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Eu e Meme, Meme e eu

Junho 17, 2008

Nunca tinha ouvido falara nessa parada de “meme” e continuo meio sem entender. Só sei que minha querida Menina Fafá me mandou isso e acho que é tipo uma corrente. Como eu sou espírito de porco e não tenho amigos blogueiros a dar com pau pra sair mandando corrente, vou fazê-la e quem aqui neste blog ler e sentir aquela necessidade de fazer, deixa nos comentários que eu vou ver, ok??

O lance é: ESCOLHER CINCO PESSOAS QUE EU GOSTARIA DE SOCAR BEM FORTE.

Foram essas as palavras dela. Hoje, nowadays, é difícil porque tô numa onda de paz, e meio politizada, então a maioria que me dá vontade são políticos. Mas serei bacana e socarei outras pessoas.

1º - Lula. Não podia deixar de fora um ser humano que tem me feito “pseudamente” me interessar por política. Esse cara se faz de bom, de amigo de operário; modificou a previdência e todo mundo ganhou mais alguns anos de serviço. A saúde toda ruim, a educação fraca e segurança mínima, ele doa 12 milhões para as Escolas de Samba do Rio de Janeiro. O governo tá uma bagunça, como nunca estamos sabendo de questões de corrupção e apesar do Real estar sendo valorizado, nada adianta se a economia do país não permite ao povo comer bem nem o feijão com arroz por conta de alta na inflação. Ele me entra num embate inédito sobre Petróleo, deixando a Petrobrás oscilante (o que mexe nas ações da bolsas de valores). Caberia muito mais mas o post se tornaria chato, se já não está.

2º - Adriane Galisteu. Na boa. Ela merece um soco. Dos bons. A mulher me namorou o Airton Senna. O cara morre e ela escreve um livro pra se dar bem na vida. E dá. Apresenta programa aqui, ali, namora celebridades e etc… Aí, essa mulher de muitos trinta anos vai pra cima e pra baixo com a mãe, não segura um namorado por muito tempo (tudo bem que isso não é qualidade única e exclusiva dela). TUDO ela faz com a mãe. Tá que eu também amo minha mãe mas não vou a todo evento social com ela quando estou solteira (se fosse o caso). Não sei mão, mas tô achando que até em jantar romântico a velha tá. Sem contar que eu a acho horrorosa. Acho sim, não é inveja, é gosto e não se discute. Pronto.

3º - Chico César. Mama África. Odeio e pronto. E o soco nele viria de cima pra enterrar igual jogador de basquete.

4º - Rainha Elizabeth e Camilla Parker-Bowles. Duas numa só. Pelo mesmo motivo. Princesa Diana. Eu não sou fã, nunca fui e não tinha a menor noção das coisas quando ela morreu (tá, tinha sim, uns 13 anos mas era alienada). Mas pra mim isso tudo de morte, de acidente, foi obra da sogra rainha maquiavélica. E a safada da Camilla por ser amante. Não gosto de mulher safada. Direito meu. E aí essa amante, só porque já era de familia real é “super bem vinda entre nós, familia real inglesa”. Aiiiiiiiii, odeio as duas.

5º - Amy Winehouse. Teoricamente eu não teria motivos pra socá-la. Mas aí eu lembro que a mulher é mais nova que eu, é cheia de talento e tá jogando tudo pela janela e isso me dá ódio. Vai morrer cedo, todo mundo copia esse tipo de exemplo e tudo fica normal e bonito só porque ela é celebridade. Odeio. Péssimo exemplo de ser humano e merece soco pra se desmantelar naqueles ossinhos magros dela.

Acabou. Tarefa árdua.

E como sou do contra, estraga-prazeres e etc, também sou quebra-corrente e não vou passar pra ninguém, mas quem fizer em seu blog, deixa comentado aqui, valeu?

Fui!

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Coisas que sei; que não sei; coisas que aconteceram [a (re)volta das minhas amenidades]

Maio 30, 2008

Hoje tomei conhecimento da 1ª pessoa que de certa forma esteve na minha vida e que é um criminoso. Um amigo “de família” matou a mulher a facadas, tacou fogo no apartamento e foi preso em flagrante. O senhor é tão bonzinho que a noticia me chocou horrores.

Minha avó, que trabalhou anos com ele, ainda não sabe. Alias, ela está internada. Depois de uma semana de “moleza corporal” a levamos no médico e sua glicose estava a 560. Quando a internaram, no final do dia, estava a 670. Impressionantemente ela não ficou cega, não entrou em coma e nem teve nenhum outro sintoma daqueles de pessoas diabéticas, porque na verdade ela não estava nesse grupo. Agora ela está no CIT e ainda pode estar com problema na vesícula. Sabe-se lá no que vai dar tudo isso. Mas uma coisa eu sei: minha avó é forte pacas. E não é porque é minha avó, mas porque hoje, com menos de 24 horas de internação, a glicose já tinha baixado pra 150.

