Minha mãe é daquelas que acha que se souberem que minha licença foi por motivos de doença psiquiátrica, serei mandada embora por justa causa (vê-se que ela não sabe qual o conceito de justa causa, pra começo de conversa)- aff. E que é bom que ninguém saiba porque se eu for demitida eu fico péssima em casa, muito pior que trabalhando. Vê se pode. A pessoa não sabe o que to passando e fala umas merdas que só Jesus mesmo pra salvar.
Ela também é daquelas que, sabendo do que se tata essa maldita doença não vem querer saber como estou; instead, diz com todas as letras que está esperando eu chegar pra falar com ela. Falou isso, quando fiz questão de informar que ela já sabe de tudo pois foi atrás da minha amiga pra saber das coisas e ela negou que soubesse de qualquer coisa.

E ainda tem quem não entenda o por quê de eu querer meu canto, minha casa, minha vida.

Esses dias de licença foram perturbadores porque, além de eu não querer tirá-los, ainda neurotizei com essa história da minha mãe, apesar de achar que ela não tem razão. Porém sei que minha saúde precisa de atenção e se, por algum acaso, nesse mundo moderno, em pleno século 21, acontecer algo do tipo, prefiro perder meu emprego. Lugar nenhum que prefira me demitir porque estou cuidando da minha saúde e de mim, me merece como funcionária.
Nem por isso deixei de sonhar com o trabalho. Também abri e-mail mas não respondi nenhum.

Hoje fui à academia, descobri que tenho até novembro; meu plano vai até agosto e com os 2 meses trancados e a choradinha de maio, que não tranquei nem fui, ganhei 3 meses pra frente. Espero voltar essa semana.

Confesso que me sinto muito melhor, não pelos dias que estou em casa, mas pela medicação mesmo. Vai que agora dá certo, né. É o que espero, de verdade. Dá uma canseira danada esse negócio todo.

Amanhã ainda é sábado e, pasmem, tô cansada de casa, por mim ia trabalhar. Tem muito da questão não resolvida também, me deixando meio ansiosa. E ficar em casa com a senhora minha mãe nesses últimos tempos não tem sido a melhor das opções.

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Muitas coisas, Muito Nada.

Muita coisa mudou desde o último texto. Muita coisa continua a mesma, mas acho que não cheguei a contar. Vamos lá.

No final das contas, arranjei um médico novo, que turned out to be uma médica, por ironia do destino e do plano de saúde. Estamos alinhando remédios, vendo o que dará certo e quando quase surtei na quinta-feira passada, e tive uma consulta de emergência na sexta, tudo indica que meu quadro vai um pouquinho além da depressão, mas prefiro não falar sobre isso, nem falo abertamente sobre depressão aqui (ou falo e nem percebo? falo, né?).
Comentei sobre um psicologo nessa consulta e ficou claro que o encaminhamento só será feito a partir do momento em que eu me sentir preparada pra ir, e eu cogitei mas ainda não amadureci a ideia, veremos.

Nesse ínterim de médicos, remédios e etc, tranquei a academia, obviamente, mas não este mês. A dose de remédios que mudamos de quinta pra cá, e que deve dar certo, pode me dar um pouco de ânimo e coragem pra pelo menos ir pedalar um pouco.
Sobre os remédios. Um tira fome. O outro dá fome. Perdi 4kg (e os ganhei nesse fds sozinha em casa, comendo aquela pasta tipo Nutella, mas da Ovomaltine, coisa de louco, muito boa). Tudo indica que até nisso será bom.

No trabalho, me sinto pragmaticamente humilhada. As pessoas me tratam como uma nada. Até diretrizes que eu deixo claro que me foram passadas, são questionadas.
Esses dias cheguei muito perto de jogar tudo pro alto e pedir pra sair, porque não estava aguentando. Só não o fiz porque não conseguiria me explicar, porque só conseguia chorar.
É muito difícil se fazer entender quando se está descontrolada.
Me lembraram também que eu conversei com a chefe pedindo uma chance, e que ela veio me dizer que conversou com o chefão a respeito e que estão pensando em alguma coisa. Acho que é válido esperar pra ver, mas é muito difícil quando as pessoas olham pra você e dizem que você tem cara de quem serve pão de queijo e guaraná natural. E sim, foi dito na minha cara e eu não posso fazer muita coisa.
Ser recepcionista com uma faculdade nas costas é muito duro. E olha que estou substituindo a colega o financeiro, mas mesmo assim parece que não serei nunca respeitada ou considerada.

Dia das mães foi outro evento sofrido, minha família toda reunida, eu com cara de morte e tentando ser o menos pior possível e mesmo assim foi complicado.

