Posição Fetal em Horário Comercial

O que era pra ser temporário parece que está ficando definitivo.

Cá estou eu digitando e chorando disfarçadamente enquanto mantenho meu trabalho como recepcionista. Nada contra as recepcionistas. Tudo é trabalho, ganha-se dinheiro.

Quando eu era pequena e queria ser artista plástica, minha mãe ria de mim dizendo que iria morrer de fome porque não teria dinheiro pra fazer uma vernissage.

Ela avacalhou meu sonho de ser arquiteta porque só gente rica é tinha essa profissão e me chamava de mórbida porque queria ser legista.

Já na adolescência ficava sem falar comigo porque eu havia decidido fazer Letras.

Nenhum dos planos B, C, D, E se pareciam com o que eu tenho hoje. E eu não tenho nada.

Eu reclamo muito disso, várias vezes. Mas é de uma frustração tamanha.

Hoje acontece um treinamento aqui. Também fiz quando entrei. Estão os mais novos na empresa, junto com a estagiária que, com 7 meses, foi efetivada, e as 2 novas estagiárias.

E eu fiquei mal por quê? Porque  no lugar das estagiárias eu poderia ter ganhado uma chance. Mas minha chefe parece não querer me ver crescer, não vê potencial. Não sei. Ou porque eu não sou “da área”. Dane-se área. Meu inglês é impecável, minha redação é ótima, o que elas vão aprender, a estagiária hoje funcionária também não sabia. Todos aprendem na prática.

O sol não nascem para todos, essa é a verdade. E com meus 30 anos não sei o que fazer da sombra que me deram. Eu não quero isso. Não mesmo! Minha pele morena aguenta sol de lascar, por que quereria sombra??

Por que a vida fez isso comigo? Por que nem com todo o interesse do mundo pelas coisas e pessoas eu consigo uma oportunidade digna dos meus conhecimentos? Por que não dão chance pra pessoas inteligentes mas sem “conhecimento na área”?

Vou morrer tentando. E ficando meses sem dinheiro porque paguei um curso caríssimo pra entender as coisas. E lendo sobre o assunto e entrando em grupos de discussão pra ver o que eu consigo. As pessoas me diminuem e acham que se estou aqui é aqui que tenho que ficar. E eu cansei disso. Eu sou inteligente pra muito mais. Mas não vou ficar mendigando oportunidades. Já falei, já pedi… E ir pra onde, se não ficar aqui?

Sair e ir pra outra empresa, começar do zero, passar por situações iguais ou piores… ou melhores, não sei também.

O que importa é que realmente cansa. O mais longe que chego é traduzir documentos da empresa… os documentos acabaram e a revista não será mais traduzida. E parece que morreram minhas oportunidades.

Porque deve ser só isso que tem pra mim. Aqui. Ainda hei de descobrir um mundo inteiro onde pessoas me vejam e me queiram e me deem a devida consideração.

Enquanto isso vou definhando até deitar em posição fetal. Pelo menos em pensamento. Pra chorar até a alma dizer que cansou.

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Minha mãe é daquelas que acha que se souberem que minha licença foi por motivos de doença psiquiátrica, serei mandada embora por justa causa (vê-se que ela não sabe qual o conceito de justa causa, pra começo de conversa)- aff. E que é bom que ninguém saiba porque se eu for demitida eu fico péssima em casa, muito pior que trabalhando. Vê se pode. A pessoa não sabe o que to passando e fala umas merdas que só Jesus mesmo pra salvar.
Ela também é daquelas que, sabendo do que se tata essa maldita doença não vem querer saber como estou; instead, diz com todas as letras que está esperando eu chegar pra falar com ela. Falou isso, quando fiz questão de informar que ela já sabe de tudo pois foi atrás da minha amiga pra saber das coisas e ela negou que soubesse de qualquer coisa.

E ainda tem quem não entenda o por quê de eu querer meu canto, minha casa, minha vida.

Esses dias de licença foram perturbadores porque, além de eu não querer tirá-los, ainda neurotizei com essa história da minha mãe, apesar de achar que ela não tem razão. Porém sei que minha saúde precisa de atenção e se, por algum acaso, nesse mundo moderno, em pleno século 21, acontecer algo do tipo, prefiro perder meu emprego. Lugar nenhum que prefira me demitir porque estou cuidando da minha saúde e de mim, me merece como funcionária.
Nem por isso deixei de sonhar com o trabalho. Também abri e-mail mas não respondi nenhum.

