A Dor É Minha, A Dor É De Quem Tem…

Se tem uma coisa intrigante é a dificuldade das pessoas de entender/aceitar que você tem depressão.
A impressão que passa é que a pessoa tá de frescura, fazendo tipo, não sei. São conjecturas.

Este ano completam 3 em que me encontro nessa situação. Independente de ser rebelde, antes ainda fazia tratamento; agora nem isso. Há tempos, por sinal.
É claro que como eu estava em meados de 2007 não se compara como estou hoje, principalmente pelo auto conhecimento. Porque nada pior do que não saber qual o seu problema. Hoje eu sei e sim, não tenho feito nada em relação a isso por milhões de motivos.

Parei pra pensar nisso hoje por 2 motivos bem fortes.
Estou numa puta crise.
Eu não tenho estado bem e sabia o que aconteceria quando eu saísse do emprego. Não que aquilo fosse uma cura, mas me segurava um pouco. Mas minha mãe achou que era. Pra ela sempre foi assim.
“Você está assim porque a faculdade está acabando.”
“Você está assim porque o estágio está acabando.”
“Ah, quando você se ocupar, isso vai melhorar, é só arrumar um emprego, não é depressão não.”
Sempre escutei essas coisas, apesar de, no entanto, ainda estar me tratando.

Então comecei a trabalhar e minhas idas à terapia ou a psiquiatra cessaram. Ela, minha mãe, que trabalha na área de saúde e tem acesso a coisas que eu não tenho, nada fez. Eu não tenho plano de saúde e tampouco ela se ofereceu pra pagar a continuidade do meu tratamento, sabendo que onde eu fazia – que ela me levou na primeira vez – era de graça e que eu não tinha como pagar nada com o mísero salário que ganhava.
Tá. Saí do emprego. E não voltei pro tratamento. Fala sério, quem tem cara de voltar ao mesmo médico, do jeito que saiu há 6 meses atrás de cara limpa? Não é fácil. Eu sou do tipo que fico com vergonha de coisas pequenas, ou de situações que pessoas normais agiriam numa boa.
Eu não sou assim. “Oi, to de volta. Mas ó, na 1ª oportunidade de emprego que aparecer, vou ter que sair de novo, né? Porque esse horário não é mto legal, mas vamos levando”. Não, não sou assim.

Aí, quando foi hoje, minha mãe veio me falar pra eu ir no médico ver minhas alergias. Até aí tudo bem. Aí ela vem com o argumento de que agora posso ver as alergias e voltar na minha médica, porque não to trabalhando.
E ela só falou isso porque eu to sem falar desde domingo. Aí ela se toca.

Outra coisa que me intrigou, até chateou – também não sei por quê; as pessoas não tem a menor obrigação de te entender – foi uma amiga, mega amiga, tipo uma das melhores, me desejar melhoras “seja lá no que fosse”, ou algo do gênero. Parece que a pessoa tá alheia ao que você passa.(aliás, posso nem reclamar de uma das pouquíssimas pessoas que continuam de alguma forma presente na minha vida porque  o resto tá nem aí).
E eu não posso me chatear porque né, um dos motivos de não estar procurando tratamento é que eu mesma sou super mal resolvida com isso e não aceito bem. Então porque as pessoas deveriam? Mas também, quando eu falo que não to bem, que to deprimida e passando por uma crise, parece falso porque – acho eu – na visão dos outros – deprimido não sabe que tá deprimido. Então eu passo por dramática.
É o que eu acho que os outros acham, na verdade.

É chato porque eu não tenho que fazer ninguém acreditar em mim. Nem mãe, nem amigo, nem empregador, nem namorado (o suposto ex também não entendia e ainda achava que era falta de força de vontade pra ficar feliz. ¬¬). Nem ninguém.
Mas ao mesmo tempo, é mega triste você viver sabendo que não tem com quem contar. Simples assim. As amigas não entendem, a mãe acha que é passageiro.
E o que EU acho? Acho uma merda, um fim de carreira sem fim.
Mas o que eu acho ou deixo de achar também não muda o mundo. Eu só faço refletir sobre isso com um certo desconcerto de alma, numa decepção de hoje saber que o mundo não mudou.

Me resta somente minhas noites intermináveis, minha fama de dramática, minhas poucas palavras pronunciadas. Uma mente quieta. Não me darei mais ao trabalho de me surpreender com obviedades.

