Essa coisa toda de amor é muito complicado. Dá muito trabalho. Acho que não nasci pra isso, de desencontros.  E então preciso – ou quero, ou seria adequado – me encontrar. Com quem eu quero, com quem me quer.

Hoje não amo ninguém. To amando a vida e isso é uma puta vitória, considerando os anos perdidos querendo que ela se findasse.
Achava que não tinha porque amar alguém, por tudo que passei, por tudo que vivi nos meus anos de amores não correspondidos. E então resolvi amar, e amei. E me ferrei.
E como o mundo dá voltas, não amo mais a quem um dia disse que não me amava mais e hoje não larga do meu pé. Cansa, desgasta, me faz sofrer.

Eu, que sempre fui rejeitada por meus amores, estou rejeitando amor. Rejeitando amor alheio. Realmente não dá pra forçar a barra com alguém que realmente não quero e só descobri isso quando me dei uma chance de ser otária.
Recobrei a consciência. “Sai, que hoje não te quero mais, não quero sua amizade, não quero saber de você”.
Uma semana depois a pessoa vem e diz: “quero sair pra dançar com você, você sumiu, você não fala mais comigo.”

OI? Seria realmente difícil me fazer entender?

Ok. Tenho a teoria de que, talvez, esse sofrimento por ter um chiclete me perseguindo, é a vontade de esquecer. Por saber onde tudo vai dar, ou seja, em lugar algum.

Por mais clichê e brega que seja, eu quero a sorte de um amor tranquilo. Sem doenças, sem obsessões, sem rejeições, coisa fácil. Seja lá quando for isso, sei lá se até lá serei uma velha pelancuda e cheia de rancor no coração. A gente tem mesmo data de validade, como me disse uma amiga, certa vez.
Qual a dificuldade disso? Não faço a menor ideia. Mas é. Difícil pra mim, pelo menos. A vida toda, essa coisa de amor e etc.

Tá na hora de mudar essa tradição. Ninguém vive sem amor. Só quero que as coisas fiquem um pouquinho menos complicadas pra mim.

Por favor.

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Nadando na Merda.

Confusão sentimental é um assunto que rende. Rende tanto que tenho alugado todas as amigas possíveis e até as imaginárias que vivem na minha cabeça.

Ainda não sei ao certo se a culpa é minha ou do maldito que vive a me rodear. Ontem foi mais um dia daqueles de papos intermináveis no telefone. E quando digo papo, me refiro a discussão. Por que? Bem, porque ele é um BABACA e eu sou uma IDIOTA. Simples assim.
Ontem, o imbecil deixou claro o que ele queria de mim, apesar de me encher a porra do saco me ligando todo dia e cheio de ciúme de amigo meu. Se não tá afim, pára a palhaçada, oras.
Então, né, vaza. Porque o problema agora vai um pouco além da minha capacidade intelectual de simplesmente cair fora, na boa, feliz.

Capacidade Intelectual? SIM
Porque sendo inteligente e estando com a saúde perfeita, não consigo entender como pude me envolver com ele. Nada contra e tals, quem quiser eu até passo o telefone mas eu, TUDO QUE EU ABOMINO.
A gente só discute.
Ele é brega.
Escuta música brega.
Só faz piada sem graça.
É infantil.
É tacanho.
Fui bem concisa no msn: “sabe aquela pessoa q num grupo normal vc conheceria e não passaria de 10 minutos de conversa e torceria pra nunca mais ver? é ele!”
Então, porque eu cismo? Não sei.

Ai minha querida amiga me lembrou de algo que ela leu no Adorável Psicose, de escolher não querer merdas na minha vida. E eu realmente não quero merdas mas só descobri que esse era um depois que fiquei com ele. E já era tarde demais.

E tiro o lema da minha vida. Até me apaixono por quem não é merda: é maluco. Eu sempre oscilo; pra apaixonar platonicamente, maluco. Pra ficar: merda. Ciclo vicioso, se me permite dizer.