Fui pegar minha CNH. Odiei. Minha assinatura saiu tremida, parece até letra de criança. Não gostei. Mas agora posso, e devo, dirigir. Em pouco tempo, aliás…

Coisa que eu não sei é no que eu sou boa. Isso mesmo, aquele tipo de pergunta que você se faz com 14, 17 anos, e não com 25. Mas eu realmente não sei. Porque talvez eu ache que preciso ser a melhor em tudo. Mas eu sou sempre quase a pior em tudo. E isso é deprimente.

Teve um tempo atrás que eu me chamava de medíocre. As pessoas não gostam do tom da palavra porque soa pejorativo. Mas nem é. Medíocre de média mesmo. Listo aqui: eu me formei. Não estive entre os melhores da turma, meu CR não chegou a 8 no final. Beirou mas não chegou. Professores não me elogiavam. E minhas notas eram piores do que alguns zé ruelas.

Outro causo. Eu canto. Canto mesmo, de cantar lálálá. Mas não que eu cante mal, só não canto bem. Não poderia viver disso na vida. Acho que morreria de fome. Tá, não morreria de fome. Mas todas as pessoas do mundo que eu conheço e que cantam ou cantaram ou ainda cantam comigo, cantam melhor.

Tá achando pouco? Meu inglês poderia me render um dinheirinho. Mas ele é medíocre, assim como todo o resto. Não é ruim, não é ótimo. E no momento não está nada bom. Não pronuncio mais nada direito, às vezes me esqueço da construção das frases… falta do uso mesmo. Entender? Ah, até que entendo bem, mas muita gente que eu conheço entende melhor.

Não sei dirigir.

Não sei fazer doces

Não sei resolver cubo mágico (aquele maldito cubo de várias cores que você tem que colocar todas as cores juntas no mesmo lado).

Não sei muitas coisas. E não sou muita coisa.

Não sou boa nem em ser deprimida (sim, eu tenho depressão…). Quanto mais eu tento melhorar, mais minha mãe me critica achando que resultados virão com o simples engolir de remédios.

Não sou boa em arranjar empregos, algo que na verdade ela, minha mãe, acha que preciso pra não ficar deprimida, como se essa fosse a causa(pra quê tratar já que ela acha que sabe a raiz do problema?!?!)

Não sou boa com amigos. Não sou má, mas aparentemente não ligo pra eles. Talvez seja mais forte do que eu.

Ah! Por sinal, perdi uma amiga este ano. E desta vez nem foi minha culpa. Chega a ser engraçado isso. Mas não faço esforço não. “Faço o melhor que sou capaz só pra viver em paz”, como já diziam “os irmãos”.

Não sei não ter inveja. É feio isso, eu sei. Mas eu tenho. Inveja do que não tenho, do que gostaria de fazer e não faço por motivos alheios à minha vontade. E inveja dos meus amigos e suas amizades. Passa do ciúme. É feio, eu sei, mas é verdade e estou num momento super sincera.

“Ah, que isso, você é sim, inteligente, você é legal, você não é nada assim, blábláblá whiskas sachê.” Na boa, não cola, porque quem fala é sempre melhor do que eu em vários aspectos. E não sente tanta coisa ruim como eu. E porque tô falando isso? Porque esse mundo é uma selva e se você não for boa ou aparentemente perfeita ninguém te quer pra absolutamente nada porque vai existir alguém melhor.

Pensando seriamente em virar faquir. Ou partir pra Marte. Pelo menos lá sou a única que não é verde. É, mas aí eu iria reclamar de não ser verde….. ah, desisto.

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I Had a Dream…

Maio 15, 2008

Não. Não tem nada a ver com Martin Luther King. Na verdade meus sonhos são muito menores e não vai passar em televisão ou coisa do tipo. Mas tive um sonho tão surreal, engraçado, esquisito e outras coisas, que vale a pena imortalizar. Se prepara porque é longo.

