 comunidades de um desconhecido, além de outras coisinhas tão humilhantes quanto, vejo que o poço já chegou ao seu fundo há tempos, mas olha, passei dele também, como já disse.
Então… é por falta do que falar mesmo que não passo por aqui.
Porque se eu tratasse de assuntos interessantes, profundos e tal, de repente até teria do que falar. Mas não vou fazer do meu espaço um lugar pra ficar criticando o Governo ou coisa do tipo. Não é o objeto disso aqui. Pensando bem, poderia conseguir mais visitas, mas não, o dia que fizer disso uma profissão, talvez quem sabe…
Ou não. Mais provável que não.
Eu poderia enumerar os problemas que estão rodeando minha vida e dos meus amigos, doenças e etc, mas não quero compartilhar disso. Quem sabe, sabe. Quem não sabe, talvez não fique sabendo…
Então..
se alguém quiser me dar um emprego, um trabalho, um namorado, uma viagem pra Singapura… Estamos aí.
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Now playing: Roberta Sá – Eu Sambo Mesmo

via FoxyTunes

Delírios da Madrugada

05h01min a.m.

Completamente acordada. To começando a enlouquecer. Dá vontade de sair correndo, pular janela afora, fazer qualquer coisa que me faça fechar os olhos; apagar. Essa vida de insone, completamente solitária, mesmo quando eu quero companhia.
Hoje a única companhia que tenho é um puta enjôo que não sei de onde veio. Minha língua enrola; meu estômago, super embrulhado.
Televisão ligada no Discovery Channel. Domingo, assim como terça-feira, tem uma péssima madrugada para os insones que comigo dividem essa bosta de insônia.
O que tem me deixado estupefata é que eu ate sinto sono, mas deitar e dormir simplesmente não fica mais fácil por conta disso. Parece até que se eu simplesmente não sentisse sono conseguiria dormir mais rápido ou facilmente.
O tempo tá quente. Abafado. Mas o vento lá de fora é fresco. Não sei se daqui a 4 horas vai sair sol. Super queria ir à praia, pegar uma cor, ler um livro e escutar Ting Tings ou Jason Mraz ou Santogold, ou M.I.A. Sei lá, queria ir à praia. Só que o único problema é que daqui a 4 horas espero estar dormindo. E não me atrevo a pegar praia de tarde, até porque, pode não parecer, tenho mais o que fazer do que ficar indo a praia numa segunda-feira à tarde.
Pensei em voltar pro computador, ficar observando os BBB (sim eu vejo. Qual o problema, e daí?) ou sei lá fazendo o que. O que me dá nos nervos é que nesse tempo abafado, minha cama vira uma fornalhinha, eu não consigo dormir e nada realmente prende minha atenção na tv.
Não dou muitos dias pra ficar ranzinza e irritada, porque eu simplesmente quero conseguir dormir. Peço muito????? Dá vontade de pegar aquele remedinho feliz que eu deveria estar tomando às 22h00min e tomar agora. Mas tenho a plena convicção que só acordo no final do dia de amanhã. Aí não é legal, não vou gostar.
Com essa brincadeira de muito mau gosto que meu organismo tem feito comigo, perco o dia inteiro, nessa de sentir-me sonolenta e acabo não rendendo nada. Dá vontade de colocar uma roupa de ginástica e ir correr pelas ruas; limpar meu armário (mas pra isso preciso de música alta, luzes acesas, nem rola); inventar uma receita nova com sorvete, arroz, biscoito de cacau, pêssego e sei lá mais o quê. Sei lá, to enlouquecendo aqui. Minha última tentativa de sentir meu corpo cedendo ao cansaço era escrever e ficar vendo “Prisioneiros” no Discovery Channel. Só sinto muito ainda estarmos em horário de verão, porque o sol levanta ‘mais tarde’ e eu to doidinha pra tirar foto do dia amanhecendo.