O que tiro disso tudo é: to pagando de otária pra um otário, que faz questão de encher a minha pequena paciência todo fucking day. Preciso sair da merda. Até sei nadar, mas acho que to me afogando.

Sabe do que eu preciso? Que minha fila ande. Voe, tropece no da frente. Mané catraca seletiva.
Fica a dica.

180º

Acho incrível como em 1 mês e poucos dias uma situação pode dar uma guinada. Ou fall down(por falta de palavra melhor em português). Ontem parei pra ler meu último post e fiquei chocada a ponto de rir, de tão ridículo que tudo não passou a ser.

Dia 12/12 faço 3 meses no trabalho. Continuo achando CHATO, mas paga minhas contas – pelo menos em parte. E criei uns vínculos de amizade que realmente nunca aconteceriam em condições normais de temperatura e pressão. Estou completamente fora do meu nicho, mas ao contrário do que andaram me dizendo, mesmo não pertencendo àquela realidade, me adapto bem.
Minha chefe não deve ir muito com a minha cara, não é algo que eu vá realmente me importar também.

O que me importa, no final das contas, são os quiprocós que TODO emprego/estágio me proporciona.

O que rolou nesse?
Aquela história que todo mundo conhece: menina nova com cara de ingênua meets menino fdp com cara de bonzinho. Menino ‘fdpccb’ seduz menina ‘ncci’, diz meia dúzia de meias verdades, mais uma penca de mentira, se faz de bom moço e BUM! Menina ‘ncci’ se apaixona; cai na lábia do outro lá.
Aí, caiu na rede é peixe, né. Menino manipula menina. Menina acredita no que menino fala, porque, coitada, ela acredita no que as pessoas falam, o que a qualifica fortemente como uma ingênua de fato.
Menino fala tudo que menina precisa escutar pra se sentir importante. E menino faz charme; se faz de complicado e tudo. Fato que falou em “complicado” e menina se derrete, né. É tipo olhar no espelho.
Então, depois de muita dança de acasalamento, muito jogo de sedução (to sendo brega tipo o Mfdpccb, gente. Não sou assim), menino e menina ficam num dia ‘mágico’, ‘inesquecível’, digno de slow motion no clímax do filme mais romântico da última década, que você, querido(a) leitor(a), já viu. Lindo.

E era algo louco. Porque a menina ‘ncci’ não queria namorar. Mas o menino ‘fdpccb’ só falava nisso. Pressionava por uma posição, até. Coisa de louco.
Tava tudo muito estranho, apesar de todo amor do mundo que a menina e o menino tinham pra dar. E mesmo assim eles ficaram de novo e então, finalmente, a menina achou legal assumir um namoro.

E então eles foram felizes para sempre.

NOT!

E então menina ‘ncci’ descobre que menino ‘fdpccb’ omitiu um fato POUCO importante: uma outra menina. E, no seu direito de reivindicar uma explicação, menina acabou sendo mal interpretada – ou não – e menino disse ter se espantado. Coisa de nada, na verdade. O básico. E desde então tudo degringolou. Mas menina, sempre muito ‘NCCI’, queria salvar o que já tinha começado. Tá na chuva…
Mas como todo desfecho dramático, menino ‘FDPCCB’ se disse confuso, pediu um tempo e achou melhor deixar a fila andar.

Até aí tudo bem, se não fosse um detalhe: menino ‘fdpccb’ não se desvincula de você. Menino ‘fdpccb’ se diz confuso pra umas coisas e muito cheio de certeza pra outras. Menino ‘fdpccb’ cai em contradição inúmeras vezes.
Nesse momento, a menina já está mais tão nova lá e nem tão ingênua e começa a perceber algumas coisas e se mancar de outras. E o encanto que tinha acabado, vira NOJINHO.
Nojinho de tudo que escutou e acreditou.
Nojinho de ter realmente caído na lábia do FDPCCB.
Nojinho de ter achado o dito cujo, em algum momento, uma pessoa digna do seu tempo, dedicação e blablabla.
Nojinho de tudo a que se submeteu.
E, acima de tudo, VERGONHA por ter sido mega otária.

