Tá Tudo Bem Agora (?)

A gente acha que tá tudo seguindo seu devido caminho até que aparece uma pedra enorme e pronto: você chora na sala da chefe e fala nada com nada, vai pra casa e mistura remédio com bebida pensando seriamente em se jogar da janela, mas acaba sendo achada desacordada no banheiro e vai trabalhar grogue com todos se perguntando o que aconteceu.

Depois a gente abre os olhos e percebe que foi só um sonho. (?)

To-day²

Cara… pior coisa que eu fiz foi dormir. Não podia ter me feito mais mal.

Pesadelo sobre a prova. Ela não seria escrita, e sim oral, no corredor da faculdade, com música tocando de fundo e eu não sabendo responder bosta nenhuma. Um monte de gente olhando, pessoas que não vejo há anos aparecendo, pessoas que me odeiam fazem caras de que me amam… Teve choro, teve cola, teve tudo. Foi muito ruim.

Além de dormir é ficar olhando coisa que não me interessa e colocando coisas na minha mente neurótica.
Eu acordo sempre como uma neurótica e não consigo desviar meus pensamentos de coisas que não quero pensar. Odeio ficar numa má resolução de certas coisas e isso tá me afetando pacas. Cara, fala sério, eu não sou digna de mim mesma. Eu sou doente e neurótica demais pra usufruir de mim mesma.

Caraaa, que ódio, vontade de chorar. Chorar muito, igual uma idiota. E sabe o que é pior? Eu sei porque quero chorar e o motivo é o mais idiota. É simplesmente porque eu sou neurótica. Tá, não é tão simples assim. Mas é simples.

Vou almoçar. E acho que vou ler. Fiquei com a sensação de que vou deixar a prova em branco amanhã.

Como disseram muitas pessoas que me conhecem ou não, eu sou muito boba.
E a boba aqui acabou de escrever.

UPDATE: não tem o que comer nessa casa. Minto, tem, mas tem que fazer e oi? não to afim. Passarei fome hoje.

I Had a Dream…

Não. Não tem nada a ver com Martin Luther King. Na verdade meus sonhos são muito menores e não vai passar em televisão ou coisa do tipo. Mas tive um sonho tão surreal, engraçado, esquisito e outras coisas, que vale a pena imortalizar. Se prepara porque é longo.

Tá. Começava com euzinha indo encontrar com um amigo meu e uns amigos dele. Já começou a fazer pouco sentido porque eu não sairia com ele e com uns amigos que eu não conheço, apesar de conhecer alguns. Por algum motivo escuso, eu tinha chutado o balde de alguma coisa na vida e estava indo pra um baile funk, de ônibus, no meio da tarde. Outro erro grosseiro.
No meio do caminho eu olho pra ele e digo: “Poxa, não vou não. Tenho prova amanhã.” Ele me olha com uma cara de ‘que pena’ e eu salto do ônibus. O único detalhe é que se EU tinha prova no dia seguinte, ele provavelmente também teria. Mas tudo bem. Desci do ônibus.
Quando dou por mim estou no meio de uma estrada, que aparentava ser na Gávea. Mediunicamente, talvez, eu sabia que uns amigos estavam em um apartamento ali próximo. Então fui eu pra lá. Cheguei no apartamento não sei como. Voando, teletransportando, sei lá. Não lembro de elevadores ou escada pra subir. Meia dúzia de pessoas num ócio total se encontravam. Alguém me pedia alguma coisa pra ver no computador da casa, que por sinal era muito bonita, e o prédio era muito feio, tipo sobrado, prédio antigo, ah, coisa do tipo.
Sento eu no computador e começo a baixar/instalar um jogo que combinava corrida com futebol. Quando dou por mim estou sozinha na sala até que alguém aparece. E quem é? É só o Tiger Woods. Ninguém mais. Completamente nervosa, começo a dialogar com ele, em inglês óbvio, que se mostrou muito simpático. E do nada ele pergunta: “Você é Venezuelana?” Eu respondo e pergunto o por quê daquela pergunta tão específica. Aí o carinha diz que é por causa do meu inglês. Po, magoou. Meu inglês nem é tão ruim assim. Mas não discuti. Só queria terminar o que tinha começado no computador.
Termino, afinal, o que fazia. Ele gentilmente me oferece uma cópia da chave dele pra que eu saísse e ele pudesse fazer sabe-lá-o-quê. Ah, nesse momento ele me dá um dinheiro, que supostamente eu deveria usar pra comprar um lanche no McDonald’s pra ele. Peguei a chave, fechei a porta. Desci meia dúzia de degraus (só então descobri que era um prédio sem elevador). Subi de novo e abri a porta pra devolver a chave (tá, não faz o menor sentido, mas é um sonho). No momento que abre, vejo Tiger Woods de T-shirt “emo” e de bunda de fora. Enquanto isso, escuto o barulho do chuveiro e no mesmo momento ouço ele falar com um mordomo que me achasse porque tinha ficado faltando uma parte do dinheiro. Tudo isso em segundos. E ele não me viu.
Fechei a porta e fui descendo. E veio o mordomo atrás de mim. Fui receptiva enquanto ele foi um grosso, achando que eu era uma “mulher da vida”, tentando se aproveitar de uma pessoa famosa e rica como nosso querido Tiger é. Eu digo que não, que ele estava enganado e tal.. tentando me defender, né. Nada adianta, ele pega o dinheiro da minha mão. Chego à portaria, encontro minha mãe na rua e vamos embora.
Não fomos pra casa, mas pra uma espécie de resort. Vários amigos dela lá, lugar bacana. Passamos o final de semana ali, aproveitando tudo de bom, com pessoas que eu não me lembro quem são e alguém que talvez fosse uma prima, mas que não era nenhuma das minhas primas de verdade.