Mãos na cabeça, olhos no teclado. Desespero. Quase cedendo à tentação de tomar meu sossega-leão fora do horário. Meu humor desce as escadas daquela Igreja que geral vai ajoelhado… E desce rolando igual um barril, coisa que pode e acometer se continuar sem ter horários pra nada inclusive me alimentar. Preciso arranjar, então, um mundo alternativo onde eu possa fechar minhas cortinas às 9 da matina e fazer tudo que preciso do meio da tarde à madrugada adentro. Mas o que não dá é eu querer dormir às 6, os telefones começarem a tocar, os ônibus e carros enlouquecidos pelas ruas a me irritar, a Comlurb cortando árvore, minha mãe querendo que eu fique admirando o móvel novo, minha avó querendo que eu faça pequenas compras, pessoas querendo me encontrar pra coisas que já foram combinadas levando-se em conta que eu estaria normal e dormindo na mesma hora que todo mundo, meus livros pedindo socorro e atenção porque simplesmente não consigo ler sentindo tanta aflição por simplesmente não conseguir dormir.
SOCORRO. To quase sentando à janela e imaginando através das águas que correm pelo vidro, como um filme romântico-brega, na esperança de imaginar que não estou sozinha nesse momento terrível. Eu acho mesmo que vivo num filme de terror feito por Zé do Caixão, onde a qualquer momento alguém vai abrir a porta do meu quarto, gritar “Buuu” e sair correndo. Cadê os zumbis pra me fazerem companhia?
Fico olhando o céu pela janela, esperando o céu clarear, tentando esquecer que a única coisa que me acompanha neste momento é um enjôo daqueles (que você tem depois que fica séculos sem comer coisas gordurosas e resolve fechar o fds com um pastel de queijo. Não me arrependo, though) que nem aquela soda cáustica que chama de Coca Cola resolveu. Prefiro dormir porque passa.
Ha-ha-ha. Dormir. Isso é coisa pra Cinderela. Eu devo ser a bruxa malvada que fica pensando no próximo feitiço que vou jogar. Ou seria eu uma “Betty, a feia” e alguma bruxa jogou algum feitiço em mim? Seria o Feitiço de Áquila? Hhhahahaahah! Agora entendi porque to solteira… Meu par vira bicho enquanto eu to durmo e vice-versa.
Acho que quanto mais fico acordada mais neurônios vão morrendo por falta de energia.
Já cortei a unha. Já fiz a sobrancelha (por sinal, fiz merda…). Já lixei as unhas das mãos, já vi um doc. de 2 horas sobre Sex Appeal, já tomei Coca-cola pra cortar o enjôo, já liguei a luz da luminária e fiquei olhando pra minha perna (não sei por que, oras), já fui olhar as pessoas da casa dormir (coisa de dodói, eu sei…), mas nada ABSOLUTAMENTE NADA me dá sono.
Sinto inveja de gente que deita as 22 e só de bater no travesseiro começa a ressonar, e só acorda com a luz do dia. Gente feliz essa. Pessoas com paz e com certeza de que no final do dia vão repetir a mesma coisa, over and over again até que a vida finde. Ta, não sei se sito tanta inveja assim. Rotinas desta ordem me deixam um pouco irritada.
Eu começo a achar que é melhor me convencer que vivo ao contrário, montar um curso preparatório pra insones, mudar meus horários de alimentação (porque como junto com pessoas normais e depois passo a noite acordada, dá fome), arranjar um emprego de vigia noturno ou de segurança de night. Dj. Qualquer coisa que eu possa adequar a esta loucura que estou vivendo.
E pra terminar essa coisa estranha que escrevo, é melhor ir embora porque esse programa sobre prisioneiros vai me dar pesadelo, se é que vou conseguir dormir ainda hoje. Sem contar que essa coisa o meu colo ta me dando mais calor que esse tempo esquisito que chove e não refresca.
FUI.

05h49min a.m.

P.s.: meus vizinhos começaram a acordar… será que dou bom dia?

Tudo tem explicação…

25 anos, 8 meses e 9 dias.
1 dedinho da mão quebrado.
1 dedinho do pé luxado.
Cabelo queimado.
4 anos de flauta transversal e doce.
2  anos  – ou menos -de violino.
6 meses de piano.
Mais de 10 anos cantando.
Faço comida.
Arrumo a casa.
Atendo o telefone e anoto recados.
Cuido de avó doente.
Vou pra Petrópolis.
Passo o Carnaval sozinha em Copacabana.
Fui à Espanha e Portugal.
Pago contas.
Tenho conta corrente.
Tenho dívidas e as pago.
Me viro bem com computadores.
5 anos e Direito.
1 trabalho e 2 estágios.
Viro a noite jogando corrida.
Ando sozinha à meia noite pelas ruas.
Jogo sinuca.
Jogo buraco.
Bebo chás.
Vou à cafeterias.
Encontro pessoas desconhecidas.
Fico com pessoas de caráter duvidoso.
Durmo sozinha vez ou outra.
Chorei várias vezes no colégio.
Choro vendo filmes.
Sei bater, sei brigar.