A menina ‘ncci’ sou eu, claro. E o menino ‘fdpccb’ é o infeliz que tava me colocando sorriso nos lábios há cerca de um mês atrás. Hoje eu voltei do trabalho com uma sensação de nojo por esse ser humano, que beira o indescritível. Não vale a pena relatar aqui cada mancada, até porque, expondo-o, eu faço a mim mesma e a historinha aí em cima deixa bem claro o desenrolar das coisas.

Cheguei a ponto de achar que tive um surto por ter me apaixonado por ele.
E nunca achei que diria isso, mas mesmo os mais fdp que já conheci por aí, e convenhamos que não foram poucos, conseguiram ser desse nível. Sabe por quê? Porque neste não há caráter.
É a velha história. Melhor a sinceridade ruim do que uma verdade fantasiosa. E quando a pessoa falta com a verdade com você, com alguém que a princípio era importante o suficiente pra ele gastar tempo iludindo, falta caráter.
E quando a pessoa falta com respeito com você, dá nojo. Porque você só pede para ser tratada como a pessoa digna que é. Mas como ele não é, talvez desconheça esse tipo de tratamento, não posso pedir dele o que o mesmo desconhece, né.

Então agora eu to aqui, enjoada e com uma dor de estômago non stop. E muito nojinho disso tudo. A dor de estômago é por conta, assim como uma alergia digna de um episódio especial de 2 horas de House M.D.

E olha, talvez eu seja mesmo uma grande idiota nessa história toda, levando-se em conta que no meu último estágio eu fiquei com um cara que, Jesus, não era nada flor que se cheirasse, mas pelo menos não me fez de idiota. Sabia o que esperar, ou o que não esperar daquilo. E no meu primeiro emprego também, há alguns anos atrás. Mas não vou ficar aqui queimando meu filme.
Falem de vocês.

Hahahahahaha!

Ótima forma de voltar com meu querido blog sem reclamar do mês de Dezembro, mas ó vou reclamar, é fato. Mas pra quem gosta de Natal, Ano Novo e suas benditas tradições, fica a dica de um blog bacana – que até eu gostei apesar da temática – de uma amiga: Celebrando o Fim De Ano. Tá ai no blog roll.

Então… vou me encaminhar pros braços de quem me ama de verdade. Morfeu. Porque amanhã é mais um dia de trabalho naquele inferninho e ainda tenho as maravilhosas sensações da minha primeira Endoscopia! Haja preparação psicológica!
E como o Menino fdpccb senta ao meu lado normalmente, torçam pra que eu vomite nele. Aí ainda tenho o bônus de ganhar o dia de folga! =]

É A Vida.

Fui aprendendo com a vida a não sair cofiando em tudo que me dizem. Infelizmente isso me tornou uma pessoa extremamente desconfiada da minha sombra, até. Na semana que antecedeu o dia dos namorados, conversei com uma pessoa que teve um acesso de verborragia e saiu falando pelos cotovelos tudo aquilo que qualquer mulher gostaria de escutar. Escutei, fui extremamente sincera em minhas opiniões [coisa que preciso controlar] e tentei levar tudo aquilo como meias verdades pra também não desvalorizar demais.

Passei uma semana, a mesma que passei com as crianças, com um ponto de interrogação no peito, sem saber bem o que pensar, o que sentir, como me portar e o que esperar disso tudo.

Dia 12 de junho. Dia dos Namorados. Nunca comemorei tampouco tive encontros. Mas desta vez foi diferente e lá estava eu colocando meus medos, neuras, desconfiômetro de lado pra me encontrar com alguém que aparentemente tinha mudado de discurso.

