I Got 99 Problems And I’m All Of Them

I’m disturbed. In every sense of the word.
Not like those disturbed people you see on Facebook, sharing posts about House MD or some other series character saying how weird and dysfunctional they are.

I’m sick. Sickly disturbed.
Last week I went to my psychiatrist’s appointment and suddenly I found out that my thoughts, that I have been having for 15, 20 years, are not usual, common, okay. Whatsoever.
Suddenly I found out that it is not okay to imagine myself being shot in the back every time I enter my building. Suddenly, thinking about being shot in the back at all, by anyone, by an imaginary enemy, is not something normal people do.
Out of nothing, I discover that imagining myself being filmed just like The Truman Show is not exactly something I should be thinking, since it’s not exactly real.

Dear all, THAT is being disturbed and sick. And because of all that, I add a new medicine to all the medicines I already take every fucking single day. And because of those remedies, I went to the dermatologist, and my face and back are being treated for acne. And tomorrow I’m going to the gastroenterologist tomorrow.

After 30, that’s all I do: I have appointments. A LOT. It’s boring, it’s expensive, it’s tiring. I don’t know why this comes from this time, but I choke every dawn and feel heartburn every single day. Imagine how nice I feel, huh?

Living is nice, as anyone can see. Being this weird, even better then.

I just needed to say how weird I feel for feeling and thinking weird stuff, now acknowledging it’s not usual and not even close to normal. I could not say all these in Portuguese just because I couldn’t; it’d sound a lot worse  than it already is…

In the other hand, I got some nice things to come, I guess. Being 30 has also given me much more awareness of what I really want for myself and what I really need to live high, might and righteously…

Maybe tomorrow.

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A Vida Tá Boa.

Hoje é dia dos namorados. E eu não tenho namorado. Não que isso importe muito nessa fase da minha vida. E daí eu digo o seguinte:

Pela primeira vez na vida estou extremamente bem resolvida em não ter alguém. Não porque é um dia consumista e blablabla.. Até acho que existem coisas mais importantes no mundo e não diminuo a comemoração só porque estou solteira. Tem todo o lance de não curtir datas comemorativas, mas já que sinto falta de um pai no dia deles, não acho errado que um namorado faça falta dia 12/06.
Mas o mais legal é que realmente não fez.

A vida tá boa, sabe? To cheia de coisas pra fazer, pra ver, pra resolver. Não que eu curta todas elas, mas estou ocupada com a vida. Ainda guardo meu tempo precioso de ócio porque disso ainda não me livrei. Mas a vida tá boa.

(mesmo estando tudo muitíssimo bem, tem todo o problema do ócio ser mais forte do que eu, a ponto de desistir, quase sempre, de ver a vida lá fora)

Eu descobri que não me descobri em Direito e talvez consiga me achar fazendo o que sempre quis.
Confessar isso pra mim mesma foi bem difícil. Não é nenhuma novidade mas demorei muito pra assimilar isso e partir pr’aquilo que acho ser meu caminho. Super muito me apavora falhar mais uma vez, mas estou mais feliz nesse caminho e verei onde vai dar.
Mesmo assim, estou aqui fazendo curso pra concurso. Não que eu deva, mas achei de bom tom tentar agradar a família. Digo e repito: concurso é pra quem quer concurso. O mundo não sobrevive só de funcionário público. E eu posso, perfeitamente, não ser uma.

Tenho amigos novos. Acho que o bom de trabalhar é isso: conhecer gente. E pela primeira vez na vida, fiz amigos “bem” mais velhos que eu, cuja alma certamente é mais nova que a minha. Tem sido um grande aprendizado e talvez elas sejam a razão de muita coisa estar mudando na minha mente e por via de consequência, na vida.
Pra melhorar, amigos que sempre foram amigos, estão de volta na minha vida. Toda a crise do post anterior e tals. Tem gente que de fato, deve ser pra vida toda, só isso explica. Amigos pra vida toda, eles são ótimos e nos entendem mesmo que não concordem. Acho genial e justo. Nem todo mundo é perfeito, né.

