Inspiração

Lembro muito deste espaço aqui. E no quanto eu tenho tido vontade de escrever. Mas poxa, a vidinha atribulada de cada uma de nós não permite muitas visitas, creio eu.

Bem, uma está às voltas com uma monografia cheia de encosto, que dá tudo errado sempre.

Outra, a mais distante do blog, nunca sequer escreveu aqui, mas digo que é algum tipo de resistência, como uma amiga curiosa em psicologia diria. Dá pra entender também…. Ela trabalha num local onde usa-se uniforme. Uniforme! Um short verde fantástico.

Por último, mas não a última, abandonou-nos territorialmente. Fugiu pra terra do coração dela. Pra estudar, conhecer da vida, arranjar emprego, ser independente e se perder nas ruas de SP. Agora ela não tem muito tempo e/ou saco. Ainda não descobri.

Também acredito que de nada vale querer escrever quando não se tem nada de bom pra falar. Verdade é que, coisa inútil demais, ruim demais, deve ficar guardado no coração de cada um; não precisa expor-se ao ridículo.

Por outro lado, escrever é realmente uma exposição. Exposição das palavras, dos sentidos, dos sentimentos e das vivências. E talvez, expor tudo isso, mesmo que de forma inútil seja realmente útil pr’aquele que o faz.

Tenho pensado demais se devo ou não continuar escrevendo. Não vejo muito motivo pra colocar pra fora tanta palavra, pra vomitar tudo que fica entalado na minha cabeça. Até porque, muitas vezes, ela fica entalada de ar. Um grande oco procurando por nada.

Confesso que acabo me irritando comigo mesma, nessa ânsia de querer escrever, mesmo que sobre o nada. Fico entre a cruz e a espada. Fico sem saber por onde ir, mas isso já faz parte da minha natureza completamente indecisa…

Mas sinto falta. Sinto falta de inspiração. Sinto que a tenho perdido a cada banho, a cada bocejo. E arranco de minhas entranhas palavras, mesmo que preenchidas por nada, sem significância alguma, só pra me convencer de que minha inspiração ainda não se acabou por completo.

Talvez nenhuma de nós volte aqui com frequência. Mas posso dizer que eu tentei. E elas também. Mas o bicho que nos persegue, cada qual com o seu, foi mais forte e nos venceu.

À Velhice…

Alguns anos se passaram pra que eu pudesse ver algo de bom na velhice. Não que ganhar rugas, ficar fraca, baixar imunidade, visitar médicos com muito mais regularidade, ter memória enfraquecida e tantas outras coisas sejam verdadeiramente boas. Aliás, nunca vi nada de bom em envelhecer.

De uma hora pra outra ‘percebi’ que estou envelhecendo. Não falo de anos que passaram, mas da minha memória, que nunca foi muito boa e anda cada vez pior; falo da mega dificuldade em emagrecer fazendo as mesmas coisas que antigamente me garantiam resultados mais rápidos. Também não digo velhice quanto à idade mental ou coisa do tipo. Isso é questão de retardo, no melhor sentido da palavra.
E não, não sou velha. Mas a velhice chega. E quando chega, não tem como não perceber. Vejo nos olhos da minha avó, nas reações da minha mãe. O que é na aparência um incômodo, é na verdade a beleza de se viver e acolher dentro de si mesmo, tantos anos, tantas coisas ruins e boas e se tornar um ser humano admirável. Ou não. Mas não falo destes. Estes não admiráveis não aproveitaram seus anos pra fazerem algo de bom a ninguém além da própria sombra. E ser assim não quero. E nem quero ser presidente de nada ou alguém. Não quero ser modelo pra criança alguma. Quero só ter a certeza de que os anos passaram e eu os aproveitei pra colher todas as rugas, todos os fios de cabelo branco – precoces ou não – todos os não, todos os sim, todas as aprovações e reprovações.

