Dissolvendo Meu Ego Num Post Descartável

Eu queria alcançar o Nirvana. Mas meu professor de filosofia da faculdade (salve, salve  prof. Samir!) já dilacerou do meu ser qualquer possibilidade de um dia, enfim, me libertar por completo de meu corpo são.

Uma única tentativa foi feita e falha, óbvio. De lá pra cá tenho tentado sair do meu próprio eu e me procurar em outros lugares; coisa que este mesmo ilustríssimo mestre nos dizia: “que para filosofar era necessário sair de você, da situação e analisar ‘de fora'”.

Como boa aluna que era e como persistente que sou, tenho tentado me ausentar de mim mesma durante todo o ano e com certo sucesso. O que é interessante é que muitas dessas vezes foram ingenuamente sem querer. Tá que pra isso acontecer foi preciso o auxílio de substâncias (i)legais que, misturadas com outras substâncias controladas legais me levaram ao ápice do meu ‘nada’.

Momentos de euforia contida. Momentos de análise profunda. Momentos de conhecimento da subconsciência. Momentos. E desses momentos eu me descobri de várias formas: às vezes quadrada, às vezes mais redonda do que sou, muitas vezes culpada pelo que fiz, pelo que não fiz e pelo que não tenho nada a ver.
Ah! Descobertas são libertadoras! Libertar-se de desejos do subconsciente é, redundantemente falando, libertador.

Negamo-nos a nós mesmos o tempo todo (e não quero falar aqui de Cristianismo, Protestantismo ou qualquer coisa ligada a isso; não é disso que falo) e por alguns momentos dessa vida ingrata, vazia, mórbida e irônica – que ri na tua cara de todas as merdinhas feitas no caminho, – é possível descobrir o tudo que é negado.

Liberdade de ver dois homens se abraçando e dizendo ‘eu te amo,’ esquecer do gosto ruim do maracujá, pouco ligar se usaram água potável no copo que te oferecem, pensar que a vida é tão curta e fazer tudo logo de uma vez (principalmente se tudo for acabar em 2012); descobrir o amor mais profundo pela mãe é lindo; lembrar de suas tendências suicidas ao abrir portas de carros em movimento e meter-se a ator de filme de ação. Ah!, a adrenalina que corre nas veias nesses momentos é praticamente indescritível.

Nunca vou alcançar Nirvana algum, tampouco filosofar nesta vida que levo. Até porque, apesar do amor à ela, no pouco que me meti a falar aqui, já me envergonho. E sinto mais vergonha disto do que chorar às 8 da manhã porque ganhei um desenho feito por uma menina de 5 anos. Ou porque as pessoas estão morrendo. Ou porque, por mais que se queira negar você se apaixonou por aquele cara que só quer farra contigo.

Voltar à realidade, com um pouco de dor de cabeça e a sensação de que alguma coisa aconteceu no dia anterior e, teoricamente, você não saber o que foi é a pior parte.  Ou realmente saber e não poder guardar aquele estado de espírito, corpo e mente, num potinho como de resto de sabonete pra cheirar toda vez que o mundo resolver arrotar realidades nada bem quistas. Tenho certeza de que Alice, quando voltou à realidade sentiu a mesma coisa.

Mas nada disso importa; o que importa é que tenho me negado menos e dado mais minha cara à tapa aos causos que eu resolvo me meter na vida. Mas não, não os assumo assim, de pronto. Antes, por favor, me traga um copo de caipirinha e/ou uma dose de tequila.

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[Não] Juro Parar de Reclamar.

O fim do ano se aproxima e já tive uma prova de como vai ser meu dezembro/janeiro. E como sempre, odiei. Acho que eu sou algo que não sirvo pra algo que pessoas servem, em todos os sentidos. Acho que nem pra filha eu sirvo, porque se minha mãe se surpreende com a minha solidariedade algo de errado tem.

E talvez não sirva como amiga porque aparentemente eu não dou atenção adequada a todos de forma igualitária; me disseram que eu escolho os programas que quero fazer e com quem fazer; se isso for verdade só mostra que eu sou uma imbecil. E sou mais imbecil ainda por me preocupar com quem nem minha amiga quer mais ser. E eu nem sei porque!