Tudo isso, com 25 anos 8 meses e 9 dias. Mas nada disso me é suficiente para eu ter a liberdade de quem verdadeiramente vive essa idade.
Já passei da fase do cansaço e desapontamento ou frustração, pra momentos de raiva e ódio mortais.

Esses anos de vida ainda não me fizeram eliminar certas toxinas que resolvem se manifestar na minha vida. Me afetam mais do que tudo que eu possa lembrar nesse momento. E por mais exercício mental que faça, essas tais toxinas me envenenam mais do que qualquer outra coisa.

A solução (e fuga, na verdade, é sempre dormir, tirar a raiva do coração (que eu sei que só sairá quando eu meter o pé fora de casa) e tentar aproveitar o que o resto do dia me proporciona.
Ou passar momentos com livros(no momento Ssramago). Ele, com certeza, me entende.  Aliás, o mundo inteiro me entende, menos quem compartilha do meu dna; seja ascendente, colateral ou seja lá mais o quê.
A parte da personalidade veio com (d)efeito, porque igual a minha ainda não achei ninguém na família. E infelizmente não dá pra dizer que EU fui adotada porque a semelhança até assusta..

Minha boca é cheia de argumentos cuspidos pela minha mente. Eu já tentei todos eles e nenhum funciona. É mais firme que o muro de Berlim ou as muralhas da china.
E minha única explicação pra isso tudo, pra tanta resistência contra um sistema já firmado, uma opinião firmemente formada, uma realidade tão redundantemente real é a seguinte: EGOÍSMO.

Update acerca do comment da Carol:
A minha IDENTIDADE, se choca com o EGOÍSMO das pessoas que vivem ao meu redor. É essa a raiz do problema…

Vou falar!

Vou te dizer uma coisa. Não queria escrever nada esta semana. Não por falta de assunto, mas por falta de vontade. Aliás, nossa. Semana cheia de acontecimentos. Mas já, já digo o por quê do desabafo.

Pra começar, a prova com que tive pesadelo não foi tão ruim assim e consegui responder às 3 questões que nos propuseram. Não sei se foi suficiente, mas foi. Acabou. Pelo menos até dia 13.
No final da prova, escutando uma menina pedindo informação, fui atrás dela pra saber da minha nota em Língua Estrangeira, no meu caso, inglês. CARAAAAAA, tirei 9,5!!! Fala sério. To me gabando há uma semana e não me canso, uhauhaha!

Outro update era sobre o que me dava vontade de chorar no último post. Era ridículo, mas já passou. Chegou ao fim. Tudo passa. E passará. E depois acabei chorando litros mesmo. Tá, na hora. Vago, não? Pois é. A história também era vaga, pra não chamar de rala. O que importa é que a fila anda e peixes (nem me incomodo se forem tão bonitos e altos e 4×4 também…….) estão por aí….
Ah! Falando em peixes no mar e blablablá whiskas Sachê, caaaaaraaaaa, o mundo só tem loucos! Hoje uma amiga veio me dizer que uma pessoa que eu conheço “resolveu” me achar interessante. Fala sério, oi? Nada a ver? Sem falar no nojinho que essa possibilidade me causa. Mas não entrarei em detalhes porque nem merece.

Final de Semana foi em Petroville. Teve “Piratas do Caribe” 1, 2 e 3, teve festa de Hallow’s Eve com maquiagem e tudo, ornamentação e tudo, comidas e bebidas e tudo. Teve choro, teve dose, teve perguntas constrangedoras por pessoas constrangedoras, teve muita música, teve até JuNu. Mas teve, além de tudo, momentos de vexame protagonizados por esta que este texto subscreve, com direito a choros e berros, mãos quase dentro de bacias, momento poliglota, emoção com desenho de uma criança, descoberta que meu nome não leva a letra ‘j’… e muito mais. Mas não vale contar tudo. Prefiro manter minha aparência de pessoa normal, sadia e sã.

A semana começou sem muito prometer e isso tava me irritando lictros! Tédio à esquerda, tédio à direita, em frente e atrás. T-É-D-I-O. Mas, como uma boa fã de seriados e com tanto tempo livre, o que eu faço? Assisto todos! Uhuuu!!!

