Ninguém Pode Ser Aquilo Que Quer, A Não Ser Que Seja O Que Os Outros Querem Que Você Seja

Estou meio deprimida desde ontem. Resolvi ir à praia hoje, porque da última vez, funcionou bem como uma terapia alternativa. Aliás, foi a 4ª vez que fui desde o começo do ano, o que teoricamente representaria 4 anos da minha vida.

Voltei do mesmo jeito – senão pior – do que quando fui.
A verdade é que fechei um ciclo, e por isso volto a escrever somente aqui. Aquele outro blog tinha uma vibe de uma outra fase e este sinto como se fosse atemporal.

Estou deprimida. Tem muito de frustração, de preocupação, de saudade, de sentimento de derrota. Tem muito de tudo.
Mas o pior mesmo é a frustração-preocupação-derrota.
Ontem fechei o tal ciclo, dando por fim minha relação com meu antigo trabalho. Confesso que fiquei aliviada, lá não me fazia bem. Cumpri meu aviso prévio em casa porque meu chefe deduziu que realmente não estava bem, pra se ter noção.
De lá, fui pra uma entrevista de emprego, pra um cargo no qual não tenho experiência – e convenhamos, não tenho em quase nada – e saí meio deprimida porque né, é chato você não conseguir as coisas e ter planos e precisar de dinheiro, de emprego, pra correr atrás disso tudo.
Tinha feito uma outra entrevista na sexta-feira, e até agora não tive uma resposta, o que me faz deduzir que não dará em nada. E hoje era a data limite pra resposta do puta emprego que super queria e acho que não vou conseguir. Por que eu não tenho experiência.

Eu tenho sonhos. E descobri ter objetivos palpáveis, porém na minha família nada funciona, nem cheguei a comentar porque não tenho apoio, a não ser que seja pra fazer concurso público. Daí batem palma igual foca ganhando peixe.

E sabe qual o problema? Eu ODEIO a ideia de concurso público. Pode ser pelo estudo em dedicação exclusiva, pode ser por fazer um trabalho que requer muito pouco de mim(no sentido de habilidades e talentos pessoais)e do meu esforço pessoal, pode ser porque muito me desagrada tudo isso junto e mais um pouco. Aí hoje escutei da minha avó, que viu no jornal uma menina de 16 anos passou em 6 faculdades de medicina e disse que se não dormia ou comia, estava estudando. Sério, parabéns pra ela. Mas não é isso que quero. Será que sou super preguiçosa pra concursos? PODE SER.

O fato é que eu só escuto na tal da estabilidade. E será que ela é mais importante que todo o resto? Minha prima odeio ser funcionaria pública, trabalha em banco e até vai tentar outros concursos pra área dela; minha tia chegou num ponto de estafa tão grande, que há uns 3 anos vem tirando licença atrás de licença, até que agora voltou a trabalhar num setor babaca, só pra não se estressar e tirar a aposentadoria proporcional, daqui a 1 ano, que ela faz contagem regressiva.

Eu já concluí que eu não sou assim. Eu não quero ceder tudo que gosto e que talvez eu saiba fazer, ou venha a fazer de melhor,  e de mim mesma, por um emprego que me “dá estabilidade”. Será que já pensaram na possibilidade de que, quando você se dedica a algo que ama, e não tem a ver com concursos públicos aleatórios, você será bem-sucedido, será feliz, terá um bom dinheiro e não vai sofrer por fazer algo que não gosta?
Tenho provas vivas de que dinheiro e estabilidade não trazem felicidade e mesmo assim ficam me enfiando essa ideia pela goela.

Eu to deprimida. Porque tenho descoberto algo que posso fazer, que vou amar, que vou usar dos meus 5 anos de faculdade, mas que dependem de um emprego porque não terei apoio aqui e depois de um certo tempo, acho meio chato ficar pedindo dinheiro pra fazer certas coisas, principalmente quando você sabe que não será de bom grado. Confesso que não sei como seria isso no mercado de trabalho, mas descobre-se e tenta-se, porque será algo que vou gostar de fazer, ou seja, será bem feito e isso é valorizado e reconhecido.

Ir à praia me fez pensar nessas frustrações, voltar dela, me deixou mais aborrecida sobre isso tudo e fico achando, sempre absurdamente temerosa, de que nada na minha vida vai dar certo enquanto eu não sentar e ficar horas estudando pra concursos que não dou bola, até passar. Porque fico sempre com a sensação de que a torcida pra que eu me dê mal fora do funcionalismo público é tão grande e tão forte, que não tem esforço que eu faça que mude meu destino.

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Então é Natal, tempo de “balance the hole thing” e resoluções.

Como Simone canta todo fucking final de ano, “então é Natal”. Pros que fazem contagem regressiva, faltam apenas 2 dias pra famigerada véspera de Natal. Eu não faço contagem regressiva, espero mesmo o ano virar reclamando do tanto que odeio dezembro.