Aí, as que ainda tentam, as guerreiras, um dia vão desistir e eu vou acabar como Tom Hanks e uma bola de vôlei. Enlouquecida e falando com objetos. A impressão que tenho é que não estou tão longe assim mas preciso acreditar que ainda não sou maluca de todo.

E penso: se não sou capaz de ter a estima da minha família, a atenção das minhas amigas, quem sou eu pra querer um cara? E pior, eu só quero cara que quer outra. Ou vem com aquele papinho de “não quero me envolver agora”. Valeu então. Valeu por elevar eu ego e depois trancafiá-lo no primeiro bueiro que passar.

Sabe qual o meu problema? Eu não consigo viver no mais ou menos. Ou acho que tá tudo bem, o que só mostra um lado completamente alienado e enlouquecido ou vivo no meu pessimismo adquirido na infância, quando roubavam meu lanche e me chamavam de chorona. Ainda vou aprender a dar uma de Obama e nação estadunidense e falar “Yes ‘I’ can”. Mas quando tento, vem um espírito de porco e diz que se eu não passo na OAB não será na prova mais difícil do país que isso vai acontecer. E não, não é pra juiz. E não, não vou continuar a falar nela.

Talvez eu deva escutar mais as pessoas, porque como sou muito teimosa esqueço que não faço parte da nata intelectual da sociedade e a única coisa que sei fazer direito é ser debochada, sarcástica e engordar. O que já me foi dito que são formas de mascarar seja lá o que for de mim.

E pronto, ta aí; não sou uma boa persona familiar, não dou pra ser namorada de ninguém,  não sirvo pra querer ser profissionalmente quem quero ser, não sirvo nem como boa paciente de terapia,  sem contar que minhas amigas são realmente insistentes, já que eu sou seletiva e muito ruim nesse lance de relacionamento interpessoal.

Se pudesse saía correndo igual Forrest Gump, teria um ano sabático, viraria ermitã, voltava 5 anos e não faria faculdade de Direito, me acostumava com o fato de não ser brilhante em porra nenhuma e coisa que se faz necessário pr’aquilo que chamei de meus planos . Sem contar que a melhor de todas as decisões seria me tornar celibatária, porque, convenhamos, to de saco cheio dessa minha vida que aparentemente se divide também em ‘amorosa’.

Meu gosto musical não agrada à massa, meu estilo indefinido de me vestir confunde até a mim, minha mãe trata a sobrinha como a neta que ela acha que nunca vai ter, meu cabelo me desaponta, não consigo emprego como nada, tampouco acredito que um dia vou ter sucesso na carreira; já vislumbro meus 45 anos morando com minha mãe e ainda pensando no que vou fazer no ano seguinte.

Se pelo menos minhas unhas crescessem fortes pra que eu pudesse pintar de preto e ser menos infeliz nesse momento, ficaria agradecida.


Vou falar!

Vou te dizer uma coisa. Não queria escrever nada esta semana. Não por falta de assunto, mas por falta de vontade. Aliás, nossa. Semana cheia de acontecimentos. Mas já, já digo o por quê do desabafo.

Pra começar, a prova com que tive pesadelo não foi tão ruim assim e consegui responder às 3 questões que nos propuseram. Não sei se foi suficiente, mas foi. Acabou. Pelo menos até dia 13.
No final da prova, escutando uma menina pedindo informação, fui atrás dela pra saber da minha nota em Língua Estrangeira, no meu caso, inglês. CARAAAAAA, tirei 9,5!!! Fala sério. To me gabando há uma semana e não me canso, uhauhaha!

Outro update era sobre o que me dava vontade de chorar no último post. Era ridículo, mas já passou. Chegou ao fim. Tudo passa. E passará. E depois acabei chorando litros mesmo. Tá, na hora. Vago, não? Pois é. A história também era vaga, pra não chamar de rala. O que importa é que a fila anda e peixes (nem me incomodo se forem tão bonitos e altos e 4×4 também…….) estão por aí….
Ah! Falando em peixes no mar e blablablá whiskas Sachê, caaaaaraaaaa, o mundo só tem loucos! Hoje uma amiga veio me dizer que uma pessoa que eu conheço “resolveu” me achar interessante. Fala sério, oi? Nada a ver? Sem falar no nojinho que essa possibilidade me causa. Mas não entrarei em detalhes porque nem merece.