Daí quando falo em (im)perfeição lembro do meu ex-namorado. Porque nem tudo na vida é perfeito, mesmo ela estando boa e tem aí esse rapaz, que me assombra desde o dia que resolveu terminar comigo mas que resolveu se arrepender. Essa vida é uma loucura, né? Dá voltas mesmo. A gente nem imagina.

Mas não me aborrece mais. Porque a vida tá boa, e por que eu iria me abalar com o que não deveria. Então fica tudo bem, sem aborrecimentos, é o que estou tentando levar pra vida.
E quando, no dia dos namorados,  a gente vê que o mais chato foi conversar com ele, sabe-se que estar solteira – ao menos não com ele – é a melhor opção.

Nada disso faz muito sentido, mas a vida tá boa. E eu to feliz. E acho decente parar de achar que só consigo escrever quando não estou bem, não faz muito sentido.

Coisas

Coisas.

Coisa que percebi hoje:

  • dançar é quase um estado de espírito, uma elevação de você mesmo pra um nível superior, onde pouco importa ser desajeitado, sem ritmo ou brega. Quem dança, dança feliz e caga e anda pra você.
  • todo mundo é egoísta! Já percebeu que toda vez que alguém começa a falar algo sobre si mesmo, sempre tem alguém, ou você mesmo que diz: “pois é, comigo foi assim” ou “e eu?! eu tô muito mais cansada, eu tô muito mais pobre, eu tô muito mais gorda…” e por aí vai. É inconsciente, acredito eu que ninguém faça por mal.
  • chefe é sempre chefe. Mesmo quando não quer ser.
  • subordinado é sempre subordinado.
  • estagiário sempre se ferra. E é zoado. E culpado de tudo.
  • se tornar um velhinho apreciador da vida é essencial. Quero chegar aos 70 anos dançando na noite da Lapa(ou qualquer lugar que toque um sambinha, um rock, um forró, ou o que tiver de bom).
  • a mente das pessoas é completamente poluída. Cinco minutos de conversa entre 2 amigos de sexo oposto já é motivo de olhares maldosos. Só pra constar, se realmente houver maldade, acabou naquele exato momento.
  • muita gente nessa vida tem o dom de acabar com a alegria alheia.

Coisas que fiz nesses últimos dias:

  • compras de natal.
  • ajudar pessoas no trabalho.
  • dormir mal.
  • escutar reclamação.
  • aguentar gente chata.
  • pensar pouco.

Coisas que deveria ter feito esses dias:

  • Compras de Natal.
  • Estudado.
  • Lido livros pendentes.
  • Arrumado gavetas do armário.
  • Arrumado armário, na verdade.
  • Arrumado material de faculdade.
  • Arrumado um namorado (zoa, zoa…)

Por que uma lista de coisas?

Porque minha mente tá entupida e tinha que “dar descarga” em algum lugar, sorry…

Domingo, 18:38. Eu cogitei ir à igreja, mas a preguiça, pecaminosamente, toma conta do meu corpo. Culpa do calor também, que não dá refresco.

Dezembro está à porta. Os dias passam correndo, as semanas somem do calendário. Dezembro está à porta, de fato. E aí começam os rituais. Os meus, os seus, os nossos. Os meus, de odiar essa época de gente feliz mentindo pras crianças e falando que Papai Noel existe; de não querer VIVER o mês, porque apesar de gostar e entender o significado do Natal, não gosto de todo o processo; de não gostar de virar o ano, seja da forma que o faço ou pelo simples fato de ter de fazê-lo.
Aí começam as correrias de compra de comida, presente, roupa pra virar ano/passar Natal. Vira a estação – se bem que no calor que tá fazendo, to pedindo a Deus que o verão fique só no nome, já tá quente DEMAIS – e todo mundo assa, todo mundo reclama, todo mundo passa mal.

De fato prefiro o começo do ano.

