Eu juro que não é falta de vontade. Mas convenhamos quando não se faz nada, tem-se nada sobre o qual escrever. Acredito que nunca passei por um período tão tedioso na minha vida. E olha, tédio é um tema recorrente, viu. Mas tem sido realmente muito pior do que tudo que já vivi.
Vejamos…
Se eu parasse pra me perguntar o que rolou na minha vida nas últimas semanas. Checa só:
  • Visitei meu antigo estágio. Tive que inventar estar vivendo um ano sabático pra não me sentir uma merda com gente que já passou em pelo menos 2 concursos na vida. Sem contar que a média de idade é de uns 35 anos no máximo.
  • Não faço minha sobrancelha desde julho.
  • Minhas caminhadas, que estava tentando fazer um hábito – mesmo não conseguindo caminhar todos os dias – estão em stand by há 10 dias.
  • Minhas trancinhas estão terríveis. E nem vontade de fazê-las de novo eu tenho tido.
  • O auge dos últimos dias foi assistir ao Grand Prix de vôlei feminino na madrugada.
  • Viciei em Freecell (meu, quem vicia nesse jogo?!?)
  • To há mais de 1 semana pra fazer arroz integral pra mim, pra melhorar minha dieta e simplesmente não faço por preguiça.
  • Acordar cedo significa ir ao apartamento novo e voltar pra casa.
  • Não paro nem pra ver filmes.
  • Não estou lendo nada. Minto, terminei de ler um livro em PDF, meu primeiro. Graças ao Bertolo, meu notebook.
  • A maior indagação dos últimos dias é o que significa “remédio de venda livre”
  • Viciei em Máfia Wars, Farmville e conheci um jogo novo, de digitação. Maldito facebook.
  • Tem mais de mês que não vou à terapia. Tem 7 dias que meu remédio ficou pronto e só os tomei uns 3 dias, tops.
Assim, eu poderia continuar eternamente listando um monte de coisas que poderia/deveria fazer e não faço. Mas estou com preguiça de viver. E quanto mais eu não tenho o que fazer e nem um pouco de rotina – não muita, peloamordeDeus – creio que vou continuar assim.
Até acho que muito disso tem a ver com o fato de que estou os poucos abandonando minha terapia e meu tratamento e sei que isso não é saudável pra mim. Como não tenho pensado muito, não tenho parado pra pensar em mim ou em coisas que precisam ser resolvidas e tratadas.
Mas ó, não dá pra ficar dizendo isso ou aquilo. Eu simplesmente to com preguiça de viver. E quando eu paro pra ver as 799 comunidades de um desconhecido, além de outras coisinhas tão humilhantes quanto, vejo que o poço já chegou ao seu fundo há tempos, mas olha, passei dele também, como já disse.
Então… é por falta do que falar mesmo que não passo por aqui.
Porque se eu tratasse de assuntos interessantes, profundos e tal, de repente até teria do que falar. Mas não vou fazer do meu espaço um lugar pra ficar criticando o Governo ou coisa do tipo. Não é o objeto disso aqui. Pensando bem, poderia conseguir mais visitas, mas não, o dia que fizer disso uma profissão, talvez quem sabe…
Ou não. Mais provável que não.
Eu poderia enumerar os problemas que estão rodeando minha vida e dos meus amigos, doenças e etc, mas não quero compartilhar disso. Quem sabe, sabe. Quem não sabe, talvez não fique sabendo…
Então..
se alguém quiser me dar um emprego, um trabalho, um namorado, uma viagem pra Singapura… Estamos aí.
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Now playing: Roberta Sá – Eu Sambo Mesmo

via FoxyTunes

Delírios da Madrugada

05h01min a.m.

