180º

Acho incrível como em 1 mês e poucos dias uma situação pode dar uma guinada. Ou fall down(por falta de palavra melhor em português). Ontem parei pra ler meu último post e fiquei chocada a ponto de rir, de tão ridículo que tudo não passou a ser.

Dia 12/12 faço 3 meses no trabalho. Continuo achando CHATO, mas paga minhas contas – pelo menos em parte. E criei uns vínculos de amizade que realmente nunca aconteceriam em condições normais de temperatura e pressão. Estou completamente fora do meu nicho, mas ao contrário do que andaram me dizendo, mesmo não pertencendo àquela realidade, me adapto bem.
Minha chefe não deve ir muito com a minha cara, não é algo que eu vá realmente me importar também.

O que me importa, no final das contas, são os quiprocós que TODO emprego/estágio me proporciona.

O que rolou nesse?
Aquela história que todo mundo conhece: menina nova com cara de ingênua meets menino fdp com cara de bonzinho. Menino ‘fdpccb’ seduz menina ‘ncci’, diz meia dúzia de meias verdades, mais uma penca de mentira, se faz de bom moço e BUM! Menina ‘ncci’ se apaixona; cai na lábia do outro lá.
Aí, caiu na rede é peixe, né. Menino manipula menina. Menina acredita no que menino fala, porque, coitada, ela acredita no que as pessoas falam, o que a qualifica fortemente como uma ingênua de fato.
Menino fala tudo que menina precisa escutar pra se sentir importante. E menino faz charme; se faz de complicado e tudo. Fato que falou em “complicado” e menina se derrete, né. É tipo olhar no espelho.
Então, depois de muita dança de acasalamento, muito jogo de sedução (to sendo brega tipo o Mfdpccb, gente. Não sou assim), menino e menina ficam num dia ‘mágico’, ‘inesquecível’, digno de slow motion no clímax do filme mais romântico da última década, que você, querido(a) leitor(a), já viu. Lindo.

E era algo louco. Porque a menina ‘ncci’ não queria namorar. Mas o menino ‘fdpccb’ só falava nisso. Pressionava por uma posição, até. Coisa de louco.
Tava tudo muito estranho, apesar de todo amor do mundo que a menina e o menino tinham pra dar. E mesmo assim eles ficaram de novo e então, finalmente, a menina achou legal assumir um namoro.

E então eles foram felizes para sempre.

NOT!

E então menina ‘ncci’ descobre que menino ‘fdpccb’ omitiu um fato POUCO importante: uma outra menina. E, no seu direito de reivindicar uma explicação, menina acabou sendo mal interpretada – ou não – e menino disse ter se espantado. Coisa de nada, na verdade. O básico. E desde então tudo degringolou. Mas menina, sempre muito ‘NCCI’, queria salvar o que já tinha começado. Tá na chuva…
Mas como todo desfecho dramático, menino ‘FDPCCB’ se disse confuso, pediu um tempo e achou melhor deixar a fila andar.

Até aí tudo bem, se não fosse um detalhe: menino ‘fdpccb’ não se desvincula de você. Menino ‘fdpccb’ se diz confuso pra umas coisas e muito cheio de certeza pra outras. Menino ‘fdpccb’ cai em contradição inúmeras vezes.
Nesse momento, a menina já está mais tão nova lá e nem tão ingênua e começa a perceber algumas coisas e se mancar de outras. E o encanto que tinha acabado, vira NOJINHO.
Nojinho de tudo que escutou e acreditou.
Nojinho de ter realmente caído na lábia do FDPCCB.
Nojinho de ter achado o dito cujo, em algum momento, uma pessoa digna do seu tempo, dedicação e blablabla.
Nojinho de tudo a que se submeteu.
E, acima de tudo, VERGONHA por ter sido mega otária.

A menina ‘ncci’ sou eu, claro. E o menino ‘fdpccb’ é o infeliz que tava me colocando sorriso nos lábios há cerca de um mês atrás. Hoje eu voltei do trabalho com uma sensação de nojo por esse ser humano, que beira o indescritível. Não vale a pena relatar aqui cada mancada, até porque, expondo-o, eu faço a mim mesma e a historinha aí em cima deixa bem claro o desenrolar das coisas.

Cheguei a ponto de achar que tive um surto por ter me apaixonado por ele.
E nunca achei que diria isso, mas mesmo os mais fdp que já conheci por aí, e convenhamos que não foram poucos, conseguiram ser desse nível. Sabe por quê? Porque neste não há caráter.
É a velha história. Melhor a sinceridade ruim do que uma verdade fantasiosa. E quando a pessoa falta com a verdade com você, com alguém que a princípio era importante o suficiente pra ele gastar tempo iludindo, falta caráter.
E quando a pessoa falta com respeito com você, dá nojo. Porque você só pede para ser tratada como a pessoa digna que é. Mas como ele não é, talvez desconheça esse tipo de tratamento, não posso pedir dele o que o mesmo desconhece, né.