Mas estranhamente estou gostando desse fim de ano. Estou trabalhando ainda. Nem de muito longe é o emprego dos sonhos, o emprego ideal, mas por hora é o que tenho. E pelo menos eu distraio. Pelo menos me dá vontade de voltar a estudar. Não sei exatamente quando ou como vou começar mas é um passo; preciso sair desse marasmo.
Estou gostando de como estou. Ainda há muito o que consertar e é mesmo preciso voltar pros meus hábitos terapêuticos, que, acredito eu, irão dar um up no quesito voltar a estudar. Mas há um quê de leveza, algo de mim que tinha ficado pelo caminho há uns 2 anos atrás, quando minha vida degringolou.
Estou feliz. Pelo momento, pela vida, pelo que ando atraindo pra mesma. Estou feliz de me sentir um tanto feliz. Confesso que tem gente cooperando pra essa felicidade. E que mesmo tão diferente, me faz tão bem. Bem comigo, bem com quem sou. E bem eu fico quando com ele. Mesmo quando levo esporro, hehe.
É, to feliz.
Durmo sorrindo.
Acordo ansiosa.
Sonho com ele. Com a gente, com o que está acontecendo. Simplesmente sonho.

Tirando isso, tem sido também um tanto marcante, esses últimos tempos; tem muita coisa acontecendo que deixa claro a necessidade de redirecionamento da minha vida. Tem coisas que saturam, relacionamentos que não dão certo do jeito que são. E isso não ajuda muito pra paz plena, pra minha serenidade e sanidade mental, hehehe!

Não tenho muito o que falar,só queria falar. Ainda tem muito mais a dizer – afinal eu SEMPRE tenho o que dizer – mas algumas coisas são necessárias pra que isso aconteça. Muito medo e receio, porque elas dependem de mim também…

Deixando tudo isso de lado, vou ali tomar o resto do sorvete da casa porque ó, to derretendo.
Compartilho da minha felicidade depois.

post scriptum: 4,500 visitantes! lindo isso! Thanks and come back!!

Pessoal e Intransferível.

Eu cismo. Mas não porque eu sou idiota, mas porque sou grande e minha boca acaba sendo proporcional. Eu falo muito. Muito mesmo. E quando tenho que falar muito, acabo falando muito pouco.

Na verdade falar não é um mal, mas falar o que não é necessário aos outros saberem, talvez seja prejudicial a você mesma.
Tenho sentido essa sensação de estar falando demais 90% do tempo que tenho falado. Porque a gente nunca sabe o que se passa na cabeça dos outros né? Mas na minha mente neurótica, só as piores coisas.
Sinceramente me preocupo demais com que os outros pensam de mim a ponto de sonhar ser capaz de ler mentes só pra me certificar que eu não sou tão chata quanto realmente acho que sou com meus problemas. Como diz um professor do meu curso: “ema, ema, ema…” e eu preciso aprender que meus problemas não são dos outros e não posso simplesmente dar uma de verborrágica e achar que tá tudo bem.

Até porque, tem uma coisa: nem todo mundo, melhor, ninguém te entende. E realmente, ninguém tem a menor obrigação de te entender além da sua terapeuta.
Aí você fica naquela: tem gente que vive em negação, ou você mesma resolve que finge que é normal pra quem vive por detrás das mesma porta que você. E pros outros é uma puta crise que não sara e só piora a cada dia.
Aí um dia você toma coragem e fala pra si mesma: “Eu preciso andar um caminho, só; vou buscar alguém que eu nem sei quem sou”. No final o medo e a covardia diante de tudo, de todos e de você mesma é tão grande que você volta pra casa pra dormir ao invés de ir pra orla sentir o vendo vindo do mar. Só que não tens culhões pra isso. Os transferi pra um outro alguém que ainda vive dentro de mim e que morre um pouco a cada dia.
Engraçado é que ‘esse alguém’ não era pra ser meu alterego. E acabou virando, junto a com a virada de mesa que minha vida deu logo em seguida. Um amigo meu brincava comigo no MSN dizendo que um dia era eu e no outro era esse outro alguém: um levava meu nome e o outro, o sobrenome. Não passou muito tempo pra aquilo que eu era virar o que eu gostaria de ser.

Eu não sei mesmo, se na cabeça das pessoas isso tudo não passa de um dramalhão mexicano. Porque ao mesmo tempo que tento reagir de coisas que realmente não consigo reagir, fico inerte no fundo da minha cama. E não é que eu não queira me ajudar, mas simplesmente não consigo. Será que alguém entende isso?

