Eu quero um lugar ao sol de Ipanema, cinema e televisão

Este mês é mês do meu aniversário, mês que me dou total liberdade para indulgências. Nada mais justo. Viver tem sido uma tarefa bem complicada nos últimos tempos.

Viver nos últimos 4 meses: perder emprego, terminar relacionamento. Cortar o cabelo e fazer um piercing. Ser deixada em muitos, muitos maus lençóis. Precisar da ajuda de amigos quando se mais precisa. Ter DR pós relacionamento. Decidir que tem gente muito chata na vida e que não dá pra se relacionar. Criar laços com outras pessoas incríveis. Reaver amigos queridos que te tiram do buraco no pior momento da sua vida.Ver tudo que entendia como uma vida minimante tranquila ir pro ralo. Desistir e em uma semana voltar atrás e acabar me envolvendo em mais um projeto, que eu tinha me prometido que não faria. Sentir e viver o carnaval d Continue lendo “Eu quero um lugar ao sol de Ipanema, cinema e televisão”

Tristeza Não Tem Fim. Felicidade…

Sabe quando algo magoa? Magoa de verdade? Pois é, ta aí um negócio que não sei lidar.
To numa boa, numa nice, tá dando pra levar a vida, tá dando ganhar mal e administrar pior ainda meu dinheiro. Tá dando.

A vida continua a mesma, o pentelho do meu ex-namorado ainda acha que pode me encher o saco… enfim, cotidiano.
Até que chega o dia, que venho esperando desde que o ano começou, em que eu vou começar a resolver a minha vida, do modo como realmente acho que deve ser. Fiquei quieta até então, porque a gente nunca sabe, né?
E depois de muito pensar e conversar com umas amigas, resolvi compartilhar com as pessoas que, supostamente, deveriam me apoiar nas escolhas da vida: familia. E o que aconteceu? Me fudi. Não, ninguém disse: “você não está louca de fazer isso” ou “te interno num centro psiquiátrico” e tals. Nem precisou.
Lidei com a cara de desapontamento, lidei com o desgosto estampado na testa gigante, com os comentários típicos de um cavalo de roça, que não enxerga pros lados, só à frente, aquela frente determinada por ele.

Passado o primeiro desgosto, achando que acabaria ali, me vi surpreendida por um alguém que sempre me apoiou em tudo. E daí a facada foi mais profunda. E isso me fez chorar, e me sentir verdadeiramente magoada, e chegar à patética conclusão de que as pessoas não querem te ver felizes, querem ver você realizando o que ELAS tem como padrão de felicidade.

Gente patética. Gente que consegue acabar com o seu mojo, sua vontade de fazer as coisas. Gente esta que está muito enganada em achar que irei desistir. Desta vez vou em frente, farei o que acho que deve ser feito.

Pode ser que eu quebre a cara, pode ser que não me sirva, pode ser que eu me ferre mesmo. Mas se eu não tentar, não vou saber e viverei o resto dos meus dias mediocremente aceitando aquilo que tem me sido imposto desde meu nascimento.
Não dá pra viver assim, não consigo ser feliz vivendo através dos outros. Preciso criar minhas próprias experiencias, boas, ruins, péssimas satisfatórias. Preciso enfrentar o mundo e as pessoas, mesmo as mais imbecis e tacanhas, mesmo que elas compartilhem DNA.

Isso tudo, se Deus assim permitir, vai acontecer. Até lá eu vou tentando não sentir a imensa dor de decepção, de coração partido, de facada nas costas, de  desapontamento por algo que me confere decidir e não os outros.
Farei tudo o que achar que deve ser feito. Se ninguém se preocupa com a minha felicidade, pelo menos eu ainda tenho esperança de alcançá-la.

Comida Virando Moeda de Barganha

As coisas aqui em casa são tragicômicas.