Desta vez quebro a cara porque o mês tá voando  e nem dá muito tempo de reclamar mesmo. Só me resta então aquela avaliação básica de todo ano.
Confesso que o resultado final do ano foi mega ruim, apesar de poucos pontos realmente negativos a pesar. Ou não.

Profissionalmente, o ano começou com prova da OAB, para a qual não estudei, cheguei na 2ª fase, não estudei e não passei. Aí desisti, fui estudar prum concurso que não saiu até hoje. Aí fiquei de delícia por zilhões de meses, coisas de décadas, cagando pra Ordem por milhões de motivos, inclusive de saúde.
Chegou setembro e comecei a procurar, literalmente, qualquer merda, o que acabou acontecendo. Parei num sub-sub-emprego, coisa de louco. Fiquei lá por 3 longos meses e só saí porque nego me demitiu. Não, nem era mesmo um lugar saudável pra mim mas eu precisava daquilo, mesmo que pra me ocupar. Resultado: desempregada e mesmo procurando, sem previsão de outro num futuro imediato.

A saúde oscilou. Culpa minha como sempre. Não me cuidei, surtei por um longo período lá pro meio do ano. Comecei a colocar tudo em ordem, até fiz o grande favor de perder alguns quilos que não ganhei novamente, mesmo tendo voltado aos velhos hábitos de farinha branca (bad trip, btw, vou volta pra integral asap) e sem caminhar. Dores de cabeça as always, parei meu tratamento mas sobrevvi. Comecei a trampar, arranjei uma alergia ainda de causa desconhecida, arranjei uma gastrite. Resultado: me coçando como uma sujinha, mas não por falta de limpeza, gastrite mal controlada, mente inquieta por falta de terapia.

Meus ‘causos’ amorosos foram poucos mas causaram o suficiente pra me estressar. Nada durou, o que era ‘so 2008‘ – ou também conhecido como negão-de-tirar-o-chapéu – acabou por bater a porta nesse ano também. O cara foi uma ótima companhia pros momentos “não tenho nada melhor pra fazer”, até marcar um date pro dia dos namorados. Po, a pessoa aqui nunca comemorou um dia dos namorados e nem esperava tanto. Mas era melhor não ter esperado nada. Fiasco dos feios. Aí rolou um hiato, a gente voltou a se falar, eu surtei e mandei ele catar coquinho. Nesse ínterim, pouca aventura. Pouquíssima, quase nada. Então o menino fdpccb chegou, a gente tentou se alinhar e só deu quiprocó. Depois de assumir um namoro, meu primeiro por sinal, acabou em fiasco. Com o negão-de-tirar-o-chapéu ensaiamos um possível revival mas logo ficou claro que foi fogo de palha. Resultado: sozinha de novo e sem previsão de mudança[mané catraca seletiva, fica a dica]

Mas o maior e mais vergonhoso fiasco foi minha vida social. Você se dá conta que a coisa tá muito, muito ruim, quando nego cria uns 8 álbuns no orkut pro ano de 2009 e você nem completou o 1º. Saí pra beber poucas vezes, pra dançar, muito menos. Meu aniversário eu tava numa bad vibe tão grande que o máximo que fiz, por insistência de amigos, foi tomar um café no California Coffee (L). Viajei pra São Paulo numa estada curtísssima e que minha mãe estragou, com o talento que ela tem pra isso, e anda perdi meu celular voltando pra casa. Tirando isso, rolou um queijos e vinhos show e de night mesmo, me lembrando BEM, teve uma que foi superb, com direito a moleque me achando a última coca-cola do deserto, rsrsrs! Resultado: epic fail.

Pra piorar minha situação, tirei esses últimos dias pra chegar à conclusão de que mais um ano passou, contabilizando 2 anos de formada, numa profissão que gosto mas não amo. Aí lembro do que amo e do que poderia estar fazendo com isso.
Não obstante, é muito ruim passar um ano inteirinho saindo muito pouco, se divertindo muito pouco, conhecendo pouquíssimas pessoas e consequentemente não saindo do mundo inócuo que eu vivo, sem emoção, sem diversão. Eu to solteira, no Rio de Janeiro, e não tiro proveito disso. Tá, tenho umas variáveis que não colaboram muito mas, né. Tá na hora.

Então, contrariando minhas convicções, resolvi fazer algumas resoluções pra 2010. Nada muito difícil e isso pode parecer covardia. Mas como uma boa pessimista, esse é o melhor que posso fazer:
– Voltar a caminhar;
– Abandonar de vez a farinha branca;
– Sair com regularidade. Se faltar dinheiro, nem que seja pra uma cerveja na esquina. Mas não ficar em casa;
– Tomar coragem pra tirar minha OAB;
– Quitar minhas dívidas;
– Emagrecer mais alguns quilos pra realizar meu antigo sonho [se rolar eu conto].

