Eu quero um lugar ao sol de Ipanema, cinema e televisão

Este mês é mês do meu aniversário, mês que me dou total liberdade para indulgências. Nada mais justo. Viver tem sido uma tarefa bem complicada nos últimos tempos.

Viver nos últimos 4 meses: perder emprego, terminar relacionamento. Cortar o cabelo e fazer um piercing. Ser deixada em muitos, muitos maus lençóis. Precisar da ajuda de amigos quando se mais precisa. Ter DR pós relacionamento. Decidir que tem gente muito chata na vida e que não dá pra se relacionar. Criar laços com outras pessoas incríveis. Reaver amigos queridos que te tiram do buraco no pior momento da sua vida.Ver tudo que entendia como uma vida minimante tranquila ir pro ralo. Desistir e em uma semana voltar atrás e acabar me envolvendo em mais um projeto, que eu tinha me prometido que não faria. Sentir e viver o carnaval d Continue lendo “Eu quero um lugar ao sol de Ipanema, cinema e televisão”

Desde o dia em que me perguntaram sobre minhas cicatrizes, eu venho pensando demais na vida, nas coisas que já me aconteceram e nas decisões que tomei.

Primeiro.
É muito difícil abstrair o fato de que eu tenho marcas de um passado tenebroso e, apesar de sempre evitar mostra-las, descobri que não prestava muita atenção nelas no meu dia-a-dia. Desde dezembro parece que recebo um lembrete diário do google agenda me informando que sim, elas existem e estão ali e não tem como evitar. E também não sei por quanto tempo consigo evitar a curiosidade das pessoas. O fato é que ninguém precisa saber, mas eu posso escolher contar. E essa decisão é bem complicada, mas talvez necessária pra eu começar a aceitar de verdade quem eu sou e tudo o que vem nesse meu pacotinho.

Sobre decisões.
Acho que estou tomando decisões certas na vida, pela primeira vez. Tenho plena consciência que perdi muito tempo na vida escolhendo caminhos errados porque eram os que eu conseguia escolher, sempre tão deprimida. E também cheguei à conclusão de que outras escolhas de vida foram afetadas pela minha mãe, que não se incomoda com o medíocre. Eu a amo, mas estar segura, sempre, porque é melhor assim, não é opção. É comodismo. Melhor, é uma opção cômoda. Talvez eu não queira mais isso pra mim. Talvez desta vez eu esteja fazendo o certo, talvez não, mas sei que não tem nada de cômodo no que estou fazendo. E sei que pode dar errado, mas pelo menos eu terei tentado.

Não sei ao certo onde esse ano vai acabar inclusive porque ele só está começando e tem muita estrada pela frente. Mas espero, de alma, que seja um ano de aceitação de vida, de decisão, de pessoas. Minha torcida é grande e faz ‘olé’.