E paro por aqui, como diz o título, esse assunto é pessoal e intransferível. Ninguém faz parte disso, nem deve tomar pra si. E ninguém toma mesmo, porque além de não fazer o menor sentido, consome a alma de qualquer um.
E de hoje, vou começar a guardar na alma aquilo que a ninguém interessa. Minha vida, normalmente, já é chata o suficiente e as pessoas já têm problemas suficientes pra aguentar alguém buzinando em seu ouvido.

E se sou fraca e não luto contra isso? Sim, muito. Mas nunca me fiz de forte pra enganar ninguém. Sou tão fraca que preciso dos outros pra me ‘alavancar’. Não será mais assim. Serei eu, comigo mesma, nome e sobrenome. Eu por completo e meus problemas pessoais e intransferíveis.

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Now playing: Los Hermanos – Tá Bom
via FoxyTunes

Dançando e discutindo com minha solidão.

Dia desses uma amiga minha comentou que se sentiu só num fim de semana desses. Pra ela e pra mim, era difícil entender como alguém poderia se sentir só quando se tem pessoas ao redor.
Há tempos eu não pensava em solidão. Não por não senti-la exatamente, mas por não sentir absolutamente nada. Hoje, com os sentidos um pouco melhor aparados, sinto-me completamente só. De olhar pro teto do quarto e me sentir tão grande e tão pequena ao mesmo tempo.
Estou muito melhor que há duas semanas atrás, mas tão pior quanto poderia estar considerando absolutamente tudo à minha volta. Tive a audácia de dizer que não consigo as coisas por falta de vontade de viver. E sabe o pior? Não foi da boca pra fora, não foi por autopiedade e eu continuo me sentindo assim. Não faço idéia de como a gente sai do fundo do poço sem ao menos uma corda pra nos ajudar chegar à superfície. As cordas que me dão são mais frágeis que patas de formiga e não aguentam meu peso.
Acho que esta época não ajuda muito. O inverno tá chegando, dá vontade de chamego; aí vem aquele bombardeio de dia dos namorados e – ok, é comercial, é pra vender e whatever – sinto-me como um peixe fora d’água por representar, sempre, a parcela dos desacompanhados. E o que tem piorado tudo isso é perceber que o tempo tá passando. Óbvio que o tempo passa, não sou idiota de achar que estou parada nas horas – por mais que eu gostasse. Mas tudo pesa muito mais quando você contabiliza 5 casamentos em 6 meses e, pelo menos 7 casamentos em 12 meses. Parabéns pros noivos, do fundo da alma, mas em mim bate uma sensação de outkast que particularmente não gosto. A maioria cresceu comigo e tem a minha idade. É estranho pra mim, pronto e acabou e nada desse lance de que cada um tem seu tempo porque na minha vida, NADA aconteceu, então estou fora de tempo.
E não to falando de casar em 6 meses – o que até pode acontecer – mas de não ter nem com quem compartilhar isso. Pra quê pensar em casamento se nem pretendente eu tenho?
Ao mesmo tempo, acho que me puno pensando nessas coisas sabendo que nas condições emocionais que me encontro não há de aparecer ninguém disposto a me tolerar. Então eu entro num mega conflito.
Aliás, eu VIVO de conflitos e em conflitos. Pessoas por aí tem uma vida tão mais tranqüilas; ah, que sejam problemas externos. o problema é lidar com problemas internos que só você e no máximo sua terapeuta sabem. Os amigos sabem superficialmente, porque por dó, respeito o ouvido dos outros e não despejo tudo que gostaria de falar.
E como eu sou idiota, estou sem terapia. Ajuda nada, né? E pra piorar acho que tenho outros sintomas de coisas nada boas. Eu só tenho certeza de não ser esquizofrênica.
A solidão que sinto hoje e que me faz despejar tanta amargura pra qualquer um ler é o cúmulo do absurdo a partir do momento que eu sei que muitos dos meus amigos não estão em contato comigo porque eu sumi. Com meus motivos, mas não os culpo por não quererem aturar gentalha como eu. E fico feliz com os que por perto ficam, os corajosos ou doadores do amor que neles transbordam. Nem eu sei se ficaria por perto de mim.
Tirando isso, meus problemas me absorvem tanto que resolvo não me preocupar com outras coisas além de mim mesma. Melhor, não me preocupo com coisas que deveriam me atingir diretamente. Graças a Deus, ainda me compadeço com os problemas das pessoas que gosto e isso talvez seja o que me mantenha na sanidade, por me fazer esquecer por algum tempo, mínimo que seja, dos meus.
Se fosse preocupar-me com o que deveria me preocupar, talvez estaria a reclamar muito das pessoas. São falhas, assim como eu, mas têm umas manias, umas cobranças que simplesmente não fazem sentido. mas sinceramente, ainda não consigo me abalar com isso. Estou recuperando meu ‘eu’ ainda. Falta muito até lá.
Também não sei porque escrevo coisas aqui. Além de absurdamente pessoais, são chatas, ninguém lê e quem o faz, fica sabendo de coisas que não conto ao meu porteiro, que me conhece desde bebê, por que contaria a desconhecidos ou conhecidos não identificados?
Acho que é a tal da solidão. A minha companhia, quando não a cama, é meu computador. Queria mesmo era conversar com ele, mas seres inanimados só fazem ocupar espaço e serem usados.
Respirando…
Respirando…
Respirando…
.
.
.
Já deu. De tudo, sabe? Deste post também. Sinceramente sinto pena de quem ainda chega às ultimas linhas.
Dançarei, com eu e minha solidão, sem minha super desejada garrafa de vinho, pra afastar os maus pensamentos…