“Se ela me deixou a dor,
É minha só, não é de mais ninguém
Aos outros eu devolvo a dó
Eu tenho a minha dor”

Enlouquecendo? Mode out loud: on

“Diz que deu, diz que Deus, diz que Deus dará,
Não vou duvidar,ô nega e se Deus não dá, como é que vai ficar, ô nega?
Diz que deu, diz que dá, e se Deus negar, ô nega
Eu vou me indignar e chega, Deus dará, deus dará
Deus é um cara gozador, adora brincadeira
Pois prá me jogar no mundo, tinha o mundo inteiro
Mas achou muito engraçado me botar cabreiro
Na barriga da miséria nasci batuqueiro
Eu sou do Rio de Janeiro”


Estou há 2 dias com esse trecho da Música de Chico. Tá que a letra em si nada teria a ver comigo. A questão é interpretá-la. A música toda. Não, não modificá-la. Mas sim ver aos olhos de Chico. A música pode até ser simples, mas pra mim é de um simbolismo magnânimo.

De uns dias pra cá, tudo que tava dando errado conseguiu piorar. Tudo.

Já disse tudo, tudo mesmo? Pois é. Tá sendo a semana mais trash do ano. E só estou sobrevivendo porque sobrevivo assim, de remédio mesmo.

Hoje conseguiram enfiar uma estaca no meu peito. Poucos sabem (ou muitos sabem, já que essa porra de internet é pro mundo inteiro e eu falo disso aqui) do tal Mestrado que resolvi me aventurar. Não passei. E fiquei na boua, levando-se em conta que chamaram apenas 16 pessoas num grupo de 109. Ainda vou descobrir quanto tirei mas to pensando se é ideal.

Mas não foi isso. Ontem o dia já terminou errado quando as coisas que deveriam ter sido terminadas não foram, eu chorei de raiva e não podia, eu gritei com minha mãe e com razão (ela também sabe disso e nem se opôs!!!) e fui dormir me sentindo uma titica.

Acordei um bagaço, fiz milhões de coisas. Descobri que estou me tornando uma pessoa quase pontual e esperar pelos outros realmente me faz querer arrancar os cabelos. Parei na Ilha do Governador, não peguei meu vestido pra sábado, peguei uma chuva do cacete e sujei minha sapatilha.

E, depois de um almoço violento, daqueles de tomar sal de frutas depois, ainda teve torta de abacaxi, torta de chocolate, docinhos, salgadinhos e o bicho todo à quarta potência. Aniversário da tia. E depois, num bate papo informal – infelizmente não num boteco, mas num dos cômodos da casa da minha avó – descobri que eu sou uma imbecil que não cria planos alternativos na vida; que sou muito ingênua de achar que posso passar numa prova (mesmo num futuro distante), considerada hoje a mais difícil do Brasil se não passo nem na OAB.

To vendo que eu sou incapaz de gerenciar minha vida de forma eficiente. Onde coloco o dedo quebro, o que penso fazer dá errado. As pessoas com que resolvo me relacionar ou querem de mim o que não quero delas, ou eu quero delas o que elas não podem me dar, a.k.a., reciprocidade.

Eu sabia que aquele papo de levar tudo numa boa, apesar de nada ter sido efetivamente feito este ano, fatalmente ia me enlouquecer depois de uma ducha fria e uma bofetadas à face. Dá vontade de voltar pro status quo do ano passado, me desesperar, dormir horrores, esquecer do mundo e virar vagaba, porque NADA do que quero eu tenho apoio (e sim, algumas pessoas no mundo me desestimulam…) ou são viáveis ou são reais. E uma das minhas opções foi, aparentemente por água abaixo porque crise econômica americana aumenta a cotação do dólar e oi?!?, não vou pagar rios de dinheiros, pra gastar rios de dinheiro lá fora porque não existe rio algum. Moro no cerrado.
Tá, não moro. É só pra ser enfática. Vai ter gente falando que eu tenho que seguir com meus sonhos e blá blá blá Whiskas Sachê, mas não se vive de sonhos e sim de realidade. E a realidade não é agradável e não tá me ajudando.

Pela primeira vez na vida eu estou absolutamente à toa, sem rumo, sem emprego, sem estudo, sem apoio, sem esperança de mudança, sem saber o que fazer. Eu simplesmente não tenho noção pra solução dos meus problemas.