Hoje fui à academia, descobri que tenho até novembro; meu plano vai até agosto e com os 2 meses trancados e a choradinha de maio, que não tranquei nem fui, ganhei 3 meses pra frente. Espero voltar essa semana.

Confesso que me sinto muito melhor, não pelos dias que estou em casa, mas pela medicação mesmo. Vai que agora dá certo, né. É o que espero, de verdade. Dá uma canseira danada esse negócio todo.

Amanhã ainda é sábado e, pasmem, tô cansada de casa, por mim ia trabalhar. Tem muito da questão não resolvida também, me deixando meio ansiosa. E ficar em casa com a senhora minha mãe nesses últimos tempos não tem sido a melhor das opções.

Bandeira Branca, Amor

bandeira-branca-294x300Petrópolis.
Não rolou. Arrumei tudo, comprei passagem de ida, reservei albergue. Não fui.
No mesmo fim de semana, descobri que minha amiga e minha mãe se comunicam e minha mãe pergunta a ela o que não tem coragem de vir conversar comigo. Estou magoadíssima até agora.

A vida foi difícil, liguei pra minha médica. Marquei consulta. E fui. E aceitei atestado, além de pedir um encaminhamento pra psicóloga.

Como nada na minha vida é simples, na terça, quando peguei o atestado, deu uma diferença no caixa do trabalho, logo na época em que cobri licença da minha colega. Os comprovantes, na verdade, são da época em que ela estava lá. Mas como EU não conferi quando peguei a chave, é como se EU tivesse perdido. E então, como se tivesse perdido uma grana que não recebo nem de salário.
O dinheiro, tampouco os comprovantes, recibos e notas fiscais não apareceram. Minha colega também fez questão de dizer que a culpa foi minha porque ela nunca, em hipótese nenhuma, perderia aquilo. EU perderia. Claro.

Uma pausa:
Antes de conversar com minha chefe sobre a licença, eu falei com essa colega. Ela foi bem bacana, me dando toques, dizendo que sou inteligente, que não posso me diminuir, não posso ser negativa, não posso ficar achando que sei pouco ou que sou pouco pra empresa. Falou que todos perceberam o quanto sou frágil e que temos que tomar muito cuidado com quem se diz amigo e não é e que já teve gente dizendo que sempre que fala algo pra mim eu choro.

Cheguei à conclusão que essa pessoa é ela, depois de pensar um pouco. Mas, overall, tinha achado muito interessante, tirando a parte da fragilidade, porque não sou frágil. ESTOU DOENTE e são duas coisas diferentes e, apesar de não colocar isso à mesa, não acho certo julgar pela capa.

Voltando ao ensejo:

Minha chefe queria que eu nem fosse hoje mas realmente não consegui deixar pra lá. E passei o dia todo hoje, sem que houvesse solução. Conversamos nós três, e a colega continuou colocando a culpa em mim. Assumi, realmente fui ingênua e ela poderia, também, ter me dado o toque de conferir o caixa antes de assumi-lo. Tenho 30 anos e menos de 1 ano de experiência em financeiro. São coisas que a gente não sabe e tals.

Apesar de nada resolvido e a maior torta de climão que já comi – rs –  e eu assumindo a culpa, a colega me olha torto. Estou assumindo que pagarei o valor. Minha chefe acha que estou sofrendo por antecipação, mas não estou. Só acho que tem que ser resolvido logo, porque não adianta ficar enrolando e adiando o inevitável. Esses recibos não vão pipocar, de repente, na nossa frente.

Tudo isso pra dizer que:

Não sei o que pensarão de mim, não sei se deporá contra mim, mas tirei minha licença.

São 2 dias, apenas, que com o fim de semana, se tornaram 4; serão bons pra eu me adaptar à nova dosagem de medicação. Basicamente isso.
Estou saindo de licença num péssimo momento mas que ao mesmo tempo eu não tenho mais o que fazer além de esperar o diretor financeiro falar o que já sei.

É uma sensação estranha porque até durante a consulta com a psiquiatra eu atendi telefonema do trabalho; parece que não consigo me desligar. Acho que de certa forma é uma válvula de escape de mim mesma ou o que tem me feito surtar mais rápido. Mas desta vez, depois de mais de uma mês de insistência, eu cedi.