Completamente acordada. To começando a enlouquecer. Dá vontade de sair correndo, pular janela afora, fazer qualquer coisa que me faça fechar os olhos; apagar. Essa vida de insone, completamente solitária, mesmo quando eu quero companhia.
Hoje a única companhia que tenho é um puta enjôo que não sei de onde veio. Minha língua enrola; meu estômago, super embrulhado.
Televisão ligada no Discovery Channel. Domingo, assim como terça-feira, tem uma péssima madrugada para os insones que comigo dividem essa bosta de insônia.
O que tem me deixado estupefata é que eu ate sinto sono, mas deitar e dormir simplesmente não fica mais fácil por conta disso. Parece até que se eu simplesmente não sentisse sono conseguiria dormir mais rápido ou facilmente.
O tempo tá quente. Abafado. Mas o vento lá de fora é fresco. Não sei se daqui a 4 horas vai sair sol. Super queria ir à praia, pegar uma cor, ler um livro e escutar Ting Tings ou Jason Mraz ou Santogold, ou M.I.A. Sei lá, queria ir à praia. Só que o único problema é que daqui a 4 horas espero estar dormindo. E não me atrevo a pegar praia de tarde, até porque, pode não parecer, tenho mais o que fazer do que ficar indo a praia numa segunda-feira à tarde.
Pensei em voltar pro computador, ficar observando os BBB (sim eu vejo. Qual o problema, e daí?) ou sei lá fazendo o que. O que me dá nos nervos é que nesse tempo abafado, minha cama vira uma fornalhinha, eu não consigo dormir e nada realmente prende minha atenção na tv.
Não dou muitos dias pra ficar ranzinza e irritada, porque eu simplesmente quero conseguir dormir. Peço muito????? Dá vontade de pegar aquele remedinho feliz que eu deveria estar tomando às 22h00min e tomar agora. Mas tenho a plena convicção que só acordo no final do dia de amanhã. Aí não é legal, não vou gostar.
Com essa brincadeira de muito mau gosto que meu organismo tem feito comigo, perco o dia inteiro, nessa de sentir-me sonolenta e acabo não rendendo nada. Dá vontade de colocar uma roupa de ginástica e ir correr pelas ruas; limpar meu armário (mas pra isso preciso de música alta, luzes acesas, nem rola); inventar uma receita nova com sorvete, arroz, biscoito de cacau, pêssego e sei lá mais o quê. Sei lá, to enlouquecendo aqui. Minha última tentativa de sentir meu corpo cedendo ao cansaço era escrever e ficar vendo “Prisioneiros” no Discovery Channel. Só sinto muito ainda estarmos em horário de verão, porque o sol levanta ‘mais tarde’ e eu to doidinha pra tirar foto do dia amanhecendo.
Mãos na cabeça, olhos no teclado. Desespero. Quase cedendo à tentação de tomar meu sossega-leão fora do horário. Meu humor desce as escadas daquela Igreja que geral vai ajoelhado… E desce rolando igual um barril, coisa que pode e acometer se continuar sem ter horários pra nada inclusive me alimentar. Preciso arranjar, então, um mundo alternativo onde eu possa fechar minhas cortinas às 9 da matina e fazer tudo que preciso do meio da tarde à madrugada adentro. Mas o que não dá é eu querer dormir às 6, os telefones começarem a tocar, os ônibus e carros enlouquecidos pelas ruas a me irritar, a Comlurb cortando árvore, minha mãe querendo que eu fique admirando o móvel novo, minha avó querendo que eu faça pequenas compras, pessoas querendo me encontrar pra coisas que já foram combinadas levando-se em conta que eu estaria normal e dormindo na mesma hora que todo mundo, meus livros pedindo socorro e atenção porque simplesmente não consigo ler sentindo tanta aflição por simplesmente não conseguir dormir.
SOCORRO. To quase sentando à janela e imaginando através das águas que correm pelo vidro, como um filme romântico-brega, na esperança de imaginar que não estou sozinha nesse momento terrível. Eu acho mesmo que vivo num filme de terror feito por Zé do Caixão, onde a qualquer momento alguém vai abrir a porta do meu quarto, gritar “Buuu” e sair correndo. Cadê os zumbis pra me fazerem companhia?
Fico olhando o céu pela janela, esperando o céu clarear, tentando esquecer que a única coisa que me acompanha neste momento é um enjôo daqueles (que você tem depois que fica séculos sem comer coisas gordurosas e resolve fechar o fds com um pastel de queijo. Não me arrependo, though) que nem aquela soda cáustica que chama de Coca Cola resolveu. Prefiro dormir porque passa.
Ha-ha-ha. Dormir. Isso é coisa pra Cinderela. Eu devo ser a bruxa malvada que fica pensando no próximo feitiço que vou jogar. Ou seria eu uma “Betty, a feia” e alguma bruxa jogou algum feitiço em mim? Seria o Feitiço de Áquila? Hhhahahaahah! Agora entendi porque to solteira… Meu par vira bicho enquanto eu to durmo e vice-versa.
Acho que quanto mais fico acordada mais neurônios vão morrendo por falta de energia.
Já cortei a unha. Já fiz a sobrancelha (por sinal, fiz merda…). Já lixei as unhas das mãos, já vi um doc. de 2 horas sobre Sex Appeal, já tomei Coca-cola pra cortar o enjôo, já liguei a luz da luminária e fiquei olhando pra minha perna (não sei por que, oras), já fui olhar as pessoas da casa dormir (coisa de dodói, eu sei…), mas nada ABSOLUTAMENTE NADA me dá sono.
Sinto inveja de gente que deita as 22 e só de bater no travesseiro começa a ressonar, e só acorda com a luz do dia. Gente feliz essa. Pessoas com paz e com certeza de que no final do dia vão repetir a mesma coisa, over and over again até que a vida finde. Ta, não sei se sito tanta inveja assim. Rotinas desta ordem me deixam um pouco irritada.
Eu começo a achar que é melhor me convencer que vivo ao contrário, montar um curso preparatório pra insones, mudar meus horários de alimentação (porque como junto com pessoas normais e depois passo a noite acordada, dá fome), arranjar um emprego de vigia noturno ou de segurança de night. Dj. Qualquer coisa que eu possa adequar a esta loucura que estou vivendo.
E pra terminar essa coisa estranha que escrevo, é melhor ir embora porque esse programa sobre prisioneiros vai me dar pesadelo, se é que vou conseguir dormir ainda hoje. Sem contar que essa coisa o meu colo ta me dando mais calor que esse tempo esquisito que chove e não refresca.
FUI.

