Esperança?!

É difícil.. Está cada vez mais difícil acreditar que o Brasil ainda pode mudar, dar a volta por cima, sair dessa vergonha de país que somos.

Não, não é só um pensamento pessimista; é realista.

Num país que o Presidente da República Federativa resolve dar R$ 12,8 milhões de reais pra escolas de samba, tudo pode acontecer.

Me envergonho disso. Principalmente porque acaba financiando idas dessas escolas a casamentos de traficantes presos.

Me envergonho, porque a população não têm escola decente. Porque a maioria dos professores não têm qualificação.

Me envergonho, quando descobre-se que o Brasil caiu no ranking de educação da UNESCO.

Me envergonho porque o número de apreensões de armas e de prisões foram menores do que no ano passado

Me envergonho ao lembrar das reportagens mostrando tanta gente morrendo em fila de hospital; de tanta gente sem socorro por falta de recursos.

Me envergonho de ver turistas morrendo na minha cidade.

Me envergonho de ver minha cidade tão maravilhosa ficando debaixo d’ água com qualquer chuva de verão.

Me envergonho ao saber da dificuldade me se adotar uma criança hoje em dia, apesar das milhares que procuram lares.

Me envergonho sim. E me envergonho com orgulho. Não da vergonha, mas de saber que, diferente daqueles que detêm o poder, ainda me importo com o meu país, com o futuro que vem, com a qualidade de vida da população, mesmo que eu não possa fazer muito por isso.

Mas o que me dá mais vergonha é a minha falta de esperança; a falta de fé. Mas vivendo no meio desse caos, onde aquele que representa o povo só pensa em financiar escolas de samba do Grupo Especial em detrimento do básico, não há de onde tirar qualquer tipo de perspectiva de melhora.

Só um adendo: claro que todos precisamos de lazer, diversão e cultura. Mas sem educação não se sabe o que é cultura. E sem saúde não se aproveita nada. E com violência… bem, ninguém sai mais de casa…

Sem tomar partido…

Esse post tem tudo pra ser tachado de hipócrita. Mas digo, essa política brasileira me irrita, me cansa. E sabe o que me cansa mais? Ver um bando de gente se revoltando com tudo, com toda a corrupção, com os políticos levando nosso dinheiro e construindo/comprando castelos. Eu devia achar bom, não? Pois é, mas revolta passiva não muda nada.
Eu? Eu não me meto. Porque sou apolítica, se é que a palavra existe. E não é que eu não me preocupe com o futuro do meu país, com o que fazem com o dinheiro dos impostos que pago. Mas sei que eu não tenho tesão em fazer nada.
Há uns 2 ou 3 meses atrás, parei pra ver um documentário num canal aí, falando das Diretas Já, como o povo se mobilizou, como foram às ruas reivindicar direitos. Aquilo lá foi louco. Eu tinha acabado de nascer, aliás, nasci ainda na ditadura.
Personalidades importantes, artistas, cantores, formadores de opinião em palanques, todos por uma mesma causa.
Naquela época se fazia política. Sempre tivemos nossos ladrões, mas os relatos dos políticos da época eram genuinamente sobre política. E por pior que eles fossem naquela época, eles gostavam da política, no sentido mais puro. Era uma época em que acompanhar debate em Senado ou em Assembléias Legislativas devia ser legal, porque era debate, era discussão, era troca de idéias. E na maior parte das vezes, creio eu, pelo bem do todo.
De novo digo, talvez eles roubassem também naquela época, mas mesmo assim se via política.
O que temos hoje? Uns metidos a espertos, fazendo o povo de bobo, que pouco entendem a função e importância dos cargos que exercem. Votamos e acreditamos em pessoas porque são bonitas. Sim, isso ainda acontece e eu ouvi uma mulher, teoricamente esclarecida, dizendo que tinha votado em fulano porque era um ‘homão’.
Se você colocar naqueles canais de justiça, é triste. É o Congresso VAZIO, com meia dúzia de subversivos de bom coração, mas que não sabem agir ou mobilizar, gritando ao microfone achando ,que será ouvido. É Assembléia Legislativa aprovando projetos de Lei sem parar pra ouvir. É terrível.
Hoje os microfones até são mais ‘abertos’ porque não vivemos na ditadura, mas os ouvidos só escutam o que é de interesse próprio.
Desculpem-me a intolerância, mas como podemos eleger pessoas que literalmente ditam o que será de nós, se essa pessoa não tem instrução? Criar leis não é só ter uma idéia e achar bacana. É muito mais do que querer fio-dental nos restaurantes. É lidar com a vida dos outros, com a liberdade alheia, com a felicidade de uma nação inteira. E acabamos elegendo quem nem nunca ouviu falar em Processo Legislativo, não sabe a diferença de Lei Ordinária pra Lei Complementar… Não, não digo que políticos tinham que fazer  faculdade de Direito, mas tinham que ter informação, educação. Isso. Educação, pra conseguir educar o povo. Mas educação traz saber, e saber traz informação. E cidadãos com informação e não ignorantes é ruim para os poderosos, que não teriam como roubar de todos.
O futuro que vejo pra tudo isso é muito ruim. E nesse estágio em que chegamos, sinceramente não acredito em melhoras. Mas são palavras de uma pessimista passiva.
E por isso disse que seria um post hipócrita, mas desculpem-me. Não tenho menor vontade de me inteirar e agir, reagir à política que este país faz agora. Se fosse em 1984, eu estaria lá, porque só de ver o documentário me emocionei com a força que todos tinham quando lutavam por uma causa maior.
Mas hoje… só assisto um país tão lindo, tão cheio de potencial, afundar no meio do oceano atlântico, afundar em suas próprias escolhas burras. Eu só faço sentir muito ver que 25 anos depois do auge da política, o melhor que o povo faz é ficar fazendo protestos online.
Tá.. mas se eu nem isso faço, to falando o que, né? Eu me posicionei. Anulo meus votos ou voto em conhecidos em quem realmente coloco minha esperança de fazer alguma coisa. Se tá tudo ruim, tenho consciência de que talvez eu tenha participação nisso. E até a próxima eleição, é algo a se pensar. Mas fazer protestos atrás de uma tela, se achando o revolucionário é coisa de idiota. Mas aqueles que vão às ruas e fazem-se ser ouvidos, eles têm meu aplauso, desde que não façam baderna e, infelizmente, quando se vê um protesto, é isso. Baderna. As pessoas deveriam trazer à memória a geração cara pintada, Diretas Já e usar isso como parâmetro.