Final de Semana foi em Petroville. Teve “Piratas do Caribe” 1, 2 e 3, teve festa de Hallow’s Eve com maquiagem e tudo, ornamentação e tudo, comidas e bebidas e tudo. Teve choro, teve dose, teve perguntas constrangedoras por pessoas constrangedoras, teve muita música, teve até JuNu. Mas teve, além de tudo, momentos de vexame protagonizados por esta que este texto subscreve, com direito a choros e berros, mãos quase dentro de bacias, momento poliglota, emoção com desenho de uma criança, descoberta que meu nome não leva a letra ‘j’… e muito mais. Mas não vale contar tudo. Prefiro manter minha aparência de pessoa normal, sadia e sã.

A semana começou sem muito prometer e isso tava me irritando lictros! Tédio à esquerda, tédio à direita, em frente e atrás. T-É-D-I-O. Mas, como uma boa fã de seriados e com tanto tempo livre, o que eu faço? Assisto todos! Uhuuu!!!

E hoje, antes de assistir MILHÕES de estréias, parei pra fazer prova pra seleção de trainee da Vivo. Logo hoje, que foi um dia nada tedioso, cheio de coisas a fazer, cheia de lições de dona de casa pra completar, cheia de dor de garganta que não me permite cantar, nem comemorar a vitória do Barack Obama (pode ter certeza que na próxima década vai aparecer um monte de pentelho com o nome dele. E se for brasileiro, porque brasileiro é brega, vai ter até variação…).
Então. Aí me emputeci (odeio essa palavra, mas é ela que realmente consegue exprimir meu ódio). Não, não com a prova. Tá, também. Uma prova de português bosta, cuja uma das questões tratava de regra modificada na nova gramática brasileira a entrar em vigor e estava desatualizada. Achei desleixo, mas tá valendo. No meio da prova, como se ela em si já não fosse suficientemente chata, recebi uma ligação pra ajudar a pegar umas coisas que minha avó trazia do trabalho. NO MEIO DA PROVA. E minha mãe em casa, com a coluna toda ruim, manca igual sabe-se lá quem, toda ferrada. No final das contas, sobrava pra mim, anyways.

Okay, terminar a prova rápido. Terminei. E eis que essa mãe que colocou esta aqui no mundo, pergunta de que prova se tratava. Quando eu digo para o que é, eis que tenho a resposta que ACABOU COM MINHA SEMANA SE NÃO FOSSE A ESTRÉIA DE ANTM: “Vai fazer o que sendo trainee da Vivo? Vai sentar e estudar pra um concurso, que é emprego garantido”

Oi!?, te perguntei alguma coisa? Se eu não tivesse abrindo meu leque de opções todo mundo estaria reclamando. “Oi!?, Não vou discutir isso com você agora porque nem cabe”(isso foi realmente falado). Depois não reclama que eu reclamo que não tenho o que fazer!!!

Oi!? Deixa eu me ferrar na vida fazendo as minhas escolhas!!

Na boua? Me irritou almas! Muitas. Que mania esse povo tem de achar que sabe o que é melhor pra você. Tá, é mãe e TEORICAMENTE, sabe um pouco mais da vida (não necessariamente de você, da sua carreira e do que te faz feliz), mas isso não quer dizer que eu ache bom pra mim. AAAAAAfff. Me irritou. Deixa fazer as coisas por mim, do meu jeito… quem sabe não dá certo??
To tentando viver em plena paz e as pessoas me cutucam com vara curta. Parece até que não me conhece. Ou faz pra irritar. Ou é chata mesmo. E fico na última opção.

E se quiserem me ver daqui há 10 anos, enlouquecida, tomando prozac na veia, batendo a cabeça na parede ainda sóbria, matando pessoas por aí, fugindo do hospital dos bacanas, continuem com essa palhaçada de ficar me dizendo pra fazer concurso público pra qualquer merda que apareça. Continua, vai… vai falando aê….

E a dúvida remains…

Estou triste. É péssimo isso. Na verdade às vezes é bom curtir a fossa, mas desta vez to curtindo pra caramba, até demais.
Já não sei mais dizer se é mesmo tristeza. Acho que consegue ser mais profundo.