Tá. Começava com euzinha indo encontrar com um amigo meu e uns amigos dele. Já começou a fazer pouco sentido porque eu não sairia com ele e com uns amigos que eu não conheço, apesar de conhecer alguns. Por algum motivo escuso, eu tinha chutado o balde de alguma coisa na vida e estava indo pra um baile funk, de ônibus, no meio da tarde. Outro erro grosseiro.
No meio do caminho eu olho pra ele e digo: “Poxa, não vou não. Tenho prova amanhã.” Ele me olha com uma cara de ‘que pena’ e eu salto do ônibus. O único detalhe é que se EU tinha prova no dia seguinte, ele provavelmente também teria. Mas tudo bem. Desci do ônibus.
Quando dou por mim estou no meio de uma estrada, que aparentava ser na Gávea. Mediunicamente, talvez, eu sabia que uns amigos estavam em um apartamento ali próximo. Então fui eu pra lá. Cheguei no apartamento não sei como. Voando, teletransportando, sei lá. Não lembro de elevadores ou escada pra subir. Meia dúzia de pessoas num ócio total se encontravam. Alguém me pedia alguma coisa pra ver no computador da casa, que por sinal era muito bonita, e o prédio era muito feio, tipo sobrado, prédio antigo, ah, coisa do tipo.
Sento eu no computador e começo a baixar/instalar um jogo que combinava corrida com futebol. Quando dou por mim estou sozinha na sala até que alguém aparece. E quem é? É só o Tiger Woods. Ninguém mais. Completamente nervosa, começo a dialogar com ele, em inglês óbvio, que se mostrou muito simpático. E do nada ele pergunta: “Você é Venezuelana?” Eu respondo e pergunto o por quê daquela pergunta tão específica. Aí o carinha diz que é por causa do meu inglês. Po, magoou. Meu inglês nem é tão ruim assim. Mas não discuti. Só queria terminar o que tinha começado no computador.
Termino, afinal, o que fazia. Ele gentilmente me oferece uma cópia da chave dele pra que eu saísse e ele pudesse fazer sabe-lá-o-quê. Ah, nesse momento ele me dá um dinheiro, que supostamente eu deveria usar pra comprar um lanche no McDonald’s pra ele. Peguei a chave, fechei a porta. Desci meia dúzia de degraus (só então descobri que era um prédio sem elevador). Subi de novo e abri a porta pra devolver a chave (tá, não faz o menor sentido, mas é um sonho). No momento que abre, vejo Tiger Woods de T-shirt “emo” e de bunda de fora. Enquanto isso, escuto o barulho do chuveiro e no mesmo momento ouço ele falar com um mordomo que me achasse porque tinha ficado faltando uma parte do dinheiro. Tudo isso em segundos. E ele não me viu.
Fechei a porta e fui descendo. E veio o mordomo atrás de mim. Fui receptiva enquanto ele foi um grosso, achando que eu era uma “mulher da vida”, tentando se aproveitar de uma pessoa famosa e rica como nosso querido Tiger é. Eu digo que não, que ele estava enganado e tal.. tentando me defender, né. Nada adianta, ele pega o dinheiro da minha mão. Chego à portaria, encontro minha mãe na rua e vamos embora.
Não fomos pra casa, mas pra uma espécie de resort. Vários amigos dela lá, lugar bacana. Passamos o final de semana ali, aproveitando tudo de bom, com pessoas que eu não me lembro quem são e alguém que talvez fosse uma prima, mas que não era nenhuma das minhas primas de verdade.

O estranho é porque o lugar era chique, tinha uns funcionários que ficavam parados nos corredores só esperando você pedir as coisas mais absurdas ou favores comuns de um lugar como aquele. Mas toda vez que eu olhava pro lado, eu via um lado super portelinha. Tinha 2 barracos, várias cadeiras de praia enferrujada, cerveja no isopor, essas coisas. E minha mãe estava lá! E no meio dessa confusão, tinha uma menininha linda, de uns 2 anos. A todo momento ela era de uma educação ímpar. Estava sempre sentada em frente a um computador (que parecia ser o meu de verdade, esse que uso neste exato momento) só observando. Não mexia em nada, só olhava. Parecia o sonho de qualquer mãe que se preze. Era lindinha, morena, de xuxinha, saia, coisa fofa de ver. E ela gostava de ficar no meu colo! Só em sonho, né?!?!?!

O fim de semana acabava, eu não ia fazer a prova que me impediu de ir ao Baile funk. Eu não via mais o Tiger Woods e nem o mordomo. Eu não sei como cheguei no tal resort, mas sei que ao sair de lá vi palmeiras tão, mas tão altas que me sentia uma anã. Quando tentei tirar foto delas, acordei. Ou o sonho acabou. Sei lá.

Só sei que foi assim, e sempre sonho coisas loucas, mas dessa vez foi de uma variedade de temas e situações tão bizarra que nem deu pra esquecer, apesar de ter sido há 2 dias atrás. Mas prometo que não colocarei mais essas coisas aqui. Vou postar só meus devaneios em lucidez e consciência.

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O Gosto dos Outros*

Maio 5, 2008

Gosto é um troço esquisito, né? Cada um tem o seu mesmo. E pior é conviver com os que consideramos de mau gosto.
Hoje percebi que o que a gente mais tenta é impor o nosso aos outros. Ou no mínimo esperar que as pessoas tenham o bom senso de ser como somos e gostar do que gostamos. E é tão ridículo. E o mais ridículo é o que vem depois; a conformação de que, um dia qualquer, pode ser que ninguém, absolutamente ninguém, goste das mesmas coisas que você.