Hoje tentaram me comprar. E me vendi, melhor, fui VENDIDA, porque eu devo precisar fazer a política da boa vizinhança reloaded.
Fico eu no meu canto, todos os dias, mandando currículos, fazendo absolutamente nada que preste o dia inteiro. E é assim que as coisas são quando estou desempregada. A casa fica vazia a maior parte do tempo e eu gosto disso, fui criada assim; Mãe trabalhado o dia inteiro e quando não estudei em tempo integral, ficava em casa sem companhia. Eu aprendi a ser assim e ó, acho tranqüilo.
Morei um tempo com minha avó, que também trabalhava; eu continuei sozinha a maior parte do tempo e não aprendi a dar atenção pras pessoas estando dentro da minha casa.
Hoje minha mãe não foi trabalhar de manhã pra auxiliar minha avó em alguma coisa e voltou dizendo que ela fez almoço, pensando em mim. Fofo, não fosse o fato de que na minha casa tem comida e eu não queria sair dela, mesmo que seja pra descer 1 andar.
Explico pra minha mãe a desnecessidade disso tudo, ela desce, e volta toda trabalhada no discurso, cheia de ciúme, porque minha avó ficou falando que tá fresquinho, quentinho, e fica “puxandinho o meu saquinho” e minha mãe faz a magoada.
O engraçado é que minha avó me pediu um favor, que minha mãe poderia ter trazido pra que eu fizesse, mas não, ela se arrumou pro trabalho e repetiu 3 vezes a mesma frase: “Quando você descer pra pegar o papel, você vai e almoça. Sua avó deixou separado.”

Enfim, tudo isso pra dizer que estão comprando minha atenção com comida. E eu dou atenção. Quando quero e da maneira que quero. Acho injusto ser obrigada a certas imposições.
Na próxima vez, me eduquem com uma mãe dona de casa, onde todos fazem refeições à mesa, juntos, todos os dias.
Na próxima vez, aprendam a repartir o domínio da televisão, ao invés de dizer que “não é minha e que eu não vou ver o que eu quero”, pra eu aprender a socializar, e não passar o dia inteiro no meu quarto.

Eu gosto de ser como sou, mas deve incomodar tanto que precisam me obrigar a comer num horário que não quero, algo que não faço questão, pra que eu aja diferente.

O básico do básico, my ass.

Foram 5 longos anos. Isso pra quem se livra de uma reprovação. Mas é isso. 5 anos. Provas, trabalhos, códigos, vade mecum, aulas de filosofia e até português.

Em 2003 me aventurei a fazer faculdade de Direto sem saber ao certo onde estava me metendo. E na certeza de que aquela fora uma escolha minha.
Foram anos bem feitos, bem vividos, bem estudados. Na verdade, poderiam ter sido melhor estudados, fato.
No final, saí da faculdade com uma monografia bárbara e uma depressão a tira colo.

Dia 19/02/10 far-se-ão 2 anos da minha colação de grau. E nada, absolutamente nada mudou de lá pra cá. Nada de bom, eu digo. São 2 anos fazendo nada, além de meia dúzia de cursos. Umas tentativas de tirar minha carteira da Ordem, mas de resto, nada.

De uns dias pra cá, aliás, desde o meio do ano passado, 2009, pra cá, tenho procurado emprego por mil  que não vêm ao caso. Consegui um e fui demitida. E voltei à saga das entrevistas e etc etc etc. Hoje voltei de uma, que nem sei se dará certo, mas que me impulsionou a tentar fazer alguma coisa sobre meus estudos.
E até comecei a me ‘animar’ pra OAB de novo, pagar um cursinho e tals. E minha mãe vem me falar que é pra eu pagar um curso pra fazer concurso pra qualquer coisa, tipo agente administrativo do Detran. Nada contra quem presta, mas eu não passei 5 anos de faculdade e 2 anos parada pra fazer concurso de 2º grau, sem nem cogitar tirar minha OAB tão cedo. “Depois que você tiver lá, você pensa nisso.”, foi o que escutei.
Então, pra quê eu fiz Direito? Pra isso, eu poderia ter feito qualquer coisa mais fácil, menos dispendiosa e que tivesse durado só 4 anos, muito melhor.
Daí eu me pergunto o porquê disso tudo. Eu já entendi que fiz Direito porque meu inconsciente queria agradar minha família e não a mim. Mas já que essa parte eu fiz, por que as pessoas não param de tentar coordenar minha vida? Quem disse a ela que concurso público pra trabalho burocrático é o melhor pra mim? Quem disse a ela que eu to feliz assim, sem minha OAB? Quem disse que eu quero isso, de concurso, de concurso pra 2º grau?