E estou em paz com Deus. Ele sabe o que faz e sabe do que preciso. E eu sei que preciso cuidar da minha saúde porque seja este ou qualquer outro emprego, nunca manterei estando doente. E o dinheiro? Em paz. Não perdi, não vi, mas assumo. Errada fui eu de não ter visto o erro no momento. A gente se ferra e aprende. E tenta não errar de novo.

E eu só quero paz, respirar fundo e começar segunda-feira 25% no caminho de um novo tratamento que me deixe em paz. Não dá é pra lutar contra um corpo que pede socorro. Ergui a nossa bandeira branca, finquei no chão e vou deixar rolar. Melhor que surtar, né?

Quem És Tu, Rainha do Baile?

Meu colega de trabalho pediu demissão e semana que vem vai embora. A gente se aproximou nos últimos meses e, apesar do grande abismo entre nós, nos damos muito bem. Mais de 5 anos de diferença, ele já com carreira encaminhada apesar de mais novo. Engraçado como o julguei a primeira vez que o vi. E ele se mostrou uma pessoa maravilhosa. O chamo de coxinha e ele diz que sou a pessoa mais irônica que já conheceu. E nos damos bem.

Hoje fiquei até mais tarde e conversamos sobre o trabalho, sobre como me sinto, dei nome aos bois que sempre ficam nas entrelinhas de nossas conversas, falamos muitas coisas.
Desabafo muito com ele; filho de militar o menino, gosto de gente com o tipo de criação que ele teve. É educado, respeitador. Gosto disso.

No vai-e-vem do nosso papo, ele falou em tom de desespero a situação de um amigo, que está pra se formar em Direito e não sabe o que faz, e que iria enlouquecer com o never-ending pursuit for achievement de um advogado (e juro que só consegui pensar nisso em inglês). Naquela hora me deu um estalo, porque eu tenho cogitado MUITO voltar pra área caso NADA dê certo (por nada, lê-se a vida que estou levando). Mas quando alguém verbaliza aquilo tudo, vi que não dá pra mim, senti o mesmo desespero.

E ele falou uma coisa certa: “Eu vejo que você ainda não se encontrou. Tenta se achar e corre atrás.”

A frase saiu de um um playboy coxinha que frequenta pub de playboy todo fim de semana, com 25 anos de idade, que passou 1 ano na Austrália. Não desmereço, mas daí vê-se que pouca merda sou eu com 30 anos, que nunca morou fora do país, que trancou o curso de francês, não terminou a pós, não seguiu a carreira na qual se formou e não tem carreira whatsoever. E pior, com a idade que tenho, fica complicado ter qualquer carreira.

E agora? Ele não me desanimou, só me abriu os olhos nesse momento PÉSSIMO: eu não tenho carreira e tô velha. Só isso. Tradução? Não, não dá. Além de ser péssima em marketing pessoal, não me acho boa o suficiente em gramática e mesmo se fosse, pra ser bem sucedida, seria freelance, trabalharia basicamente de casa e isso não deve dar muito certo; preciso ver gente mesmo que eu conscientemente não queira.

Não sei bem o que pensar, nem o que fazer. Nem é o momento; tem coisa muito mais importante acontecendo comigo, muito mais relevante. Mas queria mesmo era ir pra um país qualquer ser faxineira (não que eu queira de verdade, mas dentro da minha realidade no momento seria uma boa ideia, por favor né). Ganharia mais do que ganho hoje, mas a Europa está em crise e vai que dá merda né. E eu tenho medo, medo de tudo. Culpa de uma família que vive da cultura do medo.
E sim, culpo minha família por isso, culpo minha mãe por muitas escolhas que tomei, e se hoje estou onde estou e bato na mesma tecla e não desisti é to prove her wrong e tentar fazer qualquer coisa dar certo porque finalmente escolhi por mim mesma.

E é só.
30 anos, sem carreira e talvez terminarei minha vida assim. Fatalista, pelo menos, é bem provável.

Muitas coisas, Muito Nada.

Muita coisa mudou desde o último texto. Muita coisa continua a mesma, mas acho que não cheguei a contar. Vamos lá.