E hoje, antes de assistir MILHÕES de estréias, parei pra fazer prova pra seleção de trainee da Vivo. Logo hoje, que foi um dia nada tedioso, cheio de coisas a fazer, cheia de lições de dona de casa pra completar, cheia de dor de garganta que não me permite cantar, nem comemorar a vitória do Barack Obama (pode ter certeza que na próxima década vai aparecer um monte de pentelho com o nome dele. E se for brasileiro, porque brasileiro é brega, vai ter até variação…).
Então. Aí me emputeci (odeio essa palavra, mas é ela que realmente consegue exprimir meu ódio). Não, não com a prova. Tá, também. Uma prova de português bosta, cuja uma das questões tratava de regra modificada na nova gramática brasileira a entrar em vigor e estava desatualizada. Achei desleixo, mas tá valendo. No meio da prova, como se ela em si já não fosse suficientemente chata, recebi uma ligação pra ajudar a pegar umas coisas que minha avó trazia do trabalho. NO MEIO DA PROVA. E minha mãe em casa, com a coluna toda ruim, manca igual sabe-se lá quem, toda ferrada. No final das contas, sobrava pra mim, anyways.

Okay, terminar a prova rápido. Terminei. E eis que essa mãe que colocou esta aqui no mundo, pergunta de que prova se tratava. Quando eu digo para o que é, eis que tenho a resposta que ACABOU COM MINHA SEMANA SE NÃO FOSSE A ESTRÉIA DE ANTM: “Vai fazer o que sendo trainee da Vivo? Vai sentar e estudar pra um concurso, que é emprego garantido”

Oi!?, te perguntei alguma coisa? Se eu não tivesse abrindo meu leque de opções todo mundo estaria reclamando. “Oi!?, Não vou discutir isso com você agora porque nem cabe”(isso foi realmente falado). Depois não reclama que eu reclamo que não tenho o que fazer!!!

Oi!? Deixa eu me ferrar na vida fazendo as minhas escolhas!!

Na boua? Me irritou almas! Muitas. Que mania esse povo tem de achar que sabe o que é melhor pra você. Tá, é mãe e TEORICAMENTE, sabe um pouco mais da vida (não necessariamente de você, da sua carreira e do que te faz feliz), mas isso não quer dizer que eu ache bom pra mim. AAAAAAfff. Me irritou. Deixa fazer as coisas por mim, do meu jeito… quem sabe não dá certo??
To tentando viver em plena paz e as pessoas me cutucam com vara curta. Parece até que não me conhece. Ou faz pra irritar. Ou é chata mesmo. E fico na última opção.

E se quiserem me ver daqui há 10 anos, enlouquecida, tomando prozac na veia, batendo a cabeça na parede ainda sóbria, matando pessoas por aí, fugindo do hospital dos bacanas, continuem com essa palhaçada de ficar me dizendo pra fazer concurso público pra qualquer merda que apareça. Continua, vai… vai falando aê….

Se eu fosse escrever tudo que realmente penso nesse momento, nunca mais “botaria a cara” nesse blog. Descobri que mesmo que a raiva passe, os pensamentos continuam, então preferi deixar isso passar. O que me irrita é que eu realmente queria escrever, mas ninguém tem abslutamente nada a ver com o que se passa na minha mente, e portanto, não têm a mínima obrigação de ler minhas reclamações. Volto quando me faltar raiva e sobrar disposição.

Era pra ser nada, virou um pedido pseudo-desesperado…

Com vontade de escrever mas com preguiça de fazê-lo…
Não tenho muito o que dizer além de estar em altas crises pessoais porque sou meio idiota. Mas quem não é, certo??
Acumulando atividades das quais provavelmente não darei conta, mas não me importo. Se nada der certo viro eremita. Porque essa de virar hippie é muito modinha.
Tenho que pensar num post mas meus olhos doem bastante, com causas desconhecidas mas, se Deus assim permitir, descobrirei logo. Não consigo ficar meia hora lendo, na frente do pc ou vendo televisão. Acabaram meus prazeres. Posso morrer agora.
Minto. posso não. Ainda tenho muita gente pra atormentar na vida. Muita boca pra beijar, muita prova pra ficar reprovada, muita unha pra quebrar, muita coisa pra comer (e assim explodir.. mas serei feliz, bem feliz…).
Aff. Tudo sem sentido. Qualquer dia volto com mais calma. E de preferência de bom humor. Como hoje 🙂
Deixa eu ver…. (to tentando arranjar assunto pra tornar esse blog mais interessante…)
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Peguei chuva hoje. Fui legal e simpática com várias pessoas. Traduzi um texto na prova de Mestrado. Dormi. Comprei um mini dicionário Michaelis (é mini messsmo, nem recomendo). Mal almocei. Mal ganhei um beijo. Meus olhos ardem desde as 7:30, hora que acordei, provavelmente ansiosa com a tal prova de inglês. Adorei minha aula de Tributário, falamos do que gosto, fiz um Embargos à Execução e fui feliz. Até descobrir que tava chovendo.
Tédio né? Me arranja um emprego que eu coloco as fofocas aqui! 😀
Tenho formação superior, sou comunicativa, falo inglês, entendo espanhol, sou simpática, educada, às vezes engraçada. Mas, acima de tudo.. preguiçosa.. Não! Não em local de trabalho! Adoro trabalhar… Mandar também e dar pitaco mais ainda…
Acabou o curriculum.

