É A Vida.

Fui aprendendo com a vida a não sair cofiando em tudo que me dizem. Infelizmente isso me tornou uma pessoa extremamente desconfiada da minha sombra, até. Na semana que antecedeu o dia dos namorados, conversei com uma pessoa que teve um acesso de verborragia e saiu falando pelos cotovelos tudo aquilo que qualquer mulher gostaria de escutar. Escutei, fui extremamente sincera em minhas opiniões [coisa que preciso controlar] e tentei levar tudo aquilo como meias verdades pra também não desvalorizar demais.

Passei uma semana, a mesma que passei com as crianças, com um ponto de interrogação no peito, sem saber bem o que pensar, o que sentir, como me portar e o que esperar disso tudo.

Dia 12 de junho. Dia dos Namorados. Nunca comemorei tampouco tive encontros. Mas desta vez foi diferente e lá estava eu colocando meus medos, neuras, desconfiômetro de lado pra me encontrar com alguém que aparentemente tinha mudado de discurso.

E sabe quando eu digo que não confio nas pessoas, nas palavras dos outros? Exatamente pelo que aconteceu naquele dia. Tudo, aquele papo todo não passou de papo furado, de conversa pra boi dormir e o infeliz não precisar passar o dia sozinho. Aproveitar? Lógico que aproveitei, tava ali, bora curtir.

E começou a semana. Como sou bobinha, boazinha, simpatiquinha, mandei um bom fim de semana, ao qual tive resposta. E só. Aquilo tudo ERA MESMO história pra boi dormir. E sabe o que chateia? Se tivesse usado de sinceridade, teríamos nos visto dia 12 da mesma forma. Ou não, sei lá. Mas pelo menos seria sinceridade. E isso eu prezo muito, mais do que muitas outras coisas.

Já faz quase 1 mês. E, tipo assim, temos telefone, orkut e msn. Não quis me procurar, beleza, mas agora querido, vaza. Objeto, por definição, é um ser inanimado e até onde eu to sabendo, sou classificada como ser humano.

Aquele ditado de “antes só do que mal acompanhada” ganha um novo significado quando você percebe – mesmo que demore – que é perda de tempo tentar acreditar em quem nunca passou honestidade nos olhos.

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Exercitando a arte do masoquismo

Eu tenho um pé lá. Eu gosto. É a única explicação pra, depois de horas a fio, realizar que o que estou a navegar na web realmente não me traz nada de saudável, pelo contrário: coloca um desespero tão grande dentro de mim que saio daqui e vou dormir aflita. Aí nunca sei porque acordo me sentindo mal.

Mas meu mal mesmo é ser idiota, já falei isso algumas vezes. Pelo menos eu assumo. Tem gente que vive em negação.

2:58 a.m. E eu com papo de maluca. E o sono chegando, melhor, super aterrissado, mas a bobinha prefere mesmo é ficar aqui exercitando essa coisa tão boa e saudável que é a inveja.

Eu gosto de sofrer mesmo. Só pode ser.
Mas sofrer não faz bem. E eu não fico bem.
Eu sou uma contradição?

Cara, quem eu sou?

Post Scriptum: esse masoquismo aí do título nada tem a ver com o sexual, seus pervertidos.

Spitting Out.

Angústia eu não sentia há algum tempo. Mas voltou com força total.

Medo eu sinto sempre.

Raiva, todos os dias que vou à rua e preciso interagir com seres humanos lerdos.

Compaixão vem sempre que penso nos filhos que sonho em adotar .

Tristeza já faz parte de mim, mas tento mascarar vez ou outra.

Alegria? Sábados de tarde, lá pra 13 horas, quando acordo e não tenho nada pra fazer.

Dúvidas me rodeiam desde o último semestre de faculdade.

Paz é só o que quero, mas nunca procuro.

Alívio vou sentir algum dia, não sei quando.

Saudades constantes de alguns que me afastei. E de alguns que se afastaram.

Esperança matei na casa da minha avó. Duas. Ficaram lá pro ano passado.

Mas hoje eu só vivo com a angústia, que não dava o ar da graça há tempos.

E definitivamente hoje eu não vivo, não convivo tampouco me livro. Se alguém tiver um antídoto me avise.

Respiração

Frustração.
Esta é a palavra pra descrever como me sinto pela pura falta de inspiração. O mais engraçado é que, na teoria, não me falta o que falar. Penso em tantas coisas ao mesmo tempo que me dá até uma certa ansiedade. (certa: coração acelerado, falta de palavras, confusão mental)
Mas toda vez que sento na frente desta máquina obsoleta fico sem palavras. E pra tudo, tanto que minha monografia estacionou de novo.
Me faltam palavras, me falta ar.

Preciso de algo. Qualquer que seja. Pra viver, respirar, escrever. Mas não da forma mecânica como tem sido nos último meses, alguma coisa verdadeira; que me faça acordar toda manhã. Com alegria. E sem mau-humor.

Posso estra pedindo demais. Não sei. Não sei mais de nada. Só que me falta a tal inspiração. Das mais puras. De limpar o coração e lavar a alma. Pena que não vende no Submarino.