E sabe quando eu digo que não confio nas pessoas, nas palavras dos outros? Exatamente pelo que aconteceu naquele dia. Tudo, aquele papo todo não passou de papo furado, de conversa pra boi dormir e o infeliz não precisar passar o dia sozinho. Aproveitar? Lógico que aproveitei, tava ali, bora curtir.

E começou a semana. Como sou bobinha, boazinha, simpatiquinha, mandei um bom fim de semana, ao qual tive resposta. E só. Aquilo tudo ERA MESMO história pra boi dormir. E sabe o que chateia? Se tivesse usado de sinceridade, teríamos nos visto dia 12 da mesma forma. Ou não, sei lá. Mas pelo menos seria sinceridade. E isso eu prezo muito, mais do que muitas outras coisas.

Já faz quase 1 mês. E, tipo assim, temos telefone, orkut e msn. Não quis me procurar, beleza, mas agora querido, vaza. Objeto, por definição, é um ser inanimado e até onde eu to sabendo, sou classificada como ser humano.

Aquele ditado de “antes só do que mal acompanhada” ganha um novo significado quando você percebe – mesmo que demore – que é perda de tempo tentar acreditar em quem nunca passou honestidade nos olhos.

Achava sacanagem, mas to começando a acreditar que é possível morrer de tédio. Na boua. Tá sinistro. Plena sexta-feira, eu sozinha em casa, o único programa furou e não tenho nada pra fazer. Nada de interessante na web, nada pra ver e nada de muito interessante pra ler.

To com raiva da Motorola que segurou meu celular por 15 dias e não consertou o problema.

To com raiva de outras pessoas – só pra deixar bem indeterminado – e não to afim de resolver isso.

To com raiva da crise econômica e das eleições.

Alguém me arranja um emprego maneiro?

E um namorado maneiro?

Alguém me arranja qualquer coisa pra fazer?

E termino aqui com meu pedido desesperado por qualquer coisa. Ajudem uma pobre alma.

Politics and stuff

Ta aí. Se tem algo que eu odeio muito é política. Primeiro porque falar em política no Brasil é inútil. Na verdade, não tive essa educação no colégio (tá, tive moral e cívica, mas não ensina nada a ninguém…). E não gosto e pronto. Mas se tem alguém que gosta é minha avó. E gosta muito; vê TV Senado, TV Câmara… fica revoltada com as sessões de plenário, ri chora e tudo o mais vendo o que se passa nas casas.

Eu tento entender porque eu não gosto de política e não vejo razão senão a óbvia(oi, corrupção?!)… mas ao mesmo tempo não consigo entender porque não gosto se sou formada em Direito. Rola uma ligação meio indireta… o processo legislativo em si (quando entendido tb) é muito bonito.. pena que são pipoqueiros e semi analfabetos que propõem e sancionam as leis por aqui…

E sabe o que me intriga mais? Um montão de gente dando pitaco em eleição norte-americana, defendendo bandeira democrata, bandeira republicana, plataforma do negro bem sucedido, do coroa e sua vice, mãe de filha adolescente grávida… mas ninguém dá muita bola pras eleições aqui no Brasil. Este ano foi o mais absurdo. Como se fala nessa bosta de eleições americanas (agora mais que nunca, com a mega crise financeira blablabla e etc e tal…)….

Culpo as emissoras de tv que adouram alienar o povo. Bando de bostas vindos do inferno! Por isso só vejo seriado e filme. E leio as notícias que me interessam na web mesmo…

Trocando alhos por bugalhos…

To sentindo coisas ruins corroerem meu ser. Profundo não? Acordei com uma mini ressaca – algo incrível pela quantidade de líquidos ingeridos – e com muita raiva… De mim, no final das contas, por conta de como eu sou com os outros.