Sinceramente, me magoa e muito nego querer o básico do básico pra mim, porque assim é mais fácil viver. Cansei disso. Cansei das pessoas acharem que OAB é uma fase totalmente dispensável pro Bacharel em Direito. Então, fiz Direito só pra nego encher a boca? Enche a boca de comida, seja medíocre mas não peça que eu seja.
Hoje eu sei que não sou nem estou dando nem 1/3 do que posso. Eu não posso porque to confusa, porque to deprimida, porque não sei ao certo o que quero. Mas dessa mediocridade eu preciso passar longe essa mediocridade eu sei que não quero. Porque quando eu acreditar, de verdade, 100% de que basta ser mais umazinha qualquer fazendo qualquer bostinha, vou parar de tentar de vez. E daí, ai de quem questionar a minha falta de ambição. E vai ser culpa sua.

Vou falar!

Vou te dizer uma coisa. Não queria escrever nada esta semana. Não por falta de assunto, mas por falta de vontade. Aliás, nossa. Semana cheia de acontecimentos. Mas já, já digo o por quê do desabafo.

Pra começar, a prova com que tive pesadelo não foi tão ruim assim e consegui responder às 3 questões que nos propuseram. Não sei se foi suficiente, mas foi. Acabou. Pelo menos até dia 13.
No final da prova, escutando uma menina pedindo informação, fui atrás dela pra saber da minha nota em Língua Estrangeira, no meu caso, inglês. CARAAAAAA, tirei 9,5!!! Fala sério. To me gabando há uma semana e não me canso, uhauhaha!

Outro update era sobre o que me dava vontade de chorar no último post. Era ridículo, mas já passou. Chegou ao fim. Tudo passa. E passará. E depois acabei chorando litros mesmo. Tá, na hora. Vago, não? Pois é. A história também era vaga, pra não chamar de rala. O que importa é que a fila anda e peixes (nem me incomodo se forem tão bonitos e altos e 4×4 também…….) estão por aí….
Ah! Falando em peixes no mar e blablablá whiskas Sachê, caaaaaraaaaa, o mundo só tem loucos! Hoje uma amiga veio me dizer que uma pessoa que eu conheço “resolveu” me achar interessante. Fala sério, oi? Nada a ver? Sem falar no nojinho que essa possibilidade me causa. Mas não entrarei em detalhes porque nem merece.

Final de Semana foi em Petroville. Teve “Piratas do Caribe” 1, 2 e 3, teve festa de Hallow’s Eve com maquiagem e tudo, ornamentação e tudo, comidas e bebidas e tudo. Teve choro, teve dose, teve perguntas constrangedoras por pessoas constrangedoras, teve muita música, teve até JuNu. Mas teve, além de tudo, momentos de vexame protagonizados por esta que este texto subscreve, com direito a choros e berros, mãos quase dentro de bacias, momento poliglota, emoção com desenho de uma criança, descoberta que meu nome não leva a letra ‘j’… e muito mais. Mas não vale contar tudo. Prefiro manter minha aparência de pessoa normal, sadia e sã.

A semana começou sem muito prometer e isso tava me irritando lictros! Tédio à esquerda, tédio à direita, em frente e atrás. T-É-D-I-O. Mas, como uma boa fã de seriados e com tanto tempo livre, o que eu faço? Assisto todos! Uhuuu!!!

E hoje, antes de assistir MILHÕES de estréias, parei pra fazer prova pra seleção de trainee da Vivo. Logo hoje, que foi um dia nada tedioso, cheio de coisas a fazer, cheia de lições de dona de casa pra completar, cheia de dor de garganta que não me permite cantar, nem comemorar a vitória do Barack Obama (pode ter certeza que na próxima década vai aparecer um monte de pentelho com o nome dele. E se for brasileiro, porque brasileiro é brega, vai ter até variação…).
Então. Aí me emputeci (odeio essa palavra, mas é ela que realmente consegue exprimir meu ódio). Não, não com a prova. Tá, também. Uma prova de português bosta, cuja uma das questões tratava de regra modificada na nova gramática brasileira a entrar em vigor e estava desatualizada. Achei desleixo, mas tá valendo. No meio da prova, como se ela em si já não fosse suficientemente chata, recebi uma ligação pra ajudar a pegar umas coisas que minha avó trazia do trabalho. NO MEIO DA PROVA. E minha mãe em casa, com a coluna toda ruim, manca igual sabe-se lá quem, toda ferrada. No final das contas, sobrava pra mim, anyways.