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Now playing: Elliott Yamin – How Do I Know
via FoxyTunes

Coisas da Vida

Segunda semana do ano, certo? Não… 3ª, né?

Dois mil inove começou com uma novidade Descobri o porquê de 50% dos meus males. Minha indecisão… Ok, ok, nenhuma novidade até aí… Mas o problema é que sou indecisa quanto a tudo e esse defeito me atrapalha mais a vida do que eu poderia imaginar! Meu futuro – e indiretamente a de outras pessoas – dependem de uma posição minha, posição esta que não tenho. O problema está nas opções. Se eu não as tivesse, dúvida não teria, seria somente uma saída e pronto: vou em frente.

O xis da questão está em escolher entre o laranja e o amarelo, entre pós ou mestrado, entre concurso e OAB, entre dormir ou acordar, entre tomar remédios ou sentir dor. Eu fico taããão confusa. Queria ser como algumas pessoas que conheço: refletem, refletem, mas quando decidem não arredam o pé dos planos traçados e decididos. Fico me imaginando sendo uma pessoa assim… Ia ser um ser humano tão melhor.

O pior é que muitas vezes, essa minha boca – maior do que todas as partes do meu corpo – fala muito mais do que deveria e acabo sendo mal interpretada ou vista como uma desesperada… Mas o problema não é esse, o problema é ser confusa e não saber decidir. Quem é diferente tem dificuldade de entender e eu, na minha constante confusão, tenho dificuldade de me fazer entender.

Sou igualzinho aquele cachorro do desenho “Coragem, cão covarde”. Quando tive coragem, fui corajosa demais. Aí deu no seguinte: eu resistindo às tentações dessa vida e um ser humano, me perseguindo, no melhor sentido possível. Dia 01/01/09 recebi até uma proposta super decente e recusei. Oito dias depois recebi outro. Mas vou resistindo. E por que resistir? Muuuuuitoooos motivos mas que não cabem aqui comentar.

Ah sim! Tô precisando disso aí, desse troço que as pessoas chamam de ‘amor’. Me serviria tanto quanto a centrífuga aqui de casa (que me rendem sucos maravilhosos). Hahahah, eu fazendo pouco caso dos homens e ainda chamando de objeto! Adorei essa sinceridade nada súbita. Mas eu quero também ser breguinha, colocar apelido, ter música, essas coisas bregas de pessoas enamoradas. E não, não me venha com papos de ‘você está dispensando quem te quer’. Nem rola essa argumentação, cai fora.

Outro problema está na minha visão de vida. Quem dera eu conseguir viver o presente! Fazer as coisas porque estou aqui e agora. Mas não; me sinto obrigada a pensar nas conseqüências que meu presente acarreta no futuro. Deixo de fazer as coisas, me desespero vendo o presente diferente do que eu imaginava e sabendo que este presente pode afetar meu futuro. Tanto o próximo quanto o distante.