Ainda mais! Tem gente que me leva a sério quando faço piada, fica puto comigo, eu fico bolada, porque fiz uma piada e a pessoa me interpretou mal, acabo me irritando – porque eu sou irritada (e minha mãe não entende isso!!) – e escutando que não posso ficar irritada, o que não deixa de ser verdade, já que minha mãe não pode se estressar.

Ah é, minha mãe tá doente. Realmente doente. E não consegue fazer repouso. E se não fizer repouso, pode acabar internada. Ou acabar parando. Literalmente. Pode não conseguir andar.

Acordar cedo todos os dias dessa semana acabou com o pouco de esperança de um humor sadio.

Conversar com seres humanos hoje acabou com o pouco que sobrava de esperança em mim.

Tudo acabou.

E nem adianta falar que não, porque agora, hoje, neste momento, nesta lua, na posição desses planetas(!!!), minha opinião não mudará com comentários de incentivos a la Vigilantes do Peso ou, porque não, Alcóolicos Anônimos.

Desculpaê.

Vou falar!

Vou te dizer uma coisa. Não queria escrever nada esta semana. Não por falta de assunto, mas por falta de vontade. Aliás, nossa. Semana cheia de acontecimentos. Mas já, já digo o por quê do desabafo.

Pra começar, a prova com que tive pesadelo não foi tão ruim assim e consegui responder às 3 questões que nos propuseram. Não sei se foi suficiente, mas foi. Acabou. Pelo menos até dia 13.
No final da prova, escutando uma menina pedindo informação, fui atrás dela pra saber da minha nota em Língua Estrangeira, no meu caso, inglês. CARAAAAAA, tirei 9,5!!! Fala sério. To me gabando há uma semana e não me canso, uhauhaha!

Outro update era sobre o que me dava vontade de chorar no último post. Era ridículo, mas já passou. Chegou ao fim. Tudo passa. E passará. E depois acabei chorando litros mesmo. Tá, na hora. Vago, não? Pois é. A história também era vaga, pra não chamar de rala. O que importa é que a fila anda e peixes (nem me incomodo se forem tão bonitos e altos e 4×4 também…….) estão por aí….
Ah! Falando em peixes no mar e blablablá whiskas Sachê, caaaaaraaaaa, o mundo só tem loucos! Hoje uma amiga veio me dizer que uma pessoa que eu conheço “resolveu” me achar interessante. Fala sério, oi? Nada a ver? Sem falar no nojinho que essa possibilidade me causa. Mas não entrarei em detalhes porque nem merece.

Final de Semana foi em Petroville. Teve “Piratas do Caribe” 1, 2 e 3, teve festa de Hallow’s Eve com maquiagem e tudo, ornamentação e tudo, comidas e bebidas e tudo. Teve choro, teve dose, teve perguntas constrangedoras por pessoas constrangedoras, teve muita música, teve até JuNu. Mas teve, além de tudo, momentos de vexame protagonizados por esta que este texto subscreve, com direito a choros e berros, mãos quase dentro de bacias, momento poliglota, emoção com desenho de uma criança, descoberta que meu nome não leva a letra ‘j’… e muito mais. Mas não vale contar tudo. Prefiro manter minha aparência de pessoa normal, sadia e sã.

A semana começou sem muito prometer e isso tava me irritando lictros! Tédio à esquerda, tédio à direita, em frente e atrás. T-É-D-I-O. Mas, como uma boa fã de seriados e com tanto tempo livre, o que eu faço? Assisto todos! Uhuuu!!!

E hoje, antes de assistir MILHÕES de estréias, parei pra fazer prova pra seleção de trainee da Vivo. Logo hoje, que foi um dia nada tedioso, cheio de coisas a fazer, cheia de lições de dona de casa pra completar, cheia de dor de garganta que não me permite cantar, nem comemorar a vitória do Barack Obama (pode ter certeza que na próxima década vai aparecer um monte de pentelho com o nome dele. E se for brasileiro, porque brasileiro é brega, vai ter até variação…).
Então. Aí me emputeci (odeio essa palavra, mas é ela que realmente consegue exprimir meu ódio). Não, não com a prova. Tá, também. Uma prova de português bosta, cuja uma das questões tratava de regra modificada na nova gramática brasileira a entrar em vigor e estava desatualizada. Achei desleixo, mas tá valendo. No meio da prova, como se ela em si já não fosse suficientemente chata, recebi uma ligação pra ajudar a pegar umas coisas que minha avó trazia do trabalho. NO MEIO DA PROVA. E minha mãe em casa, com a coluna toda ruim, manca igual sabe-se lá quem, toda ferrada. No final das contas, sobrava pra mim, anyways.

