I Got 99 Problems And I’m All Of Them

I’m disturbed. In every sense of the word.
Not like those disturbed people you see on Facebook, sharing posts about House MD or some other series character saying how weird and dysfunctional they are.

I’m sick. Sickly disturbed.
Last week I went to my psychiatrist’s appointment and suddenly I found out that my thoughts, that I have been having for 15, 20 years, are not usual, common, okay. Whatsoever.
Suddenly I found out that it is not okay to imagine myself being shot in the back every time I enter my building. Suddenly, thinking about being shot in the back at all, by anyone, by an imaginary enemy, is not something normal people do.
Out of nothing, I discover that imagining myself being filmed just like The Truman Show is not exactly something I should be thinking, since it’s not exactly real.

Dear all, THAT is being disturbed and sick. And because of all that, I add a new medicine to all the medicines I already take every fucking single day. And because of those remedies, I went to the dermatologist, and my face and back are being treated for acne. And tomorrow I’m going to the gastroenterologist tomorrow.

After 30, that’s all I do: I have appointments. A LOT. It’s boring, it’s expensive, it’s tiring. I don’t know why this comes from this time, but I choke every dawn and feel heartburn every single day. Imagine how nice I feel, huh?

Living is nice, as anyone can see. Being this weird, even better then.

I just needed to say how weird I feel for feeling and thinking weird stuff, now acknowledging it’s not usual and not even close to normal. I could not say all these in Portuguese just because I couldn’t; it’d sound a lot worse  than it already is…

In the other hand, I got some nice things to come, I guess. Being 30 has also given me much more awareness of what I really want for myself and what I really need to live high, might and righteously…

Maybe tomorrow.

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Engole o Choro e Enfrente o Mundo. É o Que Tem Pra Vida.

Nada a ver, esses seus problemas. Ninguém veio ao mundo pra se incomodar com o que se passa com você.
Ninguém é obrigado a aturar o seu humor, a sua depressão, a sua personalidade. Ninguém.

O mundo é cheio de gente, todos eles têm suas próprias questões pra resolver, mas não dá pra sair transparecendo que hoje você não está bem, todos tem problemas, mais graves que os seus. Tem gente surda, com câncer, sem uma perna.

Ninguém tem nada a ver com seus problemas.

Tratar os outros com polidez e com sorriso no rosto é necessário pra se viver em sociedade. Porque as pessoas não estão preocupadas com o que tem acontecido, mas querem ser bem tratadas independente de qualquer coisa e um bom tratamento vai além de uma comunicação educada, mas também de uma boa “cara”.

A questão não é se isolar, mas saber que da porta de casa pra fora, não adianta trazer o que te aflige, porque o mundo é muito corrido, as pessoas superficiais, os vizinhos de rua nem devem saber quem você é. A vida urge e segue.

Levante os ombros, abra um sorriso amigável, engula o choro, trate todos bem e, se perguntarem como está, diga que tudo bem.

Porque ninguém tem nada a ver com seus problemas.

Nodoby Knows You When You’re Down And Out

Eu to grogue (e daqui já justifico caso algumas frases não façam sentido, ou o texto todo mesmo)
Não resolve meus problemas mas me deixa dormir mais cedo.
Desde as últimas semanas tenho visto o sol nascer.

Eu to grogue. Porque daí eu sinto menos. Durante meus dias que começam lá pras 3 da tarde, eu convivo bem. Mas de noite o sofrimento é muito grande. O que me acalma é o bendito Rivotril. Confesso que este não foi prescrito, mas sempre fora, então não me culpo por isso.

Eu preciso ficar grogue porque não consigo lidar com minhas frustrações e muitas vezes – que Deus me perdoe – com a inveja que sinto de algumas pessoas, fatos e etc. Não que eu seja invejosa mas a comparação com a minha vida é inevitável e, independentemente de doença que seja, eu sou privada de tantas coisas e só posso lamentar.

Meus lamentos têm sido constantes, através de choros que a gente só chora quando criança quando machuca a cabeça. Aquele choro de boca aberta, de sair som. É ridículo na minha idade eu chegar nesse ponto. Mas cá estou eu.
E hoje, pra acalmar resolvi dormir. E dormir o dia todo.
Quando acordei, me deparei com as mesmas coisas que me causam os mesmo sofrimentos. E chorei.
Eu sei que minha mãe não morreu.
Ninguém da minha família foi seqüestrada.
Nem tenho parente em estado terminal.
Mas tenho as minhas dores. E são muitas.