Então, nada demais. Assim como o outcome do ano que tá acabando. Nada demais. Numa média aritmética que só existe na minha cabeça, o resultado foi: fail.
Mas po, 2010 ta aí pra provar que posso fazer melhor. Yes I can.
And so do you.


p.s.: cara, eu AMAVA meus textos. Tá tudo uma bosta. Ta aí mais uma resolução pra 2010.

É Preciso Saber Viver II

Venho indagando como fazer as coisas fluírem na minha vida. Eu sempre penso, penso, penso. Alias, só faço pensar.

No caminho para cá me peguei pensando em um monte de coisas que aconteceram ontem, hoje e em muitas coisas que aconteceram no passado.

Descobri, sem querer, que o emprego que supostamente eu queria não vou conseguir por um erro involuntário meu. “Supostamente” porque acredito que meu subconsciente tem um ultra poder de me dominar e o tal erro que cometi é a nítida constatação do mesmo quando, após 1 semana do dia que achava ter encaminhado o texto que me foi pedido, vi na pasta de e-mails enviados, e que até abri no decorrer da semana e nem relei os olhos neste em especial, que o endereço estava errado. E apesar de querer E precisar trabalhar, vez ou outra não compareço a entrevistas marcadas, tampouco entrego meu curriculum a empregos quase certos de conseguir.

Ontem também descobri que uma pessoa que sempre foi mais “letárgica” que eu, está num ciclo de evolução estrondoso. Começou o ano trabalhando, sempre procurando melhores propostas; acabou virando funcionária pública e como se não bastasse, está tentando ocupar o tempo que resta com algo que capitalize para conseguir a tão esperada independência e ir morar sozinha em 2 meses. Foi um choque e ao mesmo tempo uma boa surpresa; fiquei orgulhosa. O choque é muito maior, tem proporções terríveis em mim, por saber e conhecer bem quem a pessoa era e como se comportava. Claro que vários fatores contam contra mim e muitos a favor deste ser.

Vejo cada um à minha volta vivendo, se envolvendo em milhões de coisas, criando metas e planejando o futuro. Eu só sonho. Muito. Muito mais do que as pessoas possam imaginar. Sou uma eterna sonhadora, apesar de naturalmente ser pessimista; é meio dicotômico, mas é assim. Porque sonhar sabendo ou achando que nada vai dar certo me coloca de novo no ponto de partida, de onde pareço nunca ter saído.

Pra dizer que nunca “agi, agindo”, “fiz fazendo”, houve uma época em que nada importava muito. Não tinha medo, não tinha dúvidas avassaladores e muito menos uma variedade de análises pra comprar uma maça fuji ou gala. Vivia de um jeito louco a meu ver, fruto das companhias que tinha; fruto de uma vida de repressão e proibições. Literalmente não tava nem aí pra mim, pra você, pra muita coisa. Mas vivia. Saía e me divertia. Curtia aquele momento como único e em momento algum criava hipóteses mirabolantes para não sair de casa. Se eu tivesse parado pra avaliar o que eu fazia naquela época, veria o quão vazia tudo parecia… Mas foi bom.

Esse gap não durou muito. Mas foi bom, me rendeu histórias, “escureceu” meu passado e alguns podres que eu talvez vá contar aos meus filhos.

E hoje, ao passar por uma senhora com câncer, de lenço na cabeça, fiquei a pensar do que seria de mim na mesma situação. Inflei o peito e pensei que no lugar dela eu aproveitaria cada minuto da incerta vida que me restara. E com muito pesar, muita tristeza, lembrei da Juliana. Já se fizeram 6 anos desde o seu falecimento por conta essa maldita doença. E lembro que apesar de tudo, de tantas marés contra ela, Juliana era intensa. Até os últimos dias ela aproveitou o que pôde e sempre me dizia que o lance era curtir a vida porque do amanhã só Deus sabe. E assim ela se foi. De uma ótima conversa numa 5ª-feira à noite a um domingo triste quando ela se foi. Mas tenho certeza de que ela não se arrependia do tempo que teve, das dúzias de namorados, das dezenas de lenços pra adornar a cabeça combinando com as roupas.

E eu? Eu escuto tantas pessoas, amigos, terapeutas me dizendo o mesmo, a todo tempo. E mesmo assim eu não consigo internalizar. Não consigo viver e para de pensar tanto. E me esforço, mas falho em 99% das tentativas.

A teoria que tiro disso tudo é que mesmo quando eu quero algo, pode até ser que eu vá lá e faça. Mas isso tudo é de uma efemeridade tamanha. Tem muito monstrinho dentro de mim, como um batalhão muito eficaz e eficiente, criando estratagemas e boicotes para não permitir que minhas esperanças de ser alguém melhor se concretize. E fico na esperança de daqui a 10 anos olhar pra trás e ver que pude mudar as coisas em tempo hábil, tempo de ainda ser realmente feliz, ser livre, de ainda ter tempo de viver.