No final das contas, arranjei um médico novo, que turned out to be uma médica, por ironia do destino e do plano de saúde. Estamos alinhando remédios, vendo o que dará certo e quando quase surtei na quinta-feira passada, e tive uma consulta de emergência na sexta, tudo indica que meu quadro vai um pouquinho além da depressão, mas prefiro não falar sobre isso, nem falo abertamente sobre depressão aqui (ou falo e nem percebo? falo, né?).
Comentei sobre um psicologo nessa consulta e ficou claro que o encaminhamento só será feito a partir do momento em que eu me sentir preparada pra ir, e eu cogitei mas ainda não amadureci a ideia, veremos.

Nesse ínterim de médicos, remédios e etc, tranquei a academia, obviamente, mas não este mês. A dose de remédios que mudamos de quinta pra cá, e que deve dar certo, pode me dar um pouco de ânimo e coragem pra pelo menos ir pedalar um pouco.
Sobre os remédios. Um tira fome. O outro dá fome. Perdi 4kg (e os ganhei nesse fds sozinha em casa, comendo aquela pasta tipo Nutella, mas da Ovomaltine, coisa de louco, muito boa). Tudo indica que até nisso será bom.

No trabalho, me sinto pragmaticamente humilhada. As pessoas me tratam como uma nada. Até diretrizes que eu deixo claro que me foram passadas, são questionadas.
Esses dias cheguei muito perto de jogar tudo pro alto e pedir pra sair, porque não estava aguentando. Só não o fiz porque não conseguiria me explicar, porque só conseguia chorar.
É muito difícil se fazer entender quando se está descontrolada.
Me lembraram também que eu conversei com a chefe pedindo uma chance, e que ela veio me dizer que conversou com o chefão a respeito e que estão pensando em alguma coisa. Acho que é válido esperar pra ver, mas é muito difícil quando as pessoas olham pra você e dizem que você tem cara de quem serve pão de queijo e guaraná natural. E sim, foi dito na minha cara e eu não posso fazer muita coisa.
Ser recepcionista com uma faculdade nas costas é muito duro. E olha que estou substituindo a colega o financeiro, mas mesmo assim parece que não serei nunca respeitada ou considerada.

Dia das mães foi outro evento sofrido, minha família toda reunida, eu com cara de morte e tentando ser o menos pior possível e mesmo assim foi complicado.

Acho que nunca mais também terei meus amigos como um dia eu os tive. Perdi trejeitos sociais e eles nunca mais me olharão da mesma forma, mesmo que eu volte ao convívio deles. Por isso cogito também a psicóloga. Porque precisarei conversar com quem irá me julgar ganhando pra isso.

Eu tinha muita coisa pra falar, veio muita coisa na mente, todos os dias penso sobre escrever e não o faço. Esvaziei algumas coisas e vou tentar ser menos aleatória. Isto é, pra mim mesma, minhas memórias, que, exatamente como o twitter, o blog é só pra mim mesma, ninguém lê, só aleatórios jogando palavras-chave no google.

Uma Questão (In)Conveniente

Não sei qual a parte que as pessoas não entendem.
Ou em que momento eu não expliquei direito.
Ou se eu deveria ficar calada?

Só sei que não me bastassem os problemas, pessoas cavam outros, pequenos dramas desnecessários, mas que me afetam demais.

Hoje minha colega mais próxima no trabalho me questionou sobre eu ter dito que não conseguia pensar e fazer – ou deveria ter feito  – em um determinado momento. E veio cheia de porquês, sabendo – ou dizendo saber – exatamente o que estou passando pelo tanto de been-there-done-that que ela afirma. Não me dei ao trabalho de dar muitas explicações. Porém irritou.

Aqui vai um exemplo, só um. Mas a questão é exatamente esta:

Outro colega de trabalho, que adora ser engraçadinho e me diminuir porque sou recepcionista, cisma em fazer piadinhas, mandar indiretas e tudo o mais. Venho engolindo. Até que parei. Parei de ser simpática, parei de dar espaço pra qualquer coisa, inclusive porque esse ser humano não respeita o que faço. Infelizmente eu me encontro naquela posição de merda, apesar de graduada e quase pós graduada (tcc é um mero detalhe).

Falando com a been-there-done-that, expliquei que não aturo mais nada do coleguinha porque tenho muitos issues pra lidar na minha cabeça, e não sobra espaço pra esse tipo de coisa. Não posso me deixar afetar pelo o que os outros falam ou fazem a respeito de eu ser nada além de uma atendente de telefone porque é um fato que me incomoda e preciso conviver com isso. Meus fantasmas me bastam.