A morte é certa, e lidar com ela é de um exercício pior que muitos dias de educação física no colégio. Mas a cada dia vejo a inevitabilidade de olhá-la nos olhos, enfrentar com a coragem que nos é devida. Sei que ela vem na hora certa. Não necessariamente na idade certa, mas com essa velhice que adquiro a cada segundo compreendo que cada um vive o tanto que lhe é permitido viver. Não retiro daqui qualquer possibilidade de “mudança de rota”, so que vivemos o que queremos. E somos o que vivemos.
E estou feliz. Porque percebi a beleza da dor nas costas; porque vista cansada é conseqüência de ótimos hábitos; porque falta de ar numa corrida de 500 metros pode ser um sinal pra parar ou mesmo pra começar a pensar em fazer caminhadas diárias.

À velhice toda reverência que merece. Toda atenção um dia dispersada; todos os meus dias por vir e os dias que foram: que eles formem de mim uma velha ‘caquética’, se preciso, mas com respeito à vida, aos momentos, às experiências vividas e as frustradas. Que eu olhe pra trás e curta as minúcias dos segundos que um dia me concederam cada cabelo branco, cada espinha de estresse, cada ruga ao redor dos olhos.
À velhice, tudo que hoje sou, pra amanhã ser isso tudo e mais um pouco. Todos os anos e muitos outros.

o ÚnicO DiA QuE NãO ConsigO EsqueceR

Eu sei que ele faz parte. Assim como todos os outros 364 dias do ano. Assim como não me esqueço de respirar e lembro como se dá passos; sempre um atrás do outro (ou na frente?).

Odeio o fato deste dia ser este dia. Não pela força que tem ou pelo que representa, mas pelo fato de sempre estar cercado de insatisfações. Posso mudar pra outra época? Daqui há uns 2, 3 meses… pior que não. Podia adiantá-lo, talvez. Não me importo também.
Mas me importo de ser sempre como ele é: com mil-e-uma atividades acumuladas com tradições até bem legais e sorrisos a quem passar na minha frente.

Hoje é meu aniversário.

E minha mãe fica super emocional, lembrando que, no caso, há 26 anos eu estava nascendo e quanta alegria eu trouxe e blablabla whiskas sachê.
Minha reação é sempre fria, não porque não seja um dia importante; tanto o é, que não o esqueço nem fazendo força. Mas simplesmente por estar envolvido pelo que muitos dizem ser inferno astral. Tá, pouca diferença faria – aliás, nenhuma – se eu mudasse a data. Se o tal inferno astral rodeia o dia do aniversário, pode ser até num dia inexistente no calendário ocidental, ele continuaria imbuído dos azares típicos.

E este ano teve pra tudo. Teve reprovação não esperada, teve pra momentos de arrependimento de lançar mão de pessoa que por mim se interessara, teve picada e reação alérgica de abelha, quase extirpando meu braço esquerdo, o mais importante pra mim.
Mas o que tinha tudo pra ser um dia quase infeliz foi, até agora, muito bom. Não ganhei na loteria, mas ganhei coisas significativas. E mesmo que não tivesse ganhado, só o fato de estarmos no outono e o ventinho ter soprado no meu rosto às 10 da manhã, enquanto uma banda fazia a inauguração de uma loja no centro e uma coca-cola super gelada que me acompanhou à aula de Constitucional com um professor bonito, interessante e cego, apesar dos óculos, já que só reparou quanto à existência da única aluna negra da sala quando a mesma levantou a mão. A 5 metros de distância dele.