Post Scriptum: o texto foi escrito na sala de espera de um hospital dia 21/07. Resolvi publicá-lo por estar dando voltar neste assunto



Sem tomar partido…

Esse post tem tudo pra ser tachado de hipócrita. Mas digo, essa política brasileira me irrita, me cansa. E sabe o que me cansa mais? Ver um bando de gente se revoltando com tudo, com toda a corrupção, com os políticos levando nosso dinheiro e construindo/comprando castelos. Eu devia achar bom, não? Pois é, mas revolta passiva não muda nada.
Eu? Eu não me meto. Porque sou apolítica, se é que a palavra existe. E não é que eu não me preocupe com o futuro do meu país, com o que fazem com o dinheiro dos impostos que pago. Mas sei que eu não tenho tesão em fazer nada.
Há uns 2 ou 3 meses atrás, parei pra ver um documentário num canal aí, falando das Diretas Já, como o povo se mobilizou, como foram às ruas reivindicar direitos. Aquilo lá foi louco. Eu tinha acabado de nascer, aliás, nasci ainda na ditadura.
Personalidades importantes, artistas, cantores, formadores de opinião em palanques, todos por uma mesma causa.
Naquela época se fazia política. Sempre tivemos nossos ladrões, mas os relatos dos políticos da época eram genuinamente sobre política. E por pior que eles fossem naquela época, eles gostavam da política, no sentido mais puro. Era uma época em que acompanhar debate em Senado ou em Assembléias Legislativas devia ser legal, porque era debate, era discussão, era troca de idéias. E na maior parte das vezes, creio eu, pelo bem do todo.
De novo digo, talvez eles roubassem também naquela época, mas mesmo assim se via política.
O que temos hoje? Uns metidos a espertos, fazendo o povo de bobo, que pouco entendem a função e importância dos cargos que exercem. Votamos e acreditamos em pessoas porque são bonitas. Sim, isso ainda acontece e eu ouvi uma mulher, teoricamente esclarecida, dizendo que tinha votado em fulano porque era um ‘homão’.
Se você colocar naqueles canais de justiça, é triste. É o Congresso VAZIO, com meia dúzia de subversivos de bom coração, mas que não sabem agir ou mobilizar, gritando ao microfone achando ,que será ouvido. É Assembléia Legislativa aprovando projetos de Lei sem parar pra ouvir. É terrível.
Hoje os microfones até são mais ‘abertos’ porque não vivemos na ditadura, mas os ouvidos só escutam o que é de interesse próprio.
Desculpem-me a intolerância, mas como podemos eleger pessoas que literalmente ditam o que será de nós, se essa pessoa não tem instrução? Criar leis não é só ter uma idéia e achar bacana. É muito mais do que querer fio-dental nos restaurantes. É lidar com a vida dos outros, com a liberdade alheia, com a felicidade de uma nação inteira. E acabamos elegendo quem nem nunca ouviu falar em Processo Legislativo, não sabe a diferença de Lei Ordinária pra Lei Complementar… Não, não digo que políticos tinham que fazer  faculdade de Direito, mas tinham que ter informação, educação. Isso. Educação, pra conseguir educar o povo. Mas educação traz saber, e saber traz informação. E cidadãos com informação e não ignorantes é ruim para os poderosos, que não teriam como roubar de todos.
O futuro que vejo pra tudo isso é muito ruim. E nesse estágio em que chegamos, sinceramente não acredito em melhoras. Mas são palavras de uma pessimista passiva.
E por isso disse que seria um post hipócrita, mas desculpem-me. Não tenho menor vontade de me inteirar e agir, reagir à política que este país faz agora. Se fosse em 1984, eu estaria lá, porque só de ver o documentário me emocionei com a força que todos tinham quando lutavam por uma causa maior.
Mas hoje… só assisto um país tão lindo, tão cheio de potencial, afundar no meio do oceano atlântico, afundar em suas próprias escolhas burras. Eu só faço sentir muito ver que 25 anos depois do auge da política, o melhor que o povo faz é ficar fazendo protestos online.
Tá.. mas se eu nem isso faço, to falando o que, né? Eu me posicionei. Anulo meus votos ou voto em conhecidos em quem realmente coloco minha esperança de fazer alguma coisa. Se tá tudo ruim, tenho consciência de que talvez eu tenha participação nisso. E até a próxima eleição, é algo a se pensar. Mas fazer protestos atrás de uma tela, se achando o revolucionário é coisa de idiota. Mas aqueles que vão às ruas e fazem-se ser ouvidos, eles têm meu aplauso, desde que não façam baderna e, infelizmente, quando se vê um protesto, é isso. Baderna. As pessoas deveriam trazer à memória a geração cara pintada, Diretas Já e usar isso como parâmetro.

Ser fiel a ideais é lindo, de verdade. Mas o grito só faz ensurdecer a quem também está a gritar. Ou àquele que resolveu não participar. É preciso ações verdadeiramente passíveis de criar um impacto no nosso Brasil.
Se meus filhos vão passar por isso? Sinceramente espero que não; tamanha ignorância e desesperança  em que vivemos não desejo ao futuro.