00:38 a.m.

00:19, 19.07.2008.

Nada pra fazer. Nem pra ver. Esta sexta-feira se tornou terrível. Não produzi absoutamente nada. Não tenho nem o que escrever, o que é uma verdadeira contradição à mesma pessoa de 2, 3 dias atrás, com a mente tão entalada de palavras e pensamentos que até para verbaliza-las era complicado.
Aí, nesta falta do que fazer e tentando controlar a enorme vontade voraz em comer algo doce, enquanto vejo o tempo passar pra ver se a televisão me oferece algo melhor que reprises das temporadas dos seriados, parei aqui. Muito tempo que não escrevo no “cara-a-tapa”. Em contrapartida, “sweetvice” foi atualizada há pouco tempo, no final da inspiração que tomou conta de mim.
E esse “mim”, essa pessoa que se chama por “eu”, fatalmente não é a mesma que conseguiu descrever-se tão bem no perfil do orkut. Coisa rara; tanto que até eu vez ou outra páro pra ler, porque realmente fico a pensar se existe algo ali que não seja eu. Ou alguma coisa do “eu” que não está ali.

Minha unha grande está me incomodando bastante pra digitar. E alguém do outro lado da tela, em algum lugar do mundo, sem nada melhor pra fazer do que ler este blog de um ser humano desconhecido, deve ter se perguntado: “oras, então corte-as”. Não, não as corto. Porque não sei cortar unhas. Ficam pequenas demais. Aí demoram vidas para crescer e isso me irrita. Tá aí outro problema: minhas unhas bloqueiam meus pensamentos? Porque a irritação bloqueia. Só penso naquilo que me irrita… então, certamente por derivação, minha unha também me bloqueia. Tá certo…

Até quero ver televisão, mas cá entre nós… tem coisa que anda incomodando bastante. Na verdade, posso trocar de canal quando me incomodar, tipo o trailer do Batman.

Não me interpretem mal, quero MUITO ver o filme, porque sou sádica e dizem que está sádico. E porque gosto do Batman, interpretado por um cara que tem a cabeça num formato meio quadrado. Mas tá valendo. O que me irrita é que, por conta da morte do menino lá, pessoas com menos coisas importantes pra fazer do que eu, começam a criar milhões de teorias quanto a cena que teria sido mais pesada e talvez fatídica. “Será que merece Heath Ledger um oscar póstumo?” “Será que o papel foi muito pesado pra um ator talentoso, porém muito novo?” “Será bla bla bla whiskas Sachê?” Cansaaaaaa! É melhor matutarem sobre teorias de “Lost”, que eu só não vejo pra não me viciar, já que estou em processo de desintoxicação, devido a projetos futuros importantes que não serão comentados aqui e nem por minha pessoa a qualquer que seja, mesmo o mais interessado (que na verdade sou eu e sendo então, um projeto meu, eu já sei).

Confuso, não? Pois é. Não é pra ser… Mas foi uma boa mostra de como meu cérebro andava trabalhando. Acho que estafei o bicho…

Bom, a vontade louca e insandecida de comer o doce continua. As unhas enormes incomodando, irritando e outros “andos” continua. E assunto pra escrever não tem. Então vou embora.

Tchau.


Coisas que sei; que não sei; coisas que aconteceram [a (re)volta das minhas amenidades]

Hoje tomei conhecimento da 1ª pessoa que de certa forma esteve na minha vida e que é um criminoso. Um amigo “de família” matou a mulher a facadas, tacou fogo no apartamento e foi preso em flagrante. O senhor é tão bonzinho que a noticia me chocou horrores.