05h49min a.m.

P.s.: meus vizinhos começaram a acordar… será que dou bom dia?

Quando os hormônios falam – e como falam!

Minha mente é um andarilho que quando resolve se encontrar ou chegar a algum lugar, parece escolher sempre o caminho errado.

Queria fazer uma pesquisa de campo sobre o que as pessoas realmente pensam sobre mim. Não to disposta a receber respostas amigáveis ou daquelas “já que você pediu pra falar…”, mas sim respostas objetivas, apontando mesmo o que as pessoas que me conhecem pensam de mim. Sim, eu sei, é o cúmulo da neurose e ei!, nunca neguei isso. Pior que a neurose, na verdade, é minha auto-estima, que se fosse mais baixa seria menor que uma formiga.

Nessas condições, fico a pensar o por quê de continuar tentando mudar uma coisa que, a meu ver, é mega inerente à minha pessoa. Essa coisa toda de ser um ser social, de fazer terapia, de colocar a cara na porta e etc, tudo em vão. Porque, veja bem… se eu simplesmente não me relacionasse, metade das minhas questões, sejam elas pertinentes ou não (e sim, acho mesmo que a maioria é), não existiriam.

Eu juro que tento ver o lado bom das coisas, mas acho que tenho um lado negro mega sádico que não me permite dizer que o copo está meio cheio. Tudo bem que copo pela metade é copo pela metade e pronto… Mas isso não é papo pra esse post.
Voltando à vaca fria, esse lance de ter pensamento positivo e tal, não é muito comigo. Eu tento, tento e tento, e mesmo quando consigo minhas tentativas são fadadas ao fracasso… Já andei me perguntando se EU estou destinada ao fracasso.. porque se for, nada do que eu fizer, por melhor intenção que tenha e esforço que faça, será em vão. Cansaço físico emocional e espiritual… Convenhamos, sou muito preguiçosa pra admitir gastar energia à toa.