O estranho é porque o lugar era chique, tinha uns funcionários que ficavam parados nos corredores só esperando você pedir as coisas mais absurdas ou favores comuns de um lugar como aquele. Mas toda vez que eu olhava pro lado, eu via um lado super portelinha. Tinha 2 barracos, várias cadeiras de praia enferrujada, cerveja no isopor, essas coisas. E minha mãe estava lá! E no meio dessa confusão, tinha uma menininha linda, de uns 2 anos. A todo momento ela era de uma educação ímpar. Estava sempre sentada em frente a um computador (que parecia ser o meu de verdade, esse que uso neste exato momento) só observando. Não mexia em nada, só olhava. Parecia o sonho de qualquer mãe que se preze. Era lindinha, morena, de xuxinha, saia, coisa fofa de ver. E ela gostava de ficar no meu colo! Só em sonho, né?!?!?!

O fim de semana acabava, eu não ia fazer a prova que me impediu de ir ao Baile funk. Eu não via mais o Tiger Woods e nem o mordomo. Eu não sei como cheguei no tal resort, mas sei que ao sair de lá vi palmeiras tão, mas tão altas que me sentia uma anã. Quando tentei tirar foto delas, acordei. Ou o sonho acabou. Sei lá.

Só sei que foi assim, e sempre sonho coisas loucas, mas dessa vez foi de uma variedade de temas e situações tão bizarra que nem deu pra esquecer, apesar de ter sido há 2 dias atrás. Mas prometo que não colocarei mais essas coisas aqui. Vou postar só meus devaneios em lucidez e consciência.

Sonhos*

Tenho sonhado. Sonhos loucos, sem sentido e muito bons, por vezes.

Sonho que viajo. E que vou a Paris. E por lá fico um bom tempo. Sonho que encontro uma pessoa e tudo fica muito especial, mesmo tendo a distância nos dado um chá de cadeira; mesmo sem saber o que realmente tem entre nós.

Sonho com tragédias, com segredos descobertos que afetam muita gente.

Sonho com tudo aquilo que meu coração deseja.

Sonho com dias melhores. Sonho até mesmo com os dias ruins que tenho tido.

Sonhar é algo muito divino. Nos permite viver, nem que seja por um instante, aquilo que tanto queremos. Ou mesmo nos dá um preview de coisas ruins que se passam na nossa cabeça.

Eu admiro, de certa forma, pessoas que vivem sonhando acordado, com dizem por aí. É, muitas vezes, viver na enganação, mas de certa forma elas vivem aquilo que desejam, fazem da vida aquilo que o coração manda.