E sabe o que é pior/melhor/estranho? Eu não to com raiva do que deveria ter raiva, ou do que teria raiva há pouco tempo atrás. Na verdade coisas que me incomodavam antes hoje são tão pequenas… e não são pequenas nos seus efeitos, mas é como se eu as tivesse minimizado. E estou supervaorizando a mim mesma, o que me dá raiva! Acho que sou muito mais do que muita coisa que muita gente acha…

Além do mais, essa supervalorização me fez ver que minha vida tá mais aberta do que esse blog aqui. A culpa é minha, ninguém me obriga a falar bosta nenhuma. Por isso que ninguém fala bosta nenhuma. E tá todo mundo certo. E quem deveria saber sobre grandes coisas da minha vida, não sabe. Coisa que deveras me incomoda.

Tem também uns lances de reciprocidade que tem me assombrado o pensamentos.. coisa chata pra cacete! E na boua? Recíproca verdadeira de cú é rola. Falo logo.

Trocando alhos por bugalhos²

Homem só serve pra algumas poucas coisas: subir em escadas altas, matar largatixas e espantar cigarras, contar piadas de baixo calão, doação para banco de esperma e empurrar carro enguiçado. De resto, só faz/fala/dá merda. Essa parada de “fila andar” é só outra babaquice da cultura de massificação, já que a idéia do príncipe encantado não colou por muito tempo. Geral sabia que o Ken era um porre e Barbie um dia ia cair fora e vice-versa. Aí inventaram a babaquice de fila andar.. Toda fila anda, manezão! Até a de formigas carregando o teu açúcar.

Nem sei porque dessa porcaria aí em cima. Sono, gripe, qualquer coisa. E mesmo que não fosse… o blog é meu, escrevo o que quiser. E sim, sou grossa mesmo.

Contando meus podres (ou amores) 1, 2, 3…

É literalmente a volta dos que não foram.
Na verdade é só uma metáfora pra dizer que um dia eu disse que acabei pro amor; que amor e nós tínhamos terminado (se nunca disse isso aqui, alguns já escutaram de minha própria boca).
Na verdade, esse sentimento animalesco, estúpido, bonito e simples ainda não larga do meu pé e eu tento freneticamente afogá-lo na banheira. Mas meus planos sempre vão por água abaixo. E eu tento de novo.

Aí um dia eu tentei. Achei que podia achar o amor… e ele bateu na minha cara sua porta quando fiquei com um cara que não sei o nome até hoje. Confesso. Tem uns que eu não lembro o nome, uma questão de memória alcóolica ou memória de night (porque nem sempre eu bebo e sempre esqueço tudo).
E… digamos…. nos últimos 6 anos… isso se repetiu algumas vezes (faculdade, farra.. todo mundo entende. E quem não entende, vá pá p…)…

Até um dia que eu resolvi que não iria mais me deixar levar por esses seres. Que agora só com gente séria.
Foi 1, digo UMA, experiência interessante. Que no final ficou-se claro que dali não sairia coelho. Ou cachorro(daquele troço do mato que não sai….)? E de sério, só tinha o segurança do cinema que me levaram.
Desisti mais uma vez.
E voltei pro status quo de uma mulher solteira no meio de uma cidade grande cheia de oportunidades meia-boca pela frente. E os anos foram passando… E só oportunidade meia-boca….

Aí, pra meu desespero todo mundo resolveu casar(sim porque desesperada fico eu quando vejo geral casando e com a minha idade… e nada de blábláblá de que cada um tem seu tempo… não é o momento do post.). Que fique claro que meu desespero não me levou a soluções drásticas.

Mais ou menos.
Não, mentira.

Continuei na minha. Na verdade, na minha e amando platonicamente um ser humano idiota. Tá, não é idiota. Mas hello?!?! Quanta falta de visão…Não só dele mas dos homens em geral.
Depois de muito sofrer, falar, chorar no meio da boate por ele, mandar sms pras minhas amigas no auge do álcool no sangue, percebi que o mar tava pra peixe e cheio de possibilidades.
Você se pergunta: ué?! Mas não foi sempre assim?! Talvez, mas eu fecho os olhinhos pro mundo inteiro quando resolvo sofrer por amor não-correspondido. Coisa que trouxe da adolescência, além das espinhas.