Me pediram pra escutar um cd aqui em casa. Uma tal de sei-lá-o-que Taviani. Olhei com cara de nojo. Tá que nunca escutei falar mas com um sobrenome desse achei que não merecia minha atenção. Aí soltaram: “Você gosta de rock, né?” Só pude balançar a cabeça. E nem é totalmente verdade. Fatalmente não gosto só de rock. Mas também tenho quase certeza de que dessa tal Taviani não vou ser fã.

Tô feliz porque o Flamengo ganhou. Mas tem uma multidão de pessoas que está mega furioso e ainda dizendo que foi o jogo foi comprado. Se todos gostassem do flamengo seria uma alegria imensa nessa cidade nefasta. Mas tudo bem, ao meu ver é só um bando de pessoas de mau gosto. Que ainda chama a nós flamenguistas de favelados (tudo bem que o povo perde a linha).

Gosto de um rapaz. É, a vida é assim, amores, dissabores e tudo mais que vem no pacote. E o rapaz não gosta de mim. Ah, mas quem dera se gostasse. Toda aquela coisa brega de mulherzinha apaixonada que se passa na minha cabeça poderia se tornar realidade. E olha que nem é amoooor, hehehe…
O que importa aqui é que o gosto dele não bate com o meu. Senão não estaria a escrever isso aqui. E hoje descobri coisas faladas a meu respeito que só corroboram a grande impossibilidade de isso tudo mudar. Mas na boa: é o gosto dele. Não posso mudar isso. Por mais força que pudesse fazer, por mais charme que pudesse jogar (que fique claro que não é meu forte at all, então seria furada do mesmo jeito), não posso mudar o que se passa naquela cabeça e naquele coração. E o que eu posso fazer? Partir pra outra, como qualquer pessoa sã, maior de idade, esclarecida e vacinada.

Minha avó vê todos os milhões de telejornais da tv, de todos os canais. Minha mãe vê todas as novelas da Globo. E algumas de outros canais que encaixam no horário dela. Eu não vejo jornal. Nem novela. Mas vejo tudo quanto é seriado, sitcom, reality show. Amo. E as duas odeiam. E questão de gosto. Ou a falta dele.

E a vida gira em torno disso, é verdade. Aquele máxima babaca mas que faz um puta sentido: “o que seria do azul se não fosse o amarelo?”

Já dizia o lindo Tom Jobim, “se todos fossem iguais a você, que maravilha viver”. Na verdade o que eu penso e você também(não me engana não!!!) é que seria uma maravilha mesmo viver se todos fossem iguais a nós; nos conhecemos, sabemos do que gostamos ou não. E sabemos lidar conosco (tá, nem todo mundo sabe lidar consigo mesmo)!

Ao mesmo tempo, acho que faz parte. Faz parte eu gostar de rock e minha mãe de mpb. Faz parte perder meus dias olhando pro tal carinha, que olha pra uma menina, que está de paquera com um outro, que na verdade não gosta dela e sim de outra, que não gosta de ninguém, afinal. Gosto é gosto.
Faz parte ter um bando de gente com um gosto estranho, torcendo pelo Vasco, Fluminense, Grêmio, Cruzeiro, Atlético…


Faz parte todo mundo gostar de coisas diferentes. E eu sei disso. O problema é que só hoje fui me dar conta de que a vida é assim. O lance agora é me adaptar a este admirável mundo novo recém descoberto por um ser de 25 anos e diploma universitário…definitivamente ainda há muito o que se aprender na vida…

*Filme francês bacana. Procura no Google.
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Da Inteligência à Dependência (e vice-versa)

Abril 13, 2008

Estou eu, no auge da minha juventude e com todo o futuro pela frente.
Tá, momento clichê-brega, mas tem motivo…

Do que adianta essa bosta de futuro todo pela frente se você simplesmente não sabe o que fazer com ele?
Sabe qual o problema? O problema é dos nossos pais! Pior! É dessa sociedade brasileira decadente que absorve tantas coisas de outras culturas mas outras coisas não. Porque se isso aqui fosse um Estados Unidos da América, uma Europa da vida, ao 18 anos era um “good bye, so long, farewell” e vai se virar. Você ia viver sua vida, fazer sua vida, ser independente e depois da faculdade, aí sim, você teria o mundo todo nas mãos, um futuro pela frente.

Mas não, nessa cultura de país subdesenvolvido vive-se sob as asas dos pais por muito tempo. Sair de casa mais cedo te dá muito mais perspectiva do que fazer da vida, isso sim. Fazer faculdade, voltar pra casa, ter almoço preparado pela mãe, empregada ou qualquer coisa que o valha. Ver “Video Show”, quiçá “Vale A Pena Ver De Novo”. Dormir e começar a maratona das novelas, começando com malhação. Isso pra ser genérica. Gente como eu ainda é pior: liga o computador, passa horas conversando. Vai pra tv e assiste um dos seriados bacanas, que viciosamente acompanhas. E é uma roda viva, como diria querido Chico…

Quando termina a faculdade, 100% da torcida do América Futebol Clube vêm te perguntar qual vai ser agora. Na boa, se você não sabe, muito menos eu. Aí começa o desespero do “o que vai ser de mim agora???”.