Enfim,

Eu preciso mesmo explicar porque não tenho cabeça pra certas coisas? Quem não me conhece não precisa de explicação, trato como merda e fica tudo certo, como o coleguinha do exemplo aqui de cima.

Também sei que quem me conhece não tem obrigação alguma de entender. Mas se você sabe, não entendo porque não consegue RESPEITAR. Não peço piedade, nem paciência. Respeito apenas.

O que me espantou hoje, e não foi só com a been-there-done-that, é que as pessoas entendem e compreendem, até o assunto atingi-las. Isso entristece porque depressão infelizmente não é seletiva.

Eu tenho depressão, estou em crise depressiva e infelizmente não estou medicada. Não tenho TEMPO pra ficar em negação, já se passaram 6 anos. Nem idade eu tenho mais pra isso. Eu falo a respeito SIM porque me dá a sensação de que eu vou suportar mais um pouco (e falar a respeito, pra mim, é só assumir minha condição).

Quando falo em respeitar o momento, não é saber o que passo, mas saber que não preciso de mais dramas e não criá-los, não ficar cheio de porquês, não ficar com pena. Respeito. E pronto. Não precisa dizer que sabe o que é. Não precisa dizer que compreende. Não precisa fingir. Mas não coloca o peso de questões que não são minhas, não me interessa. Só isso.

O que não dá pra mim, pelo menos agora, é viver com a compreensão das pessoas até onde é conveniente para elas.

Well, a vida continua. E algumas dessas pessoas passam. E as que ficam, as pessoas com quem ainda convivo, que ainda me restam, sabem que por mais doloroso que seja, eu deixo que elas se vão. Porque também me é conveniente.

Bacana que eu quase não volto ao blog quando as coisas vão bem.
Me falta tempo, na verdade. Penso o dia todo em tudo que gostaria de escrever e acaba ficando guardado dentro de mim, até a hora de dormir. No dia seguinte tenho milhões de outras coisas, impressões, sentimentos… Tudo é muito fulgaz. Muito efêmero.

Sinto falta desse meu espaço, though. Aqui eu falo como quero, como gosto, não preciso de ninguém me podando. Não que as pessoas ousem me podar, mas tem a questão de comportamento social; eu me podo.

O bom é que a fase é TÃO BOA, que se estiverem me enchendo a paciência, certamente não percebo. A vida tá boa, e já disse isso aqui algumas vezes. Nunca na intensidade que está hoje.

Estou no trabalho. Trabalho em que estou já 2 meses e 2 dias. Considerando todas as nuançes e questões, acho que este é o local onde estou sendo mais feliz. Tive empregos/estágios em que fui feliz também; eram lugares bons, sempre com um porém. Estágios que não me efetivariam, empregos onde eu não tinha possibilidade de crescimento.
O último foi assim; nçao tinha como cresdcer e eu ganhava mal. Onde tive o melhor chefe que uma pessoa pode querer.

E aqui, bem, aqui eu posso crescer. Não ganho suuuper bem mas tá melhor que todos os outros lugares. As pessoas gostam de mim, creio que me vejam como potencial. Meus chefes vêem coisas boas no meu trabalho, inclusive para o que não fui contratada e faço de bom grado, porque inclui minha formação.

Fui bem recebida, o clima é bom; tem dias que é horrível porque a gente faz besteira e leva esporro, mas faz parte.

Estranhamente ou coincidentemente, estou na minha melhor fase em outros sentidos. Há quem diga que nunca estive tão bonita. E não me acho bonita, mas me sinto bonita. Como nunca me senti. E é bom. Me arrumo todos os dias de manhã e mesmo no pior dos humores, acaba que tudo fica bem.
E faço maquiagem todos os dias. Exceto fins de semana porque eu não aguento mais.

Pra melhorar, entrei numa academia. Estar perto dos 30 me deixa um pouco apreensiva, já que a dificuldade pra emagrecer aumenta.
Ainda preciso me entender com essa nova rotina, mas é bom, me sinto alcançando tudo o que gostaria.

O que falta hoje? Falta um namorado. Mas também sei que virá com o tempo. Sinceramente, não vejo porque ficar com qualquer um – e nem isso tem aparecido, mas também é uma questão de eu me expor no mundo.

Quero voltar. Quero escrever mais e quando tiver um tempinho como o de hoje, me comprometirei a escrever mais. Me faz bem.