Minha vida tá um caos desde que o ano começou. Assim meio sem saber o que fazer, e quando se sabe nada dá certo. E é isso que me incomoda.
Vamos lá. Já são 6 meses de formada. Esta crise eu to levando bem, até. Mas, como diz um poema de um conhecido meu “estou muito atrás de meus olhos”. E sinto – melhor, sei – que estou muito atrás de algumas pessoas que se formaram comigo, algo que me incomoda pelo simples fato de eu não ter mais pouca idade. Tá, eu sei que não sou velha, mas o tempo tá passando e nada tá acontecendo.

A cada semana eu achava um propósito diferente. Isto quando comecei a achar que tinha que ter um propósito, ou não tocaria minha vida pós faculdade. E toda semana era um diferente. Aí comecei a ver novos horizontes, novos rumos e aquilo foi me animando. E esses novos rumos foram “down the drain“, enquanto outros, que realmente nunca passaram pela minha cabeça surgiram. E apesar de assustador, inovador e “perigoso”, era algo que me deu um shot de adrenalina impressionante. Parecia que todos os dias eu acordava com uma disposição que não via em mim há anos. E desta vez não é hipérbole.
E a cada dia, eu ia me acostumando com isso, com tanta energia boa vindo de dentro de mim. E achava que estava no caminho certo. E quanto mais eu ia seguindo meu rumo, mais via muros na minha frente.
Cada vez o muro ficava mais alto. E aquele shot de adrenalina se transformou num balde de água fria. Tão fria, tão gélida, que congelou-me de forma tal, que não consigo mexer um palito pra tocar meus planos. As pedrinhas de gelo batiam na minha cabeça como marteladas. E tudo que eu achava que seria bom pra mim, passou a não ter mais futuro no meu futuro.

E hoje cá estou, triste, deprimida, sem esperanças e sem futuro. Porque a felicidade dos outros hoje me incomoda, porque a sinceridade necessária dos outros me desanima, porque eu acho que nada mais do que faço vale a pena.

Não sei se sigo em frente, continuo mudando meus planos a cada semana ou sigo com eles até o fim, perseverando e contando com minha capacidade de conseguir realizá-los. Lógico que qualquer um ia me dar um empurrão no meu ego e dizer que consigo, mas se fosse tão fácil assim comigo, talvez não estivesse aqui escrevendo estas linhas.
Não sei de mais nada, e o que sei me desagrada. Enquanto isso, a dúvida “remains”: passo a bola pra frente ou fujo com ela? Entro à direita ou vou em frente? Caso ou compro uma bicicleta?

E a dúvida remains….

p.s.: só tem um pequeno probleminha… ou eu me resolvo agora, ou eu me resolvo agora. Nem tempo pra pensar eu tenho sobrando…

I Had a Dream…

Não. Não tem nada a ver com Martin Luther King. Na verdade meus sonhos são muito menores e não vai passar em televisão ou coisa do tipo. Mas tive um sonho tão surreal, engraçado, esquisito e outras coisas, que vale a pena imortalizar. Se prepara porque é longo.