Depois de chorar, caí eu no bendito remédio. Porque eu preciso me elevar desse estado, e por um momento, uma noite, algumas horas, eu saio do poço.

Eu preciso sair do poço sozinha, porque meus problemas não se resolvem com a ajuda de ninguém – algum deles, no caso.
E mesmo que tivesse a ajuda de alguém, as pessoas ao meu redor entram em categorias:
Amigos que posso contar, mas que se for desabafar, posso incomodar porque muito dos meus sofrimentos têm fonte indireta neles;
Amigos que querem ajudar mas não sabem como, o que me deixa pior por estar jogando meus problemas a eles;
Amigos que já não sei mais se são amigos, porque não perdem muito tempo querendo saber como estou, mesmo que seja para sair pela tangente e não escutar mais do que gostaria;
Colegas, quase amigos, que eu vejo verdadeira vontade de estar mais perto, mas que, por medo meu, fica uma barreira, um medo.
Confesso que hoje, eu que sempre fui de muitos, muitos amigos, me considero rodeada de 2,3 pessoas amáveis, adoráveis, que estão lá por mim, mesmo que durmam no meio de uma conversa, mesmo tendo vidas agitadas e coisas mais bacanas pra compartilhar.

É por isso que eu to grogue. Porque se limpa estivesse, não teria como escrever esse post.
De cara limpa, indagaria a Deus o por quê de gente agraciada e mal agradecida com aquilo que você sempre quis e não pode, com a possibilidade de curtir as coisas que gosta e não teve oportunidade.
Não vou compartilhar de minhas frustrações. Não nesse post. Já o fiz em outros e neste não cabe o que talvez gostaria de desabafar.

Mas o que mais me incomoda hoje pode ser traduzido por Eric Clapton, com as devidas analogias. Porque amigos nunca os tive por dinheiro, mas o sentimento de abandono é o mesmo.

Eu escrevo aqui e nem sei se tem amigo meu que vem aqui. Nem sei se quem se diz amigo meu sabe o que estou passando. É um blog pessoal, e amigo, só por ser amigo, e mesmo não tendo o que dizer, poderia gastar um mísero tempinho mostrando compaixão.
Mas não é cobrança, é opinião. E não é cobrança do tipo “lê meu blog”, pelo contrário, mas é a ausência desses amigos na minha vida num todo.
De qualquer forma, já adotei a Internet como companheira; dificilmente me decepcionarei.
Talvez eu me transforme nessas reclusas que nem pra comer saem de casa. E não estou muito longe disso. Só me falta o caos característico, alguns quilos a mais e meia dúzia de gatos com nomes dos atores prediletos (eu vejo mto filme).


Pessoal e Intransferível.

Eu cismo. Mas não porque eu sou idiota, mas porque sou grande e minha boca acaba sendo proporcional. Eu falo muito. Muito mesmo. E quando tenho que falar muito, acabo falando muito pouco.

Na verdade falar não é um mal, mas falar o que não é necessário aos outros saberem, talvez seja prejudicial a você mesma.
Tenho sentido essa sensação de estar falando demais 90% do tempo que tenho falado. Porque a gente nunca sabe o que se passa na cabeça dos outros né? Mas na minha mente neurótica, só as piores coisas.
Sinceramente me preocupo demais com que os outros pensam de mim a ponto de sonhar ser capaz de ler mentes só pra me certificar que eu não sou tão chata quanto realmente acho que sou com meus problemas. Como diz um professor do meu curso: “ema, ema, ema…” e eu preciso aprender que meus problemas não são dos outros e não posso simplesmente dar uma de verborrágica e achar que tá tudo bem.

Até porque, tem uma coisa: nem todo mundo, melhor, ninguém te entende. E realmente, ninguém tem a menor obrigação de te entender além da sua terapeuta.
Aí você fica naquela: tem gente que vive em negação, ou você mesma resolve que finge que é normal pra quem vive por detrás das mesma porta que você. E pros outros é uma puta crise que não sara e só piora a cada dia.
Aí um dia você toma coragem e fala pra si mesma: “Eu preciso andar um caminho, só; vou buscar alguém que eu nem sei quem sou”. No final o medo e a covardia diante de tudo, de todos e de você mesma é tão grande que você volta pra casa pra dormir ao invés de ir pra orla sentir o vendo vindo do mar. Só que não tens culhões pra isso. Os transferi pra um outro alguém que ainda vive dentro de mim e que morre um pouco a cada dia.
Engraçado é que ‘esse alguém’ não era pra ser meu alterego. E acabou virando, junto a com a virada de mesa que minha vida deu logo em seguida. Um amigo meu brincava comigo no MSN dizendo que um dia era eu e no outro era esse outro alguém: um levava meu nome e o outro, o sobrenome. Não passou muito tempo pra aquilo que eu era virar o que eu gostaria de ser.