Mas como uma boa criação que te deram, te acalmam também. Mas esse consolo não dura muito não. O problema é que as dúvidas e confusão mental duram mais. E ninguém quer saber. E ficam a te importunar perguntando o que você vai fazer depois do curso, depois da OAB… E você se sente compelido a fazer concurso pra gari, só pra acalmar tantos corações desejosos do seu sucesso.
Mas sabe o que é isso? Não passa de uma vontade absurda dos seus pais te verem fora de casa, o que não deixa de ser lindo, só que ninguém te preparou pra isso, né? Porque quando você quis trabalhar alguém te disse que você era muito nova. E agora você não tem experiência em bulhufas…
Se americana eu fosse, já estaria longe de tantas complicações pós faculdade. Em casa não estaria mais; emprego já teria há tempos. E independência seria a palavra de ordem.

Ok, ok. Preciso aprender a usar minhas ferramentas à mão, certo. Pois não tenho nenhuma, senão meu cérebro. O problema é que ele já trabalhou pra CUT e só funciona quando bem entende, portanto forçá-lo a fazer concurso pra gari é mais complicado do que se imagina.

E agora sinto aquela pequena pressão básica da família, que pergunta se eu passei ou não naquele concurso ou simplesmente não fui classificada; que me manda edital de concurso por e-mail, assim como quem não quer nada; que pergunta se não tem nenhum concurso aberto…

Aff, sei lidar com isso não. Mas tô tentando. Só não adianta querer de mim, o que sempre me fizeram evitar: independência.

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Quero Saber Bem Mais Que Os Meus Vinte e Poucos Anos

Março 28, 2008

Infelizmente, hoje eu tenho 25 anos.
E acho que não me veio nada com isso. Só o peso de estar cada vez mais longe dos meus anos de criança e mais perto das milhares de responsabilidades de gente grande. Mas nem eu mesma me trato assim, então por que deveria ser?

Saí pra comprar um presente de aniversário e simplesmente não sabia o que queria. Como assim, uma pessoa adulta no auge de sua mocidade, juventude, nos seus tempos áureos, não sabe o que quer de presente? E ainda tenho que escutar: “você já passou da fase de dizer ‘não sei’, você já tem 25 anos.”

Aff. Já passaram 24 horas do dito aniversário. E na boa, sinto nada de melhor. Só me sinto pior. Vou voltar à vida normal, pro curso, pra casa, pra rotina. E voltar às mesmas coisas de sempre. Aff. Odeio. Odeio voltar pra realidade sem saber o que fazer com ela. Acordar, levantar, ir pro curso. Voltar pra casa.
Voltar pra casa, na verdade, é parte de uma nova rotina. Ainda nem tive tempo de me acostumar com ela, se é que vou.

Às vezes é melhor não acostumar com a “boa vida” de sessão da tarde. Preciso, mais do que urgente, me tornar uma advogada. Pegar naquela carteira vermelha e daí decidir meu futuro, se é que eu tenho futuro. E já era pra eu saber… como me disseram hoje, “como pode uma (futura) advogada ser tão indecisa?”. Nem eu sei. Nem eu sei como cheguei até aqui.  Só sei que cada dia quero algo novo e diferente; quero viajar; quero fazer curso no exterior; quero fazer curso no Brasil mesmo.

Será que quero ser advogada? Ter um escritório em sociedade? Ou ser funcionária pública? Procuradora? Juíza? Promotora Defensora? Não sei.
Rio de Janeiro ou Brasília? Manhã, tarde ou noite? Esquerda ou direita?
Não sei.

Engraçado como eu nunca sei nada, nunca sei de nada. Acho que já está na hora de saber o que quero. Não acredito que chegarei aos 50 sem saber absolutamente nada, ou sem ter aproveitado os 25 anos que estão por passar.

Grande aproveitamento da vida. Super Carpe Diem e Carpe Noctem, esse que tenho vivido.
E mesmo não sabendo o que quero daqui em diante, quero tudo que mereço. Já chega, né?
Chega de desperdício, chega de ócio. Começo agora, mesmo que hipocritamente, a viver minha vida. De indas e vindas. De amores e desabores.

E daqui pra frente “eu não abro mão nem por você, nem por ninguém, eu me desfaço dos meus planos, quero saber bem mais que os meus vinte e poucos anos”

Para mais bobeiragem: http://sweetvice.wordpress.com/

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Spitting Out.