O dia ainda guarda muitas surpresas. Ele só acaba às 23:59 e espero que até lá eu possa, esperançosamente, esperar que o melhor me aguarde. Pode até ser pretensão minha, mas acho que mereço. Igual às crianças que se comportam o ano todo pra ganhar presente de Natal.
Eu sou, sem a menor modéstia, uma pessoa legal. Acredito nas pessoas, ainda acredito no mundo, acredito na felicidade, no amor, na paz. Reclamo mas amo seres humanos e sem eles ao meu redor seria mais deprimida do que já normalmente sou. Tenho uma família meio disfuctional, mas que em dia como esses são pessoas maravilhosas e nos fazem esquecer um pouco dos problemas, mínimos até, que nos rodeiam.
Eu abro a porta pra senhoras; eu dou informações na rua. E até bato-papo quando puxam comigo em filas (confesso que este último só ocorre em dias de MUITA boa vontade).
Eu tento, mesmo que não pareça, manter meus amigos. Eles são preciosos pra mim, não por serem ‘meus’, mas por terem tido a paciência de um dia cogitar a possibilidade da minha companhia valer a pena e tentar. E EU SEI que não é fácil. Eu mordo, sou grossa, desligo o telefone na cara das pessoas, meu sarcasmo é altamente incômodo (até pra minha terapeuta) e minha ironia é tão inerente que não consigo contê-la. Mas amo todos, mesmo os que contato não tenho mais. Mesmo aqueles que resolveram não me querer mais por perto.
Eu sou boba. Sou ingênua. Me viro e reviro por quem amo. E como amo! Tenho muito amor pra dar (sem trocadilhos, please)! São 26 anos. Poucos dedicados a pessoas especiais. Se eu quero? Claro que sim! Mas não sou fácil. Não sou amável aos olhos dos desconhecidos. Mesmo assim. Não vale a pena querer além do que me é reservado.

Hoje, dia este que não tem como esquecer, eu passo com muito mais alegria, mais esperança, mais paz, mais amor. Mesmo que não tenha comemoração, o que realmente não teve e não terá. Pelo menos não estou mal, porque ficar chorando numa mesa de bar no dia do nascimento é derrota demais até pra mim!

Parabéns pra mim. Acho que mereço. Só por ter nascido. Se valer por outra coisa já é lucro.

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Now playing: Yelle – A Cause Des Garçons
via FoxyTunes

Dissolvendo Meu Ego Num Post Descartável

Eu queria alcançar o Nirvana. Mas meu professor de filosofia da faculdade (salve, salve  prof. Samir!) já dilacerou do meu ser qualquer possibilidade de um dia, enfim, me libertar por completo de meu corpo são.

Uma única tentativa foi feita e falha, óbvio. De lá pra cá tenho tentado sair do meu próprio eu e me procurar em outros lugares; coisa que este mesmo ilustríssimo mestre nos dizia: “que para filosofar era necessário sair de você, da situação e analisar ‘de fora'”.

Como boa aluna que era e como persistente que sou, tenho tentado me ausentar de mim mesma durante todo o ano e com certo sucesso. O que é interessante é que muitas dessas vezes foram ingenuamente sem querer. Tá que pra isso acontecer foi preciso o auxílio de substâncias (i)legais que, misturadas com outras substâncias controladas legais me levaram ao ápice do meu ‘nada’.

Momentos de euforia contida. Momentos de análise profunda. Momentos de conhecimento da subconsciência. Momentos. E desses momentos eu me descobri de várias formas: às vezes quadrada, às vezes mais redonda do que sou, muitas vezes culpada pelo que fiz, pelo que não fiz e pelo que não tenho nada a ver.
Ah! Descobertas são libertadoras! Libertar-se de desejos do subconsciente é, redundantemente falando, libertador.

Negamo-nos a nós mesmos o tempo todo (e não quero falar aqui de Cristianismo, Protestantismo ou qualquer coisa ligada a isso; não é disso que falo) e por alguns momentos dessa vida ingrata, vazia, mórbida e irônica – que ri na tua cara de todas as merdinhas feitas no caminho, – é possível descobrir o tudo que é negado.

Liberdade de ver dois homens se abraçando e dizendo ‘eu te amo,’ esquecer do gosto ruim do maracujá, pouco ligar se usaram água potável no copo que te oferecem, pensar que a vida é tão curta e fazer tudo logo de uma vez (principalmente se tudo for acabar em 2012); descobrir o amor mais profundo pela mãe é lindo; lembrar de suas tendências suicidas ao abrir portas de carros em movimento e meter-se a ator de filme de ação. Ah!, a adrenalina que corre nas veias nesses momentos é praticamente indescritível.