Okay, terminar a prova rápido. Terminei. E eis que essa mãe que colocou esta aqui no mundo, pergunta de que prova se tratava. Quando eu digo para o que é, eis que tenho a resposta que ACABOU COM MINHA SEMANA SE NÃO FOSSE A ESTRÉIA DE ANTM: “Vai fazer o que sendo trainee da Vivo? Vai sentar e estudar pra um concurso, que é emprego garantido”

Oi!?, te perguntei alguma coisa? Se eu não tivesse abrindo meu leque de opções todo mundo estaria reclamando. “Oi!?, Não vou discutir isso com você agora porque nem cabe”(isso foi realmente falado). Depois não reclama que eu reclamo que não tenho o que fazer!!!

Oi!? Deixa eu me ferrar na vida fazendo as minhas escolhas!!

Na boua? Me irritou almas! Muitas. Que mania esse povo tem de achar que sabe o que é melhor pra você. Tá, é mãe e TEORICAMENTE, sabe um pouco mais da vida (não necessariamente de você, da sua carreira e do que te faz feliz), mas isso não quer dizer que eu ache bom pra mim. AAAAAAfff. Me irritou. Deixa fazer as coisas por mim, do meu jeito… quem sabe não dá certo??
To tentando viver em plena paz e as pessoas me cutucam com vara curta. Parece até que não me conhece. Ou faz pra irritar. Ou é chata mesmo. E fico na última opção.

E se quiserem me ver daqui há 10 anos, enlouquecida, tomando prozac na veia, batendo a cabeça na parede ainda sóbria, matando pessoas por aí, fugindo do hospital dos bacanas, continuem com essa palhaçada de ficar me dizendo pra fazer concurso público pra qualquer merda que apareça. Continua, vai… vai falando aê….

Quando eu crescer…

Quando eu crescer…

eu quero ser forte.
eu quero ser inteligente.
eu quero ter passado por tudo na vida de cabeça erguida.
eu quero gostar do Canal Justiça.
eu quero ter filhos e netos.
eu quero continuar não gostando de comer comida.
eu quero comer doces escondidos.
eu quero ter um organismo forte e lutar contra todas as doenças até não ter mais força.
eu quero me indignar com a injustiça e lutar pela moralidade.
eu quero olhar pra trás e ter orgulho de tudo que foi conquistado.
eu quero ser independente e viver a minha vida como eu desejar.
eu quero trabalhar e manter minha cabeça ocupada.
eu quero ter humor.
eu quero ter fé. Mas a fé que poucos hoje ainda têm.
eu quero ser educada e polida, mas sempre agradável.
eu quero saber meu lugar no mundo e na sociedade.
eu quero ser feliz, apesar de tudo.
eu quero poder ajudar a quem for, com bondade no coração.
eu quero ficar teimosa, mais do que já sou.
eu quero ser admirada.
eu quero ser querida e amada.
eu quero ser convidada, ao invés de pedir.
eu quero ser exemplo.
eu quero ter esperanças.
eu quero saber que tudo pode ser feito, desde que tenha isso no coração.
eu quero ser bajulada e odiar ser bajulada.
eu quero ser simples.
eu quero ser humilde e metida ao mesmo tempo.

Hoje eu tirei uma hora pra conversar com ela. Não foi planejado nem programado.
Mas foi umas das melhores horas que tive em tempos. Não por ser quem é, por ser família, mas por ser um ser humano digno de admiração, respeito e amor.
Conheço poucas pessoas, ou talvez nem isso: é a pessoa a se copiar, a se espelhar. Minha avó é um exemplo de tudo que eu quero pra mim, de hoje até o resto dos meus dias.
Me orgulho de ser neta dela, de ser um ser com algumas características parecidas com ela, de ter o mesmo humor, de gostar de televisão, de adorar comer uma pizza ou um hamburger, de dormir tarde e dormir mal.

Quando crescer eu quero ser igual à minha avó.

Coisas que sei; que não sei; coisas que aconteceram [a (re)volta das minhas amenidades]

Hoje tomei conhecimento da 1ª pessoa que de certa forma esteve na minha vida e que é um criminoso. Um amigo “de família” matou a mulher a facadas, tacou fogo no apartamento e foi preso em flagrante. O senhor é tão bonzinho que a noticia me chocou horrores.