Março 3, 2008

Angústia eu não sentia há algum tempo. Mas voltou com força total.

Medo eu sinto sempre.

Raiva, todos os dias que vou à rua e preciso interagir com seres humanos lerdos.

Compaixão vem sempre que penso nos filhos que sonho em adotar .

Tristeza já faz parte de mim, mas tento mascarar vez ou outra.

Alegria? Sábados de tarde, lá pra 13 horas, quando acordo e não tenho nada pra fazer.

Dúvidas me rodeiam desde o último semestre de faculdade.

Paz é só o que quero, mas nunca procuro.

Alívio vou sentir algum dia, não sei quando.

Saudades constantes de alguns que me afastei. E de alguns que se afastaram.

Esperança matei na casa da minha avó. Duas. Ficaram lá pro ano passado.

Mas hoje eu só vivo com a angústia, que não dava o ar da graça há tempos.

E definitivamente hoje eu não vivo, não convivo tampouco me livro. Se alguém tiver um antídoto me avise.

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Eu Fiz Direito!

Fevereiro 27, 2008

Pois sim. Hoje eu posso dizer que sou uma Bacharelada em Direito, porque colei grau faz uma semana, já. O que você tem a ver com isso? Nada. Mas eu tenho.

Eu colei grau! Eu sou formada em Direito!

E o que isso me garante? Só uma cela especial enquanto minha sentença não transitar em julgado. Falei grego, né? Pra você ver, meu canudo vazio não tá valendo muito mais que um abacaxi de fim de feira. Porque neste mundo injusto, qualquer profissão te garante qualquer coisa depois da faculdade, só que nós, bacharéis em Direito, precisamos nos matar pra conseguir uma carteirinha.

Não bastassem os cinco anos aprendendo milhares de correntes doutrinárias e posicionamentos dos tribunais; não bastam só os códigos, que todos os anos são iguais, mas tão diferentes ao mesmo tempo, que é preciso comprar outros, porque o idiota do legislador quis mudar uma lei que, sinceramente, possivelmente era melhor antes da modificação. E pra quê criar mais????

E porque ler o artigo 5º da Constituição Federal toda hora? Achar até que ali vai ter resposta pra prova de Direito Empresarial, já que nunca tem em lugar nenhum!

Também foi um graaande prazer ler e reler teorias de São Tomás de Aquino, Aristóteles, John Rawls, David Hume, Höffe, Hans Kelsen, Rousseau, Platão e não entender absolutamente nada do que eles diziam! E tentar entender o tal Devir e seus seguidores, sabe-se lá se era Heráclito de Éfeso, Zenão de Eléia, Parmênides ou sei lá mais quem. Mas o que filosofia tem a ver com tudo isso? Tudo! E isso é que é pior… Sabe o Legislativo, o Executivo e o Judiciário? Pois é, não seria assim se não fosse pelo velhinho Montesquieu.

Ah, foram esses os momentos em que pensei em fazer letras, filosofia e até mesmo turismo, menos Direito.

Mas durei tempo o suficiente pra acabar e ter o prazer de ver professores de má vontade, professores relaxados, professores mancos, professores que falavam pra dentro e ficavam sentados. Sem me esquecer dos que babavam em cima das alunas. Fiquei tempo o suficiente pra partir pra aulas no outro turno porque a professora era péssima; pra trocar de turma ao ver que o professor de Civil parecia um aluno nerd. E pra descobrir que de nerd não tinha nada, e maluco talvez fosse!

E vi filme sobre Processo Penal, onde o juiz de direito (que inicialmente hoje ganha uns R$20.000,00) vivia numa casa mega simples com móveis das Casas Bahia e comia pão com mortadela (ta, não lembro bem se comia, to inventando mesmo). E ainda pude descobrir que “quem pode mais, pode menos! Sem contar que tive o (des)prazer de ver mensagens de amor e de horóscopo do celular do professor. Escondido, claro!

Aturei muita gente mala, gente carente me pedindo um abraço e um pouco de atenção, gente indo fazer Queixa na delegacia do colega de classe por conta de humilhação em público.

E professor simulando conjunção carnal na mesa, chamando a senhora de “tia” e as meninas de “potranca”. É desse tipo de coisa que realmente quis fugir.

Quis fugir também das aulas dos malucos, das provas dos malucos e dos malucos. Mas das provas não deu. Tirar 5,5 e ganhar palmas não é pra qualquer um não!

Mas foram bons 5 anos. De trabalhos compartilhados, de petições de Direito Empresarial, de discussões com colegas de grupo, com dúvidas sobre “doutrina“! De fofocas sobre a vida alheia, de fofoca sobre as nossas vidas; de crises existenciais, de crises pré-prova, de crises das crises!