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Now playing: Julia Nunes – Julia Nunes – I love you
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Lista de Desejos…

lista de desejoNão sou dessas coisas porque minha indecisão não permite que eu liste tão pouco. Mas Menina Fafá me sugestionou e resolvi acatar; colocar um pouco de coisa boa nesse blog. E não indico ninguém, só peço que me avisem se fizeram ou não…

Regras:
1 – A pessoa selecionada deve fazer uma lista com oito coisas que gostaria de fazer antes de morrer.
2 – É necessário que se faça uma postagem relacionando estas oito coisas, não importando o que seja; é necessário que a pessoa explique as regras do jogo.
3 – Ao finalizar, devemos convidar oito parceiros de blogs.
4 – E finalmente, deixar se possível um comentário para quem nos convidou, e informar os convidados.

1- Fazer outras faculdades, todas que me interessam. E são algumas;
2- Passar uma boa temporada na Inglaterra e outra boa temporada no Canadá, além de conhecer zilhões de lugares;
3- Adotar 1 ou 2 crianças. Isto depende de certas variantes;
4- Saltar de paraquedas;
5- Escrever um livro, bacana mesmo, desses que as pessoas iriam gostar de ler;
6- Casar e constituir família. Mas aquele casamento que a paixão não vai embora com o tempo;
7- Ter um emprego em que eu GOSTE de trabalhar;
8- Me envolver com artes, de um modo geral.

São esses, mas não necessariamente nesta ordem. E alguns deles podem mudar conforme o tempo… Não é nenhuma novidade minha instabilidade, né…

What’s Up*

Eu queria saber em que momento da minha corrida acirrada ao óvulo de minha mãe, eu pedi pra ser assim. Também gostaria que me explicassem a parada dos genes do pai e da mãe. Não que eu me importe com Biologia, to pouco me lixando. Mas queria entender como tudo consegue dar errado aquele que um dia teve esperança de dar certo.
Juro que andei pensando que, talvez, eu tenha sido um espermatozóide curioso, não vitorioso… tipo.. larguei antes e saí entrando pra ver qual era a da parada, porque NADA FAZ SENTIDO.

Minhas semanas voltaram a ser a eterna confusão de absolutamente tudo misturado – isso mesmo – e eu não sei como resolver 1/3 dos meus problemas. Porque falar – como muito e quase todos fazem – é muito fácil; mas colocar em prática normalmente é difícil, principalmente quando sua mente corre pro lado contrário.

Voltei a pensar em coisas trágicas e formas trágicas de tornar tudo trágico. Porque, como boa dramática que sou, cansei de escutar que me faço de vítima, de coitada, que não aceito críticas. Cansei. Não porque eu aceite críticas; mas berrar comigo não funciona. E é fácil demais exaltar as coisas ruins, mas as boas eu fico sentada esperando e batendo a cabeça de cochilar, porque não vêm.
Posso estar exagerando? Posso. Mas considerando a situação fática que me encontro há 2 anos, deveriam ter um pouco mais de paciência ou compreensão. Não quero ninguém “sentindo a minha dor”, mas quero que respeitem o que eu penso e quem eu sou.

Cheguei num ponto em que estou desistindo dos meus amigos. Não que eles mereçam ser desistidos, mas ele não merecem conviver com alguém que reclama 90% do tempo sobre coisas que ninguém pode consertar. E quando não sou chata sou insuportável com meu sarcasmo, ironia, sinceridade e tantas outras coisas ruins. Então não os procuro, muitas vezes os evito e muitos deles nem lembram que cá estou com minha solitude. Não são todos, mas alguns.

E, sinceramente, se o básico que é cultivar amigos e manter o mínimo de sanidade tem sido difícil, se com o mínimo de animação eu não consigo cumprir metade das coisas que deveria cumprir num dia, quiçá passar num concurso; sair de casa e conhecer alguém interessante. E tantas outras coisas.
Cheguei ao ponto – melhor, voltei -de não conseguir me comprometer com as pessoas, furar e não dar satisfação, dormir a maior parte do dia, isso quando não estou comendo. E quem deveria entender, reconhecer, ajudar, faz vista grossa, porque, por ironia do destino, a prática da profissão no âmbito familiar é algo impossível.

Não quero piedade, pena, caridade ou favor. Na verdade eu não quero nada de ninguém. Minto, quero muitas coisas. Mas como estou, não terei nada de ninguém, porque estou como aqueles que as pessoas fogem; tipinho de gente desagradável que quando resolve conversar quebra o clima tranquilo da vida da pessoa do outro lado.

Se eu posso me ajudar? Posso. Estou tentando. Mais uma vez. Mas desta vez não vejo esperanças. Me sinto num túnel sem luz no final, num labirinto sem saída. Vislumbro um futuro nojento pra mim e não consigo parar de pensar nele todos os dias, – literalmente – mas não me movo pra modificá-lo. Não que não queira, só não consigo. E o papo de “Você tem que tentar”, não funciona com pessoas como eu. Não é má vontade, é simplesmente mais forte do que todos os estímulos cerebrais que deveriam me impulsionar.