2009 começou e sei lá porque, achei que seria tão igual quanto os outros. Ledo engano. Bobinha fui eu de achar. Tirando a linearidade da minha vida, muita coisa tem acontecido ao meu redor. Eu pessoalmente continuo a formar uma linha mega extensa até o infinito; uma vida tão enfadonha que é quase impossível vislumbrar qualquer tipo de progresso… E é aí que todos se enganam! Se nada fosse tão ruim, tudo começou a piorar quando resolvi entrar o ano na dieta, pra perder aquilo que o Natal trouxe e o que o ano de desemprego adicionou. Além de estar sendo uma tarefa não só árdua como sofrida, é praticamente em vão. Continuo tentando, por trouxa que sou, mas continuo tentando.
A única coisa que poderia estar me trazendo um pouco de emoção nesta época, eu mandei pastar. Foi um lado racional meu, que talvez acha que em algum momento minha vida será melhor, e me trará coisas melhores do que somente um visual bonito num corpo vazio e uma cabeça cheia de merda. Arrependida? Talvez. Mas palavra solta não volta. E resolvi não voltar atrás – de novo – nesta.

Pra tentar me convencer de que estou sempre certa, fiz a bendita prova da ordem. E contrariando todas as expectativas, todos os conselhos, não estudei uma linha e fui melhor que nas 2 que fiz. Ainda não sei o que será de mim dia 01/03, mas tudo é possível, literalmente. Dependendo do que realmente acontecer, posso retomar minhas esperanças de um ano diferente, pelo menos pra mim…

… pros outros a banda toca beeem diferente. Parece até que todas as coisas boas resolveram acontecer a todos que conheço num único mês. O que é legal pacas, mas fico imaginando se terei meu mês também, cheio de coisas bacanas pra contar, realizações, bichos de estimação, fantasmas no armário, ratos na cozinha e coisas do tipo. Admirarei minha coragem de continuar vivendo, se repetir 12 vezes 12 meses chatos e sem ressacas como as praias nos agraciam vez ou outra.
Até a rotina dos lixeiros mudou! São 2:25 a.m. e os benditos trabalhadores acharam que este era o momento ideal pra trabalhar. Sorte deles que estou acordada e meu sono é pesado.

Continuando as tradições de começo de ano, minhas unhas resolveram entrarem greve e não estão crescendo. Pior: estão quebrando.
E eu, numa vã tentativa de busca de emprego não consegui nada, absolutamente nada. Talvez não seja pra conseguir mesmo. Mas queria conseguir entender o que Deus quer realmente de mim. Minhas alternativas nunca parecem ser as ideais. Mas tá tudo certo. Vou “i9ar” e tentar levar minha vida na esportiva. Aquela parada de ‘não leve a vida tão a sério’ deve servir pra alguma coisa, já que o autor do livro fatura um bocado(eu acho, tá sempre em promoção na Saraiva ou no Submarino).
Sabe o que eu acho? Que talvez eu realmente não leve a vida a sério e por isso ela não acontece; acho que é falta de crédito nela.
Ou simplesmente falta de vontade de viver. Penso muito nisso. Mas assim, não necessariamente quero me matar ou morrer. Quero viver assim do meu jeito, coisa que desde a minha tenra idade me parece impossível por imposições sociais ou familiares.

To viajando aqui. Não sei mais do que se trata esse texto, se é que ele se tratava de alguma coisa. Mas acontece que hoje foi um dia que começou cheio de sentimentos, que variaram da confusão, pra alegria, pro aborrecimento, pro alívio e por conta de um mero insight chegou na inveja, culminando na tristeza e na pessoa neurótica que me tornei ao imaginar essas muitas palavras jogadas numa tela de computador.
E rolando a barra de rolagem fiquei meio chocada com a quantidade de palavras que tem aqui. Não sei porque, mas sempre resolvo publicar essas coisas… acho que é na vã esperança de Deus ligar seu pc e resolver dar um “Google” em mim. Sei lá, né? Vai que ele acha e resolve se compadecer da minha pobre alma. E tirar de mim essas palavras R-Í-D-I-C-U-L-A-S de auto-piedade.