Minha avó, que trabalhou anos com ele, ainda não sabe. Alias, ela está internada. Depois de uma semana de “moleza corporal” a levamos no médico e sua glicose estava a 560. Quando a internaram, no final do dia, estava a 670. Impressionantemente ela não ficou cega, não entrou em coma e nem teve nenhum outro sintoma daqueles de pessoas diabéticas, porque na verdade ela não estava nesse grupo. Agora ela está no CTI e ainda pode estar com problema na vesícula. Sabe-se lá no que vai dar tudo isso. Mas uma coisa eu sei: minha avó é forte pacas. E não é porque é minha avó, mas porque hoje, com menos de 24 horas de internação, a glicose já tinha baixado pra 150.

Fui pegar minha CNH. Odiei. Minha assinatura saiu tremida, parece até letra de criança. Não gostei. Mas agora posso, e devo, dirigir. Em pouco tempo, aliás…

Coisa que eu não sei é no que eu sou boa. Isso mesmo, aquele tipo de pergunta que você se faz com 14, 17 anos, e não com 25. Mas eu realmente não sei. Porque talvez eu ache que preciso ser a melhor em tudo. Mas eu sou sempre quase a pior em tudo. E isso é deprimente.

Teve um tempo atrás que eu me chamava de medíocre. As pessoas não gostam do tom da palavra porque soa pejorativo. Mas nem é. Medíocre de média mesmo. Listo aqui: eu me formei. Não estive entre os melhores da turma, meu CR não chegou a 8 no final. Beirou mas não chegou. Professores não me elogiavam. E minhas notas eram piores do que alguns zé ruelas.

Outro causo. Eu canto. Canto mesmo, de cantar lálálá. Mas não que eu cante mal, só não canto bem. Não poderia viver disso na vida. Acho que morreria de fome. Tá, não morreria de fome. Mas todas as pessoas do mundo que eu conheço e que cantam ou cantaram ou ainda cantam comigo, cantam melhor.

Tá achando pouco? Meu inglês poderia me render um dinheirinho. Mas ele é medíocre, assim como todo o resto. Não é ruim, não é ótimo. E no momento não está nada bom. Não pronuncio mais nada direito, às vezes me esqueço da construção das frases… falta do uso mesmo. Entender? Ah, até que entendo bem, mas muita gente que eu conheço entende melhor.

Não sei dirigir.

Não sei fazer doces

Não sei resolver cubo mágico (aquele maldito cubo de várias cores que você tem que colocar todas as cores juntas no mesmo lado).

Não sei muitas coisas. E não sou muita coisa.

Não sou boa nem em ser deprimida (sim, eu tenho depressão…). Quanto mais eu tento melhorar, mais minha mãe me critica achando que resultados virão com o simples engolir de remédios.

Não sou boa em arranjar empregos, algo que na verdade ela, minha mãe, acha que preciso pra não ficar deprimida, como se essa fosse a causa(pra quê tratar já que ela acha que sabe a raiz do problema?!?!)

Não sou boa com amigos. Não sou má, mas aparentemente não ligo pra eles. Talvez seja mais forte do que eu.

Ah! Por sinal, perdi uma amiga este ano. E desta vez nem foi minha culpa. Chega a ser engraçado isso. Mas não faço esforço não. “Faço o melhor que sou capaz só pra viver em paz”, como já diziam “os irmãos”.

Não sei não ter inveja. É feio isso, eu sei. Mas eu tenho. Inveja do que não tenho, do que gostaria de fazer e não faço por motivos alheios à minha vontade. E inveja dos meus amigos e suas amizades. Passa do ciúme. É feio, eu sei, mas é verdade e estou num momento super sincera.

“Ah, que isso, você é sim, inteligente, você é legal, você não é nada assim, blábláblá whiskas sachê.” Na boa, não cola, porque quem fala é sempre melhor do que eu em vários aspectos. E não sente tanta coisa ruim como eu. E porque tô falando isso? Porque esse mundo é uma selva e se você não for boa ou aparentemente perfeita ninguém te quer pra absolutamente nada porque vai existir alguém melhor.

Pensando seriamente em virar faquir. Ou partir pra Marte. Pelo menos lá sou a única que não é verde. É, mas aí eu iria reclamar de não ser verde….. ah, desisto.