Acho que nunca mais também terei meus amigos como um dia eu os tive. Perdi trejeitos sociais e eles nunca mais me olharão da mesma forma, mesmo que eu volte ao convívio deles. Por isso cogito também a psicóloga. Porque precisarei conversar com quem irá me julgar ganhando pra isso.

Eu tinha muita coisa pra falar, veio muita coisa na mente, todos os dias penso sobre escrever e não o faço. Esvaziei algumas coisas e vou tentar ser menos aleatória. Isto é, pra mim mesma, minhas memórias, que, exatamente como o twitter, o blog é só pra mim mesma, ninguém lê, só aleatórios jogando palavras-chave no google.

Mais Da Série: Coisas Que Não Entendo Serem Tão Difíceis Das Pessoas Entenderem…

… Que Basta Fazer O Que Lhes É Pedido/Conferido E Nada Mais.

Existem classes de trabalhadores que eu não gosto. Não é preconceito mas simplesmente não sei lidar e essas pessoas normalmente não morrem de amores por mim. A série continua.

Salão de beleza: não é exatamente uma classe, mas um lugar, eu sei. Mas eu ODEIO SALÃO. Não gosto da fofoca, odeio quando elas começam a fofocar entre si puxando seu cabelo com o secador e esquecem de você, enquanto se contorce de dor. Os temas são os mesmos em qualquer salão (lógico que aqueles chiquezinhos de shopping, nunca freqüentei e é tudo tão setorizado, que não sei se isso acontece): de manhã, as reclamações sobre as colegas que ainda não chegaram, e que ontem não trabalharam nada, só voaram. De tarde, contam a novela todinha, mesmo que você queira escutar os diálogos, mesmo que você NÃO TENHA VISTO a bendita novela e gostaria de se surpreender como se estivesse sedo transmitida no horário nobre. Ai rola aquela falação: “olha lá, fulana, ele vai falar pra ela que a repudia  vezes… aaah mas ele não deveria fazer isso, né? E aquele é o gêmeo né? Nossa, olha a confusão que ainda vai dar”. E todas falam ao mesmo tempo.

Infelizmente meu cabelo não me permite fazer nada em casa e sou obrigada a ir a salões, pelo menos, de 3 em 3 meses. As unhas? Faço em casa, assim como as sobrancelhas, e só mudo de estratégia quando a coisa fica feia. Porque é difícil você ser obrigada a fazer cara de ‘estou super satisfeita em estar aqui’. O que me deixa pior é na hora de ir embora. Quando ta cheio e alguma cliente reclama, ao ir embora todas comentam: “nossa, que mona chata, metida a besta, reclamou de tudo”, etc, etc. Então na minha vez, eu posso até ter umas reclamações, mas me sinto coagida a dizer que ficou bom, ótimo. Por isso não faço as unhas, sempre ficam pior do que eu faria (menos o pé, confesso).

“Posso Ajudar?”, não precisa ser dito, só lido. Tá no colete das jovens aprendizes dos bancos deste país. Olha, acho legal pacas a pessoa querer ser jovem aprendiz. De verdade, queria eu ter começado a trabalhar mais cedo e de repente hoje não estar tão estagnada. Enfim, reconheço que é melhor pra elas do que as coisas que meus colegas de colégio faziam na mesma idade (porque eu sou boboca e nunca aprontei muito). Mas sério? Vocês NUNCA PODEM AJUDAR. Porque você chega ao banco, pergunta pra menina e ela faz cara de perdida e pergunta pra outra pessoa. Se fosse pra perguntar pra outra pessoa, eu tinha ido lá e falado eu mesma.
Hoje fui dar entrada no seguro-desemprego, sacar FGTS, essas coisas de recém desempregado. Daí, rola um probleminha básico de documentação, já que perdi o RG em Cabo Frio e minha CNH está vencida. Só tinha a CTPS. Mas olha que legal, ela ao serve mais como documento porque não é “modelo passaporte”. OI?! Fiz várias perguntas e só quem me respondia era o guarda ao lado dela, e a mesma só me olhava com cara de ‘ãh?’.
EU quem deveria olhar pra ela assim,  e perguntar o que ela faz ali anyways.
Outro dia presenciei uma mesma menina dessa de coletinhos tentando ajudar uma senhora no caixa eletrônico. E ela NÃO CONSEGUIU, entrou na agência e trouxe um funcionário de verdade.
Daí eu pergunto por que a pessoa está ali e eu sou preconceituosa. Mas não é isso, só acho que se a pessoa se presta a fazer aquilo ali, que aprenda, pelo menos. Aprenda a ajudar.

Não tenho tolerância. Mesmo.

E só não falo de operadores de telemarketing porque me atinge pessoalmente.


Da Série: Coisas Que Não Entendo Serem Tão Difíceis Das Pessoas Entenderem…

… Que Basta Fazer O Que Lhes É Pedido/Conferido E Nada Mais.

