Lista de Desejos…

lista de desejoNão sou dessas coisas porque minha indecisão não permite que eu liste tão pouco. Mas Menina Fafá me sugestionou e resolvi acatar; colocar um pouco de coisa boa nesse blog. E não indico ninguém, só peço que me avisem se fizeram ou não…

Regras:
1 – A pessoa selecionada deve fazer uma lista com oito coisas que gostaria de fazer antes de morrer.
2 – É necessário que se faça uma postagem relacionando estas oito coisas, não importando o que seja; é necessário que a pessoa explique as regras do jogo.
3 – Ao finalizar, devemos convidar oito parceiros de blogs.
4 – E finalmente, deixar se possível um comentário para quem nos convidou, e informar os convidados.

1- Fazer outras faculdades, todas que me interessam. E são algumas;
2- Passar uma boa temporada na Inglaterra e outra boa temporada no Canadá, além de conhecer zilhões de lugares;
3- Adotar 1 ou 2 crianças. Isto depende de certas variantes;
4- Saltar de paraquedas;
5- Escrever um livro, bacana mesmo, desses que as pessoas iriam gostar de ler;
6- Casar e constituir família. Mas aquele casamento que a paixão não vai embora com o tempo;
7- Ter um emprego em que eu GOSTE de trabalhar;
8- Me envolver com artes, de um modo geral.

São esses, mas não necessariamente nesta ordem. E alguns deles podem mudar conforme o tempo… Não é nenhuma novidade minha instabilidade, né…

Bondade é pros Fracos

Sem qualquer modéstia neste momento – e talvez seja exatamente nisso que peco – sou um ser humano raro. Sério. Deus me fez com carinho mas esqueceu um pouco da beleza. Mas de fato sou uma boa pessoa.
Hoje passo meu dia reclusa no meu quarto, desde às 5:15, hora em que cheguei e discuti e consegui ir pro meu quarto enfim, até o momento em que escrevo aqui essas palavras. Tiro, porém, os momentos em que liguei essa máquina e comi pão na chapa com Coca-cola e tomei banho. Não haveria motivo para isso se eu não me sentisse culpada por ter tido uma ótima noite regada à diversão e amigos. Deus me fez boa filha, boa, neta, boa sobrinha, boa prima; e só não sou boa irmã por falta de um(a).

‘(In)felizmente’ tenho a ‘péssima’ tendência a colocar a vontade alheia à minha. E por mais que tente agradar, estou sempre sendo desagradável, porque, por um momento de prazer que creio ser meu direito, desagrado tanto que essa insatisfação criada poderia servir por uma vida inteirinha…

O que mais me perguntam é como consigo ser assim. Como consigo, literalmente deixar de viver para não fazer os outros infelizes. Ceder tanto de mim e da minha vida no auge da minha vida. E no final, infeliz fico eu, seja por tentar evitar a infelicidade alheia ou por tentar ser e estar feliz com um pouco, e ver a tragédia em que isso se transforma.
Também sou boa amiga, não nego(como disse acima, a falta de modéstia é quase que o tema central deste texto). Tento me convencer que sou egoísta mas não sou, minhas atitudes falam por mim. E nem é por falta de tentativa. Mas isso não me faz infeliz não, mas tentar agradar todos ao mesmo tempo pode causar certas dores de cabeça.
É o que eu chamaria de uma pseudo tentativa de “Síndrome de Jesus Cristo”. Até tento salvar tudo e todos e no final creio que só crio confusão.

Confesso: fico triste em não ser egoísta.
É por isso que me sinto uma perdedora. Ou ‘vencedora’, citando meus queridos Los Hermanos: “faço o melhor que sou capaz, só pra viver em paz”. E é por aí. Sou perdedora porque perco de mim pra fazer os outros. Mas venço em tentar encontrar a paz nessas atitudes. Essa paz, infelizmente me custa mais caro do que meu bolso está disposto a pagar.
Paz esta, mais cara do que pessoas ‘normais’ costumam se propor a pagar. Não digo isto por me sentir melhor ou superior, mas sim por ser mais boba, mais trouxa ao ser tão boazinha assim.

Minha bobeira me faz insistir no ‘ininsistível’, desistir dos meus sonhos pela simples questão de ter a tal paz que busco sempre e nisso abdico do que considero ser direitos por mim adquiridos.
Sou boba até quando se trata das piores questões que assombram meu falido viver; e vos digo: o amor. A bobeira não se trata apenas por eu não ter coragem de correr atrás do que quero, no sentido de enfrentar minhas vergonhas e limitações e falar o que se espera ser falado. Ao invés disto, desisto ‘fair and square’. E não! Não me sinto mal por isto. Fico feliz com a felicidade das pessoas. O amor não correspondido que outrora me assombrou algumas vezes, tantas vezes, se transforma facilmente em felicidade pela felicidade alheia. Não sei quem me ensinou a ser assim, se foi Deus quem benevolamente me fez pro bem.
Desisto também de quem mal quero. O mínimo conflito de interesses fugazes me faz passar a vez. Não me vale a pena. E poxa, por que ser má, por que amargurar o que não vale a pena? A vida já é por demais amarga para continuar regando esse tipo de sentimento.

E escrevo estas palavras por ter escutado de uma amiga e de certo modo também ter confessado a mim mesma que essa sou eu: boa, boba, tola. E se já não sou muito feliz assim, prefiro nem conhecer algum possível lado o oposto que teoricamente eu teria.