O Dia Em Que O Homem Aranha Quase Me Conquistou – relatos de uma mulher que tentou ser forte, mas…

Engraçado, né? Nós mulheres Pós-modernas gritamos tanto por um espaço em igualdade com o sexo masculino, nos fazemos de fortes e duronas. E nos bastamos a nós mesmas. Homens só servem pra fazer os trabalhos que quebram unha e/ou não podem ser feitos e salto.
De certa forma eu pensava assim também. Durona, sabe? Difícil. Nada de me amolecer por palavras doces dos Don Juans que existem por aí. Mas quando você menos espera, à espreita, só te vigiando, lá está ele… pra fazer de você a mais nova vítima de seus charmes e galanteios.

Passeios no shopping não rendem muita coisa. A não ser que você vá fazer compras. Ou comer. Ou ver um filme. Eu tinha meu objetivo em mente, mas não tinha esperanças de cumprí-lo naquele fim de tarde tão melancólico.
Distraída com minhas músicas, me deparei com o Homem Aranha. Ele parado alí, me olhando, me encarando com seu charme. Eu, na hora, nem dei muita bola. “Fala sério, cara feio me olhando”. E o olhar continuou. E eu tentei e distrair com outras coisas que me rodeavam naquele momento tenso. Mas algo me puxou. E fiquei lá, fitando aquele rapaz (minha mãe usa muito esta palavra…). Não estava decidida. Não sabia mesmo se ia ceder a tanto charme. Não era mesmo aquilo que queria pra mim, mas ele tinha outra feição, não sei… brilhava de uma tal forma…
Me controlei e saí daquele recinto que tanto me incomodou. Prometi que voltaria mais tarde, caso eu me decidisse. Continuei meu passeio no shopping. Mas sabia que ia voltar par os braços daquele garoto, com olhos tão penetrantes (nas traduções dos livros de Sidney Sheldon usam muito esta palavra).

Pouco passou e eu já estava lá, flertando com outro. Ainda me dei ao trabalho de pensar: “Controla! Controla! Eles são todos resistíveis!. Mas sabe como é, né? Ninguém vive sem. Mas eu gosto do estilo, e este me agrada mais”. Pensei muito, não queria ceder a tanta investida.

Não teve jeito. Tive que pegar. E levei a bosta do caderno. Tem cara de caderno de homem. Mas não tenho visto coisa melhor. E homem aranha, bem, lindo. Mas muito masculino, eu achei. Mesmo o outro tendo cara de caderno e homem.

É bom lembrar aos fabricantes que existem pessoas in need de cadernos decentes no meio do ano…

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Now playing: Maroon 5 – Can’t Stop
via FoxyTunes

Amigo… essa é pra você!

Pensei que nunca mais ia ter sua amizade… Depois de tanto tempo separada de você, meu coração começou a se acostumar com sua ausência.

Acho que batalhei muito contra meus sentimentos. Não era possível não estarmos mais convivendo, você sempre foi tão essencial pra mim! Lembro-me até, quando passsava os finais de semana na casa da minha avó, e meu tio ainda era vivo… aprontávamos umas poucas e boas! E meu tio sempre conosco… minha avó já não era muito de dar atenção. Não que ela não te quisesse bem, mas tinha um certo preconceito, devo admitir.

Depois que meu tio faleceu, eu não sei, acho que a lembrança de nós três era muito forte, e eu não tinha mais tanta coragem assim de estar com você, era muito estranho pra mim, a sensação já não era a mesma.

Aos poucos comecei a cogitar na idéia de te procurar. Não sabia o que você pensava a respeito, afinal, você também nunca mais apareceu em minha casa. E eu respeitei o espaço que parecia importante pra ti. E pra mim também. E depois de muito tempo te encontrei e como você me fez mal! Como estar com você, até ânsia de vômito me dava! Tudo de ruim me dava, desde que começaram alguns boatos. E eu me deixei levar por todos eles. Fui covarde de não perceber que também tenho um passado não tão bonito quanto gostaria. E não tão diferente do seu. E me afastei de novo. E achei que seria pra sempre.

Mas hoje não deu. Hoje eu sabia que era o dia que tudo se acertaria nessa amizade que temos desde criança, desde às idas na casa da minha tia, no méier, desde meus finais de semana na casa da minha avó, desde o apoio que eu precisei de você, quando meu tio faleceu e não estaria mais lá conosco…

Hoje eu saí do trabalho obstinada a fazer tudo dar certo. E, ao seu encontro fui eu. Sabia que você estaria lá. Sabia que dali não teria como fugir de mim. E cheguei em casa contente, contando à minha mãe sobre nós dois. E ela ficou feliz, ela também gosta de você.

E então, peguei uma faca, o pote de margarina e começei a te preparar, com todo o gosto e vontade do mundo. E lá estava! Você, meu pão francês com mortadela! Como era bom estar com você de novo, suprindo minha fome e vontade de comer!

Espero mesmo, que a partir deste novo reencontro a gente possa se acertar! E vê se não some, por favor! Você é tão importante, que tive que me expressar aqui. Amigo…essa foi pra você!