Odeio faxineiras, e/ou diárias, e/ou empregadas domésticas. Sério, nada contra a classe e sim contra a forma de trabalharem. Talvez seja trauma de infância.
Quando era pequena, e ainda não estudava em tempo integral,  tínhamos uma empregada aqui em casa que se fazia de muito legal. Até ela ficar sentada vendo televisão e me mandando lavar a louça, e dizendo que não podia contar pra minha mãe. Ou o dia em que ela engoliu meu Toppo Giggio e depois colocou pra fora, pelo outro hemisfério do corpo. E eu contava as coisas pra minha mãe, que não acreditava em mim, depois que ela desmentia tudo. No final, não sei como, minha mãe soube que eu falava a verdade e que ela saiu roubando várias coisas aqui em casa.

Tenho um gap de memória quanto a elas, depois dessa aí. Acho que não tivemos muitas que tivessem durado, ou melhor, acho que não houve a real necessidade e não tivemos realmente ninguém durante um tempo, eu acho.

Depois trabalhou uma aqui em casa que tinha medo de eletrodomésticos, pois na outra casa em que trabalhara tomou choque. Então ela não limpava NADA perto de tomadas, não tirava as coisas do lugar… sinceramente, era melhor mudar de ramo.

Antes dela, porém, teve uma que começou trabalhando só pra minha avó. Muito boa, mesmo, no que fazia. De verdade. Mas JESUS, como ela falava. E muito! E quando mais nova, passava muito tempo na minha avó. E ela não parava de falar um segundo. Em casa, apesar de não parecer, eu sou muito calada, fico vendo minha televisão, na minha… não sou de conversa. E ela puxava papo, perguntava… era um saco.
Tinha outra péssima característica: guardava tudo nos lugares mais improváveis, que ao acharmos, acabava quebrando as coisas. Isso quando não era ela quem quebrava. E não foram poucas. Veio aqui pra casa um tempo também, mas foi logo de volta pra terra dela, Minas. E fiquei com raiva dela depois que começou a ligar pra minha avó e depois nos ligava, dizendo que estávamos deixando a velha muito sozinha e que ela se sentia abandonada. Sério, ela queria dizer que não tratávamos minha avó direito. Sério, QUEM É ELA??

Apareceu outra. Ótima. Quando vinha. Chegou ao ponto de passar mais de mês sem aparecer. Pior que essa era meio que parente e esse povo aqui em casa é muito passivo, demorou muito, faltou de tipo uns 2 meses, pra que dispensássemos. E ela sempre se desculpava falando que tava doente, minha mãe conseguia as consultas pra ela e a mesma sempre tinha uma desculpa e não ia.

Hoje aqui em casa e na minha avó, temos a mesma, como sempre. Ela é quieta. Ponto pra ela. A principio era boa. Daí eu comecei a reclamar. E porque eu “reclamo de tudo”, minha mãe ignorou cada coisa que eu falava, e dizia que estamos com sorte de, em mais de 2 anos, ela nunca ter faltado.
O problema é que ela curte me trollar. Sério. Ela limpa a casa de boa, mas no meu quarto faz um servicinho muito do mal feito. Dentre outras coisas pela casa. E eu reclamo e minha mãe me ignora. Só que eu sou grossa e a casa não é minha, então fico calada.
Dia desses, percebi que ela não tirava o pó do meu decodificador e nem do DVD. E nem de nada que ficava naquele compartimento. Deixei passar 3 SEMANAS, e ela vem aqui em casa 2 vezes por semana. NADA foi feito, tudo sujo.  Reclamei com minha mãe. Primeiro ela veio aliviar dizendo que de repente “ela tem medo de quebrar”. Brother, então vai fazer OUTRA COISA. A mulher trabalha em casa de família a vida inteira e ainda tem disso, de repente tem medo de quebrar?? Depois que quebrar, até entendo, mas continuo falando, muda de ramo.
Daí minha mãe falou com ela, e depois chegou BRIGANDO COMIGO: “se quebrar ou desconectar alguma coisa não venha reclamar!!!” Sério.
Desde então eu dou ‘bom dia’ e as vezes ‘tchau’, ‘até logo’, e a moça não me responde. Deve estar meio puta de eu ter pedido que ela fizesse o trabalho dela.

Minha empregada me odeia.

Tópicos Sobre Nada

  • Confesso que tem algumas idéias que eu poderia colocar como planos pra 2010 que me agradam muito. Confesso também que foi um momento de sugestão que meu próprio e humilde blog deu, quando parei pra ler coisas de um ano e meio atrás.
    Só que eu preciso ser realista e nessa realidade, o custo é muito alto prum benefício que muito provavelmente não venha por motivos já expostos a mim.