E comecei a ver aquele marzão de possibilidades. E em pleno carnaval, tá lá a possibilidade. Tudibão. Do jeitin’ que eu gosto… Até escutar a frase mais interessante vinda de um ficante EVER: “Você sabia que sou gay?”. Nessa hora, você que ali se entregava aos beijos a um ser humano que jurava ser hétero, até pelo comportamento (sem maiores detalhes), pega aquele balão de gás e fura com uma grande agulha… aiaiai papai…(não contei a parte da night ser alternativa, contei??? )

Mas… como a alma não é pequena, a busca continuou. Um aqui outro ali… Aí você acha que achou o amor. Bateu o feeling, bateu tudo. Menos o estado. Porque carioca não tá afim de namorar mato grossense. Nada contra a cidade, mas oi?!?! Namoro por correspondência eu arranjo na internet.

E tudo bem… Um qualquer ali, outro médico acolá… e nada.
Mas, graças ao orkut, essa maldita ferramenta de relacionamentos – onde você efetiva a teoria de que o mundo é um ovo de cordorna – todo mundo se conhece, todo mundo já se viu e por aí vai. E é muita história pra contar…
Bom, enfim, conheci um cara pelo orkut. Como? Não sei. Só sei que em menos de uma semana de papinho barato e enganador, tava lá o cara querendo me encontrar. Como eu não sou homem e não morro porque estou sozinha e blablabla, furei o 1º encontro. O 2º e o 3º também. E ele ainda insiste… Até eu já me convenci: se não fui até hoje, bem, não vou mais… aceita a realidade e vazaaaa!

E nessa de vazar, eu vazei pra outros canais porque o mar tava cheio de peixe podre. E nos outros canais também achei outros peixes que olhando de longe, dariam um perfeito rolinho e porque não um namorado. Mas depois…. assustou até as mais experientes no assunto. E lá se foi outro canal podre….

E nesta busca incessante porém não mais desesperada me tornei muito menos ultra seletiva (lógico que rola seletividade, mas se for fazer igual minha tia vou morar sozinha com 60 anos. E nem gato ela tem. E não, ela não casou nenhuma vez….), porém nunca completamente sem noção – mas isso também depende do teor alcoólico – já que nesta de perder a seletividade acabei ficando com um que provavelmente era menor de idade (menor do que eu era óbvio, a idade… tá, também).

Saí dessa pra outros mares. E no último mar, uau… parecia um oceano do circo dos horrores. E no meio dos horrores me apareceu um príncipe. E sem “saganaji”, parecia um príncipe de filminhos da Disney: loiro alto bonito e sensual (por causa da musiquinha…) corpo forte, sabe? Daqueles grandes, sabe? Daqueles bem malhados, mas num nível suuuper aceitável e suuuper bacana, sabe? Você, melhor, eu, comecei a achar que era até coisa da minha cabeça, um cara desse porte chegando em mim? Cheio de educação e destreza? Medo sério… Mas aí quando eu perguntei o nome, tudo se explicou. “Meeee-meeeee-meeeeeeu nooooooooooooo-nooooooooooonnnnooo-me éééééééé Aaaaalaaaaan”
Cara, só não ri horrores pelos seguintes motivos: tenho um primo gago; demorei pra me conscientizar que o cara lindo, charmoso e sensual não era perfeito e por conta do teor alcoólico. Ah, e pela educação do menino…
Pois é. Gago. Da Silva. Tudo bem que ninguém é perfeito, mas oi?!?! Tinha que ser gago? Logo eu que não ligo pra beleza e sim pro papo??