É provável que ao reler essa bosta eu fique com vergonha da minha unha do dedinho do pé, mas que se dane. SE tem uma coisa que aprendi depois de algumas décadas, é não me arrepender do que faço (super me contradizendo com o que escrevi lá em cima. Sim, voltei pra ler e não, não entendi nada, muito menos o propósito disso aqui).

De qualquer forma espero confiante por um ano babaca bacana.
Que eu cumpra minhas promessas, que Deus cumpra as Dele na minha vida; que eu volte a cantar, já que ‘encantar’ não é meu strong suit; que eu seja mais tolerável e tolerante; que o McDonald’s não mude o sabor do McFlurry a cada ciclo de ovulação da mulher do Ronald; que eu pare de trocar as letras que marco achando que vou abafar e acabo me ferrando; que eu consiga pensar em cogitar a possibilidade de fazer minha faculdade de letras; que finalmente eu pare de ser mais covarde do que um cão cego abandonado no meio da pista e resolva dirigir; que eu ganhe apostas e sorteios; que eu seja eleita a rainha da classe e que meu par seja um bacana e nao o jogador mais popular do colégio; que minha doação para o bingo da terceira idade me faça ganhar uma placa de agradecimento em bronze; que eu ganhe dinheiro de forma lícita; que a Globo faça um especial sobre mim; que meus dias terminem às 22 e comecem às 6; que eu consiga passar pelas grades da minha janela, só pela emoção; que eu compre mais canecas; que minha parede fique vermelha ou amarela ou laranja; que eu seja sorteada pra participar do “Melhor do Brasil”, ganhar um alisamento e ainda ter a ‘sorte’ de encontrar meu par, tipo um rapaz da zona oeste de SP, com 28 anos fazendo pré-vestibular e trabalhando como entregador das tortas da avó… Também não custa nada pensar em coisas ridículas como conseguir emagrecer, passar num concurso, começar um mestrado ou outra faculdade e porque não, achar um par. Mas essas coisas estão muito demodé. Acho mais fácil tentar as opções aí em cima…

Tá, acabou. Hormônios enlouquecidos mode off.


Post Scriptum: são exatos 03:03.. fala sério que eu sei que é VOCÊ que está pensando em mim!!! 😛

Vou falar!

Vou te dizer uma coisa. Não queria escrever nada esta semana. Não por falta de assunto, mas por falta de vontade. Aliás, nossa. Semana cheia de acontecimentos. Mas já, já digo o por quê do desabafo.

Pra começar, a prova com que tive pesadelo não foi tão ruim assim e consegui responder às 3 questões que nos propuseram. Não sei se foi suficiente, mas foi. Acabou. Pelo menos até dia 13.
No final da prova, escutando uma menina pedindo informação, fui atrás dela pra saber da minha nota em Língua Estrangeira, no meu caso, inglês. CARAAAAAA, tirei 9,5!!! Fala sério. To me gabando há uma semana e não me canso, uhauhaha!

Outro update era sobre o que me dava vontade de chorar no último post. Era ridículo, mas já passou. Chegou ao fim. Tudo passa. E passará. E depois acabei chorando litros mesmo. Tá, na hora. Vago, não? Pois é. A história também era vaga, pra não chamar de rala. O que importa é que a fila anda e peixes (nem me incomodo se forem tão bonitos e altos e 4×4 também…….) estão por aí….
Ah! Falando em peixes no mar e blablablá whiskas Sachê, caaaaaraaaaa, o mundo só tem loucos! Hoje uma amiga veio me dizer que uma pessoa que eu conheço “resolveu” me achar interessante. Fala sério, oi? Nada a ver? Sem falar no nojinho que essa possibilidade me causa. Mas não entrarei em detalhes porque nem merece.