Viver o presente é aproveitar o dia com todas as suas forças, fazer o que naquele dia você quis fazer. Mas minha mente analítica, crítica e indecisa me enfia os pés no concreto fresco e acabo por não sair do lugar. Às vezes tenho a sensação de que sou a mesma pessoa de 5, 7 anos atrás. E isso não é só parar no tempo, mas vejo mesmo como um retrocesso. Em algum ponto eu evoluí: fiz faculdade (mas nem me atrevo a pensar nesse assunto agora porque quero dormir em paz), trabalhei, fiz estágio, conheci amigos pra vida toda, conheci coisas no mundo que me eram desconhecidas… E mesmo assim, muitas vezes me vejo cometendo os mesmos erros infantis de outrora. É como se uma parte de mim evoluísse, inclusive o corpo, mas outra parte congelou quando se deparou com um mundo desconhecido… Acredito que meus neurônios vivem em pé de guerra. E não gostaria de ser um deles, basta-me hospedá-los.

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Meu banheiro está sendo quebrado. Ta com vazamento… O mais legal é que ele acabou de ser pintado… tava uma gracinha… Agora tá com aquele cheiro nojento de banheiros com infiltração.

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Brincaram comigo, insinuando que não sou bonita. Tipo, umas várias vezes. Sabe quando você quer socar a pessoa? Não digo isso por ser linda, sei que não sou, mas oi, meu humor não tava(e não está lá muito melhor) legal e esse tipo de brincadeira, repetidamente, machuca o ego de qualquer pessoa com problemas de auto estima. Machucou meu coraçãozinho.. do mesmo jeito que tive vontade de machucar a bela cara do ser humano que fez isso comigo. E não, não insinuarei nomes aqui. Deixa isso comigo (e com vocês só o básico).

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Resolvi começar a ler V de Vingança. Tinha deixado de lado pra quando tivesse férias, daquelas que todo ser humano normal tira. Mas como realmente me parece uma idéia tão longe quanto a luz no fim do túnel, decidi começar desde já mesmo já lendo 2 livros. Cheguei no clímax de Ensaio sobre a Cegueira! Ta aí um livro mega recomendado. E esta semana chegarão mais 2 livros que não sei quando vou ler porque tem outros na fila de espera. Mas se você pensa que gasto tanto tempo lendo que poderia estar estudando, engano seu, caro idiota* (por sinal, se quiserem me presentear, super to afim desse livro na versão traduzida direto do russo). Leio em doses infantis… nem é por falta de vontade e sim o mau hábito de ver televisão. Agora que comecei a ver os documentários do Discovery, ninguém me segura.

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Estou pensando em levar o caso da semana de comemoração de aniversário a cabo. Ano passado não consegui, minha tentativa foi bem falha… Mas super quero tentar este ano. De preferência com um emprego pra poder gastar MINHA grana sem peso na consciência e sem gente ficar no meu ouvido porque o dinheiro não é meu.

Ta aí. Uma das piores coisas da vida de pseudo-adulto é não ter dinheiro.
Pseudo-adulto? Sim, sim, quando você passa dos 18 e todo mundo ainda manda na sua vida e você é obrigada a fazer o que te mandam com uma pequena abertura para externalização de personalidade, você não é adulto ainda. Tem gente que se acomoda. Tem gente que não tem opção. Meu caso. Esperança é algo complicado porque todo ano acho que as coisas vão mudar e sempre mudam. Pra pior. Mas vou parar com essa choradeira aqui. Pra isso serve minha terapeuta.

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Quero um doce. Doce de verdade. Comecei uma dieta  semana passada. E to penando. Quando resolvi comprar aquela baboseira toda de comida saudável, me boicotaram aqui em casa… e tenho lutado bravamente. Mas já caí na tentação de um sorvete de flocos. Mas foi uma única vez e lá ficará. Meu negócio agora é banana passa. É gostoso…

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Preciso arrumar meu armário. Não que esteja bagunçado, mas também arrumado não está. E preciso trocar muita coisa de lugar. A estante também precisa de um update, uns livros pra doar, outros pra prateleira de cima, espaço pros novos, espaço pros jurídicos novos… Cadê a coragem?