    Então… pensei em tentar Mestrado de novo. Tá que eu penso nessas coisas na alta madrugada, num momento meio surtação. Mas mesmo que não fosse, mestrado só em facul pública e pra isso, só tendo estudado nelas, o que não foi o meu caso. Então esse plano se torna meidiota né? Gastar uns mil reais em livros pra fatalmente não passar não é lá minha praia.

    Engraçado… começo a escrever e vejo que é mais absurdo do que eu imaginava! Eu não tenho perfil de estudante de Mestrado! Tá que pra mim, hoje e ontem e mês passado, eu não tenho pefil de nada. Pras dezenas de empregadores que relaram a mão no meu currículum pra sub-empregos, eu também não tenho perfil. Então, né. Pra quê forçar a barra. Deixa quieto.

  • Hoje dormi o dia todo. Fui dormir às 4, acordei 14, almocei e dormi de novo, até as 19:30. Daí minha mãe veio cá no meu quarto fazer uma social de meio minuto e queria saber do meu carnaval. Minha avó quer ir pra Atibaia, num acampamento que tem lá. A velhinha comprou pacote pra família inteira e todo mundo tá trabalhando. Menos eu, que não quero. E minha mãe já avisou que vai viajar. Então sobra pra mim. Eu meio que disse que não tava afim, que poderia arranjar um emprego nesse meio tempo e tals. Mas com ou sem emprego, eu não to afim de ir. Minha mãe pergunta se vou ficar em casa e só tenho a lamentar e dizer que sim.

  • Resolvi procurar uma receita de Risoto. Estamos com uns 2 pacotes fechados de arroz arbóreo e minha veia de chef diz pra que eu faça um risoto. Juro que fiquei bem irritada, porque aquele arroz de forno ocm sobra de frango, arroz, milho e ervilha era o campeão das buscas! Tem um site de receitas que fui olhar e 30% falava em risoto com arroz adequado. Chama de arroz de forno né? Por favor.

    Mas achei uma boa receita. De alho poró, o que é bom porque aí posso escolher uma carne pra acompanhar. Veremos.

Devaneios De Uma Madrugada Qualquer

Tenho me sentido meio xiita. Não que eu vá sair por aí matando por conta das minhas convicções religiosas e políticas.

Confesso que sinceramente, não seria uma má idéia. Faria um serviço à comunidade, o povo seria mais feliz, poderia até rolar uma medalha de honra ao mérito. Mas não, não é disso que se trata.

Pensei em fazer uma tatuagem. Pensei em raspar a cabeça. Pensei em fugir de casa. Nada disso faz sentido por questões óbvias.

Fazer tatuagem requer dinheiro; não só dinheiro mas uma noção definida do que se quer tatuar. Sem contar que tatuagem na altura do campeonato seria mais do que simplesmente uma afronta à minha família. Dinheiro eu não tenho; na verdade tem até gente esperando por isso e simplesmente não tenho como cumprir com meus compromissos. Isso, dívidas, mas passemos adiante.

Eu não tenho muita certeza do que gostaria de tatuar. Certo, até teria, porque tenho 2 opções e 1 delas é certa. Mas tatuar aonde? Pode ser até na bunda, porque realmente não sei aonde. Já pensei nos lugares mais interessantes mas ao mesmo tempo não sei se seria realmente legal. Sem contar também, que por algum motivo babaca, acho que deveria fazer as tattoos como forma de pagamento a mim mesma por ter sido um bom ser humano. Ou por ter emagrecido. Ou porque quero ver a casa cair, sei lá.

E tem essa parte que é pior: minha mãe teria uma síncope o dia que me visse com um desenho no corpo. Ta, oi?!? Eu tenho 26 e meio, dane-se. Deveria ser assim mas meus 2 anos de terapia não fizeram o efeito desejado. Ainda.

Raspar a cabeça foi a coisa mais prática que pensei nos últimos dias. De uma criatividade do cacete e muito, mas muito audacioso da minha parte. Mas pensar na minha cabeça grande, alimentada pela serotonina que hoje me falta e sem cabelo, me faz pensar mais um pouco sobre o assunto. Por que raspar? Bem, pesa o seguinte: você não tem muita força pra existir, não nasceu com o cabelo maneiro e precisa tirar cerca de 300 tranças finas de hasta da sua cabeça e refazê-las. Do jeito que ta me dá vergonha mas não me movo pra tirar ou nem penso em marcar com as angolanas esquisitas no salão fuleiro. Cabelo ruim sofre mesmo. Nego reclama de meia dúzia de cacho bonito mas não sabe o que é cabelo crespo, de ‘afro-descendente’.

Sério, raspar a cabeça seria uma ótima solução, mas acho que pra achar emprego seria difícil. Só se eu mentisse dizendo que faço quimioterapia mas não brinco com câncer. Depois que eu nunca raspei a cabeça e não sei como meu cabelo cresceria. E ainda teria que explicar pra Deus e o mundo que tive um surto depressivo e achei que seria uma solução rápida pra pendência que não tava afim de resolver.