Final de Semana foi em Petroville. Teve “Piratas do Caribe” 1, 2 e 3, teve festa de Hallow’s Eve com maquiagem e tudo, ornamentação e tudo, comidas e bebidas e tudo. Teve choro, teve dose, teve perguntas constrangedoras por pessoas constrangedoras, teve muita música, teve até JuNu. Mas teve, além de tudo, momentos de vexame protagonizados por esta que este texto subscreve, com direito a choros e berros, mãos quase dentro de bacias, momento poliglota, emoção com desenho de uma criança, descoberta que meu nome não leva a letra ‘j’… e muito mais. Mas não vale contar tudo. Prefiro manter minha aparência de pessoa normal, sadia e sã.

A semana começou sem muito prometer e isso tava me irritando lictros! Tédio à esquerda, tédio à direita, em frente e atrás. T-É-D-I-O. Mas, como uma boa fã de seriados e com tanto tempo livre, o que eu faço? Assisto todos! Uhuuu!!!

E hoje, antes de assistir MILHÕES de estréias, parei pra fazer prova pra seleção de trainee da Vivo. Logo hoje, que foi um dia nada tedioso, cheio de coisas a fazer, cheia de lições de dona de casa pra completar, cheia de dor de garganta que não me permite cantar, nem comemorar a vitória do Barack Obama (pode ter certeza que na próxima década vai aparecer um monte de pentelho com o nome dele. E se for brasileiro, porque brasileiro é brega, vai ter até variação…).
Então. Aí me emputeci (odeio essa palavra, mas é ela que realmente consegue exprimir meu ódio). Não, não com a prova. Tá, também. Uma prova de português bosta, cuja uma das questões tratava de regra modificada na nova gramática brasileira a entrar em vigor e estava desatualizada. Achei desleixo, mas tá valendo. No meio da prova, como se ela em si já não fosse suficientemente chata, recebi uma ligação pra ajudar a pegar umas coisas que minha avó trazia do trabalho. NO MEIO DA PROVA. E minha mãe em casa, com a coluna toda ruim, manca igual sabe-se lá quem, toda ferrada. No final das contas, sobrava pra mim, anyways.

Okay, terminar a prova rápido. Terminei. E eis que essa mãe que colocou esta aqui no mundo, pergunta de que prova se tratava. Quando eu digo para o que é, eis que tenho a resposta que ACABOU COM MINHA SEMANA SE NÃO FOSSE A ESTRÉIA DE ANTM: “Vai fazer o que sendo trainee da Vivo? Vai sentar e estudar pra um concurso, que é emprego garantido”

Oi!?, te perguntei alguma coisa? Se eu não tivesse abrindo meu leque de opções todo mundo estaria reclamando. “Oi!?, Não vou discutir isso com você agora porque nem cabe”(isso foi realmente falado). Depois não reclama que eu reclamo que não tenho o que fazer!!!

Oi!? Deixa eu me ferrar na vida fazendo as minhas escolhas!!

Na boua? Me irritou almas! Muitas. Que mania esse povo tem de achar que sabe o que é melhor pra você. Tá, é mãe e TEORICAMENTE, sabe um pouco mais da vida (não necessariamente de você, da sua carreira e do que te faz feliz), mas isso não quer dizer que eu ache bom pra mim. AAAAAAfff. Me irritou. Deixa fazer as coisas por mim, do meu jeito… quem sabe não dá certo??
To tentando viver em plena paz e as pessoas me cutucam com vara curta. Parece até que não me conhece. Ou faz pra irritar. Ou é chata mesmo. E fico na última opção.

E se quiserem me ver daqui há 10 anos, enlouquecida, tomando prozac na veia, batendo a cabeça na parede ainda sóbria, matando pessoas por aí, fugindo do hospital dos bacanas, continuem com essa palhaçada de ficar me dizendo pra fazer concurso público pra qualquer merda que apareça. Continua, vai… vai falando aê….