E, como não poderia terminar de outra forma, fechei com chave de ouro: monografia sobre tema difícil e ainda chamando a mais cheia de má vontade da faculdade. O que (não) se chora em 5 anos se chora em 2 dias. Mas o choro valeu, mesmo durante a deliberação e recebendo meu “10 com louvor”, valeu! Valeu escutar sobre coisas que nada me interessam, mas pra dar força pros meus amigos.

Valeu ter conhecido meus amigos! Mesmo eu tendo vomitado no meio da sala e todos rindo de mim; mesmo com minhas grosserias e os dias de mau humor de cada um. Valeu a pena conhecer os professores que conheci (uns mais do que outros). Valeu a pena conhecer pessoas agradáveis e desagradáveis. Vêm no pacote e fazem parte dele.

Eu agradeço muito e reclamo muito também! Verdade seja dita e eu sei que faço parte de uma minoria, aqueles que conseguiram começar e terminar uma faculdade. Mas agora estou num lado mais triste: da maioria que está sem emprego.

Hoje, com diploma na mão, não sou nada. Nem ninguém. Muito menos uma advogada. Mas uma coisa - bem piegas - eu posso dizer:

Eu Fiz Direito!

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Tente, invente: dê a CARATAPA e faça um carnaval diferente.

Fevereiro 10, 2008

Deixe-me explicar: não sou fã de carnaval. Só do feriado que me deixa dias a fio fazendo o que dá na telha.

Este carnaval era pra ser diferente. E foi. Até diferente demais. Mas foi muito bom!
E eu nunca achei que passar o carnaval na cidade pudesse render tanta história.

Não estou com muita paciência pra contar em mínimos detalhes. Mas posso dizer que fiz coisas que nunca tinha feito.

Não é todo dia que se anda 8 postos de uma orla. Praticamente sem parar. Do posto 4, de Copacabana, até o mirante do Leblon. E sério, é muito chão… em condições normais, diria que piramos o cabeção. Mas foi bom.

Foi bom andar até o Leme também. Ver turistas. Um que parecia um Rambo latino (que tentou mesmo nos convencer de que era espanhol). Outro com roupa de Indiana Jones e ainda um com tampão de pirata no olho! É minha gente, carnaval vale tudo!

E falando em valer tudo, vale qualquer night também. Porque convenhamos, eu lá tenho cara de bloco de carnaval (tá, aqui não tenho cara alguma)?! Pois bem. Night com champagne servido na entrada. Com pirralhas falando sobre o livro de física que tinha mudado, com Penélope dançando atrás da cortina e dando shots maravilhosos.
E Djs maravilhosos também. Praticamente perfeitos. Bom, muito bom.

No dia seguinte, muito cansaço, mas muita animação pra night da vez. Balada alternativa com público em massa gay. Conseguimos quase não achar o lugar. E depois que achamos, umas 2 horas na fila (sem exagero algum)! E quando você pensa que era o lugar que menos valeria a pena… engano seu, meu jovem leitor! Tudo de bom aquele lugar! Pessoas engraçadas, que dançam freneticamente! E lugar que toca Kaiser Chiefs merece minha apreciação! E quando você menos espera, tudo, tudo, absolutamente tudo de inesperado acontece. Não entrarei em detalhes aqui por conta dos leitores menores de idade (Esfarrapada essa!!!). Mas digo-vos, queridos. Lá passei por coisas que meus anos de juventude não me propiciaram até então. Estou viva e saudável, portanto não pensem atrocidades.

E muita animação nos levou a cumprimentar turistas (e digo, APENAS TURISTAS) pelas ruas. Pra deixar a impressão de que cariocas são simpáticos. Não nos custava muito, não é verdade? E outra noite hilária!

Sem contar que quase todo estabelecimento de comestíveis tinha uma bendita geladeirinha da Nestlé, mas que não tinha o bendito “Cornetto” (Leia-se Troppo Negresco). E mesmo assim andamos como umas zonzas pela orla, de madrugada. Suficiente pra ver turistas comemorando aniversário se jogando na água às 2 da manhã e andando descalços sem ligar a mínima.

Mas ó, foi muito bom. E recomendo. Faça do seu carnaval um momento diferente. Invente. Tente. E depois volte acabada pra casa e falte o serviço na quinta-feira.

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Deixa eu voltar, tio!

Janeiro 10, 2008

Ex-alunoÉ difícil descrever a imensa e infinita saudade que sinto desse tempo.

Não do colégio em si, da falta de professores, das greves, das pessoas mais malucas que já conheci. Sinto muitas saudades disso também. Mas sinto mais é da época. Dos meus 14, 15, 16, 17 anos.

Anos que demoraram pra passar, mas que hoje eu faria questão de voltar atrás.

Faria questão de levar todos os esporros que levei por falar demais. De sentir o desespero ao olhar pra prova de física. De matar aula escondida no banheiro.