Depois dessa estranha/hilária/humilhante/esquisita/inovadora experiência, to começando a achar que os deuses do olimpo brincam comigo… Po, deve ser engraçadão pra senhora Afrodite e sabe-se lá mais quem que vive no olimpo (gentem, só uma alusão… não entendo nada disso), olhar lá de cima e gargalhar, pisando nos sonhos dos outros. Pena que eu não tenho uma flecha daquele outro deus lá pra tacar na cabeça dela.

Agora, depois disso tudo, to eu pensando aqui o por quê de explanar meus podres por aí. O mundo inteiro pode ler. Mas na boa, quezidani. De repente alguém tem compaixão da minha alma e pára de fazer piadinha com o sentimento dos outros.

E não, não estou amando. Até devia, te faz alguém melhor. Mas tchudo bem. Amor é pra poucos. Ou só pros sádicos. Ou pros que ainda não estão podres. Porque talvez eu esteja podre, e não meus causos… mas aí é filosofia demais pra um post só, muita exposição da pessoa aqui.

Fui (beijar mais um sapo na lagoa porque o mar, definitivamente, não tá pra peixe!)

O Gosto dos Outros*

Gosto é um troço esquisito, né? Cada um tem o seu mesmo. E pior é conviver com os que consideramos de mau gosto.
Hoje percebi que o que a gente mais tenta é impor o nosso aos outros. Ou no mínimo esperar que as pessoas tenham o bom senso de ser como somos e gostar do que gostamos. E é tão ridículo. E o mais ridículo é o que vem depois; a conformação de que, um dia qualquer, pode ser que ninguém, absolutamente ninguém, goste das mesmas coisas que você.

Me pediram pra escutar um cd aqui em casa. Uma tal de sei-lá-o-que Taviani. Olhei com cara de nojo. Tá que nunca escutei falar mas com um sobrenome desse achei que não merecia minha atenção. Aí soltaram: “Você gosta de rock, né?” Só pude balançar a cabeça. E nem é totalmente verdade. Fatalmente não gosto só de rock. Mas também tenho quase certeza de que dessa tal Taviani não vou ser fã.

Tô feliz porque o Flamengo ganhou. Mas tem uma multidão de pessoas que está mega furioso e ainda dizendo que foi o jogo foi comprado. Se todos gostassem do flamengo seria uma alegria imensa nessa cidade nefasta. Mas tudo bem, ao meu ver é só um bando de pessoas de mau gosto. Que ainda chama a nós flamenguistas de favelados (tudo bem que o povo perde a linha).

Gosto de um rapaz. É, a vida é assim, amores, dissabores e tudo mais que vem no pacote. E o rapaz não gosta de mim. Ah, mas quem dera se gostasse. Toda aquela coisa brega de mulherzinha apaixonada que se passa na minha cabeça poderia se tornar realidade. E olha que nem é amoooor, hehehe…
O que importa aqui é que o gosto dele não bate com o meu. Senão não estaria a escrever isso aqui. E hoje descobri coisas faladas a meu respeito que só corroboram a grande impossibilidade de isso tudo mudar. Mas na boa: é o gosto dele. Não posso mudar isso. Por mais força que pudesse fazer, por mais charme que pudesse jogar (que fique claro que não é meu forte at all, então seria furada do mesmo jeito), não posso mudar o que se passa naquela cabeça e naquele coração. E o que eu posso fazer? Partir pra outra, como qualquer pessoa sã, maior de idade, esclarecida e vacinada.

Minha avó vê todos os milhões de telejornais da tv, de todos os canais. Minha mãe vê todas as novelas da Globo. E algumas de outros canais que encaixam no horário dela. Eu não vejo jornal. Nem novela. Mas vejo tudo quanto é seriado, sitcom, reality show. Amo. E as duas odeiam. E questão de gosto. Ou a falta dele.

E a vida gira em torno disso, é verdade. Aquele máxima babaca mas que faz um puta sentido: “o que seria do azul se não fosse o amarelo?”