Então agora eu to aqui, enjoada e com uma dor de estômago non stop. E muito nojinho disso tudo. A dor de estômago é por conta, assim como uma alergia digna de um episódio especial de 2 horas de House M.D.

E olha, talvez eu seja mesmo uma grande idiota nessa história toda, levando-se em conta que no meu último estágio eu fiquei com um cara que, Jesus, não era nada flor que se cheirasse, mas pelo menos não me fez de idiota. Sabia o que esperar, ou o que não esperar daquilo. E no meu primeiro emprego também, há alguns anos atrás. Mas não vou ficar aqui queimando meu filme.
Falem de vocês.

Hahahahahaha!

Ótima forma de voltar com meu querido blog sem reclamar do mês de Dezembro, mas ó vou reclamar, é fato. Mas pra quem gosta de Natal, Ano Novo e suas benditas tradições, fica a dica de um blog bacana – que até eu gostei apesar da temática – de uma amiga: Celebrando o Fim De Ano. Tá ai no blog roll.

Então… vou me encaminhar pros braços de quem me ama de verdade. Morfeu. Porque amanhã é mais um dia de trabalho naquele inferninho e ainda tenho as maravilhosas sensações da minha primeira Endoscopia! Haja preparação psicológica!
E como o Menino fdpccb senta ao meu lado normalmente, torçam pra que eu vomite nele. Aí ainda tenho o bônus de ganhar o dia de folga! =]

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To-day²

Cara… pior coisa que eu fiz foi dormir. Não podia ter me feito mais mal.

Pesadelo sobre a prova. Ela não seria escrita, e sim oral, no corredor da faculdade, com música tocando de fundo e eu não sabendo responder bosta nenhuma. Um monte de gente olhando, pessoas que não vejo há anos aparecendo, pessoas que me odeiam fazem caras de que me amam… Teve choro, teve cola, teve tudo. Foi muito ruim.

Além de dormir é ficar olhando coisa que não me interessa e colocando coisas na minha mente neurótica.
Eu acordo sempre como uma neurótica e não consigo desviar meus pensamentos de coisas que não quero pensar. Odeio ficar numa má resolução de certas coisas e isso tá me afetando pacas. Cara, fala sério, eu não sou digna de mim mesma. Eu sou doente e neurótica demais pra usufruir de mim mesma.

Caraaa, que ódio, vontade de chorar. Chorar muito, igual uma idiota. E sabe o que é pior? Eu sei porque quero chorar e o motivo é o mais idiota. É simplesmente porque eu sou neurótica. Tá, não é tão simples assim. Mas é simples.

Vou almoçar. E acho que vou ler. Fiquei com a sensação de que vou deixar a prova em branco amanhã.

Como disseram muitas pessoas que me conhecem ou não, eu sou muito boba.
E a boba aqui acabou de escrever.

UPDATE: não tem o que comer nessa casa. Minto, tem, mas tem que fazer e oi? não to afim. Passarei fome hoje.