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De repente e peguei pensando no que estou digitando e não faço muita idéia. Agora fiquei confusa e é melhor parar. Eu acho. São 1:31 e não tenho sono. Será porque eu dormi no final da tarde? De qualquer forma é melhor tomar tino e pegar meu rumo. ‘A noite vai ser boa’, já dizia Cláudio Zoli (não, nada de ‘tudo vai rolar’ e não vai tocar B.B. King). Discovery Channel e Home&Health me esperam. Tem filme também, mas ando meio sem paciência. Acho que é a idade…

Voltei a viajar. É o estômago pedindo açúcar de verdade (fazer dieta tem dessas coisas).

Vou embora. Tchau.


p.s.: pode ser que nada faça sentido, mas nem tudo é pra fazer…

Politics and stuff

Ta aí. Se tem algo que eu odeio muito é política. Primeiro porque falar em política no Brasil é inútil. Na verdade, não tive essa educação no colégio (tá, tive moral e cívica, mas não ensina nada a ninguém…). E não gosto e pronto. Mas se tem alguém que gosta é minha avó. E gosta muito; vê TV Senado, TV Câmara… fica revoltada com as sessões de plenário, ri chora e tudo o mais vendo o que se passa nas casas.

Eu tento entender porque eu não gosto de política e não vejo razão senão a óbvia(oi, corrupção?!)… mas ao mesmo tempo não consigo entender porque não gosto se sou formada em Direito. Rola uma ligação meio indireta… o processo legislativo em si (quando entendido tb) é muito bonito.. pena que são pipoqueiros e semi analfabetos que propõem e sancionam as leis por aqui…

E sabe o que me intriga mais? Um montão de gente dando pitaco em eleição norte-americana, defendendo bandeira democrata, bandeira republicana, plataforma do negro bem sucedido, do coroa e sua vice, mãe de filha adolescente grávida… mas ninguém dá muita bola pras eleições aqui no Brasil. Este ano foi o mais absurdo. Como se fala nessa bosta de eleições americanas (agora mais que nunca, com a mega crise financeira blablabla e etc e tal…)….

Culpo as emissoras de tv que adouram alienar o povo. Bando de bostas vindos do inferno! Por isso só vejo seriado e filme. E leio as notícias que me interessam na web mesmo…

Trocando alhos por bugalhos…

To sentindo coisas ruins corroerem meu ser. Profundo não? Acordei com uma mini ressaca – algo incrível pela quantidade de líquidos ingeridos – e com muita raiva… De mim, no final das contas, por conta de como eu sou com os outros.

E sabe o que é pior/melhor/estranho? Eu não to com raiva do que deveria ter raiva, ou do que teria raiva há pouco tempo atrás. Na verdade coisas que me incomodavam antes hoje são tão pequenas… e não são pequenas nos seus efeitos, mas é como se eu as tivesse minimizado. E estou supervaorizando a mim mesma, o que me dá raiva! Acho que sou muito mais do que muita coisa que muita gente acha…

Além do mais, essa supervalorização me fez ver que minha vida tá mais aberta do que esse blog aqui. A culpa é minha, ninguém me obriga a falar bosta nenhuma. Por isso que ninguém fala bosta nenhuma. E tá todo mundo certo. E quem deveria saber sobre grandes coisas da minha vida, não sabe. Coisa que deveras me incomoda.

Tem também uns lances de reciprocidade que tem me assombrado o pensamentos.. coisa chata pra cacete! E na boua? Recíproca verdadeira de cú é rola. Falo logo.

Trocando alhos por bugalhos²

Homem só serve pra algumas poucas coisas: subir em escadas altas, matar largatixas e espantar cigarras, contar piadas de baixo calão, doação para banco de esperma e empurrar carro enguiçado. De resto, só faz/fala/dá merda. Essa parada de “fila andar” é só outra babaquice da cultura de massificação, já que a idéia do príncipe encantado não colou por muito tempo. Geral sabia que o Ken era um porre e Barbie um dia ia cair fora e vice-versa. Aí inventaram a babaquice de fila andar.. Toda fila anda, manezão! Até a de formigas carregando o teu açúcar.

Nem sei porque dessa porcaria aí em cima. Sono, gripe, qualquer coisa. E mesmo que não fosse… o blog é meu, escrevo o que quiser. E sim, sou grossa mesmo.