Engraçado é que nessa fase o que a gente mais quer é ser adulto, independente. Dono do próprio nariz. Só não conseguimos perceber que já somos. Somos a partir do momento que revolvemos colar na prova, ou matar aula. Escolher uma faculdade. Uma profissão.

Eu mesma não pensava nisso. Achava minha vida uma bosta, odiava o colégio, matava aula pacas, odiava cada minuto sentada na sala de aula. Uniforme? Era nojento, calça azul marinho e uma blusa de botão… ainda tinha que usar o emblema. Odiava.

Acordava cedo. Pra ir pra explicadora, porque eu realmente odiava matemática e física. E perdia o ponto de soltar. Mas não pagava passagem e não tava nem aí.

Matava explicadora e ia ao cinema, ver filme a 2 reais.

Matava aula e ia pro shopping pedir dinheiro pra “formatura”, pra poder beber no barzinho.

Só não fui parar em cachoeira, como alguns amigos malucos que tive.

Me apaixonei perdidamente por figurinhas populares. E como toda paixão, passou logo. Até porque minha covardia não me deixava nem chegar perto. Tive meus rolinhos. Mas nada que fosse de avassalar meu coração. Tive outros rolinhos. Que me assombram até hoje. Mas viraram fantasmas.

Odiava 70% dos professores. Eram chatos e autoritários. E nem eram. Eram professores. E eu era rebelde. Minha mãe foi chamada duas vezes ao colégio, em épocas e unidades diferentes pra perguntarem a mesma coisa: “ela tem tendência suicida? é deprimida?” hahahahaha, previram o futuro, né??

Os professores eram os mais malucos. Quarentões dando em cima de meninas de 15 anos. Velhotes gays e nada enrustidos, professores que se declaravam pras meninas na frente dos coordenadores, como se fosse algo normal. Alguns não gostavam, de dar aula e simplesmente sumiam. Outros tocavam o terror… e tinham as oferecidas. E os sensíveis (que só poderia ser de filosofia…).

Eu, particularmente não respeitava quase nenhum. Só os que conseguiam prender minha atenção. E muita gente não respeitava também. Matar aula não era peripécia só minha, mas as vezes de uma turma inteira. E eu não coloquei dedo na cara de nenhum deles, como uns e outros fizeram. Mas não os suportava. Tratava com desrespeito, desdém. E tenho muita vergonha disso. Mas era adolescente rebelde e não podia evitar isso.

Depois disso parei num pré-vestibular. E continuei não querendo muita coisa com a hora do Brasil, principalmente depois que fui impedida de fazer Letras. Chutei o balde. Mas gostava da sala, mais do que a do colégio. Gostava tanto que no ano seguinte fiz pré no mesmo cursinho. Mas comecei a trabalhar e chutei o balde de novo.

No final das contas, estava escrito nas estrelas que eu fosse parar onde parei, que eu fosse estudar Direito, como sempre desdenhei. E foram 5 anos especiais. De fases de farra, fases de crise, de matar aula, de odiar professor, de amar professor, de se sentir um outcast, de descobrir amigos de verdade, amigos pro resto da vida.

Foi época de chegar de ressaca nas aulas de sexta. E às vezes nas de segunda. De fazer muita doideira, de ir pra lugares que não tinha como voltar.

Coloquei a cabeça no lugar. As duvidas continuavam, certezas foram surgindo. E o tempo foi passando. Passando…. Passando…

E chegou a famigerada monografia. Junto com milhões de outros problemas pessoais. Mas apesar das adversidades, da má vontade de alguns, da insegurança e do medo, eu consegui. E terminei a faculdade com 10 “com louvor” na monografia.

E agora que a vida deveria estar começando é quando mais tenho dúvidas sobre meu futuro. Não sei, literalmente, o que será de mim amanhã. Não sei onde estarei daqui a um mês. Não sei o que farei da minha vida.

E a incerteza é que mata. Estou igual vaca de presépio sem saber pra onde ir. Me colocam num lado, e logo depois no outro. E eu não sei pra onde vou.

E agora, formada, não sou ninguém. E poucas pessoas entendem isso. Talvez só quem está ou passou pela mesma situação que eu. Não ser ninguém. Minha estrada tá longe de acabar, mas o começo dela ainda não achei.

E apesar de, com muito orgulho ter conseguido o que uma minoria da população brasileira alcança, preferiria voltar aos meus tempos de colégio. Minha imaturidade era justificável, minhas dúvidas seriam fatalmente solucionadas pelo tempo e responsabilidade não existia. Agora todos esperam algo de mim, sendo que eu não sei o que esperar de mim e dos outros.

Nunca achei que pudesse querer tanto voltar pros momentos que quis tanto sair. Porque ficar no status que estou agora não desejo pra ninguém.

Resolver minha vida é o lema do momento. Só não sei por onde começar, e quem deveria cooperar só atrapalha…

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