Momentos De Terror Na Sala De Espera

Não tenho odiado nada tanto quanto odeio salas de espera. Tá, odeio muitas coisas também. Mas salas de espera me dão nos nervos. Se eu não tivesse que enfrentá-las tão de manhã cedo, talvez conseguisse ver graça naquilo tudo.
Acho que as pessoas vêem ali alguém igual a elas. Na verdade, pode ser a única coisa que nos une no universo. E talvez seja por isso que todas elas(com exceção de mim e mais alguns normais que EU SEI QUE EXISTEM mas nunca estão na mesma sala que eu) têm essa mania de papinho de “sala de espera”.
Começa assim: alguém entra e dá bom dia. E a maioria responde. Aí a pessoa, que sempre tem uma dúvida, pergunta alguma coisa bem alto, pra todo mundo, inclusive você, escutar. E sempre tem uma boa alma a responder. Em menos de um minuto, começam uma conversa amistosa. Lindo de se ver; pessoas que nunca se viram, contando que o filho tá com um caroço num lugar esquisito, as varizes estão estourando, o furúnculo da vizinha que ela tentou espremer… e por aí vai. No final das contas, não só a pessoa com quem a outra conversava sabe da vida dela, mas a salinha toda.
É triste de se ver.
Ainda tem aqueles que conseguem ser impacientes e intolerantes. Eu até sou impaciente, mas aprendi a ter mais tolerância com atrasos e etc (nada como trabalhar sabendo que tudo que vc faz já passou do prazo…).
Então essa pessoa começa a falar. E falar. E falar que é um abusrdo aquilo alí; porque ela tem hora marcada; que de nada adianta; que ela tá quase indo embora, que ela tá quase morrendo, etc etc etc etc etc etc.
São dos piores tipos.
Ainda há os amistosos. Estes me assustam. Já chegam na salinha infernal com aquele ar de “como estou animado simplesmente por estar aqui!” ou “que lindo, né gente?”. São os tipos super agradáveis, seja numa reunião dos Alcoólatras Anônimos, num elevador nojento, na fila giga do banco e não há de se esperar comportamento diferente numa sala de espera. Uma motivação que só pode sair do âmago. Detestáveis.
Tinha me esquecido dos sem noção/mal-educados/inconvenientes.
Pra realmente suportar aqueles minutos ou horas de sofrimento, alguns, como eu, levam musica, palavras cruzadas, livros… qualquer coisa. Normal, não? Pois é. Tem “alguéns” que acham que aquilo ali não é nada. E não percebem que na verdade é um subterfúgio, uma fuga dos insuportáveis. Mas não, pra quê respeitar sua vontade? Nem tá tocando sua música predileta. E nem tá no clímax do livro.
O pior nisto tudo é chegar atrasado. Por vários motivos. Você chega atrasado e, felizmente pra você e infelizmente pra outros, o atendimento que é por ordem de chegada, pula a alguns e atende você. Ninguém entende nada e ainda te olham estranho.
Ou então porque, exatamente por ter hora marcada, você chegando atrasado perde a vez pra alguém que entrou no seu lugar e vai demorar um pouco mais a ser atendido. Traduzindo, mais tempo de tortura.
Sinceramente, não acredito que exista alguma coisa boa a se tirar daqueles portais do inferno. As revistas muitas vezes são velhas e os casais das capas já estão tendo filhos de outros. Nem assim dá. E aquele livro, que você tentou ler, continuou na mesma página, seja pelas conversas altas, pela intromissão e até mesmo pela tensão de saber que qualquer momento alguém com certeza, vai te interromper.
Inferno.
Sofrimento.
É possível que eu não tenha o gene da sociabilidade. Vou trabalhar nesta teoria um dia qualquer. Pode ser a resposta pra muitas perguntas…

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Now playing: Moptop – Bem Melhor
via FoxyTunes

p.s.: a música nunca, repito, nunca transmite estado de espírito.

A gente descobre que precisa de médico quando sente, de verdade, que está enlouquecendo. Noites mal dormidas, pesadelos dia sim e outro também, manias…

A vida de um louco é bem movimentada, nunca se torna fatigante ou monótona.
Fugir dos policiais que querem te prender pela bala que você roubou nas Lojas Americanas quando adolescente.
Acreditar que alguma força está fazendo você perder ou ganhar partidas seguidas de sinuca.
Seus amigos estão fazendo um complô contra você, sem motivo algum.

Loucos são loucos, com certeza. Mas ao mesmo tempo conseguem ter muita sanidade. Acho mesmo que loucos vêem o mundo como ele realmente é, só que de certa forma, se recusam a aceitá-lo e pior ainda, se recusam a vivê-lo.
Loucos percebem coisas que pessoas “normais” não percebem. E falam isso. Porque loucos não se importam.

Estou começando a ter uma admiração muito grande por eles. Não cheguei ainda nesse nível de loucura. E por isso não ajo como uma louca. Mas se agisse seria mais feliz.

Se fosse louca, pelo menos não engoliria a seco tanta coisa, por ser boazinha demais. Loucos não são tão bonzinhos assim.
Se fosse louca, qualquer um seria meu amigo, porque, ou todos são uma ameaça ou ninguém é. Mas ele não se importaria com o amigo. E muito menos as coisas que os amigos falam e não tem noção do quanto incomoda ou machuca.
Se fosse louca, não perderia tempo em empregos ou estágios, porque logo os loucos são demitidos.
Faculdade? Loucos até fazem. Artes, música…. essas coisas. Eles são realmente muito ligados a essas coisas.
Se fosse louca, tomaria remedinhos controlados in a daily basis e seria ótimo. Remedinhos te isolam do mundo e te deixam calminho…
Se fosse louca, veria mundo da maneira que meus olhos quereriam ver.
Porque enquanto estou no caminho, no limbo, as coisas nem preto-e-branco e nem coloridas são;
As coisas me incomodam, e eu não posso dar fim a elas, como um ato de loucura;
As pessoas me incomodam e eu não falo nada na cara delas porque a educação diz pra sermos gentis, principalmente com as pessoas que a gente gosta;
Não posso largar meu estágio, muito menos alegar loucura pra me dispensarem, e por isso ter que aturar comentários realmente desagradáveis;
Viver no limbo não me exime de se sentir completamente inadequada socialmente;
Ninguém ainda me receitou remédios pra me fazer dormir. Bem;
Os remedinhos também controlariam o apetite. Ninguém fica parecendo um glutão por comer demais, quando se é louco.
É muito lucrativo ser louco, ninguém espera nada de você.

E se eu fosse louca, seria normal dizer que pareço estar enlouquecendo, porque na verdade, estaria já, há muito tempo.