Agora choro. Choro por perceber que bondade não tem recompensa. Até nos atos de maior relevância, ser boa é ser mal interpretada. Que bondade me garante uns bons amigos – que quando bem escolhidos não se aproveitarão dessa minha característica – é inegável. E disto não reclamo; os meus, a não ser que sejam exímios atores, me são bons de verdade.
Mas com amigos bons, com uma vida melhor que de muitos, com uma boa índole e um bom coração, atitudes positivas para com outros (nem sempre comigo), continuo sendo uma pessoa incompleta que já passou da beira da autodestruição.

Acredito ser válido tentar acreditar que um dia atos de bondade serão recompensados. Acredito que talvez seja necessário acreditar no equilíbrio das coisas para manter aquela pequena chama acesa que me permite continuar vivendo. Porque, se algum dia, eu realmente me pegar realizando que de nada me vale ser assim – e não, não o sou por busca de recompensas, apenas sou – de verdade, não me valerá nada viver.
Diferente disto nunca serei, não consigo. Minhas essência é translúcida e seu cheiro exala nos poros da pessoa que me tornei depois de vencer a corrida dos espermatozóides.

E hoje, eu, pessoa boba não sou nada, tampouco alguém, porque a bondade que tenho no coração e que carinhosamente afaga um cachorro labrador às 5 da manhã, é só mais um alguém a levar rasteiras de um ríspido mundo que considera essas minhas ‘propriedades’ como um grande amontoado de fraquezas.

Evoluindo ou enlouquecendo?

O que uma vida de ócio constante não faz com um ser humano. Acho que estou na pior onda de “nada pra fazer” da história da minha vida. E olha que “minha vida” tem muitas histórias. Pra todos os gostos, idades, crenças, culturas e etc, heheh.

Meu relógio biológico enlouqueceu de vez. Dá 4 da manhã e estou com a corda toda. É até bem engraçadinho, se não fosse pelo fato de acabar indo dormir umas 5, acordando milhões de vezes até levantar de vez, às 14. E nessa de acordar muito, almoço, volto e durmo mais um pouco. No final das contas meu dia só começa às 17. Engordei horrores. Não consigo ler metade das coisas que PRECISO ler. E quando começo é madrugada.

Confesso que estou prestes a ligar pra todos os canais televisivos e pedir programação melhor nas madrugadas. Poxa vida, só programa ruim de ver, nada interessante… Não posso negar que por conta de coisa melhor pra fazer parei pra pensar, tive um insight ou coisa que o valha por conta de uma conversa de MSN (as pessoas também precisam ir dormir mais tarde, diria meu lado mais egoísta…)

Arredondando, estamos em Novembro. Final de outubro. Semana que vem já é novembro. Fazendo um balanço, o ano foi o seguinte (na ordem que vêm à minha cabeça, e não dos acontecimentos):

  • Estou sem emprego e/ou ocupação desde março;
  • Me apaixonei por Clarice Lispector;
  • Fui a Brasília 2 vezes;
  • Fiz 2 provas para a OAB;
  • Me inscrevi em uma seleção de Mestrado;
  • Me inscrevi em milhões de programas de trainees;
  • Não anulei meus votos, como de costume;
  • Comprei algo em torno de 15 livros, contando os jurídicos;
  • Conheci cerca de 8 bandas/artistas diferentes;
  • Tomei grande quantidade de bebidas alcóolicas;
  • Perdi o medo de Labradores;
  • Descobri que quero um cachorro;
  • Saí pra dançar umas 3 vezes no máximo;
  • Não fui ao cinema nem ao Teatro (sem meia entrada e sem emprego fica um pouco complicado);
  • Fiz 3 cursos diferentes;
  • Pensei mais de 10 vezes em tentar Mestrado em filosofia;
  • Me arrependi mais de 10 vezes de ter comprado esse computador pelo qual escrevo essas baboseiras;
  • Peguei 1 única vez num carro, ri de nervoso, quase tive um treco e bati em carros parados;
  • Perdi o RG em menos de 3 meses depois da 2ª via;
  • Dispensei um trabalho (escravo) na Ilha do Governador;
  • Pensei e pseudo-planejei viagens pra resolver meus problemas pessoais e profissionais;
  • Neguei, casa, comida e roupa lavada em outro estado da federação (adoro essa expressão);
  • Parei de cantar o pouco que cantava;
  • Falei muita coisa que pensava a muita gente que não queria ouvir, incluindo minha mãe;
  • Virei fã de cinema latino e europeu;
  • Fui no Festival do Rio (não importa em que circunstância, please);
  • Fiz um piercing (mas já era pra ter 2);
  • Fiquei com um número razoável de pessoas (rá! acha que vou contar?!?!?), incluindo gays e gagos;
  • Não me apaixonei nenhuma vez (incluindo descobrir que ‘antes só do que mal acompanhada’ é O ditado!);
  • Fiz cálculos realistas sobre o meu futuro.

Bom, parece idiotice, mas o fato é que nem estou enlouquecendo como estava na mesma época do ano passado (tinha milhões de outras variantes também).
Cheguei num nível de evolução humana que, para mim, para minha pessoa, era algo quase inatingível.

Tá, não nego que passar todos os dias em casa, fazer coisa alguma, sem resolver minha vida profissional e me enrolando na amorosa, nunca foi meu sonho. Mas eu to normal, respirando e bem! Cara, que evolução! To tão orgulhosa de mim, colocaria aquelas estrelinhas douradas na minha cabeça, como os professores faziam nos cadernos quando o dever de casa era bem feito!

Daqui a pouco estamos em 2009, não fiz nada, não alcancei nada, não arranjei emprego, tampouco sei o que realmente quero pra minha vida e também nenhum alguém que esteja no mesmo ritmo que o meu e eu não ligo! Uhu!!! E nem ligo que o tempo tá passando e eu to envelhecendo e não tô fazendo nada! Vou viver esse momento de total loucura antes que eu acorde pra realidade e literalmente enlouqueça!