Eu não sei mesmo, se na cabeça das pessoas isso tudo não passa de um dramalhão mexicano. Porque ao mesmo tempo que tento reagir de coisas que realmente não consigo reagir, fico inerte no fundo da minha cama. E não é que eu não queira me ajudar, mas simplesmente não consigo. Será que alguém entende isso?

E paro por aqui, como diz o título, esse assunto é pessoal e intransferível. Ninguém faz parte disso, nem deve tomar pra si. E ninguém toma mesmo, porque além de não fazer o menor sentido, consome a alma de qualquer um.
E de hoje, vou começar a guardar na alma aquilo que a ninguém interessa. Minha vida, normalmente, já é chata o suficiente e as pessoas já têm problemas suficientes pra aguentar alguém buzinando em seu ouvido.

E se sou fraca e não luto contra isso? Sim, muito. Mas nunca me fiz de forte pra enganar ninguém. Sou tão fraca que preciso dos outros pra me ‘alavancar’. Não será mais assim. Serei eu, comigo mesma, nome e sobrenome. Eu por completo e meus problemas pessoais e intransferíveis.

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Now playing: Los Hermanos – Tá Bom
via FoxyTunes

E a dúvida remains…

Estou triste. É péssimo isso. Na verdade às vezes é bom curtir a fossa, mas desta vez to curtindo pra caramba, até demais.
Já não sei mais dizer se é mesmo tristeza. Acho que consegue ser mais profundo.

Minha vida tá um caos desde que o ano começou. Assim meio sem saber o que fazer, e quando se sabe nada dá certo. E é isso que me incomoda.
Vamos lá. Já são 6 meses de formada. Esta crise eu to levando bem, até. Mas, como diz um poema de um conhecido meu “estou muito atrás de meus olhos”. E sinto – melhor, sei – que estou muito atrás de algumas pessoas que se formaram comigo, algo que me incomoda pelo simples fato de eu não ter mais pouca idade. Tá, eu sei que não sou velha, mas o tempo tá passando e nada tá acontecendo.

A cada semana eu achava um propósito diferente. Isto quando comecei a achar que tinha que ter um propósito, ou não tocaria minha vida pós faculdade. E toda semana era um diferente. Aí comecei a ver novos horizontes, novos rumos e aquilo foi me animando. E esses novos rumos foram “down the drain“, enquanto outros, que realmente nunca passaram pela minha cabeça surgiram. E apesar de assustador, inovador e “perigoso”, era algo que me deu um shot de adrenalina impressionante. Parecia que todos os dias eu acordava com uma disposição que não via em mim há anos. E desta vez não é hipérbole.
E a cada dia, eu ia me acostumando com isso, com tanta energia boa vindo de dentro de mim. E achava que estava no caminho certo. E quanto mais eu ia seguindo meu rumo, mais via muros na minha frente.
Cada vez o muro ficava mais alto. E aquele shot de adrenalina se transformou num balde de água fria. Tão fria, tão gélida, que congelou-me de forma tal, que não consigo mexer um palito pra tocar meus planos. As pedrinhas de gelo batiam na minha cabeça como marteladas. E tudo que eu achava que seria bom pra mim, passou a não ter mais futuro no meu futuro.

E hoje cá estou, triste, deprimida, sem esperanças e sem futuro. Porque a felicidade dos outros hoje me incomoda, porque a sinceridade necessária dos outros me desanima, porque eu acho que nada mais do que faço vale a pena.

Não sei se sigo em frente, continuo mudando meus planos a cada semana ou sigo com eles até o fim, perseverando e contando com minha capacidade de conseguir realizá-los. Lógico que qualquer um ia me dar um empurrão no meu ego e dizer que consigo, mas se fosse tão fácil assim comigo, talvez não estivesse aqui escrevendo estas linhas.
Não sei de mais nada, e o que sei me desagrada. Enquanto isso, a dúvida “remains”: passo a bola pra frente ou fujo com ela? Entro à direita ou vou em frente? Caso ou compro uma bicicleta?

E a dúvida remains….

p.s.: só tem um pequeno probleminha… ou eu me resolvo agora, ou eu me resolvo agora. Nem tempo pra pensar eu tenho sobrando…