Hoje já não sei se peço pro mundo acabar amanhã, se espero ser atropelada por um ônibus na Presidente Vargas, se espero definhar afundando na cama… Porque pensar no futuro que acho que está reservado pra mim me faz tão mal – e sim, nem isso me faz mudar. E não é falta de desejo – que não quererei vivê-lo. Eu velha, desempregada, solteira e morando com minha mãe… pior do que todos os meus pesadelos.

Agora, que remedinho fez efeito, vou deitar-me e sonhar com o nada, ou com tudo aquilo que sonho ter na vida e não vejo caminhos hábeis ou habilidade para alcançá-lo. E nem no mérito de que não sou inteligente eu vou entrar porque é um trauma bem guardado, já que resolvido não será.

Indo contra todas as minhas crenças – mas acredito piamente que Deus sabe que não estou no meu melhor juízo – perdi minha esperança de um futuro qualquer. Porque o futuro que acho que terei já estou vivendo e no limite, a passo de pegar meia dúzia de roupas e parar no 1º abrigo da prefeitura que achar.
Não, nem iria pra abrigo porque sou medrosa. Mas esse monstro tá dormindo também.
Tenho uns outros no coraçãozinho mas que quanto mais os verbalizo mais sofrimento e traz. E de sofrimento bastam-me os causados no decorrer desses dias que não chamaria de malditos, mas infortúnios.

Partindo pro fim de semana do cobertor, televisão, biscoito e cochilo. Porque, por enquanto, aparentemente, só isso posso me permitir a fazer sem chatear alguém ou me irritar ao ponto de acabar fazendo coisas que não quero.
A esperança – e única – que tenho dentro de mim é que pelo menos na minha cama eu posso ficar, deixando o mundo rodar lá fora, pros felizes, otimistas e obstinados. Eu não faço parte dessas categorias.


*Now playing: 4 Non Blondes – What’s Up?
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Coisas e mais coisas..

Sou um pouco narcisista e sempre, quase que uma vez por semana, fico a ver as fotos dos meus álbuns do orkut. Agora há pouco tava fazendo exatamente isso, até que comecei a me incomodar com um troço que eu nunca tinha dado valor até ter a 1ª vez: sobrancelhas feitas. Sério. 90% das fotos elas estão bagunçadas e como isso me incomoda hoje! Fica tão feio, não sei como demorei tanto pra começar a fazê-las.. E hoje eu quem as faço, não pago nada por isso e ficam tão direitinhas… Uma graça…
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Fui picada por uma abelha na segunda-feira. Isso não acontecia há uns 15 anos, mais ou menos. Aí cogitei a hipótese de ter ficado alérgica a picadas de abelha. Na mesma hora uma amiga disse: claro que não, né? Ninguém desenvolve alergia. Achei até coerente mas fiquei meio na dúvida. A semana passou, a picada começou a coçar e ontem eu tinha um braço nascendo do braço. Tava MEGA inchado, coçando horrores, doendo como nunca imaginei.. uma loucura. Resolvi ir no médico e quando ela olha, as primeiras palavras são: “Por que você não foi direto pra uma emergência?”. porque eu NUNCA que ia imaginar que meu braço cresceria e eu quase o perderia, coitadinho… E pra minha felicidade e susto, estou a tomar um antialérgico e um antibiótico por 10 dias, 4 vezes ao dia! Pelo visto não foi coisa pequena não… E agora sei que tenho alergia a picada de abelhas, thanks for telling me!
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Hoje é sexta e eu só quero que terça chegue. Parece perto, mas ao mesmo tempo muito longe. É o bendito dia que sai o resultado da OAB. Dependendo disso, comemoro ou não meu aniversário. E isso é sério, visto que a fossa, caso uma reprovação me assombre, vai ser de dias. E pior: não vou poder beber pra comemorar ou mesmo pra afogar as mágoas. Culpa do braço quase decepado e seu antibiótico.
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Olha, vou te dizer… Essa coisa de não ter emprego é uma merda. Não porque você não tem o que fazer ou coisas do tipo. Eu até tenho, tenho curso pro concurso que mais quero neste momento. O único e exclusivo detalhe é que pra isso eu preciso comprar alguns poucos livros. E quando digo pouco, são poucos mesmo. Só que a conta chega perto dos 500 reais! E se não basta ser sustentada e se sentir incomodada, é a possibilidade de não consegui-los -os livros, eu digo – ou mesmo ficar morrendo de vergonha de pedir mais dinheiro. Depois que a gente começa a trabalhar e ter noção de como dinheiro não se ganha fácil mas gasta-se fácil, fica difícil sair pedindo as coisas como se fosse um caixa automático. Eu só sou classe média porque moro bem e tenho boa criação, mas meu dinheiro não cresce em árvore, não é capim e não tá sobrando!
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Voltei a cantar. 2ª e 5ª. Um coro misto e um feminino. Sinto que renasci. E toda vez que vou pro ensaio de 2ª fico encantada com a faculdade e me dá uma puta vontade de fazer música (mas também quero fazer Letras, Filosofia, Ciências Políticas, Gastronomia, curso de fotografia, francês, espanhol e alemão). Mas pra isso eu preciso gastar uma fortuna com livros, passar num concurso e ter dinheiro pra me sustentar. Mas ao mesmo tempo, fico a pensar e vale a pena desfocar da minha área… porque o que quero messsmo é outra área no Direito. Não estou preparada agora pra isso, mas eu quero, num futuro não muito distante.
Acho que eu preciso messssmo aprender a ser gente grande e sair desse mundo de ilusão que vivo, de achar que vou ter tempo de fazer zilhões de faculdades e ter uma carreira bem sucedida. Confuso, não?
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Como eu ando intolerante. Sei lá por que. Só sei que estou. Só o fato de alguém não atender minhas ligações me irrita. Tentar dormir e não conseguir me irrita. Mas ao mesmo tempo estou com um astral ótimo, como disse uma amiga.
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Preciso comprar um roteador pra ontem. Meu notebook tá aqui parado, sem muita utilidade porque eu simplesmente não tenho como conectar-me à internet. E não tenho realmente digitado nada além do usual, aí perde o objeto… Mas como eu gosto dele!!