Tá. Começava com euzinha indo encontrar com um amigo meu e uns amigos dele. Já começou a fazer pouco sentido porque eu não sairia com ele e com uns amigos que eu não conheço, apesar de conhecer alguns. Por algum motivo escuso, eu tinha chutado o balde de alguma coisa na vida e estava indo pra um baile funk, de ônibus, no meio da tarde. Outro erro grosseiro.
No meio do caminho eu olho pra ele e digo: “Poxa, não vou não. Tenho prova amanhã.” Ele me olha com uma cara de ‘que pena’ e eu salto do ônibus. O único detalhe é que se EU tinha prova no dia seguinte, ele provavelmente também teria. Mas tudo bem. Desci do ônibus.
Quando dou por mim estou no meio de uma estrada, que aparentava ser na Gávea. Mediunicamente, talvez, eu sabia que uns amigos estavam em um apartamento ali próximo. Então fui eu pra lá. Cheguei no apartamento não sei como. Voando, teletransportando, sei lá. Não lembro de elevadores ou escada pra subir. Meia dúzia de pessoas num ócio total se encontravam. Alguém me pedia alguma coisa pra ver no computador da casa, que por sinal era muito bonita, e o prédio era muito feio, tipo sobrado, prédio antigo, ah, coisa do tipo.
Sento eu no computador e começo a baixar/instalar um jogo que combinava corrida com futebol. Quando dou por mim estou sozinha na sala até que alguém aparece. E quem é? É só o Tiger Woods. Ninguém mais. Completamente nervosa, começo a dialogar com ele, em inglês óbvio, que se mostrou muito simpático. E do nada ele pergunta: “Você é Venezuelana?” Eu respondo e pergunto o por quê daquela pergunta tão específica. Aí o carinha diz que é por causa do meu inglês. Po, magoou. Meu inglês nem é tão ruim assim. Mas não discuti. Só queria terminar o que tinha começado no computador.
Termino, afinal, o que fazia. Ele gentilmente me oferece uma cópia da chave dele pra que eu saísse e ele pudesse fazer sabe-lá-o-quê. Ah, nesse momento ele me dá um dinheiro, que supostamente eu deveria usar pra comprar um lanche no McDonald’s pra ele. Peguei a chave, fechei a porta. Desci meia dúzia de degraus (só então descobri que era um prédio sem elevador). Subi de novo e abri a porta pra devolver a chave (tá, não faz o menor sentido, mas é um sonho). No momento que abre, vejo Tiger Woods de T-shirt “emo” e de bunda de fora. Enquanto isso, escuto o barulho do chuveiro e no mesmo momento ouço ele falar com um mordomo que me achasse porque tinha ficado faltando uma parte do dinheiro. Tudo isso em segundos. E ele não me viu.
Fechei a porta e fui descendo. E veio o mordomo atrás de mim. Fui receptiva enquanto ele foi um grosso, achando que eu era uma “mulher da vida”, tentando se aproveitar de uma pessoa famosa e rica como nosso querido Tiger é. Eu digo que não, que ele estava enganado e tal.. tentando me defender, né. Nada adianta, ele pega o dinheiro da minha mão. Chego à portaria, encontro minha mãe na rua e vamos embora.
Não fomos pra casa, mas pra uma espécie de resort. Vários amigos dela lá, lugar bacana. Passamos o final de semana ali, aproveitando tudo de bom, com pessoas que eu não me lembro quem são e alguém que talvez fosse uma prima, mas que não era nenhuma das minhas primas de verdade.

O estranho é porque o lugar era chique, tinha uns funcionários que ficavam parados nos corredores só esperando você pedir as coisas mais absurdas ou favores comuns de um lugar como aquele. Mas toda vez que eu olhava pro lado, eu via um lado super portelinha. Tinha 2 barracos, várias cadeiras de praia enferrujada, cerveja no isopor, essas coisas. E minha mãe estava lá! E no meio dessa confusão, tinha uma menininha linda, de uns 2 anos. A todo momento ela era de uma educação ímpar. Estava sempre sentada em frente a um computador (que parecia ser o meu de verdade, esse que uso neste exato momento) só observando. Não mexia em nada, só olhava. Parecia o sonho de qualquer mãe que se preze. Era lindinha, morena, de xuxinha, saia, coisa fofa de ver. E ela gostava de ficar no meu colo! Só em sonho, né?!?!?!

O fim de semana acabava, eu não ia fazer a prova que me impediu de ir ao Baile funk. Eu não via mais o Tiger Woods e nem o mordomo. Eu não sei como cheguei no tal resort, mas sei que ao sair de lá vi palmeiras tão, mas tão altas que me sentia uma anã. Quando tentei tirar foto delas, acordei. Ou o sonho acabou. Sei lá.

Só sei que foi assim, e sempre sonho coisas loucas, mas dessa vez foi de uma variedade de temas e situações tão bizarra que nem deu pra esquecer, apesar de ter sido há 2 dias atrás. Mas prometo que não colocarei mais essas coisas aqui. Vou postar só meus devaneios em lucidez e consciência.

Meu Passado Me Condena

“Eu me surpreendo a mim mesma”. Foi a frase redundante que pensei depois de ter feito coisas que me desagradaram. Não, não. Não saio por ai cometendo atos ilícitos e/ou ilegais. Simplesmente dei asas à minha curiosidade e fui buscar aquilo que não queria ver.