Minha avó, que trabalhou anos com ele, ainda não sabe. Alias, ela está internada. Depois de uma semana de “moleza corporal” a levamos no médico e sua glicose estava a 560. Quando a internaram, no final do dia, estava a 670. Impressionantemente ela não ficou cega, não entrou em coma e nem teve nenhum outro sintoma daqueles de pessoas diabéticas, porque na verdade ela não estava nesse grupo. Agora ela está no CTI e ainda pode estar com problema na vesícula. Sabe-se lá no que vai dar tudo isso. Mas uma coisa eu sei: minha avó é forte pacas. E não é porque é minha avó, mas porque hoje, com menos de 24 horas de internação, a glicose já tinha baixado pra 150.

Fui pegar minha CNH. Odiei. Minha assinatura saiu tremida, parece até letra de criança. Não gostei. Mas agora posso, e devo, dirigir. Em pouco tempo, aliás…

Coisa que eu não sei é no que eu sou boa. Isso mesmo, aquele tipo de pergunta que você se faz com 14, 17 anos, e não com 25. Mas eu realmente não sei. Porque talvez eu ache que preciso ser a melhor em tudo. Mas eu sou sempre quase a pior em tudo. E isso é deprimente.

Teve um tempo atrás que eu me chamava de medíocre. As pessoas não gostam do tom da palavra porque soa pejorativo. Mas nem é. Medíocre de média mesmo. Listo aqui: eu me formei. Não estive entre os melhores da turma, meu CR não chegou a 8 no final. Beirou mas não chegou. Professores não me elogiavam. E minhas notas eram piores do que alguns zé ruelas.

Outro causo. Eu canto. Canto mesmo, de cantar lálálá. Mas não que eu cante mal, só não canto bem. Não poderia viver disso na vida. Acho que morreria de fome. Tá, não morreria de fome. Mas todas as pessoas do mundo que eu conheço e que cantam ou cantaram ou ainda cantam comigo, cantam melhor.

Tá achando pouco? Meu inglês poderia me render um dinheirinho. Mas ele é medíocre, assim como todo o resto. Não é ruim, não é ótimo. E no momento não está nada bom. Não pronuncio mais nada direito, às vezes me esqueço da construção das frases… falta do uso mesmo. Entender? Ah, até que entendo bem, mas muita gente que eu conheço entende melhor.

Não sei dirigir.

Não sei fazer doces

Não sei resolver cubo mágico (aquele maldito cubo de várias cores que você tem que colocar todas as cores juntas no mesmo lado).

Não sei muitas coisas. E não sou muita coisa.

Não sou boa nem em ser deprimida (sim, eu tenho depressão…). Quanto mais eu tento melhorar, mais minha mãe me critica achando que resultados virão com o simples engolir de remédios.

Não sou boa em arranjar empregos, algo que na verdade ela, minha mãe, acha que preciso pra não ficar deprimida, como se essa fosse a causa(pra quê tratar já que ela acha que sabe a raiz do problema?!?!)

Não sou boa com amigos. Não sou má, mas aparentemente não ligo pra eles. Talvez seja mais forte do que eu.

Ah! Por sinal, perdi uma amiga este ano. E desta vez nem foi minha culpa. Chega a ser engraçado isso. Mas não faço esforço não. “Faço o melhor que sou capaz só pra viver em paz”, como já diziam “os irmãos”.

Não sei não ter inveja. É feio isso, eu sei. Mas eu tenho. Inveja do que não tenho, do que gostaria de fazer e não faço por motivos alheios à minha vontade. E inveja dos meus amigos e suas amizades. Passa do ciúme. É feio, eu sei, mas é verdade e estou num momento super sincera.

“Ah, que isso, você é sim, inteligente, você é legal, você não é nada assim, blábláblá whiskas sachê.” Na boa, não cola, porque quem fala é sempre melhor do que eu em vários aspectos. E não sente tanta coisa ruim como eu. E porque tô falando isso? Porque esse mundo é uma selva e se você não for boa ou aparentemente perfeita ninguém te quer pra absolutamente nada porque vai existir alguém melhor.

Pensando seriamente em virar faquir. Ou partir pra Marte. Pelo menos lá sou a única que não é verde. É, mas aí eu iria reclamar de não ser verde….. ah, desisto.