Tinha mais alguma coisa pra escrever aqui, mas esqueci completamente. Normal. Deixa pra depois.


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Now playing: Jason Mraz – Coyotes
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2009

2009. Ano ímpar. Dizem as más línguas que ano ímpar é ao pra arranjar um par. Não garanto certeza de satisfação total verificando que alguns anos ímpares já se passaram e testemunhas vivas continuam solteiras em anos pares e ímpares. Essa e outras coisinhas que se ouvem por aí, na minha humilde opinião é tudo balela. Mas há quem acredite. Há quem ainda acredite em Bicho Papão, em Papai Noel, em coelhinho da Páscoa, em príncipe encantado, em paz mundial, em emprego perfeito, em família perfeita, em vida ideal.

Nada contra; sonhos, dizem, quanto mais os têm, mais fácil de viver. Eu tento. Tento viver do meu jeito, com peito aberto pra vida que Deus me deu. E neste ano que vai começar, as esperanças se renovam. Mas não com os sonhos irreais que outrora tive. Hoje minha esperança se basta em si só. Em ser, literalmente esperança. Esperar pelo que há de vir. Expectativas, não as quero mais. Vivo só de esperar. Esperar pelo amanhecer, pelo anoitecer. Pelo feriado e pelo fim de semana. Pelo aniversário e pelas festas. Pelos choros por coisa nova e choros por motivos antigos. Esperar pela coragem que ainda não tenho. Pelo medo que não me abandona.

Esperar é mais difícil do que acreditar no que não existe. Esperar requer ter consciência da realidade e esta nem sempre é boa. Acreditar no inexistente é uma fuga, mas uma fuga consoladora; fecham-se os olhos pro ruim, pro mau e pro inevitável; pro chato, pro trabalhoso, pro obrigatório. Esperar requer coragem. Coragem que nem sempre as pessoas têm. E eu me incluo nisso. Me finjo de forte, de independente, de bem resolvida e de moderninha. Mas meus conceitos são retrógrados, me escondo atrás de máscaras, preciso de atenção e sou frouxa como um filhote de cachorro recém desmamado.

Mas 2009 está aí e a cara está à frente, esperando o tapa que lhe é devido. A coragem, finjo ter, me faço de valente e de noite, como quem finge não querer nada, me escondo debaixo do cobertor no meu cantinho escondido.

E que venha! Venha me desafiar, me irritar, me apaixonar, me alegrar, me surpreender, me entristecer, porque também faz parte. Darei à cara a tapa aos corajosos que partirem pra cima de mim, pras situações mais constrangedoras, mais pitorescas, mais inusitadas, mais rotineiras. E que seja assim. Assim, como quem não quer nada, que 2009 venha pra ser o que lhe é de obrigação: fazer-nos passar por mais um ano, vivendo as aventuras que é viver uma vida, derramar uma lágrima, gargalhar às alturas, dançar como se ninguém estivesse vendo. Mais 52 semanas. Mais 365 dias. Mais 12 meses. E só.


Nenhuma esperança me resta, afinal…

“Anunciaram e garantiram que o mundo ia se acabar
Por causa disso minha gente lá de casa começou a rezar…”

E por aí vai uma música bacana na voz de Adriana Calcanhoto escrita por Assis Valente, dizem minhas fontes.