Na verdade, não me sinto tão culpada assim. A maioria de nós homo sapiens somos assim. Acho que precisamos de um certo masoquismo na vida, pra dar aquele tempero, o sal da comida insossa.

E agora, depois que vi o que não quis, me sinto mal. Mal por ter olhado o que não me cabia, mal por ter olhado o que não devia e mal, por saber que estou dando corda pra minha imaginação neurótica. E coitada dela. Sofre demais com tantas problemáticas mirabolantes que nem a própria suporta. E por conta das milhares de coisas que por fim “mirabola”, acaba se ferrando.

Devo dizer (confessar, na verdade) que o que me deixa mais mal nesta história toda de sair por aí olhando o que não me cabe é perceber que nem tudo que achamos que é passado passou tanto assim; que nem sempre dizer “estou bem” é realmente estar bem. E o mais engraçado são as tentativas de auto-afirmação. Mas não passa tudo de um ledo engano.
Você, sua idiota, simplesmente foi enganada por você mesma! E juro, acho que não há enganação pior. Porque, no fim das contas, no final do dia, só podemos contar com nós mesmos. E nós nos enganamos conosco. É triste.

Estou triste.
Tá, não tenho estado feliz, mas não tenho estado triste. Mas estou triste porque sou muito pior como ser humano do que imaginava. Neste sentido, eu digo. Meu passado está sempre muito mais perto do que eu gostaria e esperava; e dói muito mais saber que o passado é mais presente do que deveria.

Preciso mesmo é olhar pra frente. Porque o lance do “atrás vem gente” é verdade. E esta gente tá doidinha pra me empurrar pro abismo que eu mesma criei.

(devo dizer que tá quase tudo meio sem sentido, ou não. Mas há tempo não conseguia escrever. Então dá um desconto!)

Dia dos Pais – a homenagem que não veio.

Há uma semana atrás,estava eu muito inspirada a escrever um post em “homenagem” ao dia dos pais.

Mas hoje eu penso bem e acho que gastaria muito do meu tempo precioso escrevendo sobre algo que tenho um verdadeiro (quase) repúdio. A culpa é do meu pai e ninguém tem nada a ver com isso, na verdade.
Além disso, a preguiça e outros sentimentos não muito mais grandiosos do que este arrebatam meu ser. E não me dão muito ânimo pra escrever.

Então, para os que tem(e amam) seus pais, feliz dia dos pais! Aproveitem, dêem presentes(sim, sou adepta ao feriados capitalistas..) e sejam bons filhos, pelo menos 1 vez no ano.
Para os que não tem(ou não gostam dos) pais, como eu, aproveitem o dia pra fazer bosta nenhuma! Sempre rola aquele almoço em família, pelo simples fato de que as pessoas são muito apegadas à tradição… então comam bastante, durmam e assistam ao Faustão. E pense no dinheiro que você economizou naquele par de meias… dá pra alugar um filminho(meu novo hábito).
Para os que estão numa situação diferente destas, e que eu não consigo pensar por falta de oxigenação no meu cérebro, façam o que bem entendam… carpe diem.É só. E já foi muito.

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Now playing: Chicas – Felicidade
via FoxyTunes

P.s.: só pra usar o novo dispositivo, apertei o player e foi a primeira música que começou a tocar. Não reflete estado de espírito.

Santa filosofia de cada dia…

“Fulaninho disse que é assim: gente feia é inteligente. E gente bonita é burra. Mas também tem gente feia que é burra. E tem gente bonita que é inteligente. Bom, eu não sou burro não! Mas não sou inteligente. Eu sou inteligente mais ou menos……. é, não sou burro não.”

Esta foi minha cota de filosfia da semana. E graças a um menino de 11 anos, dentro do ônibus sacolejando. Com certeza aquelazinha do Fantástico (alguma coisa Mozé) iria ficar orgulhosa!

Por isso que no vestibular vai cair filosofia agora; essa criançada tá sacando tudo!

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Now playing: The Killers – Everything Will Be Alright
via FoxyTunes

O Elo Mais Fraco

Engraçado como tudo muda na sua cabeça quando se descobre o que realmente pensam de você. De certa forma, não chega a ser tão assustador, mas um tanto surpreendente se pararmos pra pensar que, infelizmente, ainda temos aquela pontinha de esperança na humanidade.