Okay, terminar a prova rápido. Terminei. E eis que essa mãe que colocou esta aqui no mundo, pergunta de que prova se tratava. Quando eu digo para o que é, eis que tenho a resposta que ACABOU COM MINHA SEMANA SE NÃO FOSSE A ESTRÉIA DE ANTM: “Vai fazer o que sendo trainee da Vivo? Vai sentar e estudar pra um concurso, que é emprego garantido”

Oi!?, te perguntei alguma coisa? Se eu não tivesse abrindo meu leque de opções todo mundo estaria reclamando. “Oi!?, Não vou discutir isso com você agora porque nem cabe”(isso foi realmente falado). Depois não reclama que eu reclamo que não tenho o que fazer!!!

Oi!? Deixa eu me ferrar na vida fazendo as minhas escolhas!!

Na boua? Me irritou almas! Muitas. Que mania esse povo tem de achar que sabe o que é melhor pra você. Tá, é mãe e TEORICAMENTE, sabe um pouco mais da vida (não necessariamente de você, da sua carreira e do que te faz feliz), mas isso não quer dizer que eu ache bom pra mim. AAAAAAfff. Me irritou. Deixa fazer as coisas por mim, do meu jeito… quem sabe não dá certo??
To tentando viver em plena paz e as pessoas me cutucam com vara curta. Parece até que não me conhece. Ou faz pra irritar. Ou é chata mesmo. E fico na última opção.

E se quiserem me ver daqui há 10 anos, enlouquecida, tomando prozac na veia, batendo a cabeça na parede ainda sóbria, matando pessoas por aí, fugindo do hospital dos bacanas, continuem com essa palhaçada de ficar me dizendo pra fazer concurso público pra qualquer merda que apareça. Continua, vai… vai falando aê….

O Dia Em Que Fiz Compras De Natal.

De fato todo mundo faz compras de natal, mas eu nunca saio com esse intento. E desta vez não foi diferente. A única diferença, na verdade, foi eu ter saído com minha mãe, com intuito de comprar um presente de aniversário pra uma amiga dela e fazer sei lá mais o quê.

Há tempos não saíamos, sem preocupações, só “passeando” na “calmaria” da cidade em épocas de natal. E talvez eu tenha me recordado o por quê de não fazermos muito isso juntas.

Minha mãe vive no século passado. Da forma mais pejorativa possível. É como se ela achasse que 1975 ainda acontece. Nem vou muito longe: que 1985 ainda acontece.

Tá, a cidade não é lá tão segura; de fato é bem perigosa. Mas minha mãe anda com a bolsa como se fosse ocorrer um arrastão a qualquer segundo. Arrastões estão fora de moda pros ladrões. No máximo um arrastão na praia, porque é cheio de turista. Mas não num bairro classe média, sem praia e cheio de pobre. Roubo rola, mas arrastão não. Muito algazarra e pouco lucro.

Tudo bem.
Fomos pra rua. Eu sai só com o dinheiro no bolso e a chave. Ah! O celular também. E fomos nós atrás de um presente singelo pra tal amiga.

“Aqui mãe, acho que ela vai gostar”
“Ih! Muito caro, e só uma lembrancinha, nada muito caro”

E não vou colocar aqui, mas esse diálogo se repetiu diversas vezes. Sem exagero. Porque pra minha mãe é tudo caro. Uma blusa de R$ 25,00 é caro demais. Porque as roupas hoje em dia estão muito caras. Tudo caro. Porque barato mesmo são as blusinhas de 10 reais. Como se fosse fácil achar isso. Raridade, privilégio de lojas em promoção ou daquelas de pouca qualidade. Mas não, minha mãe não se conforma…

Calça jeans a 60, 70 reais?!? É um roubo..

Ta, compramos a tal lembrancinha. Uma blusinha bem da bacana que por sorte custava 10 reais. Minha mãe ficou feliz.
E saímos em busca de uma pechincha no presente do meu amigo oculto do estágio. Não seria tarefa muito fácil,porque o que pretendia dar era novidade, e portanto, não muito barato.