Ser fiel a ideais é lindo, de verdade. Mas o grito só faz ensurdecer a quem também está a gritar. Ou àquele que resolveu não participar. É preciso ações verdadeiramente passíveis de criar um impacto no nosso Brasil.
Se meus filhos vão passar por isso? Sinceramente espero que não; tamanha ignorância e desesperança  em que vivemos não desejo ao futuro.

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Now playing: Julia Nunes – Julia Nunes – I love you
via FoxyTunes


Politics and stuff

Ta aí. Se tem algo que eu odeio muito é política. Primeiro porque falar em política no Brasil é inútil. Na verdade, não tive essa educação no colégio (tá, tive moral e cívica, mas não ensina nada a ninguém…). E não gosto e pronto. Mas se tem alguém que gosta é minha avó. E gosta muito; vê TV Senado, TV Câmara… fica revoltada com as sessões de plenário, ri chora e tudo o mais vendo o que se passa nas casas.

Eu tento entender porque eu não gosto de política e não vejo razão senão a óbvia(oi, corrupção?!)… mas ao mesmo tempo não consigo entender porque não gosto se sou formada em Direito. Rola uma ligação meio indireta… o processo legislativo em si (quando entendido tb) é muito bonito.. pena que são pipoqueiros e semi analfabetos que propõem e sancionam as leis por aqui…

E sabe o que me intriga mais? Um montão de gente dando pitaco em eleição norte-americana, defendendo bandeira democrata, bandeira republicana, plataforma do negro bem sucedido, do coroa e sua vice, mãe de filha adolescente grávida… mas ninguém dá muita bola pras eleições aqui no Brasil. Este ano foi o mais absurdo. Como se fala nessa bosta de eleições americanas (agora mais que nunca, com a mega crise financeira blablabla e etc e tal…)….

Culpo as emissoras de tv que adouram alienar o povo. Bando de bostas vindos do inferno! Por isso só vejo seriado e filme. E leio as notícias que me interessam na web mesmo…

Trocando alhos por bugalhos…

To sentindo coisas ruins corroerem meu ser. Profundo não? Acordei com uma mini ressaca – algo incrível pela quantidade de líquidos ingeridos – e com muita raiva… De mim, no final das contas, por conta de como eu sou com os outros.

E sabe o que é pior/melhor/estranho? Eu não to com raiva do que deveria ter raiva, ou do que teria raiva há pouco tempo atrás. Na verdade coisas que me incomodavam antes hoje são tão pequenas… e não são pequenas nos seus efeitos, mas é como se eu as tivesse minimizado. E estou supervaorizando a mim mesma, o que me dá raiva! Acho que sou muito mais do que muita coisa que muita gente acha…

Além do mais, essa supervalorização me fez ver que minha vida tá mais aberta do que esse blog aqui. A culpa é minha, ninguém me obriga a falar bosta nenhuma. Por isso que ninguém fala bosta nenhuma. E tá todo mundo certo. E quem deveria saber sobre grandes coisas da minha vida, não sabe. Coisa que deveras me incomoda.

Tem também uns lances de reciprocidade que tem me assombrado o pensamentos.. coisa chata pra cacete! E na boua? Recíproca verdadeira de cú é rola. Falo logo.

Trocando alhos por bugalhos²

Homem só serve pra algumas poucas coisas: subir em escadas altas, matar largatixas e espantar cigarras, contar piadas de baixo calão, doação para banco de esperma e empurrar carro enguiçado. De resto, só faz/fala/dá merda. Essa parada de “fila andar” é só outra babaquice da cultura de massificação, já que a idéia do príncipe encantado não colou por muito tempo. Geral sabia que o Ken era um porre e Barbie um dia ia cair fora e vice-versa. Aí inventaram a babaquice de fila andar.. Toda fila anda, manezão! Até a de formigas carregando o teu açúcar.

Nem sei porque dessa porcaria aí em cima. Sono, gripe, qualquer coisa. E mesmo que não fosse… o blog é meu, escrevo o que quiser. E sim, sou grossa mesmo.