Fugir de casa é super 1990. Principalmente considerando o fato de que eu não sou mais nenhuma garotinha pra achar bacana sair por aí com uma sacola e achar que o policial da 19ª teria pena de mim e me traria pra casa após algumas horas achando que sou dona do mundo, das ruas e tudo mais. Depois rolaria um esporro básico, a família perguntando que merda preenche minha cabeça, minha mãe me culpando pelos problemas de saúde que outrora não tinha e por aí vai. Seriam semanas de inferno, mas oi, I’ve already been there.

Finalmente estou ficando com sono. Exatamente às 2:24 da manhã de 14 de agosto de 09. Meu corpo coça, passa Friends na Warner e amanhã quero acordar antes do meio-dia pra ver um programa de tv. Derrota define.

Aliás, derrota parece ser meu grito de guerra. E se pensar bem, derrota é goxtoso (sic) de falar. Rrrrrrrrrrrrrrrrrr. Não é qualquer pessoa que pode sair por aí dizendo essas coisas, mas eu tenho respaldo. Tenho cacife. E se posso me orgulhar de alguma coisa na vida, é de ser uma derrota. É a única coisa da qual posso me gabar, anyways.

Deixo esse post pra reflexão. Se você é uma derrota, junte-se a nós derrotados (fato de que você conhece alguém) e dê pulinhos de idiota derrotado!

Vou dormir pra continuar a amanhã. Cansei de tentar existir por hoje.

P.s.: eu postaria com mais freqüência, mas a falta de vida me limita um pouco. E pra reclamar dos fatos básicos de todo dia tem o Twitter. Porque nada melhor do que reclamar em 140 caracteres.

Lista de Desejos…

lista de desejoNão sou dessas coisas porque minha indecisão não permite que eu liste tão pouco. Mas Menina Fafá me sugestionou e resolvi acatar; colocar um pouco de coisa boa nesse blog. E não indico ninguém, só peço que me avisem se fizeram ou não…

Regras:
1 – A pessoa selecionada deve fazer uma lista com oito coisas que gostaria de fazer antes de morrer.
2 – É necessário que se faça uma postagem relacionando estas oito coisas, não importando o que seja; é necessário que a pessoa explique as regras do jogo.
3 – Ao finalizar, devemos convidar oito parceiros de blogs.
4 – E finalmente, deixar se possível um comentário para quem nos convidou, e informar os convidados.

1- Fazer outras faculdades, todas que me interessam. E são algumas;
2- Passar uma boa temporada na Inglaterra e outra boa temporada no Canadá, além de conhecer zilhões de lugares;
3- Adotar 1 ou 2 crianças. Isto depende de certas variantes;
4- Saltar de paraquedas;
5- Escrever um livro, bacana mesmo, desses que as pessoas iriam gostar de ler;
6- Casar e constituir família. Mas aquele casamento que a paixão não vai embora com o tempo;
7- Ter um emprego em que eu GOSTE de trabalhar;
8- Me envolver com artes, de um modo geral.

São esses, mas não necessariamente nesta ordem. E alguns deles podem mudar conforme o tempo… Não é nenhuma novidade minha instabilidade, né…

Coisas e mais coisas..