O único problema é que na internet custava R$ 26,50, a loja tridimensional custava R$ 39,90 e em qualquer outra tava a R$ 48. Aí minha mãe, num surto diz:

“Ta vendo?! Deveria ter comprado logo quando você viu”
“Mas mãe, eu não sabia o que iria acabar comprando isso”
“Ah, mas por esse preço até eu pagava pelo presente e depois você comprava outra coisa”

(minha mãe é sovina. Nunca, na história de nossas vidas, ela fez ou faria esse tipo de coisa. E com meu salário de estagiária não posso me dar ao luxo de comprar algo que me será inútil depois. Só como exemplo, ela estragou um casaco meu e se RECUSOU a e reembolsar…)

E compramos o presente. Na loja que custava R$ 39,90, claro… E depois partimos em busca da minha roupa de Natal/Ano Novo. Levei minha querida pra ver uma saia que tinha visto numa dessas lojas de departamento. Não tinha a saia. E lá vem outra pérola dela:

“Você deveria ter comprado quando viu lá na outra loja. A essa altura do campeonato, já acabou”
“Mas mãe, meu salário ainda não saiu, não tinha dinheiro…”
“Ahhhh, então corre o risco e vai na outra loja.”
“Vamos comigo? Pra você ver a saia”
“Ih! Nesse calor?! Nem pensar. Vou no mercado e vou pra casa. Vai você.”

E lá fui eu. Pra onde eu ia, tinha um ônibus de graça. Mas não tava lá onde deveria estar. Então fui andando, porque tava sem o cartão do ônibus(falei que eu ia na rua rapidinho e voltava, né?) e o dinheiro da saia tava contado (porque tava com minha mãe e ela tava bancando tudo…).

Então fui andando. E andando. E andando. Andando. Num sol de sábado, às 4 da tarde, que na verdade é sol de 3. Cheguei lá em pingas, passando mal. Mas fui em busca do meu objetivo. E experimentei a bendita saia. E ao sair do provador, quem eu vejo? MINHA MÃE!

“Poxa, tava ligando pro seu celular, porque vim comprar a sandália que você gostou. Tá acabando e eu pedi pra reservar na loja daqui! Vim de táxi, pedindo pro motorista correr o máximo que podia pra eu anda te pegar aqui…”

Pô! Valeu! Ela vai de táxi e eu vou a pé. No sol. Mas tá valendo. Não paguei pela sandália e nem pela bolsa que acabei ganhando também. E nem pela tortinha de limão com coca-cola comum, muito merecidos por sinal…
E fomos nós embora. Cheias de sacolas. Até que me lembrei de um detalhe: com uma certa quantia em notas fiscais, eu poderia trocar por um brinde do shopping (isso, estava num shopping).

“Mãe, cadê a nota fiscal da sandália e da bolsa?”
“Ah, não sei, deve estar na minha bolsa”
“Procura mãe, quero pegar o brinde”

E dá-lhe de procurar… E ela achou notas fiscais de mercado de 2 semanas atrás, da padaria, do cigarro, das frutas da minha avó. Menos da loja. E eu nem fiquei fula… que isso…

E depois disso tudo, ela ainda foi no mercado, voltou e fez um doce bem gostoso pra comer no domingo e eu ainda tive pique de sair com meus amigos e dançar a noite toda.

E a nota fiscal? Ela foi procurar ontem, foi limpar a bolsa, jogando as migalhas pela janela e deixou o celular cair do 5º andar.
Sim senhores, esta é minha mãe. E ela ainda me fez comprar outro pra ela pela internet, mesmo não convencida de que é seguro (culpa da reportagem do Fantástico falando de pessoas imbecis que compram em qualquer site fuleiro na internet).

Não obstante, ela gostaria muito que o celular chegasse hoje, porque, infelizmente, um dia eu disse que pedidos de internet chegavam rápido (e ela entendeu veloz).

E quem ficou sem brinde fui eu, por culpa dela, que pela 1ª vez me jogou uma nota fiscal de valor razoável no chão. E ainda sai ganhando celular novo.

Ah! O tal ônibus de graça não passa aos sábados; só descobri depois…

Nota mental: compras de Natal em setembro e sozinha!