Nunca vou alcançar Nirvana algum, tampouco filosofar nesta vida que levo. Até porque, apesar do amor à ela, no pouco que me meti a falar aqui, já me envergonho. E sinto mais vergonha disto do que chorar às 8 da manhã porque ganhei um desenho feito por uma menina de 5 anos. Ou porque as pessoas estão morrendo. Ou porque, por mais que se queira negar você se apaixonou por aquele cara que só quer farra contigo.

Voltar à realidade, com um pouco de dor de cabeça e a sensação de que alguma coisa aconteceu no dia anterior e, teoricamente, você não saber o que foi é a pior parte.  Ou realmente saber e não poder guardar aquele estado de espírito, corpo e mente, num potinho como de resto de sabonete pra cheirar toda vez que o mundo resolver arrotar realidades nada bem quistas. Tenho certeza de que Alice, quando voltou à realidade sentiu a mesma coisa.

Mas nada disso importa; o que importa é que tenho me negado menos e dado mais minha cara à tapa aos causos que eu resolvo me meter na vida. Mas não, não os assumo assim, de pronto. Antes, por favor, me traga um copo de caipirinha e/ou uma dose de tequila.

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Era pra ser nada, virou um pedido pseudo-desesperado…

Com vontade de escrever mas com preguiça de fazê-lo…
Não tenho muito o que dizer além de estar em altas crises pessoais porque sou meio idiota. Mas quem não é, certo??
Acumulando atividades das quais provavelmente não darei conta, mas não me importo. Se nada der certo viro eremita. Porque essa de virar hippie é muito modinha.
Tenho que pensar num post mas meus olhos doem bastante, com causas desconhecidas mas, se Deus assim permitir, descobrirei logo. Não consigo ficar meia hora lendo, na frente do pc ou vendo televisão. Acabaram meus prazeres. Posso morrer agora.
Minto. posso não. Ainda tenho muita gente pra atormentar na vida. Muita boca pra beijar, muita prova pra ficar reprovada, muita unha pra quebrar, muita coisa pra comer (e assim explodir.. mas serei feliz, bem feliz…).
Aff. Tudo sem sentido. Qualquer dia volto com mais calma. E de preferência de bom humor. Como hoje 🙂
Deixa eu ver…. (to tentando arranjar assunto pra tornar esse blog mais interessante…)
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Peguei chuva hoje. Fui legal e simpática com várias pessoas. Traduzi um texto na prova de Mestrado. Dormi. Comprei um mini dicionário Michaelis (é mini messsmo, nem recomendo). Mal almocei. Mal ganhei um beijo. Meus olhos ardem desde as 7:30, hora que acordei, provavelmente ansiosa com a tal prova de inglês. Adorei minha aula de Tributário, falamos do que gosto, fiz um Embargos à Execução e fui feliz. Até descobrir que tava chovendo.
Tédio né? Me arranja um emprego que eu coloco as fofocas aqui! 😀
Tenho formação superior, sou comunicativa, falo inglês, entendo espanhol, sou simpática, educada, às vezes engraçada. Mas, acima de tudo.. preguiçosa.. Não! Não em local de trabalho! Adoro trabalhar… Mandar também e dar pitaco mais ainda…
Acabou o curriculum.

O mesmo discurso de sempre…

Eu cansei de vir escrever quando minha mente está cheia de coisas ruins. Mas é engraçado, porque são nesses momentos que minha inspiração aparece.. mesmo que seja pra coisas boas. Confesso que me acho estranha.

O que me trouxe aqui foi a saudade. Saudades de meus textos, saudade dos meus hábitos, saudade dos meus comentários. Saudade.