Achava sacanagem, mas to começando a acreditar que é possível morrer de tédio. Na boua. Tá sinistro. Plena sexta-feira, eu sozinha em casa, o único programa furou e não tenho nada pra fazer. Nada de interessante na web, nada pra ver e nada de muito interessante pra ler.

To com raiva da Motorola que segurou meu celular por 15 dias e não consertou o problema.

To com raiva de outras pessoas – só pra deixar bem indeterminado – e não to afim de resolver isso.

To com raiva da crise econômica e das eleições.

Alguém me arranja um emprego maneiro?

E um namorado maneiro?

Alguém me arranja qualquer coisa pra fazer?

E termino aqui com meu pedido desesperado por qualquer coisa. Ajudem uma pobre alma.

00:38 a.m.

00:19, 19.07.2008.

Nada pra fazer. Nem pra ver. Esta sexta-feira se tornou terrível. Não produzi absoutamente nada. Não tenho nem o que escrever, o que é uma verdadeira contradição à mesma pessoa de 2, 3 dias atrás, com a mente tão entalada de palavras e pensamentos que até para verbaliza-las era complicado.
Aí, nesta falta do que fazer e tentando controlar a enorme vontade voraz em comer algo doce, enquanto vejo o tempo passar pra ver se a televisão me oferece algo melhor que reprises das temporadas dos seriados, parei aqui. Muito tempo que não escrevo no “cara-a-tapa”. Em contrapartida, “sweetvice” foi atualizada há pouco tempo, no final da inspiração que tomou conta de mim.
E esse “mim”, essa pessoa que se chama por “eu”, fatalmente não é a mesma que conseguiu descrever-se tão bem no perfil do orkut. Coisa rara; tanto que até eu vez ou outra páro pra ler, porque realmente fico a pensar se existe algo ali que não seja eu. Ou alguma coisa do “eu” que não está ali.

Minha unha grande está me incomodando bastante pra digitar. E alguém do outro lado da tela, em algum lugar do mundo, sem nada melhor pra fazer do que ler este blog de um ser humano desconhecido, deve ter se perguntado: “oras, então corte-as”. Não, não as corto. Porque não sei cortar unhas. Ficam pequenas demais. Aí demoram vidas para crescer e isso me irrita. Tá aí outro problema: minhas unhas bloqueiam meus pensamentos? Porque a irritação bloqueia. Só penso naquilo que me irrita… então, certamente por derivação, minha unha também me bloqueia. Tá certo…

Até quero ver televisão, mas cá entre nós… tem coisa que anda incomodando bastante. Na verdade, posso trocar de canal quando me incomodar, tipo o trailer do Batman.

Não me interpretem mal, quero MUITO ver o filme, porque sou sádica e dizem que está sádico. E porque gosto do Batman, interpretado por um cara que tem a cabeça num formato meio quadrado. Mas tá valendo. O que me irrita é que, por conta da morte do menino lá, pessoas com menos coisas importantes pra fazer do que eu, começam a criar milhões de teorias quanto a cena que teria sido mais pesada e talvez fatídica. “Será que merece Heath Ledger um oscar póstumo?” “Será que o papel foi muito pesado pra um ator talentoso, porém muito novo?” “Será bla bla bla whiskas Sachê?” Cansaaaaaa! É melhor matutarem sobre teorias de “Lost”, que eu só não vejo pra não me viciar, já que estou em processo de desintoxicação, devido a projetos futuros importantes que não serão comentados aqui e nem por minha pessoa a qualquer que seja, mesmo o mais interessado (que na verdade sou eu e sendo então, um projeto meu, eu já sei).

Confuso, não? Pois é. Não é pra ser… Mas foi uma boa mostra de como meu cérebro andava trabalhando. Acho que estafei o bicho…

Bom, a vontade louca e insandecida de comer o doce continua. As unhas enormes incomodando, irritando e outros “andos” continua. E assunto pra escrever não tem. Então vou embora.

Tchau.