Já dizia o lindo Tom Jobim, “se todos fossem iguais a você, que maravilha viver”. Na verdade o que eu penso e você também(não me engana não!!!) é que seria uma maravilha mesmo viver se todos fossem iguais a nós; nos conhecemos, sabemos do que gostamos ou não. E sabemos lidar conosco (tá, nem todo mundo sabe lidar consigo mesmo)!

Ao mesmo tempo, acho que faz parte. Faz parte eu gostar de rock e minha mãe de mpb. Faz parte perder meus dias olhando pro tal carinha, que olha pra uma menina, que está de paquera com um outro, que na verdade não gosta dela e sim de outra, que não gosta de ninguém, afinal. Gosto é gosto.
Faz parte ter um bando de gente com um gosto estranho, torcendo pelo Vasco, Fluminense, Grêmio, Cruzeiro, Atlético…


Faz parte todo mundo gostar de coisas diferentes. E eu sei disso. O problema é que só hoje fui me dar conta de que a vida é assim. O lance agora é me adaptar a este admirável mundo novo recém descoberto por um ser de 25 anos e diploma universitário…definitivamente ainda há muito o que se aprender na vida…

*Filme francês bacana. Procura no Google.

O Dia Em Que O Homem Aranha Quase Me Conquistou – relatos de uma mulher que tentou ser forte, mas…

Engraçado, né? Nós mulheres Pós-modernas gritamos tanto por um espaço em igualdade com o sexo masculino, nos fazemos de fortes e duronas. E nos bastamos a nós mesmas. Homens só servem pra fazer os trabalhos que quebram unha e/ou não podem ser feitos e salto.
De certa forma eu pensava assim também. Durona, sabe? Difícil. Nada de me amolecer por palavras doces dos Don Juans que existem por aí. Mas quando você menos espera, à espreita, só te vigiando, lá está ele… pra fazer de você a mais nova vítima de seus charmes e galanteios.

Passeios no shopping não rendem muita coisa. A não ser que você vá fazer compras. Ou comer. Ou ver um filme. Eu tinha meu objetivo em mente, mas não tinha esperanças de cumprí-lo naquele fim de tarde tão melancólico.
Distraída com minhas músicas, me deparei com o Homem Aranha. Ele parado alí, me olhando, me encarando com seu charme. Eu, na hora, nem dei muita bola. “Fala sério, cara feio me olhando”. E o olhar continuou. E eu tentei e distrair com outras coisas que me rodeavam naquele momento tenso. Mas algo me puxou. E fiquei lá, fitando aquele rapaz (minha mãe usa muito esta palavra…). Não estava decidida. Não sabia mesmo se ia ceder a tanto charme. Não era mesmo aquilo que queria pra mim, mas ele tinha outra feição, não sei… brilhava de uma tal forma…
Me controlei e saí daquele recinto que tanto me incomodou. Prometi que voltaria mais tarde, caso eu me decidisse. Continuei meu passeio no shopping. Mas sabia que ia voltar par os braços daquele garoto, com olhos tão penetrantes (nas traduções dos livros de Sidney Sheldon usam muito esta palavra).

Pouco passou e eu já estava lá, flertando com outro. Ainda me dei ao trabalho de pensar: “Controla! Controla! Eles são todos resistíveis!. Mas sabe como é, né? Ninguém vive sem. Mas eu gosto do estilo, e este me agrada mais”. Pensei muito, não queria ceder a tanta investida.

Não teve jeito. Tive que pegar. E levei a bosta do caderno. Tem cara de caderno de homem. Mas não tenho visto coisa melhor. E homem aranha, bem, lindo. Mas muito masculino, eu achei. Mesmo o outro tendo cara de caderno e homem.

É bom lembrar aos fabricantes que existem pessoas in need de cadernos decentes no meio do ano…

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Now playing: Maroon 5 – Can’t Stop
via FoxyTunes