Nem vou dizer que já passou do brega essa estória de dizer que a palavra saudade não tem tradução e etc etc etc, porque já cansou. Devo confessar que acho que só eu senti saudades daqui. Da mesma forma que nem meu próprio blog sentiu saudades de mim (eu sei que coisas abstratas não sentem coisa alguma, eu fiz primário). Mas tá tranqüilo. Definitivamente esta é a menor das rejeições que passo nessa vida.

E como disse que só volto aqui quando coisas ruins pairam sobre minha mente, resolvi para por aqui também. E prometo, mais uma vez, novamente, retornar cheia de inspiração. E da boa, porque a que vem agora não vale a pena ao menos ser verbalizada..

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Now playing: O Teatro Mágico – Tudo Numa Coisa Só
via FoxyTunes

A volta dos que partiram sem querer. Amenidades.

“Noooooooooooooossa! Mas quanto tempo não te vejo por aqui!!!!!”

Pois. Muito tempo não passo por aqui. Por milhões de motivos, mas um em particular: falta de inspiração. Minha mente seca como o sertão nordestino. E não está muito diferente neste momento. Só que hoje, depois de um bom tempo, eu resolvi ver isto que chamam de blog e o que escrevo nele. E, pra falar a verdade, gostei muito, sem modéstia alguma.

Aí resolvi sentar e escrever. Mesmo que fosse nada.
E na verdade tem um bocadinho de coisas acontecendo ao meu redor. Nada super interessante, óbvio. Mas tá acontecendo e alguns diriam que já basta.

Esses dias eu resolvi entrar num chat, daqueles que a gente entra quando é adolescente. Acho que precisava de atenção. E tive. Até demais… Fiquei impressionada com a quantidade de pessoas que ainda usam salas de conversação..Pensei que iria encontrar meia dúzia de loosers como eu e achei centenas!!! Esse clube é bem cheio e nem sabia! Mas foi legal nos 5, 10 minutos em que eu aguentei. Coisa chata isso, de conhecer gente. Principalmente porque essa gente mente. Eu minto. Anos atrás, quando entrava no chat do uol com meu computador à internet discada (desculpa Fá), me passava por homem. Não, não dava em cima das menininhas inocentes, mas só queria conversar conversa fiada, dessa que não se tem mais hoje em dia porque o mundo tá perdido. Ou eu sou boa demais pra humanidade. Não, nada de Madre Teresa pra cima de mim, mas com certeza minha mente é algo que quase não se encontra hoje em dia.

Tá. E foi assim, entrei no chat, conversei e fiz um colega. E foi só isso mesmo.

Ontem eu fui dormir depois das 3:30 a.m.. Não é muita novidade pra alguns mortais que me conhecem por passar noites a fio em frente do computador… Mas fazem algumas semanas que isso não acontecia. Aí nem consegui acordar. E acabei dormindo demais.

Ando sem muita fome. Tenho comido pouco e emagreci. Tá, até estou feliz, mas minha intolerância por doces me irrita. Mas mesmo assim, hoje empurrei uma fatia de torta de chocolate com morango pela goela. Foi agradável, digamos…

Sobre a felicidade… bem, na verdade acho que perdi o significado dessa palavra. Não, meus queridos, não estou falando em estar infeliz. Mas acho que felicidade é algo quase inatingível. Sei lá. Eu sou assim, meio pessimista mesmo. E daí?

Minha monografia tá quase acabando. Pois é, rendeu. Bastante. Ou melhor, ainda está rendendo. Muitos percalços no caminho. Muitos, milhares. Mas tá acabando. Acho que pra este fim de semana. Ainda estou com medo de me reprovarem. E vai ser ruim. E vou chorar com criança (algo que “reaprendi” este ano). E vou me senti a mais looser de todos os loosers da face da Terra. Mas deixa quieto. Nem vou falar que tô apavorada com o professor que estou pra convidar pra fazer parte da banca……….

Sábado é dia de foto de formatura. Mas não estou animada.

Minhas unhas estão crescendo de novo. Sim, porque a maldita da manicure botou olho gordo nelas e quebraram-se todas. Mas já estão crescendo de novo.