Sou um pouco narcisista e sempre, quase que uma vez por semana, fico a ver as fotos dos meus álbuns do orkut. Agora há pouco tava fazendo exatamente isso, até que comecei a me incomodar com um troço que eu nunca tinha dado valor até ter a 1ª vez: sobrancelhas feitas. Sério. 90% das fotos elas estão bagunçadas e como isso me incomoda hoje! Fica tão feio, não sei como demorei tanto pra começar a fazê-las.. E hoje eu quem as faço, não pago nada por isso e ficam tão direitinhas… Uma graça…
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Fui picada por uma abelha na segunda-feira. Isso não acontecia há uns 15 anos, mais ou menos. Aí cogitei a hipótese de ter ficado alérgica a picadas de abelha. Na mesma hora uma amiga disse: claro que não, né? Ninguém desenvolve alergia. Achei até coerente mas fiquei meio na dúvida. A semana passou, a picada começou a coçar e ontem eu tinha um braço nascendo do braço. Tava MEGA inchado, coçando horrores, doendo como nunca imaginei.. uma loucura. Resolvi ir no médico e quando ela olha, as primeiras palavras são: “Por que você não foi direto pra uma emergência?”. porque eu NUNCA que ia imaginar que meu braço cresceria e eu quase o perderia, coitadinho… E pra minha felicidade e susto, estou a tomar um antialérgico e um antibiótico por 10 dias, 4 vezes ao dia! Pelo visto não foi coisa pequena não… E agora sei que tenho alergia a picada de abelhas, thanks for telling me!
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Hoje é sexta e eu só quero que terça chegue. Parece perto, mas ao mesmo tempo muito longe. É o bendito dia que sai o resultado da OAB. Dependendo disso, comemoro ou não meu aniversário. E isso é sério, visto que a fossa, caso uma reprovação me assombre, vai ser de dias. E pior: não vou poder beber pra comemorar ou mesmo pra afogar as mágoas. Culpa do braço quase decepado e seu antibiótico.
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Olha, vou te dizer… Essa coisa de não ter emprego é uma merda. Não porque você não tem o que fazer ou coisas do tipo. Eu até tenho, tenho curso pro concurso que mais quero neste momento. O único e exclusivo detalhe é que pra isso eu preciso comprar alguns poucos livros. E quando digo pouco, são poucos mesmo. Só que a conta chega perto dos 500 reais! E se não basta ser sustentada e se sentir incomodada, é a possibilidade de não consegui-los -os livros, eu digo – ou mesmo ficar morrendo de vergonha de pedir mais dinheiro. Depois que a gente começa a trabalhar e ter noção de como dinheiro não se ganha fácil mas gasta-se fácil, fica difícil sair pedindo as coisas como se fosse um caixa automático. Eu só sou classe média porque moro bem e tenho boa criação, mas meu dinheiro não cresce em árvore, não é capim e não tá sobrando!
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Voltei a cantar. 2ª e 5ª. Um coro misto e um feminino. Sinto que renasci. E toda vez que vou pro ensaio de 2ª fico encantada com a faculdade e me dá uma puta vontade de fazer música (mas também quero fazer Letras, Filosofia, Ciências Políticas, Gastronomia, curso de fotografia, francês, espanhol e alemão). Mas pra isso eu preciso gastar uma fortuna com livros, passar num concurso e ter dinheiro pra me sustentar. Mas ao mesmo tempo, fico a pensar e vale a pena desfocar da minha área… porque o que quero messsmo é outra área no Direito. Não estou preparada agora pra isso, mas eu quero, num futuro não muito distante.
Acho que eu preciso messssmo aprender a ser gente grande e sair desse mundo de ilusão que vivo, de achar que vou ter tempo de fazer zilhões de faculdades e ter uma carreira bem sucedida. Confuso, não?
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Como eu ando intolerante. Sei lá por que. Só sei que estou. Só o fato de alguém não atender minhas ligações me irrita. Tentar dormir e não conseguir me irrita. Mas ao mesmo tempo estou com um astral ótimo, como disse uma amiga.
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Preciso comprar um roteador pra ontem. Meu notebook tá aqui parado, sem muita utilidade porque eu simplesmente não tenho como conectar-me à internet. E não tenho realmente digitado nada além do usual, aí perde o objeto… Mas como eu gosto dele!!

Tinha mais alguma coisa pra escrever aqui, mas esqueci completamente. Normal. Deixa pra depois.


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Now playing: Jason Mraz – Coyotes
via FoxyTunes

Coisas da Vida

Segunda semana do ano, certo? Não… 3ª, né?

Dois mil inove começou com uma novidade Descobri o porquê de 50% dos meus males. Minha indecisão… Ok, ok, nenhuma novidade até aí… Mas o problema é que sou indecisa quanto a tudo e esse defeito me atrapalha mais a vida do que eu poderia imaginar! Meu futuro – e indiretamente a de outras pessoas – dependem de uma posição minha, posição esta que não tenho. O problema está nas opções. Se eu não as tivesse, dúvida não teria, seria somente uma saída e pronto: vou em frente.

O xis da questão está em escolher entre o laranja e o amarelo, entre pós ou mestrado, entre concurso e OAB, entre dormir ou acordar, entre tomar remédios ou sentir dor. Eu fico taããão confusa. Queria ser como algumas pessoas que conheço: refletem, refletem, mas quando decidem não arredam o pé dos planos traçados e decididos. Fico me imaginando sendo uma pessoa assim… Ia ser um ser humano tão melhor.

O pior é que muitas vezes, essa minha boca – maior do que todas as partes do meu corpo – fala muito mais do que deveria e acabo sendo mal interpretada ou vista como uma desesperada… Mas o problema não é esse, o problema é ser confusa e não saber decidir. Quem é diferente tem dificuldade de entender e eu, na minha constante confusão, tenho dificuldade de me fazer entender.

Sou igualzinho aquele cachorro do desenho “Coragem, cão covarde”. Quando tive coragem, fui corajosa demais. Aí deu no seguinte: eu resistindo às tentações dessa vida e um ser humano, me perseguindo, no melhor sentido possível. Dia 01/01/09 recebi até uma proposta super decente e recusei. Oito dias depois recebi outro. Mas vou resistindo. E por que resistir? Muuuuuitoooos motivos mas que não cabem aqui comentar.