O mundo vai acabar logo. Ou deveria. É de fato a única explicação que tenho quando escuto coisas de gênero escatológicos como hoje.
Tive o mal prazer de conversar com uma professora de português falida. Nada contra o insucesso dela ou mesmo sua profissão, pelo contrário, queria eu ter seguido esses passos, talvez.
Papo vai, papo vem, coisas de cunho fútil foram sendo ditas até que ao perguntar da minha humilde e porque não pacata vida, digo que estou às voltas com a maldita prova da Ordem. E que tenho tido uma ânsia em montar uma biblioteca com livros de meu interesse, mesmo que não para lê-los de pronto, já que terei mais o que fazer pelos próximos meses.

E simplesmente acabou meu dia escutar a última frase do diálogo, que me fez arranjar uma desculpa e sair nada à francesa da conversa:
“Comprar livro pra quê? Estudo aí pra sua carteira e compra uma sandália da Melissa.”

Acho mesmo que o fim do mundo está por vir, ou ao menos peço a Deus que leve daqui pessoas com esse sentimento tão interessante acerca da própria língua materna, esta que ela gastou 4 anos de faculdade estudando, e vai chegar numa sala de aula com alunos falidos e desinteressados e formará, daí então, pessoas completamente desinteressadas e falidas.

Melhor: talvez seja melhor que o mundo acabe. Não sei se estou pronta pra uma geração de gente sem cultura. E não digo isto como um ser superior, mas sim alguém em busca de conhecimento e que ao escutar essas merdas fica tão assustadas que não sabe se terá estrutura mental e emocional pra lidar com gente que só lê encarte da Casa&Video.

[Não] Juro Parar de Reclamar.

O fim do ano se aproxima e já tive uma prova de como vai ser meu dezembro/janeiro. E como sempre, odiei. Acho que eu sou algo que não sirvo pra algo que pessoas servem, em todos os sentidos. Acho que nem pra filha eu sirvo, porque se minha mãe se surpreende com a minha solidariedade algo de errado tem.

E talvez não sirva como amiga porque aparentemente eu não dou atenção adequada a todos de forma igualitária; me disseram que eu escolho os programas que quero fazer e com quem fazer; se isso for verdade só mostra que eu sou uma imbecil. E sou mais imbecil ainda por me preocupar com quem nem minha amiga quer mais ser. E eu nem sei porque!

Aí, as que ainda tentam, as guerreiras, um dia vão desistir e eu vou acabar como Tom Hanks e uma bola de vôlei. Enlouquecida e falando com objetos. A impressão que tenho é que não estou tão longe assim mas preciso acreditar que ainda não sou maluca de todo.

E penso: se não sou capaz de ter a estima da minha família, a atenção das minhas amigas, quem sou eu pra querer um cara? E pior, eu só quero cara que quer outra. Ou vem com aquele papinho de “não quero me envolver agora”. Valeu então. Valeu por elevar eu ego e depois trancafiá-lo no primeiro bueiro que passar.

Sabe qual o meu problema? Eu não consigo viver no mais ou menos. Ou acho que tá tudo bem, o que só mostra um lado completamente alienado e enlouquecido ou vivo no meu pessimismo adquirido na infância, quando roubavam meu lanche e me chamavam de chorona. Ainda vou aprender a dar uma de Obama e nação estadunidense e falar “Yes ‘I’ can”. Mas quando tento, vem um espírito de porco e diz que se eu não passo na OAB não será na prova mais difícil do país que isso vai acontecer. E não, não é pra juiz. E não, não vou continuar a falar nela.

Talvez eu deva escutar mais as pessoas, porque como sou muito teimosa esqueço que não faço parte da nata intelectual da sociedade e a única coisa que sei fazer direito é ser debochada, sarcástica e engordar. O que já me foi dito que são formas de mascarar seja lá o que for de mim.

E pronto, ta aí; não sou uma boa persona familiar, não dou pra ser namorada de ninguém,  não sirvo pra querer ser profissionalmente quem quero ser, não sirvo nem como boa paciente de terapia,  sem contar que minhas amigas são realmente insistentes, já que eu sou seletiva e muito ruim nesse lance de relacionamento interpessoal.

Se pudesse saía correndo igual Forrest Gump, teria um ano sabático, viraria ermitã, voltava 5 anos e não faria faculdade de Direito, me acostumava com o fato de não ser brilhante em porra nenhuma e coisa que se faz necessário pr’aquilo que chamei de meus planos . Sem contar que a melhor de todas as decisões seria me tornar celibatária, porque, convenhamos, to de saco cheio dessa minha vida que aparentemente se divide também em ‘amorosa’.

Meu gosto musical não agrada à massa, meu estilo indefinido de me vestir confunde até a mim, minha mãe trata a sobrinha como a neta que ela acha que nunca vai ter, meu cabelo me desaponta, não consigo emprego como nada, tampouco acredito que um dia vou ter sucesso na carreira; já vislumbro meus 45 anos morando com minha mãe e ainda pensando no que vou fazer no ano seguinte.

Se pelo menos minhas unhas crescessem fortes pra que eu pudesse pintar de preto e ser menos infeliz nesse momento, ficaria agradecida.