Bom, acho que é só. Somente amenidades. Só pra voltar um pouquinho pro meu hábito de escrever.

Quero escrever um livro, por falar nisso. Mas acho que me faltará assunto. Ou tema. Ou inspiração. Ou saco. Ou tudo isso junto.

Tá, mas por hoje acabou. Cansei.

Mentira, cansei não. Só não tenho mais o que falar. Tô precisando mesmo de algum assunto pra colocar em pauta… ACEITO SUGESTÕES…..

É só. Acabou. Pode sair da página agora.

Respiração

Frustração.
Esta é a palavra pra descrever como me sinto pela pura falta de inspiração. O mais engraçado é que, na teoria, não me falta o que falar. Penso em tantas coisas ao mesmo tempo que me dá até uma certa ansiedade. (certa: coração acelerado, falta de palavras, confusão mental)
Mas toda vez que sento na frente desta máquina obsoleta fico sem palavras. E pra tudo, tanto que minha monografia estacionou de novo.
Me faltam palavras, me falta ar.

Preciso de algo. Qualquer que seja. Pra viver, respirar, escrever. Mas não da forma mecânica como tem sido nos último meses, alguma coisa verdadeira; que me faça acordar toda manhã. Com alegria. E sem mau-humor.

Posso estra pedindo demais. Não sei. Não sei mais de nada. Só que me falta a tal inspiração. Das mais puras. De limpar o coração e lavar a alma. Pena que não vende no Submarino.

Sonhos*

Tenho sonhado. Sonhos loucos, sem sentido e muito bons, por vezes.

Sonho que viajo. E que vou a Paris. E por lá fico um bom tempo. Sonho que encontro uma pessoa e tudo fica muito especial, mesmo tendo a distância nos dado um chá de cadeira; mesmo sem saber o que realmente tem entre nós.

Sonho com tragédias, com segredos descobertos que afetam muita gente.

Sonho com tudo aquilo que meu coração deseja.

Sonho com dias melhores. Sonho até mesmo com os dias ruins que tenho tido.

Sonhar é algo muito divino. Nos permite viver, nem que seja por um instante, aquilo que tanto queremos. Ou mesmo nos dá um preview de coisas ruins que se passam na nossa cabeça.

Eu admiro, de certa forma, pessoas que vivem sonhando acordado, com dizem por aí. É, muitas vezes, viver na enganação, mas de certa forma elas vivem aquilo que desejam, fazem da vida aquilo que o coração manda.

Infelizmente tenho vivido muito a realidade. A realidade dos desejos não tidos, dos problemas não resolvidos. Vivo até mesmo a realidade dos problemas alheios. Vivo cultivando um sofrimento que não tem me levado a lugar nenhum. Não que eu queira vivê-los, mas eles são a minha realidade.

E agora só tenho feito questão de dormir, sem ao menos fazer algum esforço. Durmo pra viajar nos meus devaneios, viver a vida, viver, literalmente, meus sonhos. Viver de viagens em Paris, de trabalhos e mochilão nos EUA, de passeios e contratempos em Setembro, de um futuro de sucesso.

Sonho com palavras não ditas, as vinganças frustradas, atitudes não tidas. Sonho em voar e ser heroína. Sonho a vida que sempre quis ter.

Hoje não tenho muitas ambições. Dou-me por satisfeita – até segunda ordem – só em sonhar. Fugir um pouco da vida que tem me dado bofetões na face. Fugir das coisas que não sei consertar e daquelas que nem sei se devo.

Eu só quero dormir. Dormir um sono profundo, com sonhos que, mesmo que sejam ruins, são apenas sonhos. E eu vou continuar saindo no lucro.

 

* convenhamos, que título brega, mas não arranjei outro
p.s.:Como isso é possível? Passar mais de uma semana sem inspiração e de repente sua cabeça explode de pensamentos e idéias? Assim não dá, tem que ser em doses homeopáticas!