Infelizmente tenho vivido muito a realidade. A realidade dos desejos não tidos, dos problemas não resolvidos. Vivo até mesmo a realidade dos problemas alheios. Vivo cultivando um sofrimento que não tem me levado a lugar nenhum. Não que eu queira vivê-los, mas eles são a minha realidade.

E agora só tenho feito questão de dormir, sem ao menos fazer algum esforço. Durmo pra viajar nos meus devaneios, viver a vida, viver, literalmente, meus sonhos. Viver de viagens em Paris, de trabalhos e mochilão nos EUA, de passeios e contratempos em Setembro, de um futuro de sucesso.

Sonho com palavras não ditas, as vinganças frustradas, atitudes não tidas. Sonho em voar e ser heroína. Sonho a vida que sempre quis ter.

Hoje não tenho muitas ambições. Dou-me por satisfeita – até segunda ordem – só em sonhar. Fugir um pouco da vida que tem me dado bofetões na face. Fugir das coisas que não sei consertar e daquelas que nem sei se devo.

Eu só quero dormir. Dormir um sono profundo, com sonhos que, mesmo que sejam ruins, são apenas sonhos. E eu vou continuar saindo no lucro.

 

* convenhamos, que título brega, mas não arranjei outro
p.s.:Como isso é possível? Passar mais de uma semana sem inspiração e de repente sua cabeça explode de pensamentos e idéias? Assim não dá, tem que ser em doses homeopáticas!

A gente descobre que precisa de médico quando sente, de verdade, que está enlouquecendo. Noites mal dormidas, pesadelos dia sim e outro também, manias…

A vida de um louco é bem movimentada, nunca se torna fatigante ou monótona.
Fugir dos policiais que querem te prender pela bala que você roubou nas Lojas Americanas quando adolescente.
Acreditar que alguma força está fazendo você perder ou ganhar partidas seguidas de sinuca.
Seus amigos estão fazendo um complô contra você, sem motivo algum.

Loucos são loucos, com certeza. Mas ao mesmo tempo conseguem ter muita sanidade. Acho mesmo que loucos vêem o mundo como ele realmente é, só que de certa forma, se recusam a aceitá-lo e pior ainda, se recusam a vivê-lo.
Loucos percebem coisas que pessoas “normais” não percebem. E falam isso. Porque loucos não se importam.

Estou começando a ter uma admiração muito grande por eles. Não cheguei ainda nesse nível de loucura. E por isso não ajo como uma louca. Mas se agisse seria mais feliz.

Se fosse louca, pelo menos não engoliria a seco tanta coisa, por ser boazinha demais. Loucos não são tão bonzinhos assim.
Se fosse louca, qualquer um seria meu amigo, porque, ou todos são uma ameaça ou ninguém é. Mas ele não se importaria com o amigo. E muito menos as coisas que os amigos falam e não tem noção do quanto incomoda ou machuca.
Se fosse louca, não perderia tempo em empregos ou estágios, porque logo os loucos são demitidos.
Faculdade? Loucos até fazem. Artes, música…. essas coisas. Eles são realmente muito ligados a essas coisas.
Se fosse louca, tomaria remedinhos controlados in a daily basis e seria ótimo. Remedinhos te isolam do mundo e te deixam calminho…
Se fosse louca, veria mundo da maneira que meus olhos quereriam ver.
Porque enquanto estou no caminho, no limbo, as coisas nem preto-e-branco e nem coloridas são;
As coisas me incomodam, e eu não posso dar fim a elas, como um ato de loucura;
As pessoas me incomodam e eu não falo nada na cara delas porque a educação diz pra sermos gentis, principalmente com as pessoas que a gente gosta;
Não posso largar meu estágio, muito menos alegar loucura pra me dispensarem, e por isso ter que aturar comentários realmente desagradáveis;
Viver no limbo não me exime de se sentir completamente inadequada socialmente;
Ninguém ainda me receitou remédios pra me fazer dormir. Bem;
Os remedinhos também controlariam o apetite. Ninguém fica parecendo um glutão por comer demais, quando se é louco.
É muito lucrativo ser louco, ninguém espera nada de você.

E se eu fosse louca, seria normal dizer que pareço estar enlouquecendo, porque na verdade, estaria já, há muito tempo.