Da Inteligência à Dependência (e vice-versa)

Estou eu, no auge da minha juventude e com todo o futuro pela frente.
Tá, momento clichê-brega, mas tem motivo…

Do que adianta essa bosta de futuro todo pela frente se você simplesmente não sabe o que fazer com ele?
Sabe qual o problema? O problema é dos nossos pais! Pior! É dessa sociedade brasileira decadente que absorve tantas coisas de outras culturas mas outras coisas não. Porque se isso aqui fosse um Estados Unidos da América, uma Europa da vida, ao 18 anos era um “good bye, so long, farewell” e vai se virar. Você ia viver sua vida, fazer sua vida, ser independente e depois da faculdade, aí sim, você teria o mundo todo nas mãos, um futuro pela frente.

Mas não, nessa cultura de país subdesenvolvido vive-se sob as asas dos pais por muito tempo. Sair de casa mais cedo te dá muito mais perspectiva do que fazer da vida, isso sim. Fazer faculdade, voltar pra casa, ter almoço preparado pela mãe, empregada ou qualquer coisa que o valha. Ver “Video Show”, quiçá “Vale A Pena Ver De Novo”. Dormir e começar a maratona das novelas, começando com malhação. Isso pra ser genérica. Gente como eu ainda é pior: liga o computador, passa horas conversando. Vai pra tv e assiste um dos seriados bacanas, que viciosamente acompanhas. E é uma roda viva, como diria querido Chico…

Quando termina a faculdade, 100% da torcida do América Futebol Clube vêm te perguntar qual vai ser agora. Na boa, se você não sabe, muito menos eu. Aí começa o desespero do “o que vai ser de mim agora???”.

Mas como uma boa criação que te deram, te acalmam também. Mas esse consolo não dura muito não. O problema é que as dúvidas e confusão mental duram mais. E ninguém quer saber. E ficam a te importunar perguntando o que você vai fazer depois do curso, depois da OAB… E você se sente compelido a fazer concurso pra gari, só pra acalmar tantos corações desejosos do seu sucesso.
Mas sabe o que é isso? Não passa de uma vontade absurda dos seus pais te verem fora de casa, o que não deixa de ser lindo, só que ninguém te preparou pra isso, né? Porque quando você quis trabalhar alguém te disse que você era muito nova. E agora você não tem experiência em bulhufas…
Se americana eu fosse, já estaria longe de tantas complicações pós faculdade. Em casa não estaria mais; emprego já teria há tempos. E independência seria a palavra de ordem.

Ok, ok. Preciso aprender a usar minhas ferramentas à mão, certo. Pois não tenho nenhuma, senão meu cérebro. O problema é que ele já trabalhou pra CUT e só funciona quando bem entende, portanto forçá-lo a fazer concurso pra gari é mais complicado do que se imagina.

E agora sinto aquela pequena pressão básica da família, que pergunta se eu passei ou não naquele concurso ou simplesmente não fui classificada; que me manda edital de concurso por e-mail, assim como quem não quer nada; que pergunta se não tem nenhum concurso aberto…

Aff, sei lidar com isso não. Mas tô tentando. Só não adianta querer de mim, o que sempre me fizeram evitar: independência.

Dia dos Pais – a homenagem que não veio.

Há uma semana atrás,estava eu muito inspirada a escrever um post em “homenagem” ao dia dos pais.

Mas hoje eu penso bem e acho que gastaria muito do meu tempo precioso escrevendo sobre algo que tenho um verdadeiro (quase) repúdio. A culpa é do meu pai e ninguém tem nada a ver com isso, na verdade.
Além disso, a preguiça e outros sentimentos não muito mais grandiosos do que este arrebatam meu ser. E não me dão muito ânimo pra escrever.

Então, para os que tem(e amam) seus pais, feliz dia dos pais! Aproveitem, dêem presentes(sim, sou adepta ao feriados capitalistas..) e sejam bons filhos, pelo menos 1 vez no ano.
Para os que não tem(ou não gostam dos) pais, como eu, aproveitem o dia pra fazer bosta nenhuma! Sempre rola aquele almoço em família, pelo simples fato de que as pessoas são muito apegadas à tradição… então comam bastante, durmam e assistam ao Faustão. E pense no dinheiro que você economizou naquele par de meias… dá pra alugar um filminho(meu novo hábito).
Para os que estão numa situação diferente destas, e que eu não consigo pensar por falta de oxigenação no meu cérebro, façam o que bem entendam… carpe diem.É só. E já foi muito.

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Now playing: Chicas – Felicidade
via FoxyTunes

P.s.: só pra usar o novo dispositivo, apertei o player e foi a primeira música que começou a tocar. Não reflete estado de espírito.