Ah sim! Tô precisando disso aí, desse troço que as pessoas chamam de ‘amor’. Me serviria tanto quanto a centrífuga aqui de casa (que me rendem sucos maravilhosos). Hahahah, eu fazendo pouco caso dos homens e ainda chamando de objeto! Adorei essa sinceridade nada súbita. Mas eu quero também ser breguinha, colocar apelido, ter música, essas coisas bregas de pessoas enamoradas. E não, não me venha com papos de ‘você está dispensando quem te quer’. Nem rola essa argumentação, cai fora.

Outro problema está na minha visão de vida. Quem dera eu conseguir viver o presente! Fazer as coisas porque estou aqui e agora. Mas não; me sinto obrigada a pensar nas conseqüências que meu presente acarreta no futuro. Deixo de fazer as coisas, me desespero vendo o presente diferente do que eu imaginava e sabendo que este presente pode afetar meu futuro. Tanto o próximo quanto o distante.

Viver o presente é aproveitar o dia com todas as suas forças, fazer o que naquele dia você quis fazer. Mas minha mente analítica, crítica e indecisa me enfia os pés no concreto fresco e acabo por não sair do lugar. Às vezes tenho a sensação de que sou a mesma pessoa de 5, 7 anos atrás. E isso não é só parar no tempo, mas vejo mesmo como um retrocesso. Em algum ponto eu evoluí: fiz faculdade (mas nem me atrevo a pensar nesse assunto agora porque quero dormir em paz), trabalhei, fiz estágio, conheci amigos pra vida toda, conheci coisas no mundo que me eram desconhecidas… E mesmo assim, muitas vezes me vejo cometendo os mesmos erros infantis de outrora. É como se uma parte de mim evoluísse, inclusive o corpo, mas outra parte congelou quando se deparou com um mundo desconhecido… Acredito que meus neurônios vivem em pé de guerra. E não gostaria de ser um deles, basta-me hospedá-los.

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Meu banheiro está sendo quebrado. Ta com vazamento… O mais legal é que ele acabou de ser pintado… tava uma gracinha… Agora tá com aquele cheiro nojento de banheiros com infiltração.

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Brincaram comigo, insinuando que não sou bonita. Tipo, umas várias vezes. Sabe quando você quer socar a pessoa? Não digo isso por ser linda, sei que não sou, mas oi, meu humor não tava(e não está lá muito melhor) legal e esse tipo de brincadeira, repetidamente, machuca o ego de qualquer pessoa com problemas de auto estima. Machucou meu coraçãozinho.. do mesmo jeito que tive vontade de machucar a bela cara do ser humano que fez isso comigo. E não, não insinuarei nomes aqui. Deixa isso comigo (e com vocês só o básico).

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Resolvi começar a ler V de Vingança. Tinha deixado de lado pra quando tivesse férias, daquelas que todo ser humano normal tira. Mas como realmente me parece uma idéia tão longe quanto a luz no fim do túnel, decidi começar desde já mesmo já lendo 2 livros. Cheguei no clímax de Ensaio sobre a Cegueira! Ta aí um livro mega recomendado. E esta semana chegarão mais 2 livros que não sei quando vou ler porque tem outros na fila de espera. Mas se você pensa que gasto tanto tempo lendo que poderia estar estudando, engano seu, caro idiota* (por sinal, se quiserem me presentear, super to afim desse livro na versão traduzida direto do russo). Leio em doses infantis… nem é por falta de vontade e sim o mau hábito de ver televisão. Agora que comecei a ver os documentários do Discovery, ninguém me segura.

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Estou pensando em levar o caso da semana de comemoração de aniversário a cabo. Ano passado não consegui, minha tentativa foi bem falha… Mas super quero tentar este ano. De preferência com um emprego pra poder gastar MINHA grana sem peso na consciência e sem gente ficar no meu ouvido porque o dinheiro não é meu.

Ta aí. Uma das piores coisas da vida de pseudo-adulto é não ter dinheiro.
Pseudo-adulto? Sim, sim, quando você passa dos 18 e todo mundo ainda manda na sua vida e você é obrigada a fazer o que te mandam com uma pequena abertura para externalização de personalidade, você não é adulto ainda. Tem gente que se acomoda. Tem gente que não tem opção. Meu caso. Esperança é algo complicado porque todo ano acho que as coisas vão mudar e sempre mudam. Pra pior. Mas vou parar com essa choradeira aqui. Pra isso serve minha terapeuta.