E que puta humanidade. Humanidade que te chama de louca. E não de brincadeira. Humanidade egoísta pra cacete(porque não uso palavrões aqui), que se curva ao máximo, tira até uma costela, só pra olhar o próprio umbigo.

Lindo. Lindo mesmo. Verdade que se descobre da pessoa que menos deveria pensar assim de você, ou que pelo menos iria agir a favor disso, não achar que é simplesmente loucura. Taxar, rotular e julgar são coisas ótimas de se fazer quando não se está na berlinda.

Hoje eu odeio a berlinda. Odeio a loucura. Odeio o egoísmo. Hoje eu odeio o mundo e todo mundo. Sem distinção de raça, credo, cor predileta ou número de sapato.

E eu tenho o direito. Eu sinto aquilo que bem entendo. Não vou falar aquilo que penso, eu magôo as pessoas só com meu respirar, mas sentir, ah! sinto mesmo. Todo mundo sente.

O problema é que ninguém sente que ressente. E a bola de neve cresce. E um dia vai explodir. No elo mais fraco, porque é ele que carrega as dores do mundo.
É o bode expiatório.
É o Judas malhado.
É o chicote no corpo molhado.
É a marca do chicote no rabo.
É o pelo encravado.
É o chute do dedo quebrado.
É o olhar mal encarado.
É o amor mal regado.
É o ódio disseminado.
É o que sente o avacalhado.
É o que falta ao ovacionado.
É o que sobra no deseperado.
E é o que se espera do mal amado.

O elo mais fraco. O elo enfraquecido, enraivecido, esquecido.

O elo mais fraco… este sim carrega as dores do mundo. E ninguém agradece.

(eu tenho noção da falta de coerência neste post. mas eu quem escrevi e o direito é meu)

Amigo… essa é pra você!

Pensei que nunca mais ia ter sua amizade… Depois de tanto tempo separada de você, meu coração começou a se acostumar com sua ausência.

Acho que batalhei muito contra meus sentimentos. Não era possível não estarmos mais convivendo, você sempre foi tão essencial pra mim! Lembro-me até, quando passsava os finais de semana na casa da minha avó, e meu tio ainda era vivo… aprontávamos umas poucas e boas! E meu tio sempre conosco… minha avó já não era muito de dar atenção. Não que ela não te quisesse bem, mas tinha um certo preconceito, devo admitir.

Depois que meu tio faleceu, eu não sei, acho que a lembrança de nós três era muito forte, e eu não tinha mais tanta coragem assim de estar com você, era muito estranho pra mim, a sensação já não era a mesma.

Aos poucos comecei a cogitar na idéia de te procurar. Não sabia o que você pensava a respeito, afinal, você também nunca mais apareceu em minha casa. E eu respeitei o espaço que parecia importante pra ti. E pra mim também. E depois de muito tempo te encontrei e como você me fez mal! Como estar com você, até ânsia de vômito me dava! Tudo de ruim me dava, desde que começaram alguns boatos. E eu me deixei levar por todos eles. Fui covarde de não perceber que também tenho um passado não tão bonito quanto gostaria. E não tão diferente do seu. E me afastei de novo. E achei que seria pra sempre.

Mas hoje não deu. Hoje eu sabia que era o dia que tudo se acertaria nessa amizade que temos desde criança, desde às idas na casa da minha tia, no méier, desde meus finais de semana na casa da minha avó, desde o apoio que eu precisei de você, quando meu tio faleceu e não estaria mais lá conosco…

Hoje eu saí do trabalho obstinada a fazer tudo dar certo. E, ao seu encontro fui eu. Sabia que você estaria lá. Sabia que dali não teria como fugir de mim. E cheguei em casa contente, contando à minha mãe sobre nós dois. E ela ficou feliz, ela também gosta de você.

E então, peguei uma faca, o pote de margarina e começei a te preparar, com todo o gosto e vontade do mundo. E lá estava! Você, meu pão francês com mortadela! Como era bom estar com você de novo, suprindo minha fome e vontade de comer!

Espero mesmo, que a partir deste novo reencontro a gente possa se acertar! E vê se não some, por favor! Você é tão importante, que tive que me expressar aqui. Amigo…essa foi pra você!