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Quero um doce. Doce de verdade. Comecei uma dieta  semana passada. E to penando. Quando resolvi comprar aquela baboseira toda de comida saudável, me boicotaram aqui em casa… e tenho lutado bravamente. Mas já caí na tentação de um sorvete de flocos. Mas foi uma única vez e lá ficará. Meu negócio agora é banana passa. É gostoso…

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Preciso arrumar meu armário. Não que esteja bagunçado, mas também arrumado não está. E preciso trocar muita coisa de lugar. A estante também precisa de um update, uns livros pra doar, outros pra prateleira de cima, espaço pros novos, espaço pros jurídicos novos… Cadê a coragem?

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De repente e peguei pensando no que estou digitando e não faço muita idéia. Agora fiquei confusa e é melhor parar. Eu acho. São 1:31 e não tenho sono. Será porque eu dormi no final da tarde? De qualquer forma é melhor tomar tino e pegar meu rumo. ‘A noite vai ser boa’, já dizia Cláudio Zoli (não, nada de ‘tudo vai rolar’ e não vai tocar B.B. King). Discovery Channel e Home&Health me esperam. Tem filme também, mas ando meio sem paciência. Acho que é a idade…

Voltei a viajar. É o estômago pedindo açúcar de verdade (fazer dieta tem dessas coisas).

Vou embora. Tchau.


p.s.: pode ser que nada faça sentido, mas nem tudo é pra fazer…

Politics and stuff

Ta aí. Se tem algo que eu odeio muito é política. Primeiro porque falar em política no Brasil é inútil. Na verdade, não tive essa educação no colégio (tá, tive moral e cívica, mas não ensina nada a ninguém…). E não gosto e pronto. Mas se tem alguém que gosta é minha avó. E gosta muito; vê TV Senado, TV Câmara… fica revoltada com as sessões de plenário, ri chora e tudo o mais vendo o que se passa nas casas.

Eu tento entender porque eu não gosto de política e não vejo razão senão a óbvia(oi, corrupção?!)… mas ao mesmo tempo não consigo entender porque não gosto se sou formada em Direito. Rola uma ligação meio indireta… o processo legislativo em si (quando entendido tb) é muito bonito.. pena que são pipoqueiros e semi analfabetos que propõem e sancionam as leis por aqui…

E sabe o que me intriga mais? Um montão de gente dando pitaco em eleição norte-americana, defendendo bandeira democrata, bandeira republicana, plataforma do negro bem sucedido, do coroa e sua vice, mãe de filha adolescente grávida… mas ninguém dá muita bola pras eleições aqui no Brasil. Este ano foi o mais absurdo. Como se fala nessa bosta de eleições americanas (agora mais que nunca, com a mega crise financeira blablabla e etc e tal…)….

Culpo as emissoras de tv que adouram alienar o povo. Bando de bostas vindos do inferno! Por isso só vejo seriado e filme. E leio as notícias que me interessam na web mesmo…

Trocando alhos por bugalhos…

To sentindo coisas ruins corroerem meu ser. Profundo não? Acordei com uma mini ressaca – algo incrível pela quantidade de líquidos ingeridos – e com muita raiva… De mim, no final das contas, por conta de como eu sou com os outros.

E sabe o que é pior/melhor/estranho? Eu não to com raiva do que deveria ter raiva, ou do que teria raiva há pouco tempo atrás. Na verdade coisas que me incomodavam antes hoje são tão pequenas… e não são pequenas nos seus efeitos, mas é como se eu as tivesse minimizado. E estou supervaorizando a mim mesma, o que me dá raiva! Acho que sou muito mais do que muita coisa que muita gente acha…

Além do mais, essa supervalorização me fez ver que minha vida tá mais aberta do que esse blog aqui. A culpa é minha, ninguém me obriga a falar bosta nenhuma. Por isso que ninguém fala bosta nenhuma. E tá todo mundo certo. E quem deveria saber sobre grandes coisas da minha vida, não sabe. Coisa que deveras me incomoda.

Tem também uns lances de reciprocidade que tem me assombrado o pensamentos.. coisa chata pra cacete! E na boua? Recíproca verdadeira de cú é rola. Falo logo.

Trocando alhos por bugalhos²

Homem só serve pra algumas poucas coisas: subir em escadas altas, matar largatixas e espantar cigarras, contar piadas de baixo calão, doação para banco de esperma e empurrar carro enguiçado. De resto, só faz/fala/dá merda. Essa parada de “fila andar” é só outra babaquice da cultura de massificação, já que a idéia do príncipe encantado não colou por muito tempo. Geral sabia que o Ken era um porre e Barbie um dia ia cair fora e vice-versa. Aí inventaram a babaquice de fila andar.. Toda fila anda, manezão! Até a de formigas carregando o teu açúcar.

Nem sei porque dessa porcaria aí em cima. Sono, gripe, qualquer coisa. E mesmo que não fosse… o blog é meu, escrevo o que